| TAUNAY, Nicolas Antoine
(1755, Paris, França - 1830)
Por
ser um dos mais respeitados pintores de sua época em Paris, foi eleito
membro do Instituto de França em 1795. Retratou a Entrada de Napoleão
em Munique, quadro que apresentou no Salão de Paris em 1808. E foi a
queda de Napoleão que definiu a sua saída da França. A convite de
Lebreton, veio para o Brasil, integrando a Missão Artística Francesa
de 1816. Fixou-se com a família no Rio de Janeiro. Na recém criada
Academia Real das Artes, tornou-se professor de pintura de paisagem
(1820). Por desentendimentos com o pintor português Henrique José da
Silva, na direção da Academia Real, resolveu regressar à Europa em
1821. Seu filho, Félix Emílio, substituiu-o na cadeira de Paisagem da
citada Academia. No Brasil pintou inúmeras telas. Seus trabalhos
integraram, na II Bienal de São Paulo, em 1953, a mostra A Paisagem
Brasileira até 1900, sala especial organizada por Rodrigo M. F. de
Andrade. Em 1982, tela de sua autoria integrou a exposição 150 Anos de
Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira, no Museu Nacional de
Belas Artes. Em 1992, uma paisagem sua pertencente ao acervo do Museu
Histórico da Cidade do Rio de Janeiro (óleo s/tela, entre 1816 e 1821)
figurou na mostra Natureza: Quatro Séculos de Arte no Brasil, no Centro
Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
Referências: Artistas pintores no Brasil (São
Paulo, 1942), de Teodoro Braga; A Missão Artística de 1816 (Diretoria
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/MEC, 1956), de Afonso de
E. Taunay; Rio neoclássico (Bloch, 1978), de Clarival do Prado
Valladares; Brasil-França: cinco séculos de sedução (Espaço e
Tempo, 1989), texto de Mario Carelli, fotografia de Ivan Lima; Pinturas
& pintores do Rio Antigo (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel,
1990), textos de Paulo Berger, Herculano Gomes Mathias e Donato Mello
Júnior; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Cronologia das
artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de
Frederico Morais; Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp,
1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; O Brasil dos
viajantes (Objetiva/Metalivros, 3. ed. 2000), de Ana Maria de Moraes
Belluzzo; Arte no Brasil colonial (Revan, 2000), de Antonio Luiz d'Araujo;
Iconografia do Rio de Janeiro 1530-1890: catálogo analítico (Casa
Jorge Editorial, 2000), de Gilberto Ferrez; Revelando um acervo:
coleção brasiliana (Bei Comunicação, 2000), organização de Carlos
Martins. |