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23 de Novembro de 2017

ARTISTA Artur Barrio

Foto: Divulgação Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin



[Cotações]
Artur Alípio Barrio 1945, Porto, Portugal

Biografia: Chegou ao Brasil em 1955. Em 1967 abandonou um curso de Economia para matricular-se na Escola Nacional de Belas Artes, que acabou abandonando logo depois. Em 1970, o seu trabalho Trouxas ensangüentadas, apresentado em Belo Horizonte, repercutiu mundialmente e foi exposto depois em Paris e Nova York. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, em São Paulo e no exterior: Porto (Portugal), Paris e Nice (França), Genebra (Suíça) etc. De 1975 a 1978, viveu em Paris. Suas mostras mais recentes foram apresentadas no Paço Imperial, Rio de Janeiro (1995); no Centro Cultural Banco do Brasil, retrospectiva, Rio de Janeiro (1996); no Museu de Arte Contemporânea, juntamente com Antonio Manuel, Niterói (1998); no Artur Fidalgo Escritório de Arte, Rio de Janeiro (2000); na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2002). Entre as mostras retrospectivas, destacam-se: Paço das Artes, São Paulo (setembro de 2000 a janeiro de 2001), e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (abril a maio de 2001). Integrou numerosas mostras coletivas nacionais e internacionais (Estados Unidos e Europa). Participou algumas vezes da Bienal de São Paulo (de 1981 a 1996), e recentemente da Documenta de Kassel (2002). Além da pintura, do desenho e de suas obras anticonvencionais, desenvolveu ainda trabalhos em super 8 e audiovisuais. A seu respeito escreveu Roberto Pontual em 1987: "Derrubador por excelência da estética 'nobre', ele fez do lixo, da escória, do refugo, da imundície, da repugnância, do perecimento do orgânico e da efemeridade do gesto (morte reapontada na vida) a matéria e o alvo de um trabalho disposto a qualquer preço ao susto, ao soco, ao grito que leva à véspera da descoberta. Obra contra a assepsia medrosa da arte e, por aí, contra as virtudes fingidas da vida, reveladora das opressões, violências e esquadrões ocultos."  

Referências: Barrio (MEC/Funarte, 1978) e Registro de trabalho (MEC/Funarte, 1981), de Barrio; Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Anos 60: transformações da arte no Brasil (Campos Gerais, 1998), de Paulo Sergio Duarte; Tridimensionalidade: arte brasileira do século XX (2. ed. revista e ampliada Itaú Cultural/Cosac & Naify, 1999), de Annateresa Fabris, Fernando Cocchiarale e outros.

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