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24 de Novembro de 2017

ARTISTA Amílcar de Castro

Foto: Arquivo/Galeria Silvia Cintra Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin



[Cotações]
Amílcar de Castro 1920, Paraisópolis, MG 2002, Belo Horizonte, MG

Biografia: Escultor, dedicou-se também ao desenho, à pintura, à gravura e ao magistério. De 1942 a 1946, estudou em Belo Horizonte: desenho e pintura com Guignard e escultura com Weissmann. Formou-se em Direito em 1945 e em 1952 transferiu-se para o Rio de Janeiro. Participou da Exposição Nacional de Arte Concreta, em São Paulo e no Rio de Janeiro (1956 e 1957) e posteriormente em Zurique (1960). Foi um dos signatários do Manifesto Neoconcreto, redigido por Ferreira Gullar, e participou das mostras do grupo no Rio (1959), em Salvador (1959) e em São Paulo (1961). Em fins dos anos 50 e início dos 60, trabalhou na renovação gráfica de vários jornais cariocas e criou a nova concepção gráfica do Jornal do Brasil. Em 1968 conquistou a bolsa da Fundação Guggenhein, de Nova York, fixando-se durante um ano em Nova Jersey (EUA). No Salão Nacional de Belas Artes, conquistou o prêmio de viagem ao exterior em 1967. Participou muitas vezes da Bienal de São Paulo (1953, 1961, 1965, 1979, 1987 e 1989, com sala especial em 1979), e do Panorama de Arte Atual Brasileira (1977, 1979 e 1987, com prêmio de desenho em 1977 e prêmio de escultura em 1979). Expôs com freqüência em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, com mostras ainda em Brasília e no exterior. Em 1989, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, realizou-se a primeira retrospectiva de sua obra. Em 1997, conquistou o primeiro prêmio Johnnie Walker. Em 2000, expôs no Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, na inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília, e na Galeria Thomas Cohn, São Paulo; em 2001, na Pinacoteca do Estado de São Paulo; em 2002, no Armazem 5 e na Silvia Cintra Galeria de Arte, Rio de Janeiro. De 1999 a 2002 assinou a programação visual do Jornal de Resenhas, encartado mensalmente na Folha de S. Paulo.  

Referências: A criação plástica em questão (Vozes, 1970), de Walmir Ayala; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Etapas da arte contemporânea (Nobel, 1985), de Ferreira Gullar; Neoconcretismo: vértice e ruptura (MEC/Funarte, 1985), de Ronaldo Brito; Novos horizontes: pintura mural nas cidades brasileiras (Banco Nacional, 1985), de Olívio Tavares de Araújo; Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta (Funarte, 1987), de Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner (DBA, 1998), coordenação editorial de Aracy Amaral; Amílcar de Castro (Cosac & Naify, 1998), organização de Alberto Tassinari, textos de Rodrigo Naves, Ronaldo Brito e outros; Tridimensionalidade: arte brasileira do século XX (2. ed. revista e ampliada Itaú Cultural/Cosac & Naify, 1999), de Annateresa Fabris, Fernando Cocchiarale e outros; Amílcar de Castro: esculturas e desenhos (Centro de Arte Hélio Oiticica, 1999); Arte internacional brasileira (Lemos, 1999), de Tadeu Chiarelli; Gravura: arte brasileira do século XX (Itaú Cultural/Cosac & Naify, 2000), de Leon Kossovitch, Mayra Laudanna e Ricardo Resende; Amilcar de Castro (Galeria Kolans, 2001), de Ronaldo Brito e Márcio Sampaio; Marcantonio Vilaça (Cosac & Naify, 2001); Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; Relâmpagos: dizer o ver (Cosac & Naify, 2003), de Ferreira Gullar; Escultores esculturas (Pinakotheke, 2003), de Olívio Tavares de Araújo.

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