Ozi, 30 anos de Arte Urbana

19/set

 

CAIXA Cultural Recife, Praça do Marco Zero – Bairro do Recife Antigo,

PE, apresenta a exposição “Ozi – 30 anos de Arte Urbana no Brasil” em temporada até 20 de novembro de 2016. Ozi é o nome artístico do paulistano Ozéas Duarte, um dos ícones da primeira geração da arte urbana brasileira, que celebra três décadas de trabalho com esta mostra, que tem curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Ozi se destaca no Brasil e no exterior pela pesquisa sobre a técnica de estêncil com estética Pop e reúne na CAIXA um raro material sobre o grafitti nacional.

 

São 85 peças de tamanhos variados que representam um inventário desta importante parte da Street Art brasileira: documentos, registros fotográficos, depoimentos e obras do artista em diferentes tipos de suportes, que datam desde 1984 até o período atual. Para o curador Marco Antonio Teobaldo, é um material raro sobre a história do grafitti no Brasil. “Durante a pesquisa para realização da mostra, foram entrevistados artistas que fizeram parte daquela cena urbana inicial e novos artistas, que traçaram um panorama sobre a Arte Urbana no Brasil e a importância da obra de Ozi neste contexto”, explica.

 

A exposição está dividida em quatro segmentos: “Rua”, “Arte fina”, “Matrizes” e “Bio”. No segmento “Rua” são expostas obras em grandes dimensões, trazendo a linguagem utilizada por Ozi nos espaços públicos dos centros urbanos. As paredes da galeria recebem intervenções com os grafites do artista formando um imenso mural multicolorido.

 

Em “Arte Fina” estão obras criadas em suportes variados, normalmente expostas em galerias e adquiridas por colecionadores durante a trajetória do artista. São telas emolduradas, madeiras, metais, objetos de uso doméstico, latas de spray e outros itens, que formam uma coleção de pinturas, esculturas e assemblages. Entre as obras, há uma série de estêncil sobre bolsas falsificadas com marcas de luxo, compradas no mercado popular da Rua 25 de Março, em São Paulo.

 

Em “Matrizes” será exibido pela primeira vez um conjunto de máscaras de estêncil dos trabalhos mais emblemáticos da sua carreira, criados durante o período de 1984 até 2015. São verdadeiras raridades que estarão disponíveis para a observação dos visitantes, como as obras da série “Museu de Rua”, com referências a artistas como Anita Malfati, Van Gogh, Di Cavalcanti, Roy Lichtenstein e Picasso. Em Bio, dois vídeos reúnem depoimentos do artista e de parceiros de profissão, que remontam a história da Arte Urbana no Brasil. Do acervo pessoal do artista, são exibidas imagens históricas dos primeiros grupos de grafiteiros e suas intervenções na cidade de São Paulo, materiais gráficos de época e recortes de jornal.

 

 

Origem da Cena Urbana

 

A “Street Art” no Brasil surgiu em 1978, em São Paulo, durante o período de ditadura militar, com Alex Vallauri, que reuniu outros artistas como Waldemar Zaidler e Carlos Matuck, e posteriormente Hudnilson Jr., John Howard, Julio Barreto, Ozi e Maurício Villaça.  Este último, abriu as portas de sua casa e transformou-a na galeria Art Brut, que se constituiu em um espaço da cena underground daquela época e acolheu artistas visuais e performáticos, poetas e toda sorte de visitantes atraídos por aquela nova forma de pensamento artístico. Foi a partir do encontro destes artistas, que se iniciou uma série de intervenções e ações públicas na capital paulistana, que fariam história na constituição do grafitti brasileiro.

 

 

Sobre o artista

 

Ozi é paulistano e faz parte da primeira geração do grafitti brasileiro, quando em 1985 iniciou suas primeiras intervenções urbanas, junto com Alex Vallauri e Maurício Villaça. Desde então, desenvolve pesquisa sobre a técnica de estêncil, criando suas obras a partir de uma estética Pop. Durante sua trajetória profissional, participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior. Atualmente é representado pelas galerias Espace-L, em Genebra (Suíça), e A7MA, em São Paulo. Seus trabalhos figuram em publicações nacionais e estrangeiras. Ozi viveu uma época em que a repressão sufocava, segundo ele mesmo, fugir da polícia e das bombas de gás era costumeiro. “Lembro que o Alex Vallauri escrevia “Diretas já” e o Maurício Villaça chegou a pintar uma Salomé dançando com a cabeça do Sarney em suas mãos. O pensamento geral era que qualquer pessoa ligada à arte era subversiva ou comunista”, recorda. Ozi aprendeu a fazer estêncil com Villaça, que o instruiu tecnicamente como recortar as máscaras. Em 1985, registrou na rua a sua primeira arte com estêncil, técnica que acabou se tornando a sua marca registrada durante toda carreira artística.

 

 

Sobre o curador

 

Marco Antonio Teobaldo é jornalista, curador e pesquisador. Mestre em Curadoria em Novas Tecnologias pela Universidad Ramón Llull, de Barcelona, Espanha. Desde 2007, vem trabalhando como pesquisador e curador de Artes Visuais, com especial atenção à Arte Urbana. Atualmente, Teobaldo dirige a Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea (Região Portuária do Rio de Janeiro), situada em um dos mais importantes sítios arqueológicos da Rota do Escravos (Unesco), onde realiza propostas curatoriais com artistas brasileiros e estrangeiros, reunindo mídias tradicionais (pintura, desenho e escultura), fotografia, novas tecnologias (vídeo, arte sonora e arte digital), arte urbana e performance. É curador residente da Casa da Tia Ciata, com exposição permanente sobre a memória de uma das maiores referências da história do samba. Junto com o artista visual Eduardo Denne, idealizou o Parede – Festival Internacional de Pôster Arte, em 2008 e 2010, no Rio de Janeiro, que reuniu em sua última edição 175 artistas de diferentes partes do mundo.

 

 

Até 20 de novembro.

20 grafiteiros

30/mai

A Verve Galeria, Jardim paulista, São Paulo, SP, abre suas portas para uma grande exposição coletiva de Arte Urbana, “PULSO”, que reúne 20 artistas de street art que encontram no meio urbano o canal para expressar seus questionamentos sociais e políticos, inquietações e sentimentos. A curadoria é de Ian Duarte Lucas.

 

Na “PULSO”, estão as narrativas urbanas de Alto Contraste, Boletabike, Derlon, Feikehara, Grazie Gra, Gustavo Amaral, Higraff, Hudson Melo, Jorge Galvão, Luis Bueno, Mateus Dutra, Milo Tchais, Nick Alive, Ninguém Dormi, Paulo Ito, Prozak, Santhiago  Selon, Thais Ueda, Tikka Meszaros e o veterano Miguel Cordeiro, precursor do graffiti nordestino nos anos 70.

 

O conceito da exposição é inspirado nas palavras da poetisa afro-americana Maya Angelou, “On the Pulse of Morning” em que ela tematiza a inclusão social e responsabilidade. Na coletiva os artistas apresentarão suas interpretações do atual momento político pelo qual passa o pais, com registros inerentes a situação presente e sugestões de caminhos convergentes para o futuro.

 

“No momento atual, assim como em todos os momentos de instabilidade e polarização de ideias, faz-se necessária a sensibilidade do artista. O artista tem a oportunidade de lançar um novo olhar sobre a realidade que vivenciamos, revelando assim possibilidades de diálogo antes adormecidas”, comenta o curador.

 

A partir desta abordagem, a ideia é sensibilizar o público e induzi-lo a rever o seu próprio olhar e questionar seus posicionamentos. A coordenação é de Allann Seabra.

 

 

 

De 07 de junho a 31 de julho.

 

Múltiplos expositores

17/mai

A Galeria Espaço IAB, Galeria de Arte do Instituto de Arquitetos do Brasil, Ponto de Cultura Solar do IAB, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, apresenta em seus espaços, diversas exposições de sua programação para 2016. O destaque fica por conta da Sala do Arco com a exibição de “Entrelaçados”, obra conjunta realizada em módulos por Magna Sperb e Débora Lacroix.

 

Os módulos “Recortes” fazem parte da série “Entrelaçados”, construídos a partir de um estudo sobre as tramas de tecidos, redes e telas, transpostos para a linguagem plástica através de recortes eletrônicos sobre chapas (coloridas) em metal oxidado. Para esta exposição dos “Recortes”, 21 peças compõem uma instalação, na qual os módulos são apresentados em composições que constroem caminhos como desenhos num campo expandido. O diálogo entre as tramas e o espaço, se enredam num mix de linguagens entre Arte, Arquitetura e Design.

 

As demais exposições distribuem-se da seguinte forma:

 
Na Sala Negra, “Cruzamentos Cromáticos”, “…experiências e reflexões sobre a pintura e a cor são apresentadas através de trabalhos com fitas de cetim de Angela Zaffari, e alguns trabalhos ainda permanecem no suporte tradicional da tela, mas apontando para o rompimento de algumas amarras no que diz respeito a autonomia da matéria, embora mantendo o foco na sua produção, na repetição sem perder de vista a poética do seu fazer artístico”;

 

Na Sala Anexa, “Vulto”, apresentação dos artistas Anderson Luiz de Souza, Diane Sbardelotto, Paola Zordan, Rafael de Souza e Simone Fogazzi, onde “..o que se mostra são corpos e rostos indefinidos, em fases e localizações distintas, mas todos movimentam-se entre estender, circular, envolver, se contorcem em estágios de ser, deixar de ser para vir a ser outra coisa.  As cinco produções tratam dos problemas da representação, do gesto e da criação de faces, pensando anatomias, superfícies e abstrações. Poéticas visuais próprias, envolvidas numa só pesquisa filosófica sobre o corpo, apresentam inscrições figurativas fugidias, todas expressas pelo conceito de vulto, em desenvolvimento junto a estudos deleuzianos e esquizoanalíticos sobre a dobra e os estratos de subjetivação”;

 

Nas Áreas externas, “IABrasil/IABeabá – 2 St. Arte Urbana: Leonardo Pereira e Paulo Funari”, “…é o resultado do esforço de pesquisa e interesse recente dos artistas pela pintura abstrata, cuja influência pode ser buscada principalmente nos pintores americanos das décadas de 40, 50 e 60 do século XX. A influência da Street Art, graffitis e pichações encontrados em espaços urbanos também é percebida na utilização de grafismos de letras, números e sinais – os cartazes e placas informativos feitos a mão e de origem popular que estão espalhados pela cidade também contribuíram na construção estética deste trabalho”.

 

Até 24 de junho.

Herbert Baglione no Rio

19/out

Expondo pela primeira vez no Rio de Janeiro, Herbert Baglione, realiza seu debut na cena carioca através da Galeria Movimento, Copacabana. A exposição denomina-se “Rito”, e traz obras inéditas que refletem a sua fase transitória desde que começou, no ano de 1999, a pintar as famosas sombras, considerada uma fase negra e pesada no início de sua carreira. São nove telas e dez fotografias que transportam as mais conflitantes emoções, – que ficam claras nas cores e traços de seus trabalhos -, mas desta vez, coloridos e plenos de luz.

 

Nos últimos três anos e meio Herbert Baglione fez exposições individuais em lugares muito especiais e que concentram muita energia, como Colômbia e México. O artista, sensível, e em busca de respostas profundas, viu coisas que não mais revisita em seus trabalhos: a angústia, o lado negro, o lado que provocava discussões relativas à religiosidade, o sexo e a violência de uma forma geral. O artista encontra-se em outro momento e no processo atual a sensibilidade é notória por isso foca e traz luz e alegria nos trabalhos, como se fosse um processo de limpeza em obras com leveza e sentido mais abstratizante. Nos trabalhos anteriores, destacam-se a série “1000 Shadows”. A primeira “sombra” foi pintada em 1999 no Brasil e, a partir, daí o artista apaixonado – e estudioso autoditada – pela Arquitetura e Fotografia, começou a utilizar a interferência urbana. Ele está entre os poucos que usam calçadas, telhados e até mesmo os gramados como tela. Já o “EQM (Estado quase morto)”, também importante, nada mais é do que a visão que se tem entre vida e morte. Um trabalho muito mais espiritual.

 

Sobre o artista

 

Movido por uma curiosidade e desejo de provocação ímpar, com 20 anos de carreira, Herbert Baglione, começou a desenhar aos três anos de idade. Seu estilo distinto e a complexidade dos temas explorados, visíveis em suas ilustrações, pinturas, fotografias e intervenções, fazem de Baglione um nome respeitado no cenário da arte contemporânea.  O artista já foi publicado inúmeras vezes, inclusive na capa, da Revista Juxtapoz, uma das principais no segmento de arte e cultura urbana no mundo. Além disso, seu trabalho também está presente no livro premiado de um estudioso londrino, Rafael Schacter, o The World Atlas of Street Art and Graffitti, e uma de suas pinturas (Um minuto de silêncio) se mantém viva em São Paulo, sendo a única da Binneale (evento que trouxe artistas para fazerem intervenções na cidade) que não foi apagada pela prefeitura. Seus trabalhos estão em importantes coleções como no Museu de Arte Contemporânea de Bogotá, Eugênio Sidoli (Itália), Rik Reinking (Alemanha), Fernando Abdalla, Joshua Liner (NY), Steve Lazarides (Inglaterra), entre outras. Herbert, que já participou de exposições individuais no México, Colômbia, França, Espanha, EUA, Itália, Inglaterra, Canadá, Tunísia, Dinamarca, SP e Porto Alegre. Baglione foi convidado para a Coletiva Street Art – Um Panorama Urbano, que aconteceu ano passado, na Caixa Cultural, onde ao lado de suas obras estavam trabalhos de Banksy.

 

Os principais contatos com a pintura, o desenho e a fotografia, se deram na década de 80, quando Herbert ainda era uma criança, fazendo intervenções nas fotos de família, desenhando amigos da escola e depois reproduzindo logotipos de bandas de Rock.

 

Fã assumido de The Jam, Justin Sullivan e principalmente do folk cinematográfico de Tom Waits, o trabalho de Herbert tem forte influência musical. No início dos anos 90, por conta da necessidade de maior espaço para suas criações e experimentações, começou a usar a rua como seu atelier e teve como escola a contracultura, consumia quadrinhos e tocava bateria em banda punk. Esta bagagem lhe possibilitou conhecer, reconhecer e interceder no espaço urbano de forma a extrair o melhor da arquitetura, pintura, instalações e fotografia, linguagem que o artista incorpora com sabedoria pois leva o expectador a um outro olhar sobre a produção artística. Seus trabalhos extraem do universo urbano a fluidez e liberdades presentes da prática da street art e combina forte carga conceitual, que é incorporada às suas referências de movimentos artísticos, da Art Noveau e Minimalismo ao Expressionismo abstrato, e Pop Art. Levanta questões pessoais à discussões sobre o papel do homem na sociedade, armado pela ideia do consumismo imediato, tecnologia e tabus. Em 2001 e 2002 aconteceram as exposições Urban Discipline em Hamburgo – Alemanha, com alguns dos principais artistas do mundo naquele momento. Representando o Brasil tinha o grupo formado por Herbert, OsGemeos , Vitché e Nina. Os trabalhos de Banksy também estavam na mostra. Em 2001 Baglione foi convidado para uma individual nos EUA e a carreira internacional segue até hoje.

 

 

De 22 de outubro a 19 de novembro.

Meton Joffily : street art

02/jul

O artista Meton Joffily foi convidado para participar do júri oficial do Anima Mundi (Entre 10 e 15 de julho, no Rio de Janeiro). Além disso participa da exposição no Espaço GaleRio, primeira galeria municipal de arte urbana da cidade, em Botafogo, com outros 16 representantes da arte urbana, apresentando suas famosas placas de rua, e nos dias 24 e 26 de julho mostrará suas obras em um espaço reservado à arte urbana, no Jockey, com outros artistas como Marcelo Ment. O artista também está à frente do projeto “Tá ligado no movimento?”, uma série de animação produzida em parceria com o Antônio Sodré Scheiber, que apresenta uma narrativa de temáticas sociais e urbanas complexas, como a pobreza, abandono e violência infantil. Neste trabalho estão refletidas várias questões sociais através do personagem principal e seus coadjuvantes. Eles embarcam em uma jornada de aventuras, questionamentos e transformações que geram material suficiente para o desenvolvimento de mais de uma temporada, vislumbrando um segmento que carece de bons trabalhos de animação: o público adulto.

 

 

Sobre o artista

 

Formado em desenho industrial pela PUC – Rio, Meton, 30 anos, ingressou cedo no cenário da arte urbana carioca e na carreira da animação gráfica. Aos 19 anos, seu curta “Ratos de Rua” foi exibido em mais de 40 países e venceu prêmios de melhor animação em alguns festivais. Conhecido como um reinventor da animação e da arte urbana, por criar novas técnicas como a Monitopia e a Sticker-Animation, e seus traços também são conhecidos nas ruas através dos graffitis dos mesmos personagens que desenvolve no desenho animado, como o moleque de rua Zinho e o Ratones. Em 2014 apresentou sua primeira exposição individual “ATENÇÃO OBRAS”, utilizando placas de trânsito como suporte para a arte.

 

 

A história com o Anima Mundi

 

Quando criança, já animava flip-books nos livros escolares. “Depois eu passei a usar o negatoscópio do meu pai, que era um excelente ortopedista, esse equipamento nada mais é do que é uma mesa de luz usada para para analisar radiografias”, conta. Fez os primeiros experimentos animados quando entrou para a Puc (design) e estagiava na Verdesign (onde foi sócio, hoje a Verdesing se dividiu entre soul filmes e zen filmes), onde ganhou uma mesa de luz para animação e teve ferramentas digitais e o suporte para realizar seus primeiros curtas de animação. Os três primeiros foram exibidos no Anima Mundi e tiveram grande destaque no festival. Em especial o primeiro “Ratos de Rua” que ganhou o prêmio dos melhores filmes do festival do ano de 2003. “Sinal Vermelho” em 2004 chegou a ser exibido no Fantástico. “Monitopia” era impróprio para menores e apresentava uma técnica que inventou combinando a monotipia com a rotoscopia, usando uma TV de segurança. Este ano, 2015, Meton foi escalado para o juri oficial.

Tinho na Galeria Movimento

12/jun

 

Tinho, um dos mais conceituados artistas urbanos do Brasil, abrirá a mostra “Tinho – Verdades que habitam em coisas que restam”, na Galeria Movimento, com participação do público para arrecadar roupas para o Instituto da Criança. A partir do dia 02 de julho a Galeria Movimento, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, apresenta ao público os trabalhos de Walter Tada Nomura, o TINHO, um dos precursores da arte urbana no Brasil. O artista paulista faz parte de um grupo, incluindo OSGEMEOS, que rompeu com a estética da arte urbana no Brasil, criando traços próprios e ousados, alavancando o nível mundial, inovando e levando mensagens politizadas para a arte de rua. Tinho foi convidado pela Xucun Comuna de Arte Internacional, uma importante Instituição de Arte Chinesa, para fazer uma residência na China ainda este ano, em agosto.

 

 

Em paralelo à exposição na Galeria Movimento, será realizada uma campanha de arrecadação de roupas e o público será convidado a participar. Interessados poderão levar roupas para doação, que primeiramente irão compor uma instalação que Tinho assina pensando nesta doação que será feita ao Instituto da Criança, que é uma organização do Terceiro Setor que promove o Empreendedorismo Social. Na medida em que o público trouxer as roupas, a instalação ganhará volume e criará forma.

 

 

A mostra, inédita, gira em torno dos bonecos de retalhos, personagens criados pelo artista em 1993, quando inicialmente eram inteiramente brancos ou pretos, somente com olhos e alfinetes coloridos. São sete obras de um metro e meio de altura, artesanais e únicos, em oposição aos brinquedos industrializados. São frutos analógicos do início desse milênio que ruma para a vida digital. Para o artista simboliza uma figura protetora e acolhedora, como um último recurso para uma criança abandonada. Esse aspecto sombrio é uma característica da sua busca artística. Crianças tristes fazem as pessoas pensarem, uma vez que chamam a atenção e despertam a curiosidade. “Todo adulto tem uma criança interior, que deve aprender a cuidar ao longo do curso da vida”, conta o artista. Tinho também vai apresentar 14 telas inéditas que envolvem o cotidiano urbano e todo o caos proporcionado pela metrópole. Em suas obras ele dialoga com o público sobre tentativa de estabelecer uma comunicação com o espectador, de forma a levantar e discutir questões contemporâneas.

 

 

 

Sobre o artista

 

 

Tinho participa de discussões e palestras regularmente, como aconteceu na VII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2007. Acumula em seu currículo participações em mostras coletivas de instituições como Centro Cultural São Paulo, Paço das Artes, MIS, Caixa Cultural, Santander Cultural, Memorial da América Latina e Pavilhão das Culturas Brasileiras, assim como nas bienais de Havana, 2009 e Vento Sul, Curitiba, 2009. Realizou exposições individuais em diversas galerias privadas ao redor do mundo e, a convite do Itamaraty, expôs em Londres e em Moscou. Em 2006 foi convidado a produzir um painel gigante para a Copa FIFA 2006, em Berlin, e também já participou de exposições em Grenoble e Hossegor, França; Gold Coast, Melbourne e Torquay, Austrália; Beijing e Shangai, China; Barcelona, Espanha; Rotterdam, Holanda; Moscou, Russia; Zurich, Suíça; Berlin e Munique, Alemanha; Varsóvia, Polônia; Milão, Itália; Buenos Aires, Argentina; e Santiago, Chile.

 

 

 

De 02 de julho a 1º de agosto.

 

No Solar das Palmeiras

19/mar

Na primeira edição do ano do evento O Cluster, o artista Eduardo Denne apresenta um formato inédito de live painting (pintura ao vivo). No dia 29 de março (domingo), O Cluster chega a sua 11ª edição, no Solar das Palmeiras, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, das 13h às 21h, com uma seleção de jovens empreendedores e artistas apresentando seus produtos e criações. Na primeira edição de 2015, o evento abrigará, além das marcas de moda e design, chefs de gastronomia e DJs convidados, o trabalho do artista plástico e desenhista gráfico Eduardo Denne, que irá apresentar o primeiro live painting de Stencil do evento.

 

O público conhecerá um pouco a arte do stencil, uma forma muito popular do graffiti que utiliza uma placa como molde para criar a figura. O live painting desta vez começará antes mesmo do evento, com vídeos que registrarão o processo de criação do artista. “Levo dois, três dias para fazer um trabalho. Não tenho a urgência que o graffiti pede. Meu trabalho é a arte final. Eu planejo, não rascunho.”, explica, com uma forte marca autoral nos temas de cultura fashion e urbana. Denne, que já fez trabalhos para a Nike, Adidas, Converse, entre outros, é muito conhecido por rostos que faz de stencil de varias celebridades.

 

 

Em 29 de março.

Brasileiros em Miami

28/nov

A galeria brasileira Athena Contemporânea, que tem à frente o marchand Filipe Masini, participa da Context ArtMiami, USA. A cidade de Miami, que se tornou um dos principais pólos de arte contemporânea, por conta da grande Art Miami Basel, que começa no dia 4, hoje conta com outras feiras de arte paralelas a este evento que reúne visitantes de várias partes do mundo. Filipe Masini leva artistas da galeria, como Alexandre Mury, Débora Bolsoni, Vanderlei Lopes e o artista urbano Zezão.

 

 

De 02 a 07 de dezembro.

A arte de TOZ na Galeria Movimento

O marchand Ricardo Kimaid, à frente da Galeria Movimento, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, inovou no mercado de arte carioca e, em 2006, se tornou um dos primeiros representantes brasileiros de artistas de street art. Hoje Ricardo trabalha com artistas consagrados no cenário da arte contemporânea como Toz, Titi Freak, Tinho, Herbert Baglione, Ramon Martins,  Arthur Arnold, Paulo Vieira, Thais Beltrame, entre outros..

 

Oito anos depois o galerista dobra o espaço da galeria Movimento (passa a ter 140 m2) e, para acompanhar as comemorações, inaugurou a exposição “UM por todos e todos por UM”, na qual o artista Toz (Tomás Viana), com quem Ricardo trabalha desde o início de sua carreira, apresentará pela primeira vez múltiplos de seu Toy Art.

 

Dois dos principais personagens da história artística de Toz, Nina e Shimu, estarão expostos em versão Toy Art, obras de vinil, com 15 cm de comprimento. A mostra dá continuidade ao projeto que teve início na Art Rua, sucesso com recorde de venda, e sold out dos prints de Toz, antes mesmo de abrir a feira, com preços mais flexíveis, fazendo com que mais pessoas possam ter uma obra de Toz em casa. Além dos Toy Art, Toz vai expor três fine art inéditos e duas gravuras também nunca expostas, produzidas especialmente para esta exposição.

 

 

Sobre a Galeria Movimento

 

Ricardo Kimaid tem como  exemplo de aposta certeira o artista Tomás Viana, mais conhecido como Toz, que se tornou hoje um dos maiores artistas urbanos do país. Os holofotes aos trabalhos de Toz vieram com o talento do artista e seu grande parceiro e galerista Ricardo, que apostou e acreditou nele desde o início da representação de seus trabalhos. Toz já conquistou uma série de colecionadores, críticos, foi indicado ao Prêmio Pipa 2014, fez uma exposição individual no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, lançou o livro Toz – Traço e Trajetória, entre outras conquistas. Ricardo também representa outros artistas de peso, como o Tinho, que foi colocado como o segundo lugar do Prêmio Pipa on line 2012, tem acervo na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e também está entre os grandes artistas urbanos do país. Sem falar em Arthur Arnold , Mateu Velasco, que já participou de coletiva em Budapeste e ainda montou uma individual em Paris.

 

O marchand tem como ponto de vista que, os artistas urbanos, a partir do momento em que entram na galeria não são mais grafiteiros e sim artistas plásticos “Aqui são produzidas obras de arte. O grafite fica na rua. Para produzir uma tela, o artista tem que parar, pensar, tem que ter tempo e dedicação. É diferente”, finaliza. A Galeria Movimento realiza anualmente quatro exposições, sempre alinhadas à curadorias e textos críticos de nomes importantes como Daniela Name, Isabel Portella e Felipe Scovino, além de sempre inovar na criatividade dos cenários de suas aberturas.

 

 

Até 30 de dezembro.

O pop Ron English no Brasil

21/out

A exposição denominada “Ron English – Do estúdio para a rua” apresenta 110 obras do polêmico artista contemporâneo, que definiu seu estilo como POPaganda, na Caixa Cultural, Galerias 2 e 3, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Misturando referências do cenário pop, da história da arte, da propaganda, dos quadrinhos e da música, a mostra expõe pôsteres, quadros, murais e fotografias do americano, além de um documentário.

 

Conhecido por suas intervenções em outdoors e suas obras provocativas que misturam publicidade com cultura pop americana, Ron é um dos três grandes nomes do Surrealismo Pop, ao lado de Robert Williams e Mark Ryden, e um dos mais importantes da arte contemporânea. É considerado um dos criadores da street art e das intervenções urbanas.

 

O artista criou uma obra especialmente para a exposição brasileira. Trata-se da imagem de uma borboleta sul-americana, que expressa sua admiração pelos valores e belezas do ecossistema do continente e como ele afeta todo o planeta. O trabalho faz referência ao “efeito borboleta”, fenômeno sobre grandes consequências causadas por pequenas mudanças.

 

Em paralelo à mostra, será exibido o documentário “POPaganda: The Art and Crimes of Ron English”, dirigido pelo espanhol Pedro Carvajal. O filme exibe o processo criativo do artista e mostra como são instaladas suas obras em outdoors não autorizados. O documentário explora, também, a paixão de Ron English em fazer com que as pessoas pensem mais sobre a relação entre a sociedade e o consumo.

 

 

De 21 de outubro a 21 de dezembro.