| BAVA, Ubi
(1915, Santos, SP - 1988, Rio de Janeiro, RJ)
Estudou
na Escola Nacional de Belas Artes com Lucílio de Albuquerque e Henrique
Cavalleiro. Em 1939 ali formou-se em Arquitetura e, no ano seguinte, em
Pintura. Viveu na Europa de 1962 a 1963, entre Espanha, França e
Itália. Nos anos 40 e 50 desenvolveu um abstracionismo geométrico a
partir do qual foi caminhando a passos largos para a arte cinética e a
arte ótica. Já nos anos 70, trabalhando com espelhos recortados e
modulados, calotas de alumínio e canos plásticos, chamava o espectador
a participar da obra. No espelho, a nossa imagem ("essência da
imagem"), multiplicada ou deformada, passa a ser a proposta
"fenomenológica" do artista. Construtivista, ele próprio
chegou a se considerar uma espécie de concretista lírico, o que
naturalmente o colocou à margem dos movimentos concretista e
neoconcretista. Individuais no Rio de Janeiro (com destaque para a
realizada no Museu Nacional de Belas Artes, em 1984) e em São Paulo.
Entre as premiações atribuídas à sua obra podemos destacar: 1949,
medalha de prata no Salão Nacional de Arte Moderna; 1961, viagem ao
estrangeiro no mesmo salão; 1981, prêmio IBEU de melhor exposição
realizada no ano de 1980, Rio de Janeiro. Presente à Bienal de São
Paulo desde 1951, dedicaram-lhe sala especial em 1973. Foi também
professor de arte durante muitos anos.
Referências: A criação plástica em questão
(Vozes, 1970) e Arte brasileira (Colorama, 1985), de Walmir Ayala;
Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Collectio, 1973), de Roberto Pontual;
Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks,
1995), de Frederico Morais; Política das artes: textos escolhidos I
(Edusp, 1995), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; Arte
construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner (DBA, 1998),
coordenação editorial de Aracy Amaral; Arte brasileira na Coleção
Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A.
Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff. |