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HÜZÜN MILHAZES: DIÁRIO DE VÂNIA INÉDITOS
NA VALU ORIA IBERÊ E O CORPO JORGE GUINLE NO SUL COM MURILO CASTRO, BH ESCULTURAS DE ASCÂNIO
MMM MARIA KLABIN ADRIANA VAREJÃO A COR
SOBREPOSTA
INSTALAÇÃO EM BIENAL TUDO AZUL NEGRITUDE BRASIL DOIS NA THOMAS COHN PAULO PASTA/CCBB, RIO JOÃO
MAGALHÃES NO MAM ARTE
POPULAR E MODA AMOR À
ARTE A ARTE DE FLEXOR
MIMMO PALADINO NO MAM BARÓ CRUZ: EL NORTE DEL
SUR
ITINERANTE STREET
ART NA MERCEDES VIEGAS RIO,
NOVA GALERIA
IOLE NA LAURA, EM IPANEMA NELSON
LEIRNER NO MUSEU VALE
TATAFIORE NO BRASIL OURO, PRATA E BRONZE ÁGUA E TERRA, O
ENCONTRO SIMULTANEIDADE ARTE PROVOCATIVA TARSILA, PERCURSO
AFETIVO ARTE CINÉTICA / AMÉRICA LATINA POETAS DA COR VAREJÃO/SALCEDO NO INHOTIM
Carlos
Vergara dá mais uma prova de seu talento através da exposição "Hüzün", no Oi
Futuro, Rio de Janeiro, RJ. O conhecido e consagrado artista recebeu um
convite para ir à Turquia, há dois anos. Impactado com tudo que viu e ouviu,
decidiu compartilhar essa experiência e criou o projeto "Hüzün", termo turco
que significa uma espécie de saudade ou melancolia coletiva pelo fim dos
dias de glória do Império Otomano, algo muito presente no país. As fotos lá
realizadas serviram de material bruto para duas ações: chamou o cineasta
Gustavo Moura para co-editar e pensar em uma projeção simultânea e o jovem
artista Paulo Vivacqua para fazer uma instalação sonora a partir dos cantos
de muezins. Depois, Vergara voltou à Turquia para finalizar as monotipias
que fez em lenços brancos, por toda Capadócia e Istambul. Dono de uma
produção marcante na arte contemporânea brasileira e irrequieto, continua
gostando de arriscar. A partir de 08 de setembro.
FORMAS, CORES E LUZES
As
formas, cores e luzes das conhecidas mandalas das pinturas, colagens,
intervenções e gravuras de Beatriz Milhazes dominam amplamente sua mais
recente exposição individual, Estação Pinacoteca, São Paulo, SP. A
intervenção que Beatriz Milhazes criou para as dez janelas do espaço, cuja
luz cambia de acordo com a luminosidade, permanecerá por mais um ano, mesmo
após o encerramento da mostra. A artista, festejada em todo o mundo, desde a
Inglaterra, passando pelos Estados Unidos e até o Japão exibe 21 pinturas e
quatro colagens. A curadoria é de Ivo Mesquita. Até 30 de novembro.
Uma
viagem de trinta anos de fotografia, flagrantes e situações inusitadas
colhidas pelo mundo é o resultado das 150 imagens na mostra "Vânia Toledo:
Diário de Bolsa", atual cartaz da Pinacoteca do Estado, São Paulo, SP. Vânia
Toledo admite que "esta exposição é a prova da liberdade do olhar, da
composição, um momento particular e íntimo". Flagrantes dos anos 70 e 80.
Sua projeção como fotógrafa ocorreu através das revistas Vogue Pop, Around,
Interview e A-Z. A artista buscou inspiração em nomes icônicos como Virginia
Woolf e Andy Warhol. Entre os fotografados constam imagens de Caetano
Veloso, Grande Otelo (foto), Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Hermeto
Pascoal. Até 26 de outubro.
A
artista plástica Josely Carvalho, também pesquisadora e cidadã
internacional, abre a mostra "Territórios Brancos" na Valu Oria Galeria de
Arte, São Paulo, SP. Os 25 trabalhos inéditos são a seqüência de suas
pesquisas, iniciadas em 1997 com o projeto "Book os Roots", referentes às
contradições em que vivemos hoje: o abrigo e o desabrigo. Em sua primeira
mostra individual, em galeria do circuito profissional no Brasil, a artista
exibe duas séries com 22 fotografias digitais impressas em jato de tinta,
uma instalação composta por um painel fotográfico formado por 25 repetições
de uma mesma imagem impressa pelo processo Lambda e 300 galhos moldados em
resina de vidro sobre um chão espelhado. O texto de apresentação é de Kátia
Canton. A partir de 10 de setembro.
A
Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, retoma o projeto de divulgação da
obra do consagrado mestre brasileiro através da mostra "Persistência do
Corpo", um recorte de parte do acervo do artista. A curadoria obedece a
critérios determinados pelas curadoras gaúchas Ana Maria Albani de Carvalho
e Blanca Brites cujo foco reside na amostragem de obras dos anos 80 (guaches)
e esboços dos anos 40, estes, correspondentes ao início da carreira de Iberê,
totalizando 32 desenhos e sete pinturas. Em sua volta ao sul, Iberê retoma -
com o vigor habitual - a figura humana. De 02 de setembro a 08 de março de
2009.
O
terceiro e o quarto andares da sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto
Alegre, serão ocupados com obras do pintor, desenhista e gravador Jorge
Guinle. Denominada "Jorge Guinle - Belo Caos", é a primeira exposição
retrospectiva do artista desde seu falecimento e compõem-se de 20 desenhos e
33 pinturas provenientes de coleções particulares e de coleções públicas
brasileiras. Sua trajetória artística foi muito breve: viveu apenas 40 anos
e produziu bastante durante os últimos de sua vida, criando um total de
cerca de 500 obras. Ronaldo Brito e Vanda Klabin respondem pela curadoria. A
Bienal Internacional de São Paulo prestou-lhe homenagem póstuma, em 1989,
com uma sala especial. De 09 de setembro a 23 de novembro.
"Arte
Brasileira Contemporânea- 18 Propostas", é o título da exposição com
curadoria de Celso Fioravante na Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, MG.
O elenco é composto pelo nomes de Adams Carvalho (foto), Adelaide Ivanova,
Alice Shintani, Camila Macedo, Daniel Murgel, Elisa Sassi, Fabiana Arruda,
James Kudo, Julio Villani, Jurandy Valença, Lucia Laguna, Mariana Manhães,
Pitágoras Lopes Gonçalves, Regina Parra, Rodolpho Parigi, Rogério Degaki,
Valdirlei Dias Nunes e Vitor Azambuja. Uma profusão técnica e um elenco de
peso. Até 29 de setembro.
A
Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana,
Rio de Janeiro, RJ, exibe criações inéditas de Ascânio MMM. A mostra,
paralela a exposição "Flexos e Qualas" que o artista apresenta no Museu de
Arte Moderna do Rio de Janeiro, consta de nove trabalhos da série Estruturas
realizadas entre 2004 e 2006. As obras, feitas em módulos de alumínio –
cortados, empilhados, aparafusados, pintados com cores vibrantes –, formam
uma espécie de renda metálica com um aspecto de transparência que instiga o
olhar do espectador a procurar ângulos, traçar vias, perceber espaços,
construindo uma poética visual particular. Trabalhos que transitam por vezes
entre desenho e a escultura. Para a crítica de arte Marisa Flórido, no texto
da exposição, afirma "que as Estruturas apresentadas, são derivações
indiretas das Estruturas Piramidais, realizadas pelo artista na década de
1990". Um jogo entre a pintura e a escultura. De 28 de agosto a 26 de
setembro.
NA SILVIA CINTRA + BOX 4
Três
anos depois de sua primeira individual na Galeria Silvia Cintra, Ipanema,
Rio de Janeiro, RJ, Maria Klabin retorna para nova mostra de trabalhos
inéditos no mesmo espaço e na Box 4. A exposição marca a volta da artista ao
desenho e à pintura. O trabalho de Maria Klabin "trata do limite que existe
entre as diferentes mídias. É através desse limite que o trabalho começa a
ser construído, ora é um desenho que aparece através de uma fotografia, ora
um vídeo que na realidade é uma pintura, etc...". Na parte central da
exposição destaca-se cinco pinturas (painéis de madeira, cada um mede
120x180cm) que a artista considera esboços de desenhos, como se tivessem
sido feitos em folhas de um caderno, complementados por uma série de 12
pequenos desenhos: cenas de praia, figuras humanas e objetos cotidianos
ilustram esse novo momento. De 28 de agosto a 20 de setembro.
E CAO GUIMARÃES
O
Museu de Arte da Pampulha, MAP, Belo Horizonte, MG, inaugura em 30 de
agosto, as exposições de Adriana Varejão (foto) e Cao Guimarães. No Salão
Nobre, Adriana Varejão apresenta três desenhos e oito pinturas realizadas
entre 2002 e 2007. Dentre as pinturas selecionadas estão Green Sauna, O
Chinês, O Voyeur, e O Predileto, a maioria, em grande formato. Diz Adriana
Varejão sobre seus trabalhos:"Na série das Saunas, a pintura sai do campo
conceitual de referências iconográficas históricas e passa para o campo do
sensível. Esses ambientes são atemporais. Mas são obras figurativas, que
aliam figuração à geometria. Trabalham questões inerentes à pintura, como
cor, composição, perspectiva… Estas obras dialogam com a arquitetura e o
espaço, mas de maneira virtual. São espaços projetados. Busco inspiração nos
botequins, nos hammams, nas piscinas, matadouros, banheiros, hospitais." Já
o artista plástico e cineasta Cao Guimarães ocupa o mezanino e o auditório
do MAP com três séries de fotografias e dois vídeos. Um destes, O Sonho da
Casa Própria, é um curta-metragem de 14 minutos e foi preparado
especialmente para esta exposição: um registro de uma cerimônia de casamento
entrecortado com cenas de arquitetura urbana. A trilha da obra é assinada
por O Grivo, coletivo mineiro que participa da próxima Bienal de São Paulo.
As mostras tem curadoria de Marconi Drummond. Até 19 de outubro.
A
Mônica Filgueiras Galeria de Arte, São Paulo, SP, exibe em suas salas uma
seleta especial de obras da artista plástica Adélia Klinke. Na presente
exposição individual Adélia mostra 40 trabalhos distribuídos em diversas
técnicas: aquarelas, pinturas (acrílicas) sobre tela e também sobre papel. O
trabalho que Adélia Klinke realizou nos dois últimos anos, "propõe-se a
questionar tópicos relativos a construção de campos de cores que se
confrontam e se sobrepõem; a utilização de linhas que delimitam e consolidam
o espaço e ao resgate de memória de algo visto e observado". Abertura em 30
de agosto.
O
cenário criado pela pintora Beatriz Milhazes para o espetáculo "Tempo de
Verão" vai se transformar numa instalação para exposição. O espetáculo de
dança é uma criação da coreógrafa Márcia Milhazes, irmã da pintora, vencedor
do prêmio APCA para o setor em 2004. Trata-se de "um móbile repleto de
flores e mandalas" e será uma instalação que tomará uma sala inteira de uma
nova bienal de arte nos EUA, a "Prospect.1". Sua primeira edição está
prevista para novembro de 2008, em Nova Orleans. É mais um passo concreto na
exitosa e brilhante carreira internacional da jovem pintora brasileira.
A
Galeria Brito Cimino, Vila Olímpia, São Paulo, SP, inaugura a exposição "To
See Blue", individual da artista plástica argentina, radicada em New York,
Liliana Porter que, inspirada em seu acervo pessoal de souvenires e
brinquedos de coleção, combina 20 trabalhos entre fotografias, pinturas, um
vídeo e pequenas instalações. Sempre instigada a criar justaposições entre
os seus objetos favoritos, Liliana Porter produz "diálogos" visuais que
aguçam o imaginário enquanto questionam noções de realidade. O texto de
apresentação traz a assinatura de José Luis Blondet. De 21 de agosto a 20 de
setembro.
O Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, exibe sob a
curadoria de Emanoel Araújo, 140 obras de 10 artistas atuantes entre os
séculos 19 e 20. A exposição resgata a qualidade e a dimensão de alguns
artistas brasileiros, ainda pouco conhecidos pelo público e parte da
crítica. A saber: Arthur Timótheo, Benedito José Tobias, Benedito José de
Andrade, Emmanuel Zamor, Estevão Silva (foto), Firmino Monteiro, João Timótheo,
Horácio Hora, Rafael Pinto Bandeira e Wilson Tiberio. Segundo Emanoel
Araújo, a exposição é "...uma visita ao acervo de pintores negros da
Academia de Belas Artes, século XIX, incluindo mais três outros artistas já
do século XX, mas que – de certa maneira – traduzem em suas obras laços
profundos com a tradição acadêmica, mais em espírito do que na complexidade
técnica da produção pictórica. São eles Benedito José Tobias, Benedito José
de Andrade e o gaúcho Wilson Tibério. Os dois primeiros são de São Paulo e
viveram aqui no resquício da prática figurativa de pintar; o outro trabalhou
e viveu por longos anos na França, onde morreu". De 23 de agosto a novembro
de 2008.
A
Galeria Thomas Cohn, São Paulo, SP, apresenta os artistas Sang Won Sung,
coreano radicado no Brasil e Diego Píriz, pintor uruguaio. Won Sung (foto)
ocupará a parte térrea da galeria exibindo peças multicores verticais com
torções em todas as direções, desafiando a verticalidade das mesmas. Já
Diego Píriz, comparece no mezanino com nova série de pinturas, perfazendo um
total de 15 obras. Nelas o artista revisita o clima dos filmes "noir" das
décadas de 40 e 50; dramaticidade e uma confessa influência de Hopper.
Imperdível! Confira. Até 06 de setembro.
A
primeira grande exposição individual de Paulo Pasta no Rio de Janeiro, foi
programada para os espaços do CCBB, Centro. Vermelhos, amarelos ousados,
cinzas neutros, pálidos ocres, azuis ... Juntos, harmoniosos, num trabalho
que se revela aos poucos e protagoniza espetacular jogo cromático. É a
pintura de Paulo Pasta que se revela em pinceladas que alternam camadas
espessas de tinta e faixas diluídas de pigmento, em um gesto de efeito
sedutor e surpreendente. Ao todo, 34 obras, entre as quais 14 trabalhos
inéditos. A exposição, produzida pela Imago Escritório de Arte, ocupará três
salas do primeiro andar do CCBB, reunindo aos trabalhos inéditos algumas das
mais emblemáticas obras de 2005, 2006 e 2007. A curadoria da mostra é de
Ronaldo Brito. Até 21 de setembro.
A
beleza bruta da pintura de João Magalhães entra em cartaz no MAM, Parque do
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. João Magalhães tem uma relação rígida com a
pintura. A safra mais recente, 23 telas, todas inéditas, é basicamente
preta. Magalhães "não usa outras cores, que dividiriam a atenção do
espectador e funcionaria como elemento de sedução desnecessário". Frederico
Morais escreveu, em 1995, que sua pintura é "brutalista" e, nesse sentido, a
compara com a escultura de Amilcar de Castro e de Ivens Machado. Magalhães é
professor de pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Acompanha a
exposição um catálogo bilíngüe, com texto de apresentação de Reynaldo Roels,
curador do MAM-RJ, e uma entrevista com o artista, feita por Carlos Zilio,
Gloria Ferreira e Luiza Interlenghi. De 13 de agosto a 05 de outubro.
A Daslu e a Galeria Brasiliana, São Paulo, SP, uniram-se para levar ao
público da moda e da arte o que há de melhor na produção artística do
nordeste brasileiro. O evento "Festa de Cores" contará com mais de 80 peças,
distribuídas no espaço da Galeria Daslu. Em exibição a "...diversidade e o
caráter distintivo de cada região", com obras que vão desde desenhos,
pinturas e cerâmicas, até adereços de carnaval e reciclagens assinadas pelos
artistas Licídio Lopes, Bajado (foto), Alcides Santos, Irene Medeiros,
Abraão Batista, J. Borges, Tota, Marliete, Cícera Fonseca, Sil, Vicente
Ferreira, Romero de Andrade Lima, João de Andrade, Resendio, J. F. Cunha e
Paulo Carreiro. De 12 de agosto a 20 de setembro.
O
colecionador de arte Diógenes Paixão, aliado ao editor Celso Fioravante na
organização, exibe em Santa Teresa, Rio de janeiro, RJ, nas paredes de seu
bar, série de desenhos de Antonio Manuel. A mostra batizada de "Antonio
Manuel Desenhos de 1967". Diz Celso Fioravante em seu editorial no Mapa das
Artes, no. 19:"...em Santa Teresa, Diógenes Paixão, dono do Bar do Mineiro,
decidiu revirar suas pastas e baús e oferecer aos seus clientes, além de boa
comida e cerveja gelada, um pouco do acervo que acumulou em mais de 40 anos
de amor à arte. Na primeira mostra que fará nas paredes do bar vai exibir
desenhos de Antonio Manuel datados de 1967." A partir de 12 de agosto.
Dois
espaços, dos mais conceituados de São Paulo, deram iníco a série de eventos
em torno da obra e do centenário de nascimento do pintor Samson Flexor:
desenhos no MAC, Cidade Universitária e exposição de aquarelas, no Instituto
Moreira Salles. No ano passado foi inaugurada a primeira das quatro
exposições realizadas na Europa em sua homenagem. Mesmo independente, Flexor
foi uma das personalidades centrais do construtivismo nacional. Radicou-se
em São Paulo onde ensinou toda uma geração de artistas. As exposições
obedecem a batuta do filho do artista, André Flexor. No MAC, a exposição "Samson
Flexor - A Dobra do Desenho" tem curadoria de Carmen S. G. Aranha. Flexor
foi influenciado pela Escola de Paris e freqüentou os ateliês de Matisse,
Picabia, Léger e Paul Signac, entre outros. No MAC, até 21 de setembro.
O MAM, Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta "Mimmo Paladino - Obra
Gráfica", exposição com 30 trabalhos do importante artista contemporâneo
italiano produzidos sobre papel em grande formato, em diversas técnicas de
gravura (metal, serigrafia, litogravura e xilogravura), obras
correspondentes ao período de 1992 a 2003. O artista hoje vive entre Paduli
(onde nasceu), Bolonha e Milão. Junto com Sandro Chia, Francesco Clemente,
Enzo Cucchi e Nicola de Maria, Paladino protagonizou o movimento conhecido
como transavanguarda italiana na década de 1980. Paladino tem obras em
grandes coleções públicas, como o MoMA e o Guggenheim, ambos em Nova York, e
a Tate Gallery, Londres.
Chama-se
"El Norte del Sur" a exposição coletiva que a Galeria Baró Cruz, São Paulo,
SP, apresenta com curadoria de Michel Blancsubé (curador-chefe da Coleção
Jumex, México), ilustrada com trabalhos de Francis Alÿs, Carlos Amorales,
Iñaki Bonillas, Hernain Bravo, Alejandra de la Puente, Mónica Espinosa,
Cynthia Gutierrez, Marco Rountree Cruz, Diego Teo, Emanuel Tovar e Pablo
Vargas Lugo. Diz o curador: "Sabendo que « dormir sobre algo a fazer é
melhor do que despertar sobre algo já feito », aceitei o convite de Maria
Baró e Oscar Cruz para apresentar um pouco mais de quarenta obras, dentre as
quais, desenhos, colagens, fotografias, vídeos, esculturas e bordados, todos
costurados por mãos de mexicanos. Os onze artistas reunidos nesta exposição
são em sua maioria originários das cidades do México, Puebla e Guadalajara".
De 16 de agosto a 20 de setembro.
Circula
pela Europa a exposição coletiva "Arte Brasileira Sobre Papel Um
Panorama do Século XX" cujo ponto de
partida ocorreu em Lisboa, na Fundação Medeiros e Almeida. Depois de Lisboa,
a próxima cidade a ser visitada será Viena. A nominata é excepcional e entre
os 62 nomes que integram essa exposição, sob a curadoria do pintor
brasileiro Luiz Dolino, destacam-se os nomes de Goeldi, Iberê Camargo,
Grassmann (foto), Piza, Fayga Ostrower, Amilcar de Castro, Gerchman, Lívio
Abramo, Krajcberg, Maria Leontina, Bandeira, Volpi, Djanira, Mira Schendel,
Piza, Tomie Ohtake, Rubem Valentim, Glauco Rodrigues, Fernando Duval,
Toyota, Brennand, Anna letycia, Anna Bella Geiger, Dionisio Del Santo,
Fernando Lucchesi, Siron Franco, Maria Bonomi e Rubem Ludolf.
A
Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, exibe
uma seleção de desenhos em nanquim sobre papel canson e telas em grandes
formatos do jovem artista Marinho. Será a primeira vez que a Mercedes Viegas
recebe um artista que iniciou sua carreira artística através da street art
considerando que trabalho de Marinho pode ser visto em muitos muros pela
cidade. Marinho já foi comparado com Keith Haring e encontra-se num momento
mais maduro. A apresentação traz a assinatura de Luiz Zerbini e esta é sua
segunda exposição individual. O artista participou de algumas edições de
feiras nacionais e internacionais como: Basel 2007, Basel Miami - 2006/2007;
Arco 2008 e SPArte 2006/2007. De 13 de agosto a 20 de setembro.
O
nome de Jannis Kounellis faz parte da História da Arte desde 1967, quando
participou da exposição coletiva Arte Povera e IM Spazio, na Galleria La
Bertesca, Gênova, Itália. No Brasil pela primeira vez, realizou uma
instalação especial para a nova Galeria Progetti, Centro, Rio de Janeiro,
RJ. Os proprietários do novo espaço são Paola Colacurcio e Niccolò Sprovieri.
A obra de Kounellis participou de quatro edições da Bienal de São Paulo:
1963, 1971, 1981 e 1987. Na presente instalação, o artista emprega
instrumentos musicais de todos os tipos e Paulo Reis encarregou-se de editar
um livro sobre esse trabalho. Kounellis participou de encontro no Parque
Lage com a presença dos artistas Antonio Dias e Adriana Varejão e do crítico
Paulo Venancio Filho. Até 01 de novembro.
NA FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Iole
de Freitas inaugura a primeira intervenção no Átrio da Fundação Iberê
Camargo, Porto Alegre, RS, trabalho inédito que ocupará o vão do átrio e
dará início ao Programa Átrio. Iole explora a leveza e transparência
dos materiais empregados: cilindros de aço polido e placas translúcidas de
policarbonato, retorcidas à mão. Escultora e gravadora, é um dos principais
nomes da arte contemporânea brasileira. Um de seus trabalhos de maior
repercussão foi a instalação para a Documenta 12, Kassel, 2007. Iole expôs
em espaços como a Galeria Laura Marsiaj, Museu Nacional de Belas Artes, CCBB,
todos no Rio de Janeiro, além do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP, e Museu
Vale do Rio Doce, ES. O trabalho de Iole de Freitas poderá ser visto de 05
de agosto de 2008 a fevereiro de 2009.
A
galeria Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, exibe
o talento múltiplo de Laerte Ramos: gravador, pintor, video-artista e
ceramista. Laerte experimenta várias linguagens como recurso para
"...abordar a paisagem, os conflitos e o caos nas grandes metrópoles, seus
trabalhos vêm na contramão da obviedade". Nas gravuras, usa formas duras e
poligonais em monotipia e elimina o gesto em suas impressões. Como
ceramista, baseia-se em formas cotidianas para criar "...objetos de guerra
de superfícies extremamente lisas que despertam um desejo tátil". Veículos,
torres, contêineres, armazéns, poços, bate-estacas tudo numa versão
asséptica em preto e branco. Na abertura da exposição Laerte Ramos realizará
a performance "Do pó ao pó". Abertura: 02 de agosto. Visitação de 05 agosto
a 04 de setembro.
Um
grande tapete vermelho dá o tom da celebração de "Vestidas de Branco", a
nova exposição do Museu Vale, Vila Velha, ES, que terá o casamento como
tema, a partir de 9 de agosto. A criação é de Nelson Leirner, artista
representante do espírito vanguardista dos anos 60, no Brasil e no mundo, e
cujas realizações têm como foco a popularização da arte. Suas obras,
emblemáticas e instigantes, criam um elo imediato de identificação com as
pessoas. Em "Vestidas de Branco", Leirner propõe uma viagem pelo mundo do
casamento, da cerimônia à maternidade; da festa à lua de mel, do erotismo
dos casais ao inevitável mundo do consumo. Tudo com muito humor e
irreverência. A curadoria é de Moacir dos Anjos. De 10 de agosto a 28 de
setembro.
O MAC, Niterói, RJ, inaugura exposição de Ernesto Tatafiore, um dos mais
destacados artistas da cena contemporânea internacional. A exposição é
composta por 11 retratos de artistas, filósofos, heróis antigos e modernos –
como Robespierre e Masaniello, De Chirico e Pelé – e por cinco
representações alegóricas de conceitos filosóficos – Utopia, Alegoria,
Metáfora, Metafìsica e Filosofia – encarnados por imagens vermelhas de
jovens mulheres nuas. Tatafiore, esteve ligado ao movimento conceitual,
depois de uma rápida passagem pela transvanguarda italiana, se apropriou de
uma linguagem única. Participante de mostras internacionais, o artista
esteve na Bienal de Veneza em 1970, 1980 e 1990, e em prestigiosos museus
americanos e europeus. A partir de 26 de julho.
Em
sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes, Centro, Rio de
Janeiro, RJ, o artista plástico Gonçalo Ivo apresenta a exposição "A
cor-espaço/Gonçalo Ivo/ Pinturas e objetos". Com curadoria de Fernando
Cocchiarale, o artista apresenta nesta individual oito telas de grande
formato e 47 objetos de madeira. Entre os destaques estão "Tissu D’Afrique",
uma pintura de 120 x 580 cm, "Tissu D’Afrique", um quadro em tons de branco,
medindo 200 x 400 cm, além do"Objeto", um totem realizado este ano com 367
cm de altura. Os objetos são pinturas em têmpera tridimensionais, muitas
vezes calcinadas, com colagem de folhas de ouro, prata ou bronze. De 23 de
julho a 07 de setembro.
O
encontro, sutil, entre água e terra, a atração entre os dois opostos -
líquido e sólido, foi a idéia que reuniu três fotógrafos: a norte-americana
Carol Armstrong (foto), Fernando Azevedo e Leonardo Kossoy. O resultado
transformou-se na exposição "Onde a água encontra a terra", cartaz do Centro
Cultural Banco do Brasil, CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria é do
conceituado Paulo Herkenhoff com produção de Ruy Souza e Silva. São 53
fotografias em cenários naturais realizadas cidades distintas como São
Petersburgo, Verona, Araraquara, Mikonos, Paris, Verona, Nova York e
Londres. De 22 de julho a 14 de setembro.
O
artista plástico Carlito Carvalhosa inaugura no dia 9 de agosto, a exposição
"Faz Parte", que será realizada simultaneamente no Gabinete de Arte Raquel
Arnaud e na Galeria Millan, ambas em São Paulo, SP. "Faz Parte", levará às
galerias quatro elementos comuns que se completam e se transformam em uma
grande e única experiência: apagadores, espelhos, lentes de grande dimensão
e o som gravado durante a noite nos espaços. “Não se trata de um volume de
trabalho tão grande que exige esse espaço duplo, é na verdade o contrário: a
semelhança – a impossibilidade da semelhança – que me leva a realizar as
exposições simultâneas”, justifica Carlito. Nas galerias paulistas, os
apagadores serão produzidos em TNT, o ‘tecido não-tecido’, já que suas
fibras não são tramadas. No Gabinete de Arte Raquel Arnaud (foto) ficará em
cartaz de 9 de agosto a 13 de setembro e na Galeria Millan, a exposição será
apresentada 9 de agosto a 30 de agosto. O artista prepara mais duas
exposições: "Estou Lá", no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em agosto, e "Meus
Olhos", no Solar do Barão, Curitiba, em setembro.
São
Paulo mostra a maior exposição de obras de Marcel Duchamp já realizada no
país, e que marca os 60 anos do MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sob
o título "Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra 'de arte'", focaliza a
produção do artista de 1913 até 1968, período em que, de acordo com a
curadora Elena Filipovic, "concentra a produção mais radicalmente
questionadora do artista". Marcel Duchamp foi o primeiro artista que expôs,
como arte, um mictório assinado ("A fonte", de 1917, foto) e uma roda de
bicicleta com um banco. Sua história liga-se ao Brasil a partir de seu
relacionamento com a escultora Maria Martins, que segundo a lenda, foi sua
modelo para a instalação "Étant Donnés". Com suas provocações, Duchamp mudou
a face da arte. Até 21 de setembro.
O
caminho afetivo impregnado na obra de Tarsila do Amaral é o foco central da
exposição "Percurso afetivo Tarsila", no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba,
Paraná. A partir da descoberta do Diário de Viagem – da década de 1920, com
desenhos e impressões das viagens que a artista fez pelo Brasil e pelo
exterior – o curador Antonio Carlos Abdalla traçou o percurso da mostra e
definiu a seleção a ser apresentada. A obra de maior destaque é
"Antropofagia", de 1929. "Procissão", de 1954, a segunda versão de "A
Negra", iniciada em 1940, e o "Estudo para A Negra", em nanquim sobre papel,
são outras importantes surpresas da mostra. De 04 de julho a 05 de outubro.
na Galeria Bergamin
A
Galeria Bergamin, São Paulo, SP, abre a exposição "Arte Cinética América
Latina", mostrando 30 obras de destaque da produção de ícones como Jesús
Soto (foto), Cruz-Diez, Palatnik, Ubi Bava, Le Parc, Gregorio Vardanega,
Garcia Rossi, Martha Boto, León Ferrari, Danilo di Prete e Francisco
Sobrino. A curadoria é de Daniela Bousso. O grupo é composto por artistas de
diversos países de raízes latinas, como Venezuela, Itália, Espanha, Brasil e
Argentina, representa a resistência da Arte Cinética no atual cenário
cultural frente à velocidade dos processos de transformação da vida
contemporânea. A supervisão é de Cecília Ribeiro, A partir de 10 de maio.
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O MAC, Niterói, RJ, inaugura a exposição “Poetas da Cor”, com 43 trabalhos de grandes artistas que têm na cor uma das características de sua pesquisa. Com curadoria de Guilherme Vergara e Claudia Saldanha, a exposição homenageia dois grandes artistas da cor: Almir Mavignier (foto) e Israel Pedrosa, presentes na abertura. Mavignier mora na Alemanha desde os anos 50, é um dos fundadores da arte concreta no Brasil; Pedrosa cuidou de descobertas históricas sobre a “cor inexistente”. Também farão parte da mostra obras de Abraham Palatnik, Aloisio Carvão, Eduardo Sued, Hermelindo Fiaminghi, Ione Saldanha, Ivan Serpa e José Maria Dias da Cruz. Haverá palestra no dia de abertura com Mavignier, Israel Pedrosa, Eduardo Sued, José Maria Dias e Abraham Palatnik. A partir de 03 de maio.
O Centro de Arte Contemporânea de Inhotim (CACI) está localizado no município de Brumadinho, a 60 Km de Belo Horizonte, MG. Ocupa uma área de 40 hectares de jardins, parte deles projetados por Roberto Burle Marx. Possui um acervo de arte contemporânea de alta relevância internacional. A instituição, criada pelo colecionador Bernardo Paz, se dedica a projetos educativos e de formação de profissionais das áreas ligadas às artes e ao meio ambiente. O acervo vem sendo formado desde os anos 80, focalizando a arte nacional e internacional a partir dos anos 60: pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações. Os espaços expositivos são divididos em galerias com obras permanentes de nomes como Tunga e Cildo Meireles. Dia 15 de março, serão abertas as galerias dedicadas as artistas Adriana Varejão e Doris Salcedo. Varejão mostrará "CELACANTO PROVOCA MAREMOTO", composta de 184 pinturas, em óleo e gesso sobre tela, medindo 110x110 cm cada unidade e Salcedo exibirá "NEITHER", obra de 2004, em placas de gesso e aço.
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