| ALBUQUERQUE, Lucílio de
(1877, Barras, PI - 1939, Rio de Janeiro, RJ)
Após
ter abandonado a Faculdade de Direito, em 1896 matriculou-se na Escola
Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo
Amoedo, Daniel Bérard e Henrique Bernardelli. Estreou no Salão
Nacional de 1902, no qual conquistou menção honrosa de primeiro grau.
Cinco anos depois, obteve medalha de prata e, em 1912 e 1916, pequena e
grande medalhas de ouro. Já casado com a pintora Georgina de
Albuquerque, em 1906 conquistou o prêmio de viagem à Europa. Em Paris,
foi aluno de Jean Paul Laurens na Academia Julian. Voltou ao Brasil em
1911, quando assumiu o cargo de professor extraordinário de Desenho
Figurado na Escola Nacional de Belas Artes, na qual tornou-se
catedrático em 1916. Nomeado diretor da Escola em janeiro de 1937,
permaneceu cerca de um ano no cargo, tendo se afastado por motivo de
saúde. Destacou-se sobretudo como paisagista, realizou diversas
individuais e participou de coletivas no Brasil e no exterior. Em 1989,
o Museu do Ingá, em Niterói, inaugurou uma retrospectiva de sua obra.
Referências: Um século de pintura (Röhe,
1916), de Laudelino Freire; A inquietação das abelhas (Pimenta de
Mello, 1927), de Angyone Costa; Contemporâneos: pintores e escultores (Benedicto
de Souza, 1929), de Gonzaga Duque; Artistas pintores no Brasil (São
Paulo, 1942), de Teodoro Braga; História da pintura no Brasil (Leia,
1944), de José Maria dos Reis Júnior; O Brasil por seus artistas (MEC,
1979), de Walmir Ayala; Nordeste histórico e monumental (Odebrecht, v.
4, 1991), de Clarival do Prado Valladares; Cronologia das artes
plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico
Morais. |