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editor: Renato Rosa
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Prata da Casa
e Ocupação Gráfica

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Para a 20ª edição do evento Arte de Portas Abertas os
integrantes do núcleo de gravura do Estudio Dezenove,
Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ – tendo a artista
portuguesa Maria Tomás como convidada – , ocupam o
espaço expositivo com suas produções recentes.
Predominam gravuras em metal e madeira, bem como outras
pesquisas em suportes como acetato e alumínio. Exposição
coletiva com obras de Ana Prado, Julio Castro, Magliani
(foto), Marco Forgiarini e Maria Tomás. Ocupação Gráfica
é uma ação coletiva, um encontro de agentes que tem em
comum o trabalho com mídias gráficas e sua veiculação no
contexto urbano - lambe-lambe, zine, sticker, estêncil e
outras manifestações. A proposta se iniciou em julho na
forma de uma colagem coletiva nas paredes da galeria, se
estendendo para alguns muros no bairro de Santa Teresa –
veja no link – e nessa segunda etapa terá um trabalho
que propõe a participação do público. Realização em
parceria com Gravador Amador. Durante os dois fins de
semana do evento Arte de Portas Abertas – 4, 5, 11 e 12
de setembro. |
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Associados
A
Associação Chico Lisboa, a entidade mais antiga em
funcionamento no Brasil, inaugurou a exposição
"Arte+Arte - Ensaios Contemporâneos", com a participação
de artistas associados na Galeria Galeria Xico
Stockinger, Casa de Cultura Mario Quintana, Porto
Alegre, RS. Esta é a sétima edição da mostra "Arte +
Arte' que propõe o conceito de "ensaio" para instigar a
criação artística em suas múltiplas abordagens,
questões, diálogos e experimentações. “Não estabelece
uma preferência estética, mas sinaliza que o olhar deve
reconhecer a experiência atual da arte e enriquecer uma
reflexão sobre ela”, ressalta Vera Pellin, atual
presidente da Chico Lisboa. Dentre tantos participam da
mostra: Adelina Maioli, Adriane Krimberg, Aida Ferras,
Alexandra Eckert, Ana Homrich, Belony Ferreira, Beth
Mello, Celma Paese, Clara Figueira, Cláudia H. Stern,
Denise Iserhard Haesbaert, Inês Benetti, Lou Borghetti,
Magna Sperb, Paulo Aguinsky, Roberto Schmitt-Prym,
Rogério Livi, Suzane Wonghon e Vera Regina Presotto. até
23 de setembro. |
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Christian Leperino no MAC, Niterói
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A exposição
“Humam Escape”, do jovem artista napolitano Christian
Leperino, ocupa o MAC, Niterói, RJ. A mostra, que tem a
curadoria de Maurizio Siniscalco e Mario Franco, reúne
14 pinturas em grande formato feitas em óleo sobre pvc
expandido, registrando a degradação urbana das cidades
industriais. Christian Leperino, em contraposição à
ideia de “civilização” e “progresso”, revisita mitos
antigos, como o Golen – monstro de barro que nasceu do
sonho de uma humanidade, um ser primordial que
representa a impotência e a fragilidade do homem, no
imaginário judaico – fazendo uma escultura de três
metros de altura, que estará no centro do salão
principal do MAC. O artista trabalha desde o ano passado
em um projeto multidisciplinar que investiga a relação
do homem com a revolução tecnológica, e preparou a
exposição especialmente para o MAC Niterói, onde as
grandes pinturas, de 240cm x 158cm, em que retrata as
periferias napolitanas, com seus conjuntos
habitacionais, testemunham “como o homem condiciona e é
condicionado pelo ambiente que o circunda”, observa
Maurizio Siniscalco. Do dia 20 a 28, ele fotografou
rostos do público presente no MAC, que depois pintará,
cada um, em 25 pequenas telas. Esse trabalho estará ao
lado de 25 outras pequenas telas, de tamanho idêntico,
que fez com habitantes de Nápoles. Até 30 de outubro. |
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Rubem Grilo
na Bahia

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A
Caixa Cultural, Salvador, Bahia, exibe "Rubem Grilo –
Xilográfico (1985 a 2010)". A mostra é um passeio pelos
trabalhos realizados nos últimos 26 anos de sua produção
mais recente. O artista apresenta 116 obras de
diferentes formatos, sendo 91 xilogravuras, 6 matrizes e
19 colagens, em sua maioria, inéditas. Um destaque
inovador desta mostra é a exposição de um conjunto de 6
matrizes, de maiores dimensões, desenhadas e gravadas –
placas de madeira através da qual são feitas as cópias
xilográficas – que ainda não foram entintadas,
permitindo, nesse nível do processo, ver a feitura da
gravura e o acurado trabalho de desenho e gravação na
madeira. Após o entintamento das matrizes essas etapas
se perdem, constituindo a exposição desses estágios a
oportunidade única de conhecer o trabalho em sua gênese.
Outro aspecto do trabalho pode ser visto, pela primeira
vez: são as 19 colagens, realizadas em 2009. Rubem
Campos Grilo é um dos principais expoentes da gravura do
país. Realizou cerca de 60 mostras individuais e em mais
de 100 coletivas no Brasil e no exterior, dentre elas
duas Bienais de São Paulo (1984 e 1998). Depois de
Salvador a exposição será exibida na CAIXA Cultural São
Paulo, entre os dias 23 de outubro e 28 de novembro de
2010. A curadoria é do próprio artista. De 02 de
setembro a 10 de outubro. |
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TUNGA,
OBRA INÉDITA NO BRASIL

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Uma instalação de Tunga, inédita no Brasil, está será
exibida na Sala Contemporânea, Palacete das Artes Rodin
Bahia, Graça, Salvador, Bahia. “Tunga: À Luz de Dois
Mundos” é o título da exposição de um dos mais
importantes artistas contemporâneos do país,
apresentando peças inéditas e a obra que ajudou a
consolidar a arte contemporânea brasileira no exterior.
Criada em 2005, a partir de obras do acervo do museu
mais famoso do mundo, o Louvre, a instalação "À La
Lumière de Deux Mondes" (À Luz de Dois Mundos), de
Tunga, foi considerada por especialistas e críticos de
arte “um trabalho profético”. Dois anos depois, esta
mesma obra foi exposta no PS1 do MoMA, Nova Iorque, USA.
Até então, apesar da repercussão dessas mostras, a
instalação nunca havia sido montada no Brasil. Agora, a
obra de Tunga, concebida especialmente para a montagem
em Paris, chega ao Brasil através de Salvador. "Tunga: À
Luz de Dois Mundos" acompanha todo o processo criativo
em torno da "À La Lumière de Deux Mondes", desde sua
concepção até seus desdobramentos. A mostra apresenta
quatro peças inéditas inspiradas em "La Lumière",
desenhos e estudos da época da produção deste trabalho,
cartazes das mostras do Louvre e do PS1 do MoMA, um
vídeo sobre estas duas exposições, além de uma
apresentação audiovisual que o crítico Paulo Sérgio
Duarte criou especialmente sobre a obra principal e que
foi incorporada à exposição de Salvador. “Tunga é um dos
mais complexos e mais respeitados artistas
contemporâneos do Brasil. Tanto por sua estética
marcante, característica, quanto pelo aprofundamento que
faz da dimensão intelectual e filosófica do fazer
artístico”, afirma Daniel Rangel, diretor de Museus do
Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.
De 27 de agosto a 31 de outubro. |
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Arte
nacional em Curitiba

Cildo Meireles |

Miguel Rio Branco |

Fuhro |
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Os autores Daniela
Vicentini e Fernando Burjato lançam dia 31 de agosto, no
Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Solar do Barão, o
livro "Arte Brasileira nos Acervos de Curitiba". Escrito
numa linguagem acessível, tem como objetivo falar sobre
arte de um jeito que as pessoas sintam vontade de ver as
obras nos museus. O texto é como uma conversa, entre os
autores e muitas obras. Dizem os autores: "Como tratamos
aqui apenas de museus públicos, podemos dizer que o
assunto deste livro são coleções que pertencem a todo
mundo. Um monte de coisas que são nossas e nem
conhecemos direito. Falar de tudo que existe nesses
acervos seria impossível. Tivemos de fazer escolhas, e
elas foram tão arbitrárias quanto quaisquer outras.
Selecionamos obras que nos trouxeram assuntos que
julgamos interessantes, e que com elas poderíamos
mostrar modos diferentes de se entender a arte. Este
livro é sobre obras de arte, e não sobre artistas ou
períodos". Na extensa nominata de artistas com obra
reproduzida, constam os nomes de Farnese, Claudia
Andujar, Babinski, Miguel Bakun, Geraldo de Barros, José
Bechara, Brecheret, Waltercio Caldas, Iberê Camargo,
Amilcar de Castro, Alex Cerveny, Lothar Charoux, Antonio
Dias, Cícero Dias, Djanira, Daniel Feingold, Nelson
Felix, Henrique Fuhro, Rubens Gerchman, Goeldi,
Guignard, Poty, Paulo Roberto Leal, Jac Leirner,
Leonilson, German Lorca, Anna Maria Maiolino, Carlos
Martins, Cildo Meireles, Beatriz Milhazes, Emmanuel
Nassar, Hélio Oiticica, Abraham Palatnik, Pancetti,
Lygia Pape, Loio Pérsio, Nuno Ramos, Miguel Rio Branco,
Samico, Mira Schendel, Schwanke, Segall, Regina
Silveira, Guido Viaro, Volpi, Weissmann, Helena Wong e
Carlos Zilio. Coincide com o lançamento do livro a
abertura da exposição "Arte Brasileira nos Acervos de
Curitiba – um percurso junto aos museus da FCC", que
conta com obras das coleções dos museus da Fundação
Cultural de Curitiba. A curadoria é de Daniela Vicentini,
Fernando Burjato e Simone Landal. Exposição: até 24 de
outubro. |
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Waltercio Caldas no MAM - Rio

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O
MAM-RIO, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, mostra
uma das mais importantes exposições de Waltercio Caldas,
"Salas e abismos", uma realização de Suzy Muniz
Produções. Trata-se de um acontecimento inédito, uma
exposição de ambientes, que reúne no mesmo espaço doze
obras do artista, 90% das quais jamais exibidas no Rio
de Janeiro. "A mostra é um ambiente para ambientes; é um
jogo de espaços, onde um trabalho reverbera no outro",
explica Waltercio. Não sendo uma retrospectiva, essa
seleção de trabalhos possui uma característica inédita:
o desejo específico de fazer com que as obras se
relacionem umas com as outras, e com o espaço, criando
uma tensão e uma união próprias. No Rio, mostra pela
primeira vez os quatro últimos módulos da "Série
Veneza", concebida para para a 47ª Bienal de Veneza,
1997. A seleção foi feita por Waltercio, considerando a
área da exposição, onde cada trabalho ocupa
deliberadamente o espaço, ou seja, nada é aleatório e
corresponde aos princípios poéticos da obra do artista.
"A intenção de cada obra estabelece uma relação com as
obras que estão ao lado. São esculturas, objetos, livros
de arte, projeção de imagens, obras que se confundem com
o espaço que ocupam", ressalta Waltercio. A montagem da
exposição conta com a participação do arquiteto Ivan
Pascarelli. Criou especialmente em 2007, por convite de
Robert Storr, curador geral da 52ª Bienal Internacional
de Arte de Veneza, um ambiente chamado" Half Mirror
Sharp", instalado no Pavilhão Itália. Em 2008, a
Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal, e o Centro
Galego de Arte Contemporanea apresentaram duas
importantes exposições do artista. De 27 de agosto a 31
de outubro. |
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Na Laura Marsiaj I -
Você que faz versos

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"Você
que faz versos" é título da novas promoção da Galeria
Laura Marsiaj, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Trata-se da
nova mostra de Walmor Corrêa (apresentada anteriormente
no Instituto Goethe, Porto Alegre, RS). De acordo com a
teórica de arte gaúcha Paula Ramos, é "..como se
estivesse deslocando fragmentos das ruas das grandes
cidades brasileiras para a galeria, Corrêa apresenta
latas de lixo repletas de resíduos. Ali estão, com um
colorido vistoso, simulacros de restos de biscoitos e
sanduíches, latas de refrigerantes, garrafas, frutas em
estado de decomposição. Não há discriminação entre lixo
orgânico e lixo seco; tudo está misturado, na aparente
beleza e harmonia resultante do encontro entre as
cores...Propondo reflexões que atravessam o nosso
cotidiano e sem abandonar a característica de suas
pesquisas conceituais e formais, Walmor Corrêa mais uma
vez surpreenderá o espectador, com sua poética
contemporânea e pungente" De 25 de agosto a 31 de
setembro. |
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Na Laura Marsiaj II -
Narrativas Privadas

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No
Anexo, a galeria Laura Marsiaj, apresenta o "trabalho
surpreendente e impecável em pinturas á óleo" do jovem
artista Fábio Baroli. Esta é sua pirmria exposição
individual. Batizada como "Narrativas Privadas" , a
exposição leva o mesmo nome da série de pinturas a óleo
composta por trípticos e polípticos realizados a partir
da apropriação de imagens anônimas encontradas em sites
pornográficos. Essas imagens, em sua maioria, são
fotografias amadoras de baixa resolução. Nenhum
tratamento em software de edição de imagem é dado a
elas. Assim como se dispõem nos sites são impressas e (re)contextualizadas
nas pinturas em pinceladas curtas e marcadas. As obras
que compõem a série apresentam sucessões espaciais e
temporais de acontecimentos encadeados. São cenas
cotidianas, meramente sequenciadas, constituídas por
pessoas anônimas dentro de quartos ou banheiros
particulares em ocasiões de intimidade passíveis de
voyeurismo. Nessa série, as pinturas são elaboradas em
pequena escala, buscando instigar a aproximação do
espectador e a curiosidade com relação ao que é
privativo, possibilitando uma relação mais íntima entre
o fruidor, a obra e o conteúdo. De 25 de agosto a 31 de
setembro. |
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Os 100 anos
de Nássara

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O
curador Jorge de Salles, inicia com duas exposições, às
comemorações de "Nássara 100 Anos", mestre do desenho de
humor nacional. O eventos acontecem - paralelamente - em
Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ. O primeiro, "Nássara
100 Anos", inaugura dia 9 de setembro na Galeria Plano
B, e reúne extenso elenco de artistas: Alice Kohler,
Cláudia Tebyriçá, Eliane de Thuin, Germana Wanderley,
Gerusa Zveut, Jorge Efi, Kakau Höfke, Laercio Martins,
Marcia Lana, Moema Branquinho, Oscar Garcia da Rosa,
Paulo Mittelman, Pedro Rufino e Rubens Saboya. O
segundo, "Nássara 100 Anos", com a chancela do Espaço
Rio Carioca e do Atelier Carioca de Humor, apresenta 20
originais do festejado desenhista, com inauguração no
dia 10 de setembro. A duração de ambos é a mesma: até 30
de setembro. |
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SPOTLIGHT

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Ruth Palatnik Aklander, nasceu em Natal, RN,
transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde obteve
formação acadêmica em Belas Artes, pela Faculdade de
Filosofia da UFRJ. Iniciou-se em Arte Moderna através de
Ivan Serpa no MAM, Rio; foi sua aluna e participou como
convidada do mestre no grupo fundador do Centro de
Pesquisa de Arte, RJ. Ampliou sua formação com cursos de
atualização em História da Arte (IBA), Cenografia (EAV),
Perspectiva Artística, Indumentária, entre outros.
Aklander construiu uma obra contemporânea diversificada,
aberta, lúdica e interativa, abrangendo várias fases e
tipos de materiais, passando pela Arte Conceitual,
Surrealismo e Instalações Ambientais. Recebeu seu
primeiro prêmio em 1955 no Salão dos Artistas
Brasileiros, realizado na Câmara de Vereadores, Rio, com
trabalho em cerâmica, seguido de mais de uma dezena de
premiações em obras em acrílico (escultura) e serigrafia
em exposições nacionais e internacionais. Destacou-se
com trabalhos geométricos, realizados “...através de
planos de acrílico vazados, onde a interpenetração de
cores e de formas possibilitava diferentes percepções a
partir do ângulo de visão do observador. Inovou na
serigrafia, introduzindo transparências e as cores prata
e ouro. Sua preocupação social e ecológica refletiu-se
em sua obra, que integrava os vários campos do
conhecimento humano”. Na Instalação “Sêmen no Espaço 5”
da Equipe Triângulo, apresentado na XII Bienal
Internacional de São Paulo, uniu Arte e Ciência. Já nos
últimos trabalhos, preocupou-se em integrar a arte com
simbolismos religiosos e da cabala. Aklander soube viver
com arte - e ensinou aos que tiveram o privilégio de
conhecê-la, a arte de viver! |
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Sergio Fingermann na Dan Galeria

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O artista plástico Sergio Fingermann apresenta, na Dan
Galeria, Jardins, São Paulo, SP, “Partes do Todo”,
mostra com 21 pinturas em grandes formatos e oito
pinturas em papel desenvolvidas entre 2009 e 2010. Essa
nova série de trabalhos nasce do encontro do pintor com
referências que ele toma emprestadas de manuais
ilustrados de estudos de perspectivas. A exposição é
acompanhada pelo lançamento do livro “Uma Aprendizagem”,
Editora BEI, caixa com um livro e três impressões, 50
exemplares que "...constituem um testemunho de artista
plástico sobre a experiência do olhar baseada numa
pintura de Aldo Bonadei de 1947.". Até 04 de setembro. |
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Bruno
Novelli (9LI) na Thomas Cohn

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A
galeria Thomas Cohn, Jardim Europa, São Paulo, SP,
inaugurou a primeira exposição individual de Bruno
Novelli (9LI). Antes, o artista expos em galerias de
arte em Milão, Califórnia, Copenhague, Barcelona, Porto
Alegre e em exibições coletivas no Japão, Inglaterra e
França. A exposição consta de onze novas pinturas em
grandes formatos e esculturas. Em suas telas mais
recentes, Bruno 9LI "concilia elementos orgânicos e
geométricos com a sensibilidade de um artista maduro,
revelando a interação entre o homem e a natureza com
elementos míticos e fantásticos". Até 04 de setembro. |
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Filme "U"
na Laura Alvim
    
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A Galeria
Laura Alvim, Ipanema, Rio de Janeiro,RJ,inaugurou, "Filme U",
exposição individual de Enrica Bernardelli, com escultura,
fotografia e vídeo, sob curadoria de Ligia Canongia. Bernardelli fez
cinema entre 1979 e 1986. Seus curtas ganharam a atenção de Glauber
Rocha.Quando foi morar na cidade do México, em 1984, entrou em
contato com a fotografia, trabalhou com a artista Graciela Iturbide.
Na volta ao Brasil, foi estudar na Escola de Artes Visuais do Parque
Lage, participou da Bienal Internacional de São Paulo de 2002 e da
Bienal do Mercosul de 2001 e 2005. Bernardelli diz que a mostra
funciona como a apresentação de fragmentos de um filme imaginário -
"Filme U", que batiza a exposição. As imagens, livres da película,
renascem como objetos, em projeções ou esculturas."Filme U" é a
projeção de um LP que gira incessantemente, em sentido contrário ao
do relógio, sem sonoridade. Para a artista, ele é o silêncio do
tempo, e ela aposta que o lugar da imagem é onde não existe som
algum. Ela acredita que a "imagem" seja o refúgio do som."A obra de
Enrica Bernardelli trafega na fronteira do visível e do invisível,
interrogando o próprio objeto como entidade fixa e fisicamente
determinada, preferindo, ao invés, colocá-lo em estado de
metamorfose contínua. [Š] Revirar, transfigurar e inverter são os
verbos dessa obra", analisa Canongia. Até 03 de outubro. |
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Sergio Camargo: Claro
Enigma no IAC

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O IAC –
Instituto de Arte Contemporânea, São Paulo, SP, apresenta até 24 de
outubro, a exposição “Sergio Camargo: Claro Enigma”. Com curadoria
do crítico e professor de arte Paulo Venancio Filho, a mostra reúne
obras dos 40 anos de carreira de Sergio Camargo, desde as esculturas
mais expressivas do artista, datadas dos anos 1960, até alguns de
seus últimos trabalhos. Responsável por uma das mais inovadoras
obras da arte moderna brasileira, o escultor iniciou sua formação
artística aos 16 anos na Academia Altamira, em Buenos Aires. Em
Paris, freqüentou o curso de filosofia da Sorbonne e estudou
sociologia da arte na École des Hautes Études, passando então a se
dedicar aos relevos em madeira. Sergio Camargo recebeu o prêmio de
escultura internacional da Bienal de Paris (1963), de melhor
escultor nacional na Bienal Internacional de São Paulo (1965) e o
APCA de exposição de escultura do ano (1977). O artista realizou
obras para diversos espaços públicos, como o Palácio do Ministério
das Relações Exteriores, em Brasília, a Praça da Sé, em São Paulo, e
o Banco do Brasil de Nova York. A mostra também relacionará as
esculturas a uma seleção de elementos documentais, como desenhos,
anotações e fotografias, a fim de “criar uma atmosfera expositiva de
ressonâncias e envolvimento, entre operações de ordem distinta e
deixar simplesmente que as relações se estabeleçam sem hierarquia e
em prol da presença da obra”, explica o curador. |
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Diálogo Norte-Sul

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Chama-se "Diálogo Norte-Sul" a exposição coletiva com catorze
trabalhos em diferentes formatos, uma aposta do Espaço Eliana
Benchimol, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de
Janeiro, RJ. Os artistas selecionados foram Carlos Cruz-Dies,
Jesús Rafael Soto, Vik Muniz, Roberto Scorzelli, Luiz Dolino,
Luís Sacilotto, e Arcangelo Ianelli. A idéia geral da mostra é
fazer com que o espectador interprete o encontro desses
artistas, localizando os pontos de contato, uma sempre possível
similaridade entre linguagens e propostas já consagradas e
inconfundíveis. De 17 de agosto a 15 de setembro.
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Coleção Domingos Giobbi

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A
Fundação José e Paulina Nemirovsky, em parceria com
Pinacoteca do Estado de São Paulo apresentam, na Estação
Pinacoteca, Largo General Osório, Luz, São Paulo, SP, a
exposição "Coleção Domingos Giobbi – arte, uma relação
afetiva". A mostra apresenta 115 obras de arte sacra
brasileira, com destaque para imagens religiosas, em
barro cozido, feitas nos primeiros séculos da
colonização, e também pinturas e desenhos de Di
Cavalcanti, Alfredo Volpi, Ismael Nery (foto), José
Antonio da Silva, Lasar Segall, entre outros. Com
curadoria de Maria Alice Milliet e projeto expográfico
do arquiteto Pedro Mendes da Rocha e coordenação de Vera
Nunes Santana, a seleção de obras da Coleção Domingos
Giobbi traça um amplo panorama de sua atuação como
colecionador, reconhecida como paradigmática no âmbito
do colecionismo desenvolvido em São Paulo em meados do
século XX. Segundo Domingos Giobbi, “Colecionar é uma
paixão. A coleção nasce e vai crescendo com o passar do
tempo. Gosta-se de uma peça, de um móvel, de um quadro,
depois de outro e vai-se comprando dentro de um
critério, mais ou menos, instintivo. Não há, de antemão,
o propósito: ‘quero fazer uma coleção disso ou
daquilo’”. A exposição faz parte do Programa de Estudo e
Divulgação de Coleções – denominado "Coleções
Paulistanas" – que será desenvolvido em quatro módulos.
Assim, a cada ano, uma coleção será enfocada, tendo em
vista a importância do colecionismo privado em São Paulo
e sua contribuição para a constituição de uma história
da arte brasileira. A criação desse Programa atende à
necessidade de se conhecer melhor o perfil dessas
coleções, seu processo de formação e as relações
estabelecidas pelos colecionadores com os artistas, a
crítica e o mercado de arte. Serão privilegiadas as
coleções constituídas predominantemente nas décadas de
1960 e 70, período em que se firmou o comércio de arte
na capital paulista por meio de galerias, antiquários e
leilões, e também se estreitou o relacionamento entre
colecionadores, artistas, marchands e críticos, sob a
égide dos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio,
do MASP e das Bienais Internacionais de São Paulo. Ao
concluir-se o Programa, as quatro coleções deverão
fornecer um recorte significativo do colecionismo
paulistano. De 14 de agosto a 05 de dezembro. |
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SANDBACK
NO BRASIL

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O Instituto
Moreira Salles, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, traz ao Brasil a
exposição "Fred Sandback: o espaço nas entrelinhas". A mostra
acontece no IMS-RJ, com exposição paralela em São Paulo. Com
curadoria de Lilian Tone, do Departamento de Pintura e Escultura do
MoMA, a exposição apresenta um panorama da obra de Sandback, um dos
maiores artistas contemporâneos, iniciada em 1968 quando ele
estudava escultura na Yale School of Art and Architecture, em New
Haven. Aclamado pela crítica internacional, Sandback compôs, por
quase 40 anos, suas esculturas utilizando sempre o mesmo material –
fio acrílico de lã colorida. O artista utiliza a linha no espaço
para construir, articular e definir situações espaciais
particulares. Com um fio esticado de um ponto a outro em uma sala,
Sandback sugere volumes a partir da interação das linhas com os
espaços vazios. O artista cria uma experiência visual única para o
espectador, que tem a percepção da obra continuamente alterada à
medida que se movimenta. Seu trabalho embaralha os limites entre
desenho, escultura e ambiente. Ainda em exibição não só esculturas,
mas também trabalhos menos conhecidos do artista, como desenhos,
gravuras, litografias e serigrafias. Para a exposição no Brasil (Rio
de Janeiro e São Paulo), foram trazidas do espólio Fred Sandbcak 36
obras: 16 esculturas, 10 desenhos, 9 gravuras e 1 relevo em madeira.
No período de sua formação, Sandback teve influência dos
minimalistas Robert Morris e Donald Judd. Segundo Lilian Tone, “o
impacto que esses artistas tiveram sobre Sandback pode ser sentido
em sua busca por uma forma de escultura desprovida de narrativa ou
de sugestões compositivas”. De 11 de agosto a 24 de outubro. |
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Na Marcelo Guarnieri

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A Galeria de Arte Marcelo
Guarnieri, Ribeirão Preto, São Paulo, SP, apresenta a exposição
coletiva, "ANIMAL", partindo das referências modernas, concretas e
chegando a produções de destacados nomes da cena contemporânea
nacional. A exposição evidencia a representação do animal na arte, a
catalogação, o bestial e as extensões entre homem e animal. O
bestiário coletado pelo marchand Marcelo Guarnieri é formado por
pinturas, desenhos, esculturas, fotografias e instalações reunindo
obras assinadas por artistas como Tarsila do Amaral, Brecheret,
Vicente do Rego Monteiro, Portinari, Oswaldo Goeldi, Mario Zanini,
Djanira, Yolanda Mohalyi, Ivan Serpa, Iberê Camargo, Maria Cecília,
Marcello Grassmann, Siron Franco, Baravelli, Mario Cravo Neto,
Eduardo Kac, Cristina Canale, Silvia Velludo, Cleido Vasconcelos,
Rodrigo Braga, Ana Elisa Egreja, Ana Paula Oliveira e João Loureiro.
De 14 de agosto a 13 de setembro. |
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CriAção Scotch no
MuBE

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A
votação popular realizada pela internet escolheu as oito
obras do Concurso de Esculturas CriAção Scotch que
estarão em exposição no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE),
Jardim Europa, São Paulo, SP, a partir de 25 de agosto,
quando serão anunciados os três primeiros lugares. Os
oito vencedores que seguiram a proposta do concurso de
elaborar obras criativas a partir de fitas adesivas
transparentes são: Quadro de Luz! , de Alexandre Ferro
(São Paulo, SP) O Velho e o Mar, de Arthur Vieira de
Medeiros (São Paulo, SP) Colorindo o mundo melhor, de
Claudia H. Stern (Porto Alegre, RS)Sustentabilidade e
sustentação pela energia Eólica, de Giane Conceição
Soares (São Paulo, SP). Encanto, de Ieda Romera da Silva
(São Paulo, SP)Não deixe ela escapar, de Roberto Galvão
(São Paulo, SP)O Escaravelho e seus Restos, de Sabrina
Zagati Travençolo (Campinas, SP)Uma dança, de Silvia Si
(Florianópolis, SC). A mostra, tem curadoria da crítica
de arte Kátia Canton. As esculturas são propostas
criativas que consideram a interação com o espaço
público, no conceito de intervenção urbana. De 25 de
agosto a 12 de setembro.
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Fotocolagens de
Marcela Gontijo

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Marcela
Gontijo apresenta na Galeria Movimento, - de Ricardo Kimaid Jr. -,
Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a
exposição individual denominada "Outros possíveis são possíveis", na
qual exibe oito obras, em pequenas e grandes dimensões. A artista,
que há dois anos reside no México, realizou exposições individuais
no Rio e em Santa Catarina, além de participar de coletivas em São
Paulo e no México sempre usando a fotografia como suporte. Marcela
se inspira na sensação de ser nômade, de buscar suas próprias
referências em lugares sem referências pessoais. Na exposição,
selecionou um trabalho que vem realizando numa antiga casa onde tem
o seu atelier. Segundo Marcela, quando chegou na casa, que data de
mais de cem anos, achou o simbolismo perfeito para fotografar e
criar. " O espaço estava vazio e eu estou habitando um lugar
desconhecido. Agora eu desestruturo as imagens e transformo em
outros caminhos.", explica. O critico de arte Felipe Scovino assina
a apresentação da exposição. Scovino é organizador dos livros “Cildo
Meireles” e “Arquivo Contemporâneo”, ambos publicados em 2009.
Segundo ele a obra de Marcela Gontijo “é resultante de um paradoxo:
parte de uma desconstrução para a criação de um acontecimento
poético regido por uma alta potencialidade.” Até 04 de setembro. |
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José
Resende na Darzé

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Em agosto, a
Paulo Darzé Galeria de Arte, Salvador, BA, inaugura exposição de
José Resende. O artista iniciou seus estudos de arte em 1963,
cursando Arquitetura na Universidade Mackenzie e estudando gravura
na FAAP. Sua atuação artística se efetiva a partir de 1966, quando
integra o Grupo Rex com Wesley Duke Lee (seu professor de desenho),
Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo e Frederico Nasser.
Com os dois últimos e Luiz Paulo Baravelli, organiza exposições
conjuntas e cria a Escola Brasil. É na escultura que vem a encontrar
seu caminho próprio e desenvolve seus trabalhos mais importantes. A
incorporação de diversos materiais em uma mesma obra, de tal forma
que uma sustente a outra, é uma característica muito frequente em
suas esculturas, assim como o uso de líquidos, materiais com baixa
temperatura de fusão, flexíveis, que adquirem seu formato pela
gravidade ou outra força física que neles atue. José Resende, além
de individuais, no Brasil e no exterior, participou de importantes
exposições como a Bienal Internacional de São Paulo, Brasil 500,
Mostra do Descobrimento, Bienalle de Paris (onde recebeu menção
especial), “Arte Brasileira do Século XX”, no Musée d’Art Moderne de
la Ville de Paris, Bienal de Veneza, Bienal do Mercosul, Documenta
de Kassel, “Latin American Artists of XX Century”, no Museum of
Modern Art of N. York. Em 2003, a editora Cosac & Naify lançou um
livro sobre sua obra. Até 11 de setembro. |
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A espiritualidade popular

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A Galeria Brasiliana,
Jardim AMérica, São Paulo, SP, inaugura a exposição
"Espiritualidade" do artista plástico Jadir João Egídio, com 20
esculturas em madeira, com dimensões variadas, nas quais retrata
suas crenças e inspirações. O artista transporta - literalmente -
seu universo às obras que cria. Jadir trabalha somente com madeira
bruta, transformando-a com levidade única, em obras que encantam
admiradores da arte de raiz popular brasileira. Seus trabalhos são
predominantemente de cunho religioso, na maioria das vezes imagens
de santos. O artista trabalha apenas com material bruto, como
dormentes e mourões já sem uso, cochos e pranchas arruinados pelo
tempo. São madeiras de origem nobre, praticamente extintas,
podendo-se citar baraúna, vinhático, aroeira entre outras. Jadir
João Egídio não freqüentou escolas de arte e realiza seus trabalhos
apenas expressando sua percepção do mundo e suas crenças pessoais. A
curadoria é de Roberto Rugiero. De 10 de agosto a 11 de setembro.
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Marcius Galan na Galeria Silvia Cintra + Box 4

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Em sua primeira individual no Rio de Janeiro, na Galeria Silvia
Cintra + Box 4, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, o artista Marcius Galan,
nascido em Indianápolis, USA, radicado em São Paulo, apresenta oito
obras da série isolante, onde objetos domésticos são destituídos de
sua função original para servirem de vértices para demarcações no
espaço. Marcius é finalista do Prêmio Pipa - Premio Investidor
Profissional de Arte - e é um dos sete artistas selecionados da
Galeria para a 29ª Bienal de São Paulo, ao lado de outros grandes
nomes da arte contemporânea. As obras que serão mostradas na Galeria
Silvia Cintra + Box 4 serão uma prévia do que o artista apresentará
na Bienal. Na obra “Definição de Espaço”, pregos são colocados na
parede formando um grid com diversas possibilidades de formação de
desenhos. Da mesma série, ”Arco” é composta por um prego, um tijolo
e uma fita de ferro que ao girar constrói um arco com o atrito do
tijolo na parede da Galeria. Em alguns trabalhos o artista busca
criar um jogo onde se turva a percepção ao confundir a compreensão
das propriedades físicas dos materiais como peso, flexibilidade,
sustentação, etc... Outra série de trabalhos investiga conceitos de
escala, geometria e de representação, criando situações onde se pode
obter uma fração de um ponto, onde a linha que divide um plano é
apresentada em uma escala em que sua área de ocupação é maior que a
área restante. De 05 de agosto a 04 de setembro. |
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O Vazio
Inventado
na Mercedes Viegas

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A
Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Gávea, Rio de Janeiro, RJ,
apresenta a exposição “Amalia Giacomini – Vazio Inventado”, com
obras recentes e inéditas da artista, feitas especialmente para o
espaço da galeria. Amalia Giacomini mostrará trabalhos das séries
“Aeroplano”, “Paisagens”, “Entre” e “Dobras”, iniciadas no final de
2009. As obras são estruturas de tramas duplas ou triplas de
elásticos presos em molduras de madeira ou diretamente na parede,
que criam perspectivas diferentes à medida que o espectador se
movimenta em frente aos trabalhos. “Meu interesse é em criar
ambiências, espaços, vazios, um quadro sem a matéria, só o espaço
representado”, diz. Para trabalhar o chão da galeria, um espaço que
sempre gosta de utilizar, Amalia fez uma variação das obras da série
“Entre”. A partir de 02 de agosto. |
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Anita
Malfatti no CCBB/RIO

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O Centro
Cultural Banco do Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a
exposição mais importante já organizada sobre Anita Mafaltti. O
evento reunirá as mais significativas obras da artista que é ícone
do modernismo brasileiro. A mostra também Inclui obras que raramente
ou que nunca foram mostradas ao público. A curadoria é de Luzia
Portinari Greggio. Após passar por Brasília, a "Retrospectiva Anita
Malfatti – 120 anos" chega renovada. O público carioca contará com
algumas telas que não foram apresentadas na mostra anterior,
reunindo um acervo de 120 obras vindas de 70 museus e colecionadores
particulares de várias partes do País. Entre as novidades, oito
quadros enviados pelo Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando
Alvares Penteado (FAAP), que enriqueceu ainda mais o núcleo da
exposição mais significativo na trajetória da artista – o de sua
fase expressionista, que resultou na polêmica exposição de 1917.
Além das famosas telas "A boba", "A amiga", "O farol", "A onda", "O
homem amarelo", "Ventania", obras que marcam essa fase da pintora, a
mostra carioca ainda terá "O homem de sete cores" e o "Estudo para a
Boba". Dividida em módulos temáticos e dispostos cronologicamente, a
exposição desvenda ao público uma artista de muitas fases, inquieta,
aparentemente insegura e sempre incompreendida. De 30 de julho a 26
de setembro. |
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Madeira-Memória

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A artista plástica Priscila Pinto, apresenta no Centro Cultural
Palácio da Justiça, Manaus, AM sua mais recente exposição individual
"Madeira-Memória", "...uma interpretação do possível significado de
conteúdo material e imaterial de objetos e pedaços de madeira
usados. Relacionam-se a passagem do tempo, a degradação, o
esquecimento e o reaparecimento através da memória e da imaginação".
Priscila apresenta objetos, painéis e pequenas peças em diversas
séries que remetem a memórias da casa e da infância. Fformada em
Artes Plásticas pela Universidade Federal do Amazonas, tem por
temática em suas exposições o ser humano, a solidão, o sonho, a
memória, a natureza e a cultura amazônica. Foi mapeada pelo programa
Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural em 2005/2006, com série de
fotografias de pinturas. Ao longo de sua carreira tem realizado
instalações e exposições de pinturas, desenhos, infografias e
objetos em Manaus. De 30 de julho a 17 de setembro. |
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FOTOGRAFIA NO MON

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O Museu Oscar Niemeyer, MON, Curitiba, Paraná, exibe a mostra “Onde
a Água encontra a Terra”. O curador Paulo Herkenhoff e o fotógrafo
Leonardo Kossoy estiveram presentes na abertura do evento. O
trabalho com os opostos – a água e a terra, a mecânica dos fluidos e
a mecânica dos sólidos, o masculino e o feminino, é a proposta desta
exposição. As 53 obras em exibição estabelecem relações sobre a
presença da água na fronteira com a terra, elementos marcantes na
produção da americana Carol Armstrong, do carioca Fernando Azevedo e
do paulistano Leonardo Kossoy. Sob a ótica de cada um é demonstrada
a capacidade simbolizadora da matéria –água e terra – e os
fotógrafos reunidos imprimem uma interpretação contemporânea para
tratar do nomadismo da vida atual, da vulnerabilidade do ser, da
relação entre natureza e cultura. O patrocínio é da Russel Reinolds
Associates. Até 07 de novembro. |
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Coleção
Patricia Cisneros na FIC
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Soto |

Oiticica |

Lauand |

Gego |
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A
mostra "Desenhar no Espaço", em exibição na Fundação Iberê Camargo,
Porto Alegre, RS, trata de uma etapa crucial no desenrolar dos
movimentos abstracionistas no Brasil e na Venezuela, em um momento
histórico no qual alguns dos melhores artistas sentiram a
necessidade de trabalhar fora dos limites tradicionais de artes
visuais. Além disso, busca destacar, por meio da comparação entre
dois países próximos, que o contraste com o outro é a melhor maneira
de conhecer a nós mesmos. Dez grandes nomes da arte abstrata na
América Latina - pinturas, gravuras, esculturas e desenhos - estarão
reunidos nessa exposição: Alejandro Otero, Carlos Cruz-Diez, Gego,
Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Jesus Soto, Judith Lauand, Lygia
Clark, Mira Schendel e Willys de Castro. "Desenhar no Espaço", traz
ao país, 79 obras que integram o acervo de uma das mais importantes
coleções de arte contemporânea da América do Sul, a Coleção Patricia
Phelps de Cisneros. Essa exposição, com curadoria de Ariel Jiménez,
propõe um diálogo entre o percurso abstracionista no Brasil e na
Venezuela da década de 40 até meados dos anos 70. De 29 de julho a
31 de outubro. |
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VIK MUNIZ NA FORTES VILAÇA

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A Galeria Fortes Vilaça, Vila Madalena, São Paulo, SP, apresenta
"Verso", exposição individual de Vik Muniz. A exposição reúne oito
objetos tridimensionais de diversos tamanhos feitos de madeira e
mídias variadas, que reproduzem fielmente o verso de obras célebres
como "Les Mademoiselles d’Avignon" de Picasso e "La Grande Jatte" de
Seurat que durante o período de seis anos o artista fotografou e
estudou em parceria com a equipe curatorial e de conservação de
instituições como o MOMA, Guggenheim e o Art Institute of Chicago e
um time especializado de artesãos, artistas e especialistas em
cópias de pinturas.Durante os últimos 20 anos Vik recria imagens
icônicas e utiliza-se de técnicas que relatam o processo de criação
da obra de arte. Ao observar a história de algumas destas imagens
expostas e revelar o lado desconhecido delas, a série "Verso" leva o
artista de volta a criação de objetos, técnica com a qual ficou
conhecido ainda na década de 80. Para a exposição de São Paulo, Vik
Muniz trabalhou junto à Pinacoteca do Estado de São Paulo, O MAM do
Rio de Janeiro e o MASP para reproduzir o verso das pinturas "A
Estudante", de Anita Malfatti; "O Abaporu", de Tarsila do Amaral;
São Paulo, 1924, de Tarsila do Amaral e "Samba", de di Cavalcanti
respectivamente. O trabalho de Vik Muniz encontra-se em coleções em
todo o mundo, entre eles no Museum of Modern Art, New York;
Metropolitan Museum of Art, New York; Whitney Museum of American Art,
New York; The Art Institute of Chicago; Los Angeles County Museum of
Art; San Francisco Museum of Modern Art; Museu de Arte Moderna, Rio;
Museum of Contemporary Art, Tokyo; Daros Foundation, Zurich; e na
Tate, Londres. De 29 de julho a 11 de setembro. |
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Sergio Allevato
na Galeria Artur Fidalgo
 
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A
primeira exposição individual de Sergio Allevato em espaço
profissional será na Galeria Artur Fidalgo, Copacabana, Rio de
Janeiro, RJ. O artista tem obras nas coleções permanentes do MAM-RJ
(Coleção Gilberto Chateubriand), Coleção Hecilda e Sergio Fadel e
American Museum of Natural History of New York, entre outras.
Allevato fez mestrado em Arte Contemporânea na Goldsmiths College,
Londres, UK, de 2006 a 2008. Na série “Atlas Botânico”, os
personagens característicos de um lugar, aparecem em uma planta
endêmica daquele lugar. O jogo proposto pelo artista é assim
estendido a uma ampla pesquisa da botânica e da nacionalidade ou
afinidade territorial dos personagens. Na série “Rio de Janeiro”, os
pistilos de uma bromélia nativa da região, a Alcantarea imperialis,
tornam-se o Zé Carioca, sua namorada Rosinha e os sobrinhos. Há uma
parte da planta de que o personagem de gibi freqüentemente se
apossa: o órgão reprodutor. Em um dos trabalhos, o Pinóquio
“excitado”, é o androceo da Amaryllis. Qual o sentido de um
personagem infantil da Disney, assexuado, aparecer no órgão sexual
de uma planta? Por quê elementos culturais e naturais disputam
território? A mistura inesperada de campos díspares deixa o
observador desconfiado, como quem está diante de um trabalho
malicioso, em que as coisas – a infância, a natureza, a cultura –,
não são o que parecem. A imagem tem um sorriso irônico no canto dos
lábios. De 04 de agosto a 04 de setembro. |
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A Carta da Jamaica


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O Oi Futuro,
Flamengo, traz para o Rio de Janeiro a mostra “A Carta da Jamaica”,
com obras em vídeos e fotografias de 19 artistas de 12 países,
feitas especialmente para esse projeto, que busca investigar, com
recursos contemporâneos, o bicentenário da independência da América
Hispânica, comemorado em 2010 na Argentina, Chile, Colômbia e
México, e nos próximos anos nos demais países de língua espanhola do
continente. Os artistas foram convidados a viajar e residir em
várias cidades da América Hispânica, para produzirem seus trabalhos.
A exposição ocupará todo o prédio do Oi Futuro no Flamengo, com 14
vídeos, seis fotografias, e duas fotoprojeções. Outro segmento da
mostra, com quatro vídeos, será realizado no Museu da Maré, a partir
do dia 5 de agosto. “A Carta da Jamaica” reúne no Oi Futuro obras
dos artistas Leticia El Halli Obeid, Laura Glusman (Argentina),
Narda Alvarado, Gastón Ugalde (Bolívia), Neville D´Almeida, Regina
Parra, Emmanuel Nassar (Brasil), Claudia Aravena Abughosh,
Gianfranco Foschino (Chile), Humberto Vélez (Panamá), Fernando
Gutiérrez (Peru), Martín Sastre (Uruguai), Alexander Apóstol
(Venezuela), Christine de La Garenne (Alemanha), Bjørn Melhus
(Noruega/Alemanha), Mariana Vassileva (Bulgária/Alemanha). No Museu
da Maré, estarão os vídeos dos artistas Julian d'Angiolillo
(Argentina), Joaquin Sánchez (Bolívia), Marxz Rosado Ríos (Porto
Rico) e Bjørn Melhus (Noruega/Alemanha). Curadoria Geral de Alfons
Hug, curadoria nacional de Alberto Saraiva, curadora-adjunta de Paz
Guevara e como assistente de curadoria, Sandra Lyra. A partir de 02
de agosto e até 05 de setembro. |
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WESLEY NA PINAKOTHEKE CULTURAL

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A
Pinakotheke Cultural, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a
mostra “Wesley Duke Lee”, com cerca de 60 obras do artista que tem
importância histórica para a arte brasileira. Criador do Grupo Rex,
em 1966, em companhia de Nelson Leirner, Geraldo de Barros,
Frederico Nasser, Carlos Fajardo e José Resende. A mostra se reveste
de um caráter de tributo. Wesley Duke Lee foi precursor em várias
frentes artísticas, como a realização de happenings, performances,
instalações, chamadas na época de ambientes, e na discussão sobre o
papel do mercado, com quem rompeu nos anos 1960, criando o Grupo Rex.
As obras selecionadas por Max Perlingeiro, cobrem o período dos anos
1950 ao final dos anos 1990. São pinturas, desenhos, instalações, a
maior parte nunca vista pelo público, ou há muitas décadas sem serem
mostradas. Max Perlingeiro observa que: "...Quando se espalhou a
notícia de que haveria uma exposição em sua homenagem, os que
conviveram com ele acorreram para emprestar uma obra, um documento,
uma fotografia". Serão quatro ambientes, que irão da década de 1950
ao final da de 1990, quando reduziu sua produção. Em cada uma das
salas serão exibidos trechos de uma longa entrevista de 1991, na
qual o artista fala sobre as diversas fases de sua trajetória. Uma
bem-cuidada publicação de 160 páginas acompanhará a exposição. Os
textos são de Tomaz Souto Correa, amigo de vida inteira do artista,
que seleciona e comenta trechos da correspondência amorosa entre
Wesley Duke Lee e Lydia Chamis; Nelson Leirner (integrante do Grupo
Rex); Antonio Dias e Carlos Vergara, que fazem um depoimento sobre o
artista; Maria Cecília Gismondi (artista e amiga de uma histórica
performance de 1963); e Cacilda Teixeira da Costa, biógrafa do
artista, autora de uma cronologia, ilustrada com documentos,
cartazes, fotos, cartas, obras e objetos pessoais. De 21 de julho a
02 de outubro. |
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Goeldi, um
mestre nacional
 
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O
Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura, a
exposição "Goeldi – o encantador das sombras", que dá partida as
homenagens pelo cinquentenário da morte do artista. A mostra, sob a
curadoria de Lani Goeldi, sobrinha neta do artista, oferece ao
público um amplo panorama de sua trajetória artística e pessoal.
Curadora e responsável pela difusão e preservação da obra e da
memória de Oswaldo Goeldi, Lani Goeldi afirma que "a exposição é uma
das maiores já realizadas sobre o artista". Além de gravador,
desenhista e ilustrador, Goeldi era admirado por sua personalidade
marcante e sua atividade de professor. Entre seus discípulos estão
Lívio Abramo, Samico, Newton Cavalcanti, Darel Valença Lins e Anna
Letycia. Foi o responsável por todo um trabalho de formação de
gravadores (em madeira) no Brasil no século 20. Embora tivesse um
temperamento reservado, procurava estar sempre ao lado de amigos
como Iberê Camargo, Carlos Scliar, Anibal Machado, Portinari,
Bandeira de Mello, Carlos Drummond de Andrade e Di Cavalcanti. Era
avesso a modismos e económico nas palavras. A produção da mostra
está a cargo de Anderson Eleotério e Izabel Ferreira. De 22 de julho
a 05 de setembro. |
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Pinturas e objetos de Gonçalo Ivo na Anita Schwartz

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A Anita Schwartz Galeria, Gávea, Rio de Janero, RJ, apresenta a
exposição "Campo Santo", individual de Gonçalo Ivo, com obras
produzidas de 2005 até hoje. As obras foram pensadas especialmente
para o espaço da galeria, e isso ocorreu desde o momento que o
artista viu suas plantas arquitetônicas. Considerado um dos maiores
coloristas do país, Gonçalo Ivo investiga nos trabalhos dessa mostra
de forma simbólica, através das imagens e da relação entre os vários
materiais utilizados – telas de linho, objetos em madeira, pedra,
concreto, mármore –, questões como o efêmero e o perene, a vida e a
morte. De 14 de julho a 04 de setembro. |
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Ernesto Neto em
Londres

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Uma exposição
em Londres, do artista plástico Ernesto Neto abre o Festival Brazil,
que durante os próximos três meses celebrará no Southbank Centre a
diversidade cultural brasileira. Nessa mostra, intitulada "The edges
of the world" ( em português, "Os limites do mundo"), Ernesto Neto
convida o público a uma experiência interativa e sensorial no
interior e nos terraços da recém-restaurada Hayward Gallery, no
complexo cultural da margem sul do rio Tâmisa. O artista criou uma
série de instalações e esculturas interligadas, que permite ao
visitante explorar, tocar, cheirar, sentar-se e até mesmo mergulhar
numa piscina ao ar livre. Para o interior da galeria, destinou
estruturas com finas camadas de tule em lycra translúcida e
flexível, semelhante a uma membrana que separa um espaço do outro.
Até 05 de setembro. |
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Brasil em Portugal

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A exposição "A
Nossa Carmen", Centro Cultural de Cascais, Portugal, é uma parceria
entre a Espírito Santo Cultura, Fundação D. Luís I e a Câmara
Municipal de Cascais, com entidades brasileiras. A mostra conta a
história da Pequena Notável recorrendo a dezenas de peças originais
do Museu Carmen Mirada do Rio de Janeiro, como roupas, jóias,
sapatos, partituras e cartazes, além de imagens, projeções de filmes
e um ambiente cenográfico que ajuda a recriar a época. Para o
curador, Ruy Castro, a mostra, “não é apenas uma exposição sobre uma
grande artista...ela é também uma história da música popular
brasileira, da praia, do Carnaval, da juventude do passado, das
estações de rádio e dos cassinos cariocas, da Broadway, dos
bastidores de Hollywood..." Um retrato de época. Até 26 de setembro. |
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“a céu aberto”

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O corredor cultural do Rio
de Janeiro não será o mesmo a partir da inauguração da exposição "A
céu aberto," da Casa França-Brasil, idealizada pelo curador Marco
Antonio Teobaldo para ocupar a área externa do espaço, com uma
programação adicional ao calendário da Casa. A mostra apresentará
obras de Leonilson, Paulo Vivacqua, Geléia da Rocinha e Smael, que
irão ocupar o entorno do prédio com palavras, pinturas e instalação
sonora. A partir de obras em diferentes suportes, "A céu aberto" tem
como objetivo criar novas situações para promover ocupações
artísticas na arquitetura externa do prédio, levando o público que
circula pelo centro da cidade a observar e deixar-se atrair pela
arte ao seu redor. “O projeto "A céu aberto" irá estabelecer uma
relação harmônica com a construção histórica do prédio, com o
público e com as obras que serão exibidas”, diz o curador.
Acreditando na proposta, Evangelina Seiler, diretora da Casa, que
apoiou a iniciativa desde a apresentação do projeto, ressalta : “A
Casa França- Brasil visa a integração das suas atividades no
contexto urbano e esta exposição terá também esta qualidade”. De 29
de maio a 10 de outubro. |
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O
passado na obra de dois artistas vencedores
Vik Muniz lança 'catálogo
raisonné' e fala com Beatriz Milhazes sobre 'revisionismo'

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Vik Muniz é o
primeiro artista brasileiro contemporâneo a ter o registro integral
de sua produção artística lançado em livro, o chamado "catálogo
raisonné". O lançamento, da editora Capivara, é amanhã no Rio e
quinta em São Paulo. Organizado por Pedro Corrêa do Lago, o belo
volume tem 710 páginas e 1.600 imagens que ilustram cronologicamente
as 1.200 obras criadas pelo artista paulista desde o início de sua
carreira, há 22 anos. Para conversar com Vik sobre este seu momento
de revisionismo (seria precoce para um artista tão jovem?),
convidamos Beatriz Milhazes, outro nome do País com incrível
projeção internacional e com obras igualmente valorizadas no mercado
mundial de arte. A seguir, o papo de Vik e Bia, exclusivo para o
Estado.
Beatriz Milhazes: Fomos nos encontrar só no contexto
internacional, não é Vik? Não o conhecia antes, só quando comecei a
expor em NY, quando iniciei carreira internacional.
Vik Muniz: Quando comecei a mostrar minha obra no Brasil,
você começou lá fora. Ou seja, nossas carreiras são inversas.
Beatriz: Isso. Começamos a trocar figurinhas no início dos
anos 90.
Vik: Isso vai dar bandeira da nossa idade... (Risos) Por uma
questão de contexto, nossos trabalhos só se encontraram em
exposições temáticas, do tipo "artistas brasileiros". Fora isso,
nunca.
Beatriz: O que tínhamos em comum era o Marcantonio (Villaça,
marchand e galerista pernambucano, morto em 2000). Ele era diferente
do que havia então no mercado, abriu as portas internacionais para
artistas brasileiros. Viemos de várias pontas e nos cruzamos ali,
através do Marcantonio.
Vik: Ele era diferente de todos os outros. Ligava dia sim,
dia não, era nosso amigo. Galeria normalmente pensa na parte
comercial. Ele curtia ter uma relação com o artista, fora da parte
comercial. Artista tem ego grande, então ele promovia uma certa
competição entre nós. Provocava, falava: "Bia está com uma exposição
em tal lugar..."
Beatriz: É verdade. Ele queria saber o que você estava
fazendo, acompanhava. Os rumos mudaram muito depois da morte dele.
Já vai fazer 10 anos, meu Deus! Mas, Vik, sobre o seu catálogo
raisonné, como se sentiu fazendo isso?
Vik: Chega um nível em nossa carreira em que temos de
gerenciar tudo o que foi feito. Deixamos um rastro de obra. A ideia
de fazer o catálogo é ter de domar esse monstro, o trabalho que você
deixou, o legado... Você começa a se dar conta da amnésia em relação
a seu próprio trabalho. Tive de pesquisar trabalhos de 20 anos
atrás, coisas que nem lembrava ter feito.
Beatriz: Eu estou preparando a mesma coisa para um livro e
fui bater em coisas que fiz no Parque Lage, mas não são importantes,
sei lá...
Vik: Antes eu sempre desenhava, desde pequeno, fazia
escultura, mas não me considerava artista. Eu me considerava um
desenhista, um fazedor de coisas. O catálogo raisonné do Picasso tem
desenhos de criança, são dezenas de volumes. Mas só me considero
artista a partir do momento em que aluguei um estúdio, em 1987, e
resolvi viver de arte. Ainda estava experimentando muito.
Beatriz: Quando você começa a revisar a sua obra, isso é o
que mais mexe. É curioso, porque agora você vai ter de criar uma
"escritura" para o que fez de forma espontânea...
Vik: Você passa muito tempo tentando desenvolver uma
linguagem, criando uma via de acesso para o público identificar o
seu trabalho. Uma vez que você estabelece essa linguagem, quando
você descobre, você tem a noção de que as pessoas te conhecem. Mas
ao revisar seu trabalho, é interessante descobrir que podia ter
percorrido determinados caminhos e não percorreu.
Beatriz: Eu tenho um período do meu trabalho em que eu
simplesmente joguei fora quase tudo que eu fiz, porque não entendia,
não gostava. Eu falei: "Não tenho condição de conviver com nada
disso." Agora, nesse período em que comecei a "revisionar", e isso
tem um ano, foi quando comecei a entender o período.
Vik: Mas já tinha jogado fora...
Beatriz: Já, mas não me arrependo. Engraçado, eu achei que
viria um arrependimento, mas não veio. Na verdade, tive, mas só por
algumas poucas obras. O engraçado mesmo é começar a entender aquela
fase.
Vik: Nesse meu livro tem coisa de que eu não gosto também.
Beatriz: Por isso deve ser melhor fazerem o catálogo depois
que a gente morre, né? (Risos)
Vik: Você começa uma carreira e vai dando tiro para tudo
quanto é lado, às vezes você mata um pombo. Você pensa em duas
razões: algo que lhe satisfaça intelectualmente e outra que
satisfaça o público. Esse feedback, essa cobrança, é muito
importante. Como estamos viajando o tempo todo, é difícil ter tempo
de parar e pensar no que fez. O livro o coloca em uma posição
privilegiada, você vê as ramificações do que foi feito por você. Mas
é perigoso, porque você se envolve muito consigo mesmo. Eu fui
voltando, fui voltando... daí torna-se inevitável para um artista
dialogar com o próprio passado.
Beatriz: Eu ia perguntar isso. Se vendo sua obra como um
todo, você começaria a dialogar com o passado.
Vik: É natural. Na minha idade, no lugar em que estou, faço
isso de uma forma ou de outra. Não tenho esse luxo de parar e pensar
na vida. Estamos sempre correndo. O livro me forçou a pensar em
tudo. Tenho uma responsabilidade técnica mesmo, de colocar uma coisa
atrás da outra.
Beatriz: Como foi fazer um catálogo raisonné tão jovem? Penso
que nós vivemos uma situação interessante. O nosso papel é inédito,
os preços, a localização, as coleções, isso é inédito no contexto de
arte brasileira. Isso está colocando a gente em situações que outros
não tiveram. Penso em Lygia Clark na nossa idade, que não estava nem
perto desta posição... Você tem de lidar com situações que outras
gerações brasileiras não teriam de lidar.
Vik: Penso que daqui a 20 anos esse livro só deverá existir
no formato digital. O conteúdo, a distribuição, esta organização tem
a ver com uma necessidade. Tanto eu como você, Bia, temos de fazer
isso e por motivos diferentes. Você lida com a pintura, que produz
objetos únicos, por isso catalogar também é tão importante. Saber
quem comprou seu trabalho e onde ele foi parar, pois se fizer uma
exposição retrospectiva, vai ter de rastrear cada obra. No caso da
foto, não é tão sério, posso imprimir tudo e fazer a exposição. E eu
trabalho em série. Vou aplicando os conhecimentos dentro da série. É
como escrever novela, vou matando alguns personagens, fazendo uma
intriga aqui, outra ali.
Beatriz: Você tem arquivo digital...
Vik: O arquivo digital está lá. Mas isso aqui (aponta o
livro) é baseado em uma cronologia. É engraçado, pois você visualiza
tudo.
Beatriz: O digital está lá, mas o livro tem outro contexto,
não é?
Vik: O trabalho em série produz um número maior de objetos,
inevitavelmente. Eu poderia estar fazendo coisas maiores, colocar
mais conteúdo, mas tenho dificuldade com isso. Procuro dissipar isso
em pequenos objetos, a natureza do meu trabalho produz um número
muito grande de objetos. Na pintura, você aplica o conhecimento na
própria pintura. Fotografia determina pontos, é uma extensão maior.
Beatriz: Ainda estou curiosa. Na hora de fazer a cronologia,
você não fez uma seleção/pré-curadoria?
Vik: Não fiz. Mas o que não está aqui foram as coisas que se
perderam. O artista quando jovem está preocupado em fazer o
trabalho, não se preocupa em documentar. A gente está muito
envolvido com a criação e coisas se perdem ao longo do caminho. É
preocupante essa amnésia em relação ao seu próprio trabalho. Em 20
anos, você esquece de muita coisa. Penso agora que foram semanas da
minha vida dedicadas a algo que perdi na memória. Gastei dinheiro,
peguei trem e não tenho mais a menor lembrança daquilo. |
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O interior de Iberê

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A Fundação
Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, abre mais uma exposição de seu
acervo: "Paisagens de Dentro". Com curadoria de Icleia Borsa Cattani,
a mostra olha para as paisagens produzidas pelo artista, ainda pouco
estudadas. Indo desde o início de sua carreira até as últimas
décadas, exibe "...paisagens geradas a partir do interior de seu
sistema de signos e do interior de si mesmo". Segundo a curadora, o
tema era recorrente no início da carreira de Iberê, entre as décadas
de 1930 e 1950. Posteriormente, retornou nas pinturas mais recentes,
mas sem tratar "de uma representação de locus específico, e sim de
um olhar para dentro". Foi depois de 1980 que o artista retornou,
aos poucos, à figuração, colocando imagens e signos não figurativos
em suas obras. Com o passar dos anos, as figuras foram predominando,
e a paisagem retornou – mas sem vínculos com imagens reais. De 11 de
dezembro a 05 de setembro de 2010. |
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