clique nas imagens para ampliar


VERGARA COMPARTILHA HÜZÜN
Carlos Vergara dá mais uma prova de seu talento através da exposição "Hüzün", no Oi Futuro, Rio de Janeiro, RJ. O conhecido e consagrado artista recebeu um convite para ir à Turquia, há dois anos. Impactado com tudo que viu e ouviu, decidiu compartilhar essa experiência e criou o projeto "Hüzün", termo turco que significa uma espécie de saudade ou melancolia coletiva pelo fim dos dias de glória do Império Otomano, algo muito presente no país. As fotos lá realizadas serviram de material bruto para duas ações: chamou o cineasta Gustavo Moura para co-editar e pensar em uma projeção simultânea e o jovem artista Paulo Vivacqua para fazer uma instalação sonora a partir dos cantos de muezins. Depois, Vergara voltou à Turquia para finalizar as monotipias que fez em lenços brancos, por toda Capadócia e Istambul. Dono de uma produção marcante na arte contemporânea brasileira e irrequieto, continua gostando de arriscar. A partir de 08 de setembro.


MILHAZES:
FORMAS, CORES E LUZES

As formas, cores e luzes das conhecidas mandalas das pinturas, colagens, intervenções e gravuras de Beatriz Milhazes dominam amplamente sua mais recente exposição individual, Estação Pinacoteca, São Paulo, SP. A intervenção que Beatriz Milhazes criou para as dez janelas do espaço, cuja luz cambia de acordo com a luminosidade, permanecerá por mais um ano, mesmo após o encerramento da mostra. A artista, festejada em todo o mundo, desde a Inglaterra, passando pelos Estados Unidos e até o Japão exibe 21 pinturas e quatro colagens. A curadoria é de Ivo Mesquita. Até 30 de novembro.


DIÁRIO DE VÂNIA
Uma viagem de trinta anos de fotografia, flagrantes e situações inusitadas colhidas pelo mundo é o resultado das 150 imagens na mostra "Vânia Toledo: Diário de Bolsa", atual cartaz da Pinacoteca do Estado, São Paulo, SP. Vânia Toledo admite que "esta exposição é a prova da liberdade do olhar, da composição, um momento particular e íntimo". Flagrantes dos anos 70 e 80. Sua projeção como fotógrafa ocorreu através das revistas Vogue Pop, Around, Interview e A-Z. A artista buscou inspiração em nomes icônicos como Virginia Woolf e Andy Warhol. Entre os fotografados constam imagens de Caetano Veloso, Grande Otelo (foto), Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Hermeto Pascoal. Até 26 de outubro.


INÉDITOS NA VALU ORIA
A artista plástica Josely Carvalho, também pesquisadora e cidadã internacional, abre a mostra "Territórios Brancos" na Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo, SP. Os 25 trabalhos inéditos são a seqüência de suas pesquisas, iniciadas em 1997 com o projeto "Book os Roots", referentes às contradições em que vivemos hoje: o abrigo e o desabrigo. Em sua primeira mostra individual, em galeria do circuito profissional no Brasil, a artista exibe duas séries com 22 fotografias digitais impressas em jato de tinta, uma instalação composta por um painel fotográfico formado por 25 repetições de uma mesma imagem impressa pelo processo Lambda e 300 galhos moldados em resina de vidro sobre um chão espelhado. O texto de apresentação é de Kátia Canton. A partir de 10 de setembro.


IBERÊ E O CORPO
A Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, retoma o projeto de divulgação da obra do consagrado mestre brasileiro através da mostra "Persistência do Corpo", um recorte de parte do acervo do artista. A curadoria obedece a critérios determinados pelas curadoras gaúchas Ana Maria Albani de Carvalho e Blanca Brites cujo foco reside na amostragem de obras dos anos 80 (guaches) e esboços dos anos 40, estes, correspondentes ao início da carreira de Iberê, totalizando 32 desenhos e sete pinturas. Em sua volta ao sul, Iberê retoma - com o vigor habitual - a figura humana. De 02 de setembro a 08 de março de 2009.


JORGE GUINLE NO SUL
O terceiro e o quarto andares da sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, serão ocupados com obras do pintor, desenhista e gravador Jorge Guinle. Denominada "Jorge Guinle - Belo Caos", é a primeira exposição retrospectiva do artista desde seu falecimento e compõem-se de 20 desenhos e 33 pinturas provenientes de coleções particulares e de coleções públicas brasileiras. Sua trajetória artística foi muito breve: viveu apenas 40 anos e produziu bastante durante os últimos de sua vida, criando um total de cerca de 500 obras. Ronaldo Brito e Vanda Klabin respondem pela curadoria. A Bienal Internacional de São Paulo prestou-lhe homenagem póstuma, em 1989, com uma sala especial. De 09 de setembro a 23 de novembro.


COM MURILO CASTRO, BH
"Arte Brasileira Contemporânea- 18 Propostas", é o título da exposição com curadoria de Celso Fioravante na Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, MG. O elenco é composto pelo nomes de Adams Carvalho (foto), Adelaide Ivanova, Alice Shintani, Camila Macedo, Daniel Murgel, Elisa Sassi, Fabiana Arruda, James Kudo, Julio Villani, Jurandy Valença, Lucia Laguna, Mariana Manhães, Pitágoras Lopes Gonçalves, Regina Parra, Rodolpho Parigi, Rogério Degaki, Valdirlei Dias Nunes e Vitor Azambuja. Uma profusão técnica e um elenco de peso. Até 29 de setembro.


ESCULTURAS DE ASCÂNIO MMM
A Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, exibe criações inéditas de Ascânio MMM. A mostra, paralela a exposição "Flexos e Qualas" que o artista apresenta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, consta de nove trabalhos da série Estruturas realizadas entre 2004 e 2006. As obras, feitas em módulos de alumínio – cortados, empilhados, aparafusados, pintados com cores vibrantes –, formam uma espécie de renda metálica com um aspecto de transparência que instiga o olhar do espectador a procurar ângulos, traçar vias, perceber espaços, construindo uma poética visual particular. Trabalhos que transitam por vezes entre desenho e a escultura. Para a crítica de arte Marisa Flórido, no texto da exposição, afirma "que as Estruturas apresentadas, são derivações indiretas das Estruturas Piramidais, realizadas pelo artista na década de 1990". Um jogo entre a pintura e a escultura. De 28 de agosto a 26 de setembro.


MARIA KLABIN
NA SILVIA CINTRA + BOX 4

Três anos depois de sua primeira individual na Galeria Silvia Cintra, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, Maria Klabin retorna para nova mostra de trabalhos inéditos no mesmo espaço e na Box 4. A exposição marca a volta da artista ao desenho e à pintura. O trabalho de Maria Klabin "trata do limite que existe entre as diferentes mídias. É através desse limite que o trabalho começa a ser construído, ora é um desenho que aparece através de uma fotografia, ora um vídeo que na realidade é uma pintura, etc...". Na parte central da exposição destaca-se cinco pinturas (painéis de madeira, cada um mede 120x180cm) que a artista considera esboços de desenhos, como se tivessem sido feitos em folhas de um caderno, complementados por uma série de 12 pequenos desenhos: cenas de praia, figuras humanas e objetos cotidianos ilustram esse novo momento. De 28 de agosto a 20 de setembro.


ADRIANA VAREJÃO
E CAO GUIMARÃES

O Museu de Arte da Pampulha, MAP, Belo Horizonte, MG, inaugura em 30 de agosto, as exposições de Adriana Varejão (foto) e Cao Guimarães. No Salão Nobre, Adriana Varejão apresenta três desenhos e oito pinturas realizadas entre 2002 e 2007. Dentre as pinturas selecionadas estão Green Sauna, O Chinês, O Voyeur, e O Predileto, a maioria, em grande formato. Diz Adriana Varejão sobre seus trabalhos:"Na série das Saunas, a pintura sai do campo conceitual de referências iconográficas históricas e passa para o campo do sensível. Esses ambientes são atemporais. Mas são obras figurativas, que aliam figuração à geometria. Trabalham questões inerentes à pintura, como cor, composição, perspectiva… Estas obras dialogam com a arquitetura e o espaço, mas de maneira virtual. São espaços projetados. Busco inspiração nos botequins, nos hammams, nas piscinas, matadouros, banheiros, hospitais." Já o artista plástico e cineasta Cao Guimarães ocupa o mezanino e o auditório do MAP com três séries de fotografias e dois vídeos. Um destes, O Sonho da Casa Própria, é um curta-metragem de 14 minutos e foi preparado especialmente para esta exposição: um registro de uma cerimônia de casamento entrecortado com cenas de arquitetura urbana. A trilha da obra é assinada por O Grivo, coletivo mineiro que participa da próxima Bienal de São Paulo. As mostras tem curadoria de Marconi Drummond. Até 19 de outubro.


A COR SOBREPOSTA
A Mônica Filgueiras Galeria de Arte, São Paulo, SP, exibe em suas salas uma seleta especial de obras da artista plástica Adélia Klinke. Na presente exposição individual Adélia mostra 40 trabalhos distribuídos em diversas técnicas: aquarelas, pinturas (acrílicas) sobre tela e também sobre papel. O trabalho que Adélia Klinke realizou nos dois últimos anos, "propõe-se a questionar tópicos relativos a construção de campos de cores que se confrontam e se sobrepõem; a utilização de linhas que delimitam e consolidam o espaço e ao resgate de memória de algo visto e observado". Abertura em 30 de agosto.


INSTALAÇÃO EM BIENAL
O cenário criado pela pintora Beatriz Milhazes para o espetáculo "Tempo de Verão" vai se transformar numa instalação para exposição. O espetáculo de dança é uma criação da coreógrafa Márcia Milhazes, irmã da pintora, vencedor do prêmio APCA para o setor em 2004. Trata-se de "um móbile repleto de flores e mandalas" e será uma instalação que tomará uma sala inteira de uma nova bienal de arte nos EUA, a "Prospect.1". Sua primeira edição está prevista para novembro de 2008, em Nova Orleans. É mais um passo concreto na exitosa e brilhante carreira internacional da jovem pintora brasileira.


TUDO AZUL
A Galeria Brito Cimino, Vila Olímpia, São Paulo, SP, inaugura a exposição "To See Blue", individual da artista plástica argentina, radicada em New York, Liliana Porter que, inspirada em seu acervo pessoal de souvenires e brinquedos de coleção, combina 20 trabalhos entre fotografias, pinturas, um vídeo e pequenas instalações. Sempre instigada a criar justaposições entre os seus objetos favoritos, Liliana Porter produz "diálogos" visuais que aguçam o imaginário enquanto questionam noções de realidade. O texto de apresentação traz a assinatura de José Luis Blondet. De 21 de agosto a 20 de setembro.


NEGRITUDE BRASIL
O Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, exibe sob a curadoria de Emanoel Araújo, 140 obras de 10 artistas atuantes entre os séculos 19 e 20. A exposição resgata a qualidade e a dimensão de alguns artistas brasileiros, ainda pouco conhecidos pelo público e parte da crítica. A saber: Arthur Timótheo, Benedito José Tobias, Benedito José de Andrade, Emmanuel Zamor, Estevão Silva (foto), Firmino Monteiro, João Timótheo, Horácio Hora, Rafael Pinto Bandeira e Wilson Tiberio. Segundo Emanoel Araújo, a exposição é "...uma visita ao acervo de pintores negros da Academia de Belas Artes, século XIX, incluindo mais três outros artistas já do século XX, mas que – de certa maneira – traduzem em suas obras laços profundos com a tradição acadêmica, mais em espírito do que na complexidade técnica da produção pictórica. São eles Benedito José Tobias, Benedito José de Andrade e o gaúcho Wilson Tibério. Os dois primeiros são de São Paulo e viveram aqui no resquício da prática figurativa de pintar; o outro trabalhou e viveu por longos anos na França, onde morreu". De 23 de agosto a novembro de 2008.


DOIS NA THOMAS COHN
A Galeria Thomas Cohn, São Paulo, SP, apresenta os artistas Sang Won Sung, coreano radicado no Brasil e Diego Píriz, pintor uruguaio. Won Sung (foto) ocupará a parte térrea da galeria exibindo peças multicores verticais com torções em todas as direções, desafiando a verticalidade das mesmas. Já Diego Píriz, comparece no mezanino com nova série de pinturas, perfazendo um total de 15 obras. Nelas o artista revisita o clima dos filmes "noir" das décadas de 40 e 50; dramaticidade e uma confessa influência de Hopper. Imperdível! Confira. Até 06 de setembro.


PAULO PASTA/CCBB, RIO
A primeira grande exposição individual de Paulo Pasta no Rio de Janeiro, foi programada para os espaços do CCBB, Centro. Vermelhos, amarelos ousados, cinzas neutros, pálidos ocres, azuis ... Juntos, harmoniosos, num trabalho que se revela aos poucos e protagoniza espetacular jogo cromático. É a pintura de Paulo Pasta que se revela em pinceladas que alternam camadas espessas de tinta e faixas diluídas de pigmento, em um gesto de efeito sedutor e surpreendente. Ao todo, 34 obras, entre as quais 14 trabalhos inéditos. A exposição, produzida pela Imago Escritório de Arte, ocupará três salas do primeiro andar do CCBB, reunindo aos trabalhos inéditos algumas das mais emblemáticas obras de 2005, 2006 e 2007. A curadoria da mostra é de Ronaldo Brito. Até 21 de setembro.


JOÃO MAGALHÃES NO MAM
A beleza bruta da pintura de João Magalhães entra em cartaz no MAM, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. João Magalhães tem uma relação rígida com a pintura. A safra mais recente, 23 telas, todas inéditas, é basicamente preta. Magalhães "não usa outras cores, que dividiriam a atenção do espectador e funcionaria como elemento de sedução desnecessário". Frederico Morais escreveu, em 1995, que sua pintura é "brutalista" e, nesse sentido, a compara com a escultura de Amilcar de Castro e de Ivens Machado. Magalhães é professor de pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Acompanha a exposição um catálogo bilíngüe, com texto de apresentação de Reynaldo Roels, curador do MAM-RJ, e uma entrevista com o artista, feita por Carlos Zilio, Gloria Ferreira e Luiza Interlenghi. De 13 de agosto a 05 de outubro.


ARTE POPULAR E MODA
A Daslu e a Galeria Brasiliana, São Paulo, SP, uniram-se para levar ao público da moda e da arte o que há de melhor na produção artística do nordeste brasileiro. O evento "Festa de Cores" contará com mais de 80 peças, distribuídas no espaço da Galeria Daslu. Em exibição a "...diversidade e o caráter distintivo de cada região", com obras que vão desde desenhos, pinturas e cerâmicas, até adereços de carnaval e reciclagens assinadas pelos artistas Licídio Lopes, Bajado (foto), Alcides Santos, Irene Medeiros, Abraão Batista, J. Borges, Tota, Marliete, Cícera Fonseca, Sil, Vicente Ferreira, Romero de Andrade Lima, João de Andrade, Resendio, J. F. Cunha e Paulo Carreiro. De 12 de agosto a 20 de setembro.


AMOR À ARTE
O colecionador de arte Diógenes Paixão, aliado ao editor Celso Fioravante na organização, exibe em Santa Teresa, Rio de janeiro, RJ, nas paredes de seu bar, série de desenhos de Antonio Manuel. A mostra batizada de "Antonio Manuel Desenhos de 1967". Diz Celso Fioravante em seu editorial no Mapa das Artes, no. 19:"...em Santa Teresa, Diógenes Paixão, dono do Bar do Mineiro, decidiu revirar suas pastas e baús e oferecer aos seus clientes, além de boa comida e cerveja gelada, um pouco do acervo que acumulou em mais de 40 anos de amor à arte. Na primeira mostra que fará nas paredes do bar vai exibir desenhos de Antonio Manuel datados de 1967." A partir de 12 de agosto.


A ARTE DE FLEXOR
Dois espaços, dos mais conceituados de São Paulo, deram iníco a série de eventos em torno da obra e do centenário de nascimento do pintor Samson Flexor: desenhos no MAC, Cidade Universitária e exposição de aquarelas, no Instituto Moreira Salles. No ano passado foi inaugurada a primeira das quatro exposições realizadas na Europa em sua homenagem. Mesmo independente, Flexor foi uma das personalidades centrais do construtivismo nacional. Radicou-se em São Paulo onde ensinou toda uma geração de artistas. As exposições obedecem a batuta do filho do artista, André Flexor. No MAC, a exposição "Samson Flexor - A Dobra do Desenho" tem curadoria de Carmen S. G. Aranha. Flexor foi influenciado pela Escola de Paris e freqüentou os ateliês de Matisse, Picabia, Léger e Paul Signac, entre outros. No MAC, até 21 de setembro.


MIMMO PALADINO NO MAM
O MAM, Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta "Mimmo Paladino - Obra Gráfica", exposição com 30 trabalhos do importante artista contemporâneo italiano produzidos sobre papel em grande formato, em diversas técnicas de gravura (metal, serigrafia, litogravura e xilogravura), obras correspondentes ao período de 1992 a 2003. O artista hoje vive entre Paduli (onde nasceu), Bolonha e Milão. Junto com Sandro Chia, Francesco Clemente, Enzo Cucchi e Nicola de Maria, Paladino protagonizou o movimento conhecido como transavanguarda italiana na década de 1980. Paladino tem obras em grandes coleções públicas, como o MoMA e o Guggenheim, ambos em Nova York, e a Tate Gallery, Londres.


BARÓ CRUZ: EL NORTE DEL SUR
Chama-se "El Norte del Sur" a exposição coletiva que a Galeria Baró Cruz, São Paulo, SP, apresenta com curadoria de Michel Blancsubé (curador-chefe da Coleção Jumex, México), ilustrada com trabalhos de Francis Alÿs, Carlos Amorales, Iñaki Bonillas, Hernain Bravo, Alejandra de la Puente, Mónica Espinosa, Cynthia Gutierrez, Marco Rountree Cruz, Diego Teo, Emanuel Tovar e Pablo Vargas Lugo. Diz o curador: "Sabendo que « dormir sobre algo a fazer é melhor do que despertar sobre algo já feito », aceitei o convite de Maria Baró e Oscar Cruz para apresentar um pouco mais de quarenta obras, dentre as quais, desenhos, colagens, fotografias, vídeos, esculturas e bordados, todos costurados por mãos de mexicanos. Os onze artistas reunidos nesta exposição são em sua maioria originários das cidades do México, Puebla e Guadalajara". De 16 de agosto a 20 de setembro.


ITINERANTE
Circula pela Europa a exposição coletiva "Arte Brasileira Sobre Papel Um Panorama do Século XX" cujo ponto de partida ocorreu em Lisboa, na Fundação Medeiros e Almeida. Depois de Lisboa, a próxima cidade a ser visitada será Viena. A nominata é excepcional e entre os 62 nomes que integram essa exposição, sob a curadoria do pintor brasileiro Luiz Dolino, destacam-se os nomes de Goeldi, Iberê Camargo, Grassmann (foto), Piza, Fayga Ostrower, Amilcar de Castro, Gerchman, Lívio Abramo, Krajcberg, Maria Leontina, Bandeira, Volpi, Djanira, Mira Schendel, Piza, Tomie Ohtake, Rubem Valentim, Glauco Rodrigues, Fernando Duval, Toyota, Brennand, Anna letycia, Anna Bella Geiger, Dionisio Del Santo, Fernando Lucchesi, Siron Franco, Maria Bonomi e Rubem Ludolf.


STREET ART NA MERCEDES VIEGAS
A Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, exibe uma seleção de desenhos em nanquim sobre papel canson e telas em grandes formatos do jovem artista Marinho. Será a primeira vez que a Mercedes Viegas recebe um artista que iniciou sua carreira artística através da street art considerando que trabalho de Marinho pode ser visto em muitos muros pela cidade. Marinho já foi comparado com Keith Haring e encontra-se num momento mais maduro. A apresentação traz a assinatura de Luiz Zerbini e esta é sua segunda exposição individual. O artista participou de algumas edições de feiras nacionais e internacionais como: Basel 2007, Basel Miami - 2006/2007; Arco 2008 e SPArte 2006/2007. De 13 de agosto a 20 de setembro.


RIO, NOVA GALERIA
O nome de Jannis Kounellis faz parte da História da Arte desde 1967, quando participou da exposição coletiva Arte Povera e IM Spazio, na Galleria La Bertesca, Gênova, Itália. No Brasil pela primeira vez, realizou uma instalação especial para a nova Galeria Progetti, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Os proprietários do novo espaço são Paola Colacurcio e Niccolò Sprovieri. A obra de Kounellis participou de quatro edições da Bienal de São Paulo: 1963, 1971, 1981 e 1987. Na presente instalação, o artista emprega instrumentos musicais de todos os tipos e Paulo Reis encarregou-se de editar um livro sobre esse trabalho. Kounellis participou de encontro no Parque Lage com a presença dos artistas Antonio Dias e Adriana Varejão e do crítico Paulo Venancio Filho. Até 01 de novembro.


IOLE
NA FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO

Iole de Freitas inaugura a primeira intervenção no Átrio da Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, trabalho inédito que ocupará o vão do átrio e dará início ao Programa Átrio. Iole explora a leveza e transparência dos materiais empregados: cilindros de aço polido e placas translúcidas de policarbonato, retorcidas à mão. Escultora e gravadora, é um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira. Um de seus trabalhos de maior repercussão foi a instalação para a Documenta 12, Kassel, 2007. Iole expôs em espaços como a Galeria Laura Marsiaj, Museu Nacional de Belas Artes, CCBB, todos no Rio de Janeiro, além do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP, e Museu Vale do Rio Doce, ES. O trabalho de Iole de Freitas poderá ser visto de 05 de agosto de 2008 a fevereiro de 2009.


NA LAURA, EM IPANEMA
A galeria Laura Marsiaj Arte Contemporânea, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, exibe o talento múltiplo de Laerte Ramos: gravador, pintor, video-artista e ceramista. Laerte experimenta várias linguagens como recurso para "...abordar a paisagem, os conflitos e o caos nas grandes metrópoles, seus trabalhos vêm na contramão da obviedade". Nas gravuras, usa formas duras e poligonais em monotipia e elimina o gesto em suas impressões. Como ceramista, baseia-se em formas cotidianas para criar "...objetos de guerra de superfícies extremamente lisas que despertam um desejo tátil". Veículos, torres, contêineres, armazéns, poços, bate-estacas tudo numa versão asséptica em preto e branco. Na abertura da exposição Laerte Ramos realizará a performance "Do pó ao pó". Abertura: 02 de agosto. Visitação de 05 agosto a 04 de setembro.


NELSON LEIRNER NO MUSEU VALE
Um grande tapete vermelho dá o tom da celebração de "Vestidas de Branco", a nova exposição do Museu Vale, Vila Velha, ES, que terá o casamento como tema, a partir de 9 de agosto. A criação é de Nelson Leirner, artista representante do espírito vanguardista dos anos 60, no Brasil e no mundo, e cujas realizações têm como foco a popularização da arte. Suas obras, emblemáticas e instigantes, criam um elo imediato de identificação com as pessoas. Em "Vestidas de Branco", Leirner propõe uma viagem pelo mundo do casamento, da cerimônia à maternidade; da festa à lua de mel, do erotismo dos casais ao inevitável mundo do consumo. Tudo com muito humor e irreverência. A curadoria é de Moacir dos Anjos. De 10 de agosto a 28 de setembro.


TATAFIORE NO BRASIL
O MAC, Niterói, RJ, inaugura exposição de Ernesto Tatafiore, um dos mais destacados artistas da cena contemporânea internacional. A exposição é composta por 11 retratos de artistas, filósofos, heróis antigos e modernos – como Robespierre e Masaniello, De Chirico e Pelé – e por cinco representações alegóricas de conceitos filosóficos – Utopia, Alegoria, Metáfora, Metafìsica e Filosofia – encarnados por imagens vermelhas de jovens mulheres nuas. Tatafiore, esteve ligado ao movimento conceitual, depois de uma rápida passagem pela transvanguarda italiana, se apropriou de uma linguagem única. Participante de mostras internacionais, o artista esteve na Bienal de Veneza em 1970, 1980 e 1990, e em prestigiosos museus americanos e europeus. A partir de 26 de julho.


OURO, PRATA E BRONZE
Em sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes, Centro, Rio de Janeiro, RJ, o artista plástico Gonçalo Ivo apresenta a exposição "A cor-espaço/Gonçalo Ivo/ Pinturas e objetos". Com curadoria de Fernando Cocchiarale, o artista apresenta nesta individual oito telas de grande formato e 47 objetos de madeira. Entre os destaques estão "Tissu D’Afrique", uma pintura de 120 x 580 cm, "Tissu D’Afrique", um quadro em tons de branco, medindo 200 x 400 cm, além do"Objeto", um totem realizado este ano com 367 cm de altura. Os objetos são pinturas em têmpera tridimensionais, muitas vezes calcinadas, com colagem de folhas de ouro, prata ou bronze. De 23 de julho a 07 de setembro.


ÁGUA E TERRA, O ENCONTRO
O encontro, sutil, entre água e terra, a atração entre os dois opostos - líquido e sólido, foi a idéia que reuniu três fotógrafos: a norte-americana Carol Armstrong (foto), Fernando Azevedo e Leonardo Kossoy. O resultado transformou-se na exposição "Onde a água encontra a terra", cartaz do Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria é do conceituado Paulo Herkenhoff com produção de Ruy Souza e Silva. São 53 fotografias em cenários naturais realizadas cidades distintas como São Petersburgo, Verona, Araraquara, Mikonos, Paris, Verona, Nova York e Londres. De 22 de julho a 14 de setembro.


SIMULTANEIDADE
O artista plástico Carlito Carvalhosa inaugura no dia 9 de agosto, a exposição "Faz Parte", que será realizada simultaneamente no Gabinete de Arte Raquel Arnaud e na Galeria Millan, ambas em São Paulo, SP. "Faz Parte", levará às galerias quatro elementos comuns que se completam e se transformam em uma grande e única experiência: apagadores, espelhos, lentes de grande dimensão e o som gravado durante a noite nos espaços. “Não se trata de um volume de trabalho tão grande que exige esse espaço duplo, é na verdade o contrário: a semelhança – a impossibilidade da semelhança – que me leva a realizar as exposições simultâneas”, justifica Carlito. Nas galerias paulistas, os apagadores serão produzidos em TNT, o ‘tecido não-tecido’, já que suas fibras não são tramadas. No Gabinete de Arte Raquel Arnaud (foto) ficará em cartaz de 9 de agosto a 13 de setembro e na Galeria Millan, a exposição será apresentada 9 de agosto a 30 de agosto. O artista prepara mais duas exposições: "Estou Lá", no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em agosto, e "Meus Olhos", no Solar do Barão, Curitiba, em setembro.


ARTE PROVOCATIVA
São Paulo mostra a maior exposição de obras de Marcel Duchamp já realizada no país, e que marca os 60 anos do MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sob o título "Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra 'de arte'", focaliza a produção do artista de 1913 até 1968, período em que, de acordo com a curadora Elena Filipovic, "concentra a produção mais radicalmente questionadora do artista". Marcel Duchamp foi o primeiro artista que expôs, como arte, um mictório assinado ("A fonte", de 1917, foto) e uma roda de bicicleta com um banco. Sua história liga-se ao Brasil a partir de seu relacionamento com a escultora Maria Martins, que segundo a lenda, foi sua modelo para a instalação "Étant Donnés". Com suas provocações, Duchamp mudou a face da arte. Até 21 de setembro.


TARSILA, PERCURSO AFETIVO
O caminho afetivo impregnado na obra de Tarsila do Amaral é o foco central da exposição "Percurso afetivo Tarsila", no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Paraná. A partir da descoberta do Diário de Viagem – da década de 1920, com desenhos e impressões das viagens que a artista fez pelo Brasil e pelo exterior – o curador Antonio Carlos Abdalla traçou o percurso da mostra e definiu a seleção a ser apresentada. A obra de maior destaque é "Antropofagia", de 1929. "Procissão", de 1954, a segunda versão de "A Negra", iniciada em 1940, e o "Estudo para A Negra", em nanquim sobre papel, são outras importantes surpresas da mostra. De 04 de julho a 05 de outubro.


ARTE CINÉTICA / AMÉRICA LATINA
na Galeria Bergamin

A Galeria Bergamin, São Paulo, SP, abre a exposição "Arte Cinética América Latina", mostrando 30 obras de destaque da produção de ícones como Jesús Soto (foto), Cruz-Diez, Palatnik, Ubi Bava, Le Parc, Gregorio Vardanega, Garcia Rossi, Martha Boto, León Ferrari, Danilo di Prete e Francisco Sobrino. A curadoria é de Daniela Bousso. O grupo é composto por artistas de diversos países de raízes latinas, como Venezuela, Itália, Espanha, Brasil e Argentina, representa a resistência da Arte Cinética no atual cenário cultural frente à velocidade dos processos de transformação da vida contemporânea. A supervisão é de Cecília Ribeiro, A partir de 10 de maio.
Clique aqui / Veja texto e imagens

Visite o site da Galeria Bergamin


POETAS DA COR
O MAC, Niterói, RJ, inaugura a exposição “Poetas da Cor”, com 43 trabalhos de grandes artistas que têm na cor uma das características de sua pesquisa. Com curadoria de Guilherme Vergara e Claudia Saldanha, a exposição homenageia dois grandes artistas da cor: Almir Mavignier (foto) e Israel Pedrosa, presentes na abertura. Mavignier mora na Alemanha desde os anos 50, é um dos fundadores da arte concreta no Brasil; Pedrosa cuidou de descobertas históricas sobre a “cor inexistente”. Também farão parte da mostra obras de Abraham Palatnik, Aloisio Carvão, Eduardo Sued, Hermelindo Fiaminghi, Ione Saldanha, Ivan Serpa e José Maria Dias da Cruz. Haverá palestra no dia de abertura com Mavignier, Israel Pedrosa, Eduardo Sued, José Maria Dias e Abraham Palatnik. A partir de 03 de maio.


VAREJÃO/SALCEDO NO INHOTIM
O Centro de Arte Contemporânea de Inhotim (CACI) está localizado no município de Brumadinho, a 60 Km de Belo Horizonte, MG. Ocupa uma área de 40 hectares de jardins, parte deles projetados por Roberto Burle Marx. Possui um acervo de arte contemporânea de alta relevância internacional. A instituição, criada pelo colecionador Bernardo Paz, se dedica a projetos educativos e de formação de profissionais das áreas ligadas às artes e ao meio ambiente. O acervo vem sendo formado desde os anos 80, focalizando a arte nacional e internacional a partir dos anos 60: pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações. Os espaços expositivos são divididos em galerias com obras permanentes de nomes como Tunga e Cildo Meireles. Dia 15 de março, serão abertas as galerias dedicadas as artistas Adriana Varejão e Doris Salcedo. Varejão mostrará "CELACANTO PROVOCA MAREMOTO", composta de 184 pinturas, em óleo e gesso sobre tela, medindo 110x110 cm cada unidade e Salcedo exibirá "NEITHER", obra de 2004, em placas de gesso e aço.
VEJA MAIS


renato@bolsadearte.com