| ABRAMO, Lívio
(1903, Araraquara, SP - 1992, Assunção,
Paraguai)
Iniciou
sua carreira de gravador por volta de 1926. Em 1933 realizou uma série
de gravuras intitulada Operários. Participou da Bienal de São Paulo
(1951, prêmio de melhor gravador nacional em 1953), da Bienal de Veneza
e da Bienal de Tóquio. Sua primeira individual data de 1944, no ateliê
de Clóvis Graciano, em São Paulo. Em 1950 conquistou o prêmio de
viagem à Europa no Salão Nacional de Arte Moderna, com o qual viajou
pela Itália, Suíça, França, Espanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra e
Suécia. Dedicou-se também ao magistério de arte, tendo integrado a
diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo e o júri da IV Bienal,
em 1957. No ano anterior conheceu o Paraguai, tendo realizado uma
retrospectiva em Assunção. Como homem e como artista, nunca mais se
desligou do Paraguai, país no qual se radicou em 1962. Com Maria Bonomi,
fundou em São Paulo o Estúdio de Gravura (1960). Sobre sua vivência
paraguaia escreveu José Roberto Teixeira Leite: "Desde que ali
esteve pela primeira vez, o artista brasileiro verdadeiramente sentiu o
país e seus habitantes, impregnando inclusive sua gravura não de temas
- o tema mal conta na arte de Lívio Abramo - porém da ambiência
guarani. Em certas xilogravuras de fins da década de 50 vê-se mesmo a
forte impressão que lhe causou a trama ñanduti, por ele incorporada à
sua gravura, dentro de uma admirável elaboração superior." São
numerosas as exposições que realizou mundo afora. Entre suas mostras
mais recentes, merecem destaque: em 1994, Brasil-Paraguai, na Galeria do
Memorial da América Latina, e em 2003, Lívio Abramo: 100 anos, no
Museu de Arte Moderna, ambas em São Paulo.
Referências: A
gravura brasileira contemporânea (Expressão e Cultura, 1966), de José
Roberto Teixeira Leite; A arte maior da gravura (Espade, 1976), de
Orlando Dasilva; De Anita ao museu (Perspectiva, 1976), de Paulo Mendes
de Almeida; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira
Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter
Zanini; 100 obras Itaú (MASP, 1985); Entre dois séculos: arte
brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987),
de Roberto Pontual; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994);
Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis,
1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks,
1995), de Frederico Morais; Biblioteca Nacional: a história de uma
coleção (Salamandra, 1997), de Paulo Herkenhoff; Acadêmicos e
modernos: textos escolhidos III (Edusp, 1998), de Mário Pedrosa,
organização de Otília Arantes; O olho da consciência: juízos
críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso
d'Horta, organização de Vera d'Horta; Gravura: arte brasileira do
século XX (Itaú Cultural/Cosac & Naify, 2000), de Leon Kossovitch,
Mayra Laudanna e Ricardo Resende; Marcantonio Vilaça (Cosac & Naify,
2001); Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno
à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; O
olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo; Gravura em
metal (Edusp/Imprensa Oficial SP, 2002), organização de Marco Buti e
Anna Letycia.
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