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AGENDA CULTURAL

Panorâmica de Ubi Bava

A Ronie Mesquita Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, mostra exposição panorâmica der Ubi Bava, um dos mais significativos representantes de múltiplas correntes do pensamento artístico no Brasil como o abstracionismo, concretismo, construtivismo, arte cinética, abstração informal, abstração geométrica e op arte.

 

A mostra da Ronie Mesquita Galeria apresenta 22 obras realizadas no período compreendido entre as décadas de 1940 até 1970, que serão reproduzidas também em um catálogo elaborado pela galeria com tiragem de mil exemplares. São obras de técnicas diversas que em conjunto constroem uma síntese da poética e rica trajetória do artista.

 

Os trabalhos de Ubi Bava apresentam características resultantes de pesquisas na linha geométrica, da cor pura versus forma e pinturas com uma nítida vibração de superfícies abstratas. Sua obra pictórica exibe extremo rigor, sintetizando as leis da geometria como instrumento de ordenação das emoções através de linhas e cores íntegras e de espaços com sentido preciso de infinitude. Sobressaem a importância da educação visual e o poder das imagens, que não são estáticas e incitam a vibração ótica que as modificam e as deslocam do ponto de apoio num ritmo preciso e constante.

 

Os trabalhos com espelhos, os objetos óticos e cinéticos, os de multivisão e tubos sensibilizados são considerados os mais importantes legados de Ubi Bava. Alguns em caixas de acrílico perfuradas em pequenos círculos onde foram inseridos espelhos côncavos coloridos concretizam sua proposta fenomenológica. Não obstante a busca  incansável e sistemática de espaços, estruturas, equilíbrio e forma, o trabalho do artista procura também um constante diálogo com o espectador/fruidor.

 

Sobre o artista

 

Ubi Bava nasceu em Santos, SP, em 1915. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Lucílio de Albuquerque e Henrique Cavalleiro na década de 1930. Entre os anos 1940/50 desenvolveu um abstracionismo geométrico a partir do qual foi caminhando a passos largos para a arte cinética e a arte ótica. No inicio da década de 1950, realizou  pesquisas sobre espaços pluridimensionais. Os efeitos ópticos e cinéticos trabalhados, acabam por caracterizar o foco sobre o ritmo dessas estruturas, domando-se aos múltiplos direcionamentos perceptivos no contato com a obra, a que o artista chamou de “multivisão”.

 

Em 1961, recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão de Arte Moderna e fixou-se na Europa por dois anos, principalmente, na Itália. Já nos anos 70, trabalhando com espelhos recortados e modulados, calotas de alumínio e canos plásticos, chamava o espectador a participar da obra. Construtivista, ele próprio chegou a se considerar uma espécie de concretista lírico.

 

Além de diversas exposições individuais e coletivas também participou de diversas Bienais de São Paulo nas quais  obteve quatro prêmios de aquisição. Suas obras fazem parte dos acervos  do Museu Nacional de Belas Artes do Rio, MAM-Rio, MAM-SP, Palácio do Itamaraty, MAC-Niterói, e de  grandes coleções particulares do Brasil e exterior como as de  Gilberto Chateaubriand, Roberto Marinho, Hecilda e Sérgio Fadel, Adolpho Leirner e Queiroz Galvão entre outras. No Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, existe a sala UBI BAVA, em homenagem ao artista. Durante toda a sua vida também dedicou-se ao ensino da arte e arquitetura. Faleceu em 1988 na cidade de São Paulo, SP.

 

 

Abertura: 27 de Agosto

 

Até 06 de outubro.

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