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AGENDA CULTURAL

Dois na Casa França-Brasil

Cromática

A exposição individual de Waltercio Caldas, denominada “Cromática”, é atual cartaz da Casa França-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Esta é a primeira grande exposição do artista no Rio após a mostra retrospectiva realizada no MAM em 2010. O evento acontece em um ano bastante produtivo e premiado para Waltercio, que acaba de lançar dois novos livros. Além disso, conquistou o prêmio da Bienal de Cuenca e prepara outra importante exposição para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre.

 

Diz a lenda que, na estreia de seus filmes, o diretor Alfred Hitchcock costumava pregar, na porta dos cinemas, um cartaz que dizia: “Não contem o final para seus amigos”.  Nessa mesma linha, a surpresa é um dos ingredientes essenciais dessa nova exposição de Waltercio Caldas, evento que procura estimular algumas reflexões: O que acontece quando nos vemos diante de uma obra de arte?  Como estender um momento fugidio até o limite possível? Dá para explicitar coisas que não são explícitas?

 

Para o artista, nada é mais importante do que o momento em que o objeto de arte se apresenta para a pessoa: “- Esse instante, tem características “inaugurais” – acentua. – Quando o objeto de arte aparece pela primeira vez, se apresenta somente na integridade da sua própria percepção. É “o momento do objeto”, aquele instante inicial de surpresa e aparecimento – que pretendo que dure  o maior tempo possível”.  – destaca.

 

 

Metáfora do valor

 

Em todas as suas grandes exposições, a Casa França-Brasil convida um outro artista para ocupar o espaço do Cofre. Desta vez a escolhida é Analu Cunha, artista alagoana radicada no Rio de Janeiro cuja obra é centrada nas questões da imagem e das qualidades ambíguas e contraditórias que lhes atribui.

 

A instalação “Pickpocket” – que usará como suporte uma TV LED de 24 polegadas, discretamente embutida na parede do cofre – pretende realçar o caráter soturno (e mesmo secreto) desse lugar, normalmente fechado “a sete chaves”. A porta entreaberta convida o espectador a acompanhar o surgimento de uma imagem misteriosa, que se transforma e se modifica gradualmente até o fim abrupto do filme.

 

Valendo-se da metáfora do “valor” econômico, a artista propõe ao visitante uma reflexão sobre as ambiguidades de nossa própria vida privada, sobre o que decidimos mostrar ou esconder, exibir a esmo ou trancar num cofre.

 

 

Até  21 de outubro.

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