| FLEXOR, Samson
(1907, Soroca, Romênia - 1971, São Paulo, SP)
Estudou
na Escola Superior de Belas Artes e na Academia Ranson, em Paris. A
partir de 1926, ali participou dos salões de Outono, das Tulherias e
dos Independentes. Ainda na capital francesa participou da criação do
Salon des Surindépendents, integrando sua direção de 1929 a 1938. Já
na década de 20 expôs individualmente pela Europa, aproximando-se de
Matisse, Léger e André Lhote. Transferiu-se para o Brasil em 1946.
Fixou-se em São Paulo, onde, em 1952, fundou o Atelier Abstração,
reunindo nomes de uma nova geração como Norberto Nicola, Wega Neri e
Alberto Teixeira. Foi o precursor da pintura abstrata no Brasil e marcou
forte presença na vanguarda internacional. Participou da Bienal de
Veneza de 1954 e diversas vezes da Bienal de São Paulo. Em 2003, o
Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, realizou a mostra Samson
Flexor: Modulações. Walter Zanini, em livro abaixo referido, escreveu
a seu respeito: "Por várias fases, Flexor pesquisou a ordenação
calculada de formas e cores, com incessante atenção voltada para o
movimento, atingindo um clímax nas telas comportando múltiplos pólos
de fuga com espaços que afloram ou recuam, intitulados 'Va et Vient
Diagonal' (1954). Mais tarde, acercou-se da própria pintura gestual,
submetendo-a a severo controle, desenvolvendo finalmente uma figuração
de rigorosa configuração plástica."
Referências: A criação plástica em questão
(Vozes, 1970), de Walmir Ayala; História geral da arte no Brasil
(Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983),
coordenação de Walter Zanini; Entre dois séculos: arte brasileira do
século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto
Pontual; Acervo Banco Chase Manhattan (Index, 1989), texto de Pietro
Maria Bardi; Samson Flexor: do figurativismo ao abstracionismo (Edusp,
1990), de Alice Brill; Dacoleção: os caminhos da arte brasileira
(Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no
Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Arte
construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner (DBA, 1998),
coordenação editorial de Aracy Amaral; O olho da consciência: juízos
críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso
d'Horta, organização de Vera d'Horta; Arte brasileira na Coleção
Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A.
Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff. |