| FOUJITA, Tsugouharu
(1886, Tóquio, Japão - 1968, Zurique, Suíça)
Nasceu
numa família de samurais e estudou na Escola de Belas Artes de Tóquio.
Em 1913 viajou para Paris, onde se familiarizou com a pintura moderna (Modigliani,
Kisling, entre outros). Lá expôs pela primeira vez, na Galerie Chéron,
em 1917. Realizou diversas individuais nas grandes cidades européias e
também em Nova York. Em viagem pela América do Sul, passou um tempo no
Brasil, onde montou exposição no Palace Hotel, no Rio de Janeiro, e
participou da Exposição de Arte Moderna organizada pela Sociedade
Pró-Arte Moderna, em São Paulo. Depois de muitas viagens,
estabeleceu-se novamente em Tóquio (1940), retornando a Paris depois da
guerra, em 1950, quando se naturalizou francês e se converteu ao
catolicismo. Diversos trabalhos seus integram grandes museus europeus e
americanos. Uma de suas obras mais conhecidas, O retrato do artista por
ele mesmo, de 1928, integra o Museu de Arte Moderna de Paris. A seu
respeito, escreveu Flexa Ribeiro em 1968: "...é um impressionante
desenhista. E também possuidor de dons bizarros nas cores fluidas,
impalpáveis, no emprego dos verdes, dos cinzas e das opalas. Nos nus,
retratos de crianças, na mestria como penetra no sentido curioso da
expressão dos galos, nas bonecas que parecem sorrir, Foujita ficará
como um estro singular, fora da pátria."
Referências: Ecole de Paris (New York Graphic
Society, 1960), de Raymond Nacenta; História crítica da arte (Fundo de
Cultura, 1968), de Flexa Ribeiro; História geral da arte no Brasil
(Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983),
coordenação de Walter Zanini; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970
(Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello
Júnior, Ferreira Gullar e outros; No tempo dos modernistas: D. Olivia
Penteado a senhora das artes (MAB/FAAP, 2002), organização de Denise
Mattar. |