| ANTÔNIO POTEIRO (Antônio Batista de
Sousa)
(1925, Santa Cristina da Pose, Portugal)
Chegou
ainda criança ao Brasil, tendo vivido em São Paulo, Minas Gerais e
entre os índios Carajás, na Ilha do Bananal. Fixou-se mais tarde em
Goiânia. Do artesanato da cerâmica (uma imposição do pai) surgiu a
alcunha de Poteiro. Dos potes para as esculturas em cerâmica foi um
passo. Depois, por influência de Siron Franco e do contista e crítico
de arte Miguel Jorge, iniciou-se na pintura. Participou duas vezes da
Bienal de São Paulo (1981 e 1991) e realizou individuais no Brasil
(Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro, Goiânia,
Brasília, Porto Alegre, São Paulo, João Pessoa etc) e no exterior
(Washington, Quito, Cuenca e Guayaquil). Para Walmir Ayala,
"trata-se de um puro criador de imagens primitivas, com o senso de
humor e a sabedoria intuitiva da composição e da cor".
Referências: Aspectos da pintura primitiva
brasileira (Spala, 1978), de Flávio de Aquino; História geral da arte
no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma
Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; As imagens do povo e
o espaço vazio da arte/educação: um estudo sobre Antônio Poteiro
(Senado Federal, 1984), de Ilka Canabrava; Dacoleção: os caminhos da
arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986), de Frederico Morais;
Brasília: patrimônio cultural da humanidade (Spala, 1988), de Walmir
Ayala; O olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo. |