Oswaldo Goeldi


Oswaldo Goeldi
Auto-retrato - desenho

Oswaldo Goeldi nasceu a 31 de outubro de 1895 na cidade do Rio de Janeiro.
Foi desenhista e gravador, lecionou na Escolinha de Arte do Brasil e na Escola Nacional de Belas Artes.
Apesar de já ter tomado contato com o desenho (1915), e em 1917 ter uma passagem (6 meses) pela 'Ecole des Arts et Métirs', e depois no atelier de Henry van Mayden e Serge Pahnke, em Genebra, Suíça, onde esteve com a família desde os seis anos, é só em 1924 que toma conhecimento da técnica da xilogravura. Quem lhe favorece este contato é Ricardo Bampi, escultor, ceramista e gráfico nascido em São Paulo e educado na Alemanha. São deste ano suas primeiras gravuras já feitas no Brasil, para onde se transfere em 1919.
A cor na sua gravura aparece timidamente, um guarda chuva, um peixe, para se tornar mais evidente no envio que faz em 1960 para a II Bienal do México, onde ganha o 1° Prêmio Internacional.
Antes de praticar a gravura já realizara duas exposições individuais: 1917, Galeria Wyss, Berna, e em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro.
Goeldi morreu no Rio de Janeiro em 1961. 

 

      Sua obra é sempre fiel à mesma temática, quando não é ilustração, é o pescador, o peixe, o cachorro, a garça, o tubarão, as ruas e casas desoladas, os móveis abandonados, o guarda chuva, o vento, o esqueleto, a chuva, o gato e o vagabundo de rua, o urubu e principalmente a noite. Todos estes elementos lhe permitem formar uma atmosfera tensa e mágica, que ele procura não perturbar arrancando um mínimo de brancos à madeira. Com traços sensíveis e sempre modulados, respeita invariavelmente os veios da tábua. Diz que trabalha a madeira com um prego, mas ao se examinar um taco trabalhado por ele, a sua excelente técnica mostra que não. Os brancos ou pretos não se mostram totalmente puros, quando a cópia é impressa por ele.
      Os pretos são mais importantes que os brancos de suas xilos, que são cortados à madeira sem violentá-las. Sua gravura está sempre relacionada ao fantástico, à desproporção entre os elementos, à noite, ao guarda chuva, a peixes e pescarias, urubus, objetos estranho, pretos muito amplos, e mais tarde a inclusão de destaques em cor.

ENTRE