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24 de Novembro de 2017

ARTISTA Di Cavalcanti

Foto: Divulgação Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin



[Cotações]
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque 1897, Rio de Janeiro, RJ 1976, Rio de Janeiro, RJ

Biografia: Em 1917 transferiu-se para São Paulo, onde realizou sua primeira individual e freqüentou o curso de Direito, iniciado no Rio de Janeiro. Trabalhou intensamente na imprensa paulista dos anos 20, tendo participado da Semana de Arte Moderna, em 1922. Ainda na década de 20, viajou pela Europa, especialmente Paris, onde fixou-se de 1935 a 1940. Mais tarde decidiu morar definitivamente no Rio de Janeiro, firmando-se como um dos paradigmas da pintura moderna no Brasil. Realizou numerosas exposições no Brasil e no exterior. A seu respeito, escreveu Frederico Morais em 1976: “Não se pode dizer que a pintura de Di Cavalcanti seja exótica - pelo desejo de ser exótica. Muito menos folclórica. Brasileira ela é, sem dúvida. (...) Di Cavalcanti descobriu o Brasil na capital francesa. Melhor, redescobriu. Ali, acima das circunstâncias, de pressão do regional e do folclórico, em contato com a obra de grandes artistas do passado remoto ou próximo, soube descobrir o que se escondia bem abaixo da superfície, (...) um Brasil lusitano, africano, indígena, mosarábico.” No ano de seu centenário, em 1997, foram inauguradas exposições de sua obra no Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do Brasil, Museu de Arte Moderna e Museu Nacional de Belas Artes) e em São Paulo (Dan Galeria).

Referências: Pintura quase sempre (Globo, 1944), de Sergio Milliet; Alguns personagens (MEC/Serviço de documentação, 1954), de Eneida; Uma tese e algumas notas sobre a arte moderna (Ministério da Educação e Cultura, 1956), de Adolfo Casais Monteiro; Viagem de minha vida: o testamento da alvorada (Civilização Brasileira, 1955) e Reminiscências líricas de um perfeito carioca (Civilização Brasileira, 1964), de Emiliano Di Cavalcanti; Exposição de arte: temas gerais e artes plásticas no Brasil (Tempo Brasileiro, 1965), de José Paulo Moreira da Fonseca; Gentíssima (Record, 1968), de Maria Ignez Corrêa da Costa; De Anita ao museu (Perspectiva, 1976), de Paulo Mendes de Almeida; Emiliano Di Cavalcanti (Brunner, 1976), de Luís Martins, legendas de Paulo Mendes de Almeida; Discurso de primavera e algumas sombras (José Olympio, 1977, p. 43-4), de Carlos Drummond de Andrade; Pintura moderna brasileira (Record, 1978), de José Roberto Teixeira Leite; O Brasil por seus artistas (MEC, 1979), de Walmir Ayala; A querela do Brasil: a questão da identidade da arte brasileira: a obra de Tarsila, Di Cavalcanti e Portinari: 1922-1945 (Funarte, 1982; 2.ª edição Relume Dumará, 1997), de Carlos Zilio; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Seis décadas de arte moderna na coleção Roberto Marinho (Pinakotheke, 1985), texto sobre Di Cavalcanti de autoria de Maria Elizabete Santos Peixoto; Desenhos de Di Cavalcanti na coleção do MAC (MAC, 1985), coordenação de Aracy Amaral; Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Di Cavalcanti: cartas de amor à Divina (5.ª Cor, 1987); O Modernismo no Brasil (Sudameris, 1978) e Acervo Banco Chase Manhattan (Index, 1989), de P. M. Bardi; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros; Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Arte na América Latina (Cosac & Naify, 1997), de Dawn Ades; Biblioteca Nacional: a história de uma coleção (Salamandra, 1997) e Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp, 1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; Pintura brasileira do século XX: trajetórias relevantes (4 Estações, 1998) e O olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo; Caricaturistas brasileiros: 1836-1999 (Sextante, 1999), de Pedro Corrêa do Lago; Pintura latinoamericana (Fundação Finambrás, 1999), textos de Aracy Amaral, Roberto Amigo e outros; Murais de Vinicius e outros perfis (Civilização Brasileira, 2000), de Paulo Mendes Campos; 22 por 22: a Semana de Arte Moderna vista pelos seus contemporâneos (Edusp, 2000), organização de Maria Eugenia Boaventura; Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz; No tempo dos modernistas: D. Olivia Penteado a senhora das artes (MAB/FAAP, 2002) e O olhar modernista de JK (MAB/FAAP, 2004), organização de Denise Mattar; Nacional estrangeiro: história social e cultural do modernismo artístico em São Paulo (Companhia das Letras, 2003), de Sergio Miceli; A milésima segunda noite da Avenida Paulista (Companhia das Letras, 2003), de Joel Silveira.

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