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Inéditos de Burle Marx

Burle Marx

O Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, exibe com exclusividade a  exposição “Roberto Burle Marx: a figura humana na obra em desenho”. A mostra apresenta 138 obras produzidas desde 1919 (quando o artista tinha 10 anos), até a década de 1940. São desenhos que registram cenas familiares, retratos e nus feitos sobre papel, utilizando carvão, grafite, nanquim, lápis de cor, crayon, giz de cera, canetas hidrocor e guache.  Trata-se de material inédito, parte integrante do acervo exclusivo do Sítio Roberto Burle Marx/IPHAN/MinC.

 

Enfocando estritamente as figuras humanas regionais ou familiares e suas cenas diárias, os trabalhos transitam desde o mais fino traço experimental a uma forma abstrata de retratar o ser humano. Do preto e branco a uma delicada utilização das cores, as obras demonstram o desenho acadêmico na formação de Burle Marx. A exposição é dividida em dois núcleos, no primeiro são apresentados os “Retratos” e os “Nus”, que são uma constante no acervo e no segundo, exemplares da série “Cenas de bar”, variados cenários, vistos de ângulos diferentes.

 

Para esta apresentação, no Centro Cultural Correios, acrescentaram-se 17 obras ao primeiro núcleo, predominantemente em nanquim, com o intuito de enfatizar não só o desenvolvimento de uma linguagem própria em seus desenhos, como também referências culturais ligadas á cidade do Rio de Janeiro, como o Pão de Açúcar e a vida boêmia na Lapa e adjacências nas décadas de 1930 e 1940. Duas dessas obras, por exemplo, têm o mesmo tema – pessoas sentadas ao lado de outra deitada, com paisagem ao fundo – desenhado em grafite e em nanquim, ao passo que outro par se compõe de estudos de 1938 para a sua conhecida pintura “Fuzileiro”. Curadoria: Yanara Costa Haas – Sítio Roberto Burle Marx.

 

Sobre o artista

 

Conhecido essencialmente como um dos maiores paisagistas do século XX, Roberto Burle Marx era um artista completo,  de múltiplas artes, como pintura e escultura. Visionário e fundamentalmente moderno, temos em seus desenhos a primeira expressão material como artista plástico. Chamado de “Poeta dos Jardins” por Tarsila do Amaral, Burle Marx projetava suas áreas verdes como quem pinta um quadro. O Rio de Janeiro ostenta a exuberância de seus jardins nos mais belos cartões postais como no Aterro do Flamengo, no Leme e no Outeiro da Glória. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema, no Centro, é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Burle Marx adquiriu de sua mãe, a exímia pianista e cantora pernambucana Cecília Burle, o gosto pela música e pelas plantas, e de seu pai, Wilhelm Marx, um alemão comerciante de couros, o dom artístico. Um exemplo desta herança genética encontra-se exposto através do desenho “Menino de Turbante” de autoria do senhor Wilhelm. Roberto Burle Marx morreu em 1994, com 89 anos. Além de seus trabalhos, legou ao mundo o Sítio Roberto Burle Marx, a mais preciosa parte de sua produção. São mais de três mil objetos de arte, entre eles desenhos, mobiliário, pinturas em diversos suportes (tela, tecido, madeira e cerâmica) e esculturas em vidro, madeira e cerâmica. Adquirido em 1949, tornou-se residência definitiva do artista em 1973, que, preocupado em preservar o resultado de suas pesquisas, doou, em 1985, a propriedade ao Governo Federal, que através da Fundação Pró Memória (hoje IPHAN), reconheceu o grande valor de sua obra e dispôs-se a manter o Sítio depois do desaparecimento de seu criador.

 

Até 06 de janeiro de 2013.

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