| AYRES, Lula Cardoso
(1910, Recife, PE - 1987)
Em
sua cidade natal, começou a estudar desenho e pintura com Heinrich
Moser, em 1922. Seguiu em 1925 para Paris, de onde retornou em 1926,
fixando-se no Rio de Janeiro. Estudou pintura e desenho com Carlos
Chambelland e foi aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (até
1930). Nessa escola, ao lado de Portinari, Teruz, Oswaldo Teixeira e
outros, estudou modelo-vivo com Rodolfo Amoedo. Ainda no Rio, realizou
cenários para teatro. Voltou para o Recife no início dos anos 30. É
considerado um dos maiores muralistas brasileiros. Realizou individuais
no Recife, em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Participou diversas vezes da Bienal de São Paulo a partir de sua
primeira edição, em 1951. Em 1993, inaugurou-se no Recife o Instituto
Cultural Lula Cardoso Ayres. A respeito de seu trabalho escreveu o poeta
Alberto da Costa e Silva em 1972: "O que é permanente, nesta obra
que se modifica, moderniza e aprofunda, no decorrer de cinqüenta anos,
é a fidelidade de Lula à aliança entre o conhecimento mágico e a
captação da beleza de sua província natal, de um Pernambuco que em
seus quadros assume uma verdade própria."
Referências: Vida, forma e cor (José Olympio,
1962) e Prefácios desgarrados (Cátedra, 1978, v. 1), de Gilberto
Freyre; Lula Cardoso Ayres: revisão crítica e atualidade (1978), de
Clarival do Prado Valladares; Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Collectio,
1973) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção
Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; O vício da
África e outros vícios (Edições João Sá da Costa, Lisboa, 1989),
de Alberto da Costa e Silva; O olho da consciência: juízos críticos e
obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso d'Horta,
organização de Vera d'Horta. |