| CRAVO NETO, Mario
(1947, Salvador, BA)
Fotógrafo e escultor, fez seu primeiro aprendizado de arte no
ateliê do pai, o escultor Mario Cravo Júnior, e com Hans Mann, tendo
também trabalhado com Fulvio Roiter quando este esteve na Bahia. Em
1964-65, viajou para a Europa com a família, visitando Alemanha,
Itália e Espanha. Lá manteve contato com Emilio Vedova e Max Jacob. Em
1965 retornou a Salvador, onde realizou, na Galeria Convivium, sua
primeira individual. Em 1968, viajou para Nova York, onde estudou na Art
Student's League sob orientação de Jack Krueger. De volta ao Brasil em
1970, colaborou com as revistas Popular Photography (1971) e Camera 35
(EUA, 1972). Participou das bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975,
1977 e 1983), Internacional de Fotografia (Caserta, 1982), Havana (1988)
e Arte Contemporânea de Lyon (2000), do Panorama de Arte Atual
Brasileira (1972, 1975, 1978, 1981, 1985 e 1997) e de numerosas outras
mostras nacionais e internacionais em países da Europa e dos Estados
Unidos. Realizou dezenas de individuais no Brasil e no exterior, das
quais podem ser citadas, entre as mais recentes: Galleria Carla Sozzani,
Milão (2001); Galerie Esther Woerdehoff, Paris, IFA Gallerie, Sttugart,
Berlim e Bonn (2002), e Galeria Oscar Cruz, Rio de Janeiro (2003). Para
Edward Leffingwell, "como pedestais integrados à escultura que
apoiam, as imagens de Cravo Neto são oferendas de um profundo sentir,
colocadas sobre altares consagrando coisas comuns; alegorias
arquitetadas com os elementos de uma subjetiva equação, introduzidos
sem preâmbulos nem prefácios".
Referências: Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois
(Collectio, 1973) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX
na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual;
Bahia (Rhodia/Raízes, 1980), de Mario Cravo Neto; História geral da
arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma
Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Em torno da
fotografia no Brasil (Sudameris, 1987), de P. M. Bardi; Marcantonio
Vilaça (Cosac & Naify, 2001); Laróyè: Mario Cravo Neto (Áries,
2000) e The eternal now: Mario Cravo Neto (Áries, 2002), textos de
Edward Leffingwell. |