editor: Renato Rosa  

Modigliani no Rio


Jeune femme aux yeux bleus
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A maior exposição de Modigliani no Brasil, “Modigliani: imagens de uma vida”, está em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, Centro, Rio de Janeiro, RJ. O pintor Amedeo Modigliani nasceu em 1884 na Itália e morreu muito jovem, em 1920, na França. Criou um modo absolutamente pessoal em sua pintura fazendo distinção na História da Arte Universal, o que de acordo com seu biógrafo Christian Parisot, também curador da mostra e presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, é “a síntese perfeita de sentimento e imagem”. A mostra integra o Momento Itália-Brasil e apresenta 230 itens, dos quais 12 pinturas e cinco esculturas. Também foram selecionados documentos importantes do arquivo Modigliani, Roma, que abrangem a vida do artista: o período em que viveu entre Livorno, onde nasceu, e Sardenha, passando pela estadia entre Florença e Veneza, até chegar à França. Entre os documentos de importância biográfica constam a “ketuba” - contrato nupcial dos pais, judeus -; e o diário de Eugenia Garsin-Modigliani, mãe do artista. Modigliani fotografava seus modelos e entre estes, sua mulher, a pintora Jeanne Hébuterne. Os pontos altos da exibição são as obras “Jeune garçon assis”, de 1901, “Grand nu allongé”, de 1918, “Jeune femme aux yeux bleus”, de 1917. Até 15 de abril.


Vivendo no vermelho


Felipe Cardeña

Gustavo Nobrega

Russell Young

Vik Muniz
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A primeira coletiva da Graphos:Brasil, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, reúne trabalhos de elenco internacional, sob curadoria do galerista Ricardo Duarte, que constatou a incidência desta cor na produção contemporânea em suas diversas manifestações. Duarte incorporou ítens das ideologias ditas "vermelhas" - marxismo, comunismo, maoísmo, incluindo cerâmicas e tapeçarias-murais de propaganda do período da revolução cultural chinesa, no qual se produziram centenas de peças gráficas e esculturais perfeitamente alinhadas com a estética e o espírito da pop art. Nesta seleção são apresentadas, ainda, pinturas, gravuras, fotografias e objetos de 19 artistas do Brasil, EUA, Cuba, Grã-Bretanha, França, Espanha, México, Argentina e Benin, são eles, Abel Barroso, Anish Kapoor, Claudio Tozzi, Enrique Chagoya, Felipe Cardeña, Gérard Quenum, Gustavo Nóbrega, Jorge Duarte, Jorge Fonseca, Leo Battistelli, Paulo Climachauska, Robert Rauschenberg, Rodrigo Torres, Rosângela Rennó, Russell Young, Tony Soulié, Vik Muniz, Walter Goldfarb e Wilson Pira. Ricardo Duarte pensou em explorar na arte o potencial da cor, que se liga, também, a amor, vida, paixão e ódio. Até 29 de fevereiro.


NAN GOLDIN NO MAM/RIO


Heart-shaped bruise, NYC 1980

Self-portrait in kimono with Brian, NYC, 1983

Clemens and Jens embraced in the hall, Paris 2001

Jimmy Paulette and Tabboo! undressing, NYC, 1991
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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta "Heartbeat", a maior exposição da artista norte-americana Nan Goldin já realizada no Brasil, com uma série de fotografias impressas e slideshows, dos anos setenta aos 2000. A curadoria é da crítica carioca Ligia Canongia e do historiador de arte suíço-brasileiro Adon Peres. Não se conta a história da arte contemporânea internacional sem mencionar Nan Goldin. Seu slideshow "A Balada da Dependência Sexual", incluído nesta mostra, é considerado uma das maiores influências da produção ocidental atual. Na era da tecnologia digital, Goldin defende a imagem real, bruta e inalterada contra as câmeras digitais, computadores e Photoshop. Desde o final dos anos 70, suas imagens, ao estilo de instantâneos (snapshots), de colorido intenso, foram anunciadas como um marco da fotografia de arte. Para Adon Peres, "Goldin capta essa imensa quantidade de informação sem filtrar, analisar ou categorizar. Suas imagens vêm de relacionamentos, não de observações". Formada pela Escola do Museu de Belas Artes de Boston|Tufts University, Goldin se celebrizou fotografando com luz natural, sua "família" de amigos e amantes, em Boston e, depois, Nova York. Sua produção é indissoluvelmente ligada à sua biografia, rompendo a barreira clássica entre a câmera e o que é fotografado. Até 08 de abril.


A obra de Victor Arruda em livro


Victor Arruda
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O artista plástico Victor Arruda, lança livro sobre sua obra organizado por Adolf Montejo Navas na Livraria da Travessa, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Pintor, desenhista e gravador nasceu em Cuibá, na década de 70, participou de coletivas importantes. Mostrou em seus trabalhos citações, a seu modo, dos "catecismos", revistinhas em quadrinhos clandestinas de autoria do desenhista Carlos Zéfiro. Arruda foi o primeiro artista a usar essa referência em seus trabalhos. O artista é conhecido "...pela abordagem erótica de feitura propositadamente bruta e pela abordagem sócio-política" em suas obras.


Kitamura em NY


Hirosuke Kitamura

Hirosuke Kitamura

Hirosuke Kitamura
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O conhecido fotógrafo Miguel Rio Branco assina a curadoria da exposição individual do colega nipobrasileiro Hirosuke Kitamura, na 1500 Gallery, 511 West 25th Street, #607, Nova Iorque, NY. Kitamura, que também é conhecido como Oske, exibe 11 fotografias coloridas, incluindo um díptico e um tríptico, registradas, em sua maioria, em bordéis de Salvador, nas quais revela "... uma sexualidade fantasmagórica"; o nome da mostra é "Hidra" e traz "...imagens que unem de maneira instigante o puramente físico ao sobrenatural". De 1º de fevereiro a 28 de abril.


IBEU 75 ANOS


Ana Holck

Carla Guagliardi

Bruno Vieira

Marcos Cardoso
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A exposição "E os amigos sinceros também.", inicia as festividades pela comemoração dos 75 anos do IBEU, na Galeria de arte do IBEU, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria é de Bernardo Mosqueira que selecionou 24 artistas entre os mais de 1.500 que por lá passaram nas últimas décadas. Esses artistas foram convidados a retornar à Galeria mostrando trabalhos inéditos ou pouco vistos. A principal ação proposta por essa mostra é a de atualizar as passagens destes artistas por este espaço. Os participantes são: Ana Holck, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Barrão, Bruno Miguel, Bruno Vieira, Carla Chaim, Carla Guagliardi, Claudia Bakker, Cleantho Viana, Daisy Xavier, Eduardo Coimbra, Enrica Bernardelli, Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Hilton Berredo, João Modé, José Damasceno,Leo Ayres, Luiz Pizarro, Manfredo De Souzanetto, Marcos Cardoso, Ricardo Basbaum, e Tatiana Grinberg.) Até 17 de fevereiro.


Adélia Borges lança livro


Adélia Borges lança livro
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Adélia Borges, lança no dia 2 de fevereiro em São Paulo, no A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, o livro "Design + Artesanato: o caminho brasileiro" (Editora Terceiro Nome), uma radiografia da revitalização recente do objeto artesanal brasileiro. Ela decorre da aproximação dos campos do design e do artesanato, atividades que até então eram vistas como em oposição e que hoje se complementam. Também haverá lançamentos no Rio de Janeiro, em 9 de fevereiro, no Museu de Arte Moderna, Novo Desenho; em Belo Horizonte, em 8 de fevereiro, no Carmo Sion, Outono 81; e no Recife, em 13 de fevereiro, no Museu do Homem do Nordeste. Fartamente ilustrado, o livro tem 240 páginas e edições em português e inglês. “Cerâmicas com motivos de pinturas rupestres no Piauí; cuias feitas de massa de papelão reciclado e fibras de bananeira em Minas Gerais; sementes de urucum utilizadas como corante de tecido no Amazonas; o avesso e o direito com igual importância em um tapete de nozinhos no Rio de Janeiro; flores feitas de couro de peixe no Mato Grosso do Sul; bolsas e cestos feitos de capim-dourado em Tocantins; a fauna local transformando-se em peças originais no Rio Grande do Sul. Esses e muitos outros casos, seus alcances, potencialidades e riscos, são o objeto da instigante análise de Adélia Borges. Desde o início dos anos 1990 Adélia realiza exposições e projetos culturais, em vários locais do Brasil e do exterior. De 2003 a 2007 dirigiu o Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Em 2008, coordenou a equipe encarregada da elaboração do projeto conceitual do Pavilhão das Culturas Brasileiras. Em 2010, foi curadora-chefe da Bienal Brasileira de Design. Adélia faz palestras e já se apresentou em quase todos os estados brasileiros e quase duas dezenas de países em quatro continentes (América do Norte, América do Sul, Ásia, Europa e Oceania).


A São Paulo de Chermont


Fausto Chermont

Fausto Chermont

Fausto Chermont
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O fotógrafo Fausto Chermont lança, dia 23 de janeiro, na Livraria Cultura, Conjunto Nacional, Consolação, São Paulo, SP, pela Editora Terra Virgem, o livro “São Paulo Século XXI”, contendo fotografias da cidade de São Paulo registradas entre 1999 e 2009. As 67 imagens que compõem a edição buscam traduzir a visão particular de Fausto Chermont sobre a cidade, transpondo a arquitetura e o caos urbanístico para o campo das artes visuais, com resultados inusitados, ou seja, provocando uma redescoberta da paulicéia. O contato com “São Paulo Século XXI” leva o leitor a refletir sobre o vertiginoso desenvolvimento da maior metrópole do hemisfério sul em sua breve história, em vias de completar 458 anos. Os textos são de autoria de Nicolau Sevsenko, Roberto Pompeu de Toledo, Rubens Fernandes Júnior, Tereza Siza e do próprio artista (em português, espanhol, inglês e alemão). O livro de Chermont sai pelo selo da Editora Terra Virgem, um must.


Paulo von Poser no MuBE


Paulo von Poser

Paulo von Poser

Paulo von Poser
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O artista plástico Paulo von Poser celebra o trigésimo aniversário de sua primeira mostra com a exposição "Trajetória" no Museu Brasileiro da Escultura – MuBE, Jardim Europa, São Paulo, SP. A exibição, com curadoria de Vic Meirelles, é composta por 30 trabalhos, desenhos, pinturas, gravuras e objetos representativos de sua carreira, iniciada em 1982. As obras presentes em "Trajetória", são marcadas pela precisão dos traços e olhar diferenciado de Paulo von Poser acerca do cotidiano. A exposição apresenta a diversidade de técnicas, suportes e materiais com os quais o artista costuma trabalhar, tendo o desenho como componente principal – linguagem básica de sua formação. Seu processo criativo de desenvolvimento e pesquisa será mostrado em dez painéis numa grande colagem de referências e épocas. A maior parte das obras está sendo exibida ao público pela primeira vez. De 13 a 29 de janeiro.


Poesia visual em NY


The Box

Clean World

Greener Box
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O artista plástico e designer brasileiro Kiko Sobrino expõe sua arte enigmática, dez obras, em Nova Iorque, na prestigiada Agora Gallery. Após dois anos de participações importantes no circuito europeu, Kiko Sobrino estréia em Nova York com a mostra "Portal do Enigma", no sofisticado circuito de galerias de arte contemporânea da cidade."Portal do Enigma" é uma série sobre o urbano e a ecologia. A partir dessa diversidade técnica e das combinações criativas dos materiais empregados (acrílico, grafismo, silk screen e computação gráfica sobre tela ou madeira), Kiko constrói imagens poéticas altamente originais, que não podem ser classificadas como arte pop ou clássica, figurativa ou abstrata. Em "Portal do Enigma", Kiko Sobrino leva à sua arte um oportuno senso de consciência política e social, abordando a questão ecológica. Kiko faz, segundo sua própria definição, "...poesia visual em forma de arte". Até 07 de fevereiro.


 

LUIZ AQUILA: "ESCOLHA DO ARTISTA"


Luiz Áquila

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Uma exposição que escapa aos moldes tradicionais é a proposta da Patricia Costa Galeria, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, convidando o pintor Luiz Aquila para iniciar a série de eventos. Trata-se da primeira edição do projeto "Escolha do Artista", no qual o artista plástico Luiz Aquila exibe seus trabalhos ao lado de outros três artistas selecionados por ele próprio: Celeida Tostes, Manfredo Souzanetto e Maurício Bentes. A escolha, segundo Aquila, foi baseada na própria distinção entre cada um. "Selecionei colegas que possuem obras muito diferentes da minha, mas que admiro por seus talentos e capacidade de criação. Isso me acrescenta como expectador de arte". Aquila apresenta 15 pinturas inéditas; também serão apresentadas duas telas grandes em acrílica e técnica mista, ambas de 2011. De Celeida Tostes: um conjunto de amassadinhos em argila crua e esculturas; de Maurício Bentes, foram escolhidas duas esculturas em ferro dos anos 80; e Manfredo Souzanetto apresenta quatro obras realizadas com pigmentos, resina acrílica e bastão a óleo sobre linho, produzidas em 2010/2011. Até 14 de janeiro.


Fotos brasileiras na Bélgica


Anderson Schneider

Claudia Andujar

Cristiano Mascaro

Pedro Lobo

Walter Firmo

Andre Cypriano

Paula Sampaio

Thomaz Farkas
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A exposição “Extremos”, inaugurada em outubro em Bruxelas, tem revelado um Brasil de múltiplas caras, cores e formas: que é indígena (com um Yanomami em êxtase ritualístico em foto até então inédita de Claudia Andujar) e ao mesmo tempo industrial (imagem aérea de Cássio Vasconcelos com dezenas de automóveis perfilados em uma montadora), por exemplo. A mostra faz parte da 23ª Bienal Europalia, um dos mais famosos eventos de arte e cultura da Europa. Dentro da maior exposição de arte brasileira realizada fora do país nas últimas décadas, a fotografia contemporânea brasileira, curada por Guy Veloso e Roseli Nakagawa, tem espaço privilegiado: três galerias no Centro de Belas Artes, o BOZAR, Bruxelas. São retratos, instantâneos e fotopinturas que exploram esse Brasil desconhecido por parte dos europeus; fugindo do estereótipo do país de belezas tropicais e festas exuberantes, mas que é como seu povo, singular, simples, cheio de contrastes, contraditório, apaixonante, em uma seleção laboriosamente estudada de imagens de Adenor Gondim, Anderson Schneider, André Cypriano, Andre Vieira, Carlos Moreira, Cássio Vasconcellos, Claudia Andujar, Cristiano Mascaro, Gustavo lacerda, José Bassit, Mestre Julio Santos, Luiz Braga, Maureen Bisiliat, Paula Sampaio, Pedro Lobo, Ricardo Labastier, Thomaz Farkas, Tiago SAntana e Walter Firmo. A mostra é dedicada a Thomaz Farkas, falecido no início de 2011. Até 15 de janeiro.


132 artistas Margs, RS


Rosa Bonheur

Regina Silveira

Angelina Agostini

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Denominada de "O Museu Sensível", uma exposição com obras de 123 artistas mulheres de seu acervo, o MARGS, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, apresenta seu atual cartaz com curadoria do diretor da entidade, Gaudêncio Fidélis. Abrangendo cerca de 250 obras, a grande maioria composta de trabalhos inéditos, esta grande coletiva estende-se desde o início do século 19 até os dias atuais, porém, rompendo com o padrão clássico de acompanhamento cronológico possibilitando ao público uma leitura diferenciada e comparada de técnicas, formas e temas. De acordo com o curador, "...ao atribuir ao museu o status de uma organização sensível , essa exposição demonstra que ele é ciente de suas lacunas e deficiências, como também de que precisa construir um espaço de representatividade adequado e justo para a obra de artistas mulheres e outros segmentos não adequadamente representados...". Foram selecionadas, dentre outras, obras de Alice Brill, Alice Soares, Ana Alegria, Anete Abarno, Angelina Agostini, Beatriz Milhazes, Cris Rocha, Elizabeth Jobim, Ester Grinspun, Fayga Ostrower, Gladys Afamado, Iole de Freitas, Jac Leirner, Karin Lambrecht, Käthe Kollwitz, Lia Menna Barreto, Liana Timm, Lygia Pape, Maria Bonomi, Magliani, Maria Lúcia Cattani, Maria Tomaselli, Mira Schendel, Regina Silveira, Rosa Bonheur, Ruth Schneider, Simone Michelin, Sonia Ebling, Tarsila do Amaral, Téti Waldraff, Tomie Ohtake, Vera Chaves Barcellos, Wanda Pimentel, Wilma Martins, Yolanda Mohalyi e Zorávia Bettiol. Até 18 de março.


FLESHBECKCREW DE VOLTA!


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O coletivo Fleshbeckcrew volta a expor suas obras na Galeria Movimento, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. O grupo é composto de grafiteiros da cena underground carioca que encerram, com esta mostra, as atividades de 2011 da galeria. O Fleshbeckcrew, criado em 1999, apresenta-se nesta exposição intitulada “Tudo de Novo”, com 25 posters únicos, além de fotos, telas, objetos e uma intervenção nas paredes da galeria. Seus integrantes são os artistas gráficos Bruno Bogossian (BR), Tomaz Viana (Toz), Rogério Fonseca (Krrank), Márcio Ribeiro (Piá), Marcio SWK e Leonardo Uzai (Nhôzi); suas tipologias únicas, paisagens e personagens inconfundíveis, entre eles Nina e Shimu, são ícones da arte de rua carioca. Acostumados a se unirem em trabalhos de rua, os integrantes do Fleshbeck costumam expor seus trabalhos separadamente em galerias. Por isso chama a atenção a sugestão de Ricardo Kimaid, curador da Movimento, de propor o grupo criasse algo em conjunto para a galeria. Utilizando o papel, suporte muito inserido na cultura POP, o coletivo criou uma série de pôsteres através de técnicas variadas, como colagens, serigrafias, sprays, acrílicas, ilustrações, etc. Fotos, telas, objetos tridimensionais e uma intervenção em spray nas paredes da galeria completam a exposição. Até 14 de janeiro.


Gerhard Richter no Brasil


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A cidade de Porto Alegre, RS, recebe pela primeira vez, através do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, MARGS, uma exposição do pintor Gerhard Richter. As obras foram escolhidas pelo próprio Richter, reunindo todas as fases de sua criação, da fotografia-pintura dos anos 60 às pinturas abstratas dos anos 80 e 90. A exposição ocupará as galerias superiores do museu. Gerhard Richter é, ao lado de Sigmar Polke e Georg Baselitz, um dos 3 artistas alemães da atualidade mais conhecidos internacionalmente. A exposição “Sinopse”, idealizada pelo Instituto de Relações com o Exterior (IFA), mostra a obra do artista através de 27 trabalhos exemplares. A seleção feita pelo próprio artista pode ser considerada uma retrospectiva in nuce, pois apresenta todas as fases da produção de Richter, da fotografia-pintura dos anos 60 às pinturas abstratas dos anos 80 e 90. Na exposição, encontram-se tanto obras de temática da história contemporânea, como uma referência à obra “Preto-Vermelho-Dourado” (Schwarz-Rot-Gold), criada por Richter em 1999 para o Parlamento Alemão em Berlim. A apresentação é do diretor do MARGS, Gaudêncio Fidelis: "...A obra de Richter rejeita a noção de estilo. Seria ingênuo procurar em suas pinturas características como similaridade formal e coerência temática, pois sua obra as rejeita sistematicamente, não de modo deliberado, e sim pela simples abordagem do assunto pintura...O artista suprimiu o dilema artístico ao restringir o universo de decisões sobre o que pintar, escolhendo indiscriminadamente seus motivos. Richter reanimou o universo da pintura deslocando o papel do espectador (antes preso pelas regras do Modernismo canônico) para um espaço de liberdade interpretativa que somente um vasto campo de proposições pictóricas poderia propiciar. Ao manchar algumas de suas pinturas, borrando-as ou retirando-as de foco, o artista corrompe a gênese da imagem, desfazendo a hierarquia dos princípios da representação...". De 15 de dezembro a 26 de fevereiro de 2012.


Carlito Carvalhosa na Laura Alvim


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A Galeria Laura Alvim, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, inaugura seu último programa de 2011: a individual "Lugar comum" de Carlito Carvalhosa, com quatro instalações de grandes dimensões, feitos especialmente para a galeria, a partir de experiências realizad. O artista, radicado no Rio de Janeiro, foi o primeiro brasileiro a expor no átrio do Museu de Arte Moderna de Nova York, MoMA, onde apresentou a instalação sonora "A soma dos dias", de agosto a novembro de 2011. Na primeira das quatro salas da galeria, cinquenta escoras (pontaletes) de eucalipto, usados na construção civil, estão dispostos entre o chão e o teto, na posição vertical, e apoiadas entre si, pintadas de branco a partir de uma altura, criando uma linha de horizonte. Acima dela, a madeira crua vira pintura. Doze pinturas sobre espelho ocupam a segunda sala. A parede em frente às pinturas tem 27 lâmpadas fluorescentes montadas em nove linhas verticais. A luz desfaz a parede, assim como o espelho. O arco no meio da sala se completa dentro do espelho, atrás da pintura. Em uma terceira sala, nove planos de TNT branco (tecido não tecido), preenchem o espaço, pendurados do teto, em perfis de alumínio. A área da sala se desfaz por entre estes planos de tecido muito leve, que se move pela ação do ar condicionado. À esquerda das faixas de tecido, estão outras nove linhas de três lâmpadas fluorescentes. Na sala que fica de frente para a Praia de Ipanema, Carvalhosa expõe outra instalação, feita com linhas de cinco lâmpadas fluorescentes no chão e no teto. Na parede oposta à janela, há dois trabalhos em aluminio percurtido, como se fosse uma outra janela. Fernando Cocchiarale, curador da Galeria Laura Alvim, escreve no texto do catálogo, que a paisagem praiana, integrada pela abertura da vidraça frontal, assimila a exposição, como um "contraponto empírico-sensorial das questões que norteiam e articulam os quatro trabalhos que integram esta mostra." Até 04 de março.


de CHIRICO NO BRASIL


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A Fundação Iberê Camargo realiza em Porto Alegre, RS, a primeira exposição do artista na capital gaúcha – e uma das poucas oportunidades para vê-lo no Brasil. Apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Fiat Automóveis, a mostra “De Chirico: O Sentimento da Arquitetura – obras da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico” tem curadoria de Maddalena d’Alfonso, crítica de arte e arquiteta que vive em Milão. Depois da Fundação, a exposição segue para a Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP, São Paulo. A exposição reúne 45 pinturas e 11 esculturas do período chamado neometafísico, entre os anos 1960 e 1970, além de 66 litografias realizadas para os “Calligrammi di Guillaume Apollinaire”, 1930. De Chirico foi antecessor de algumas das mais importantes temáticas do pensamento artístico moderno e contemporâneo. Pintor, escritor e crítico, promoveu, junto a Alberto Savinio, Carlo Carrà e Giorgio Morandi, a pintura metafísica, que retoma a expressão da filosofia grega “para além das coisas físicas”. Em suas composições, a linguagem, o uso da luz e da perspectiva eram trabalhados de modo tradicional – mas a atmosfera, o silêncio e o mistério. De Chirico foi professor e mestre de Iberê Camargo, tendo dado aulas ao jovem artista brasileiro em Roma, entre 1948 e 1949. “Iberê sempre relatava esse período, que foi muito forte para ele. Foi um momento de absorção de modelos”, destaca Mônica Zielinsky, coordenadora do projeto de catalogação da obra de Iberê Camargo. Até 04 de março de 2012.


Ivens Machado e Ana Miguel na Casa França-Brasil


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Em sua primeira grande exposição desde 2001 na cidade, o artista conceitual e escultor Ivens Machado cria para o espaço da Casa França-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ, quatro ambientes que exibem obras grandiosas, construídas com materiais naturais, certificados e autorizados pelo Ibama: madeira, terra, azulejos de cerâmica e caixas de papelão Considerado um dos precursores da videoarte no Brasil, o artista exibe também um novo trabalho nesse suporte, exclusivo para a mostra. Autor de uma obra singular e consagrada, Ivens Machado participou de várias bienais como as de Paris, Mercosul e São Paulo. A terra, as madeiras e as caixas de papelão, materiais utilizados na exposição de Ivens Machado, serão reaproveitados após o encerramento da mostra. No mesmo dia abre a exposição de Ana Miguel no Cofre da Casa. Para a 4ª edição do “Projeto Cofre”, a artista Ana Miguel se apropria do imaginário tradicional de um cofre repleto de tesouros para criar o seu trabalho. Beleza, riqueza, afetos e saberes compõem um universo lúdico, onde se fazem presentes os sonhos mais íntimos. Ambos permanecerão em cartaz até 17 de fevereiro de 2012.


Sante Scaldaferri em "POP/BIENAIS" - Palacete das Artes


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O pintor Sante Scaldaferri, a propósito de sua exposição no Palacete das Artes, Salvador, Bahia, confessa que "não pensava em fazer nenhuma exposição. Mesmo porque estou impedido de trabalhar com pintura. Os produtos químicos usados na elaboração da encáustica e o seu uso durante o ato de pintar estão proibidos por causarem agravamento de minha alergia. Estou trabalhando com infogravuras e preparando um livro sobre a minha obra juntamente com o fotógrafo Dadá Jaques... Resolvemos então expor trabalhos inéditos em Salvador. Estes trabalhos, na maioria pertencem a fase POP e são de grandes dimensões. Eles foram expostos durante a minha participação em diversas Bienais Internacionais....No meu trabalho, dentro da fase antropomórfica, usei a linguagem POP acoplando ex-votos originais aos suportes das pinturas. Estes são os trabalhos a serem expostos. Incluímos também um retrato de Fernando da Rocha Peres e intitulamos a mostra de POP/BIENAIS. Os trabalhos expostos não estão à venda. O surgimento da obra de arte na minha pintura é decorrente da transfiguração de uma temática abrangente da cultura e arte do Nordeste brasileiro, associada a uma linguagem contemporânea internacional vigente na época. A forma muda conforme aparecem novas linguagens, mas o conteúdo permanece o mesmo. É uma busca incessante por uma identidade cultural brasileira". Até 08 de janeiro de 2012.


VISCONTI NA PINACOTECA DO ESTADO - SP


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A Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, exibe "Eliseu Visconti - A modernidade antecipada"; retrospecto sobre a obra do pintor Eliseu Visconti, com cerca de 230 obras abrangendo todos os temas e gêneros de pintura praticados pelo artista: paisagens, retratos, composições, decorações, painéis, design, cerâmicas, todas as vertentes de sua eclética produção. Visconti concluiu sua formação artística em Paris, em plena Belle Époque, absorvendo influências das escolas simbolista, pontilhista, impressionista e do art-nouveau; tornando-se no Brasil o mais importante artista da transição para a modernidade. Visconti foi quem mais solidamente representou o impressionismo entre nós. Poderão ser admiradas obras de coleções particulares, algumas expostas pela última vez há mais de 100 anos como "A convalescente", de 1896, exibida em Paris, Munique e Saint Louis, e encontrada graças à divulgação da exposição, e "Sonho Místico", adquirida pelo Governo do Chile em 1910. Até 26 de fevereiro de 2012.


Releituras de Alexandre Mury


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O artista plástico Alexandre Mury trabalha autorretratos, a partir de releituras de ícones da pintura, escultura, cinema, literatura e outras referências da cultura universal, usando a fotografia como suporte. Nascido no estado do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social, desde criança é um artista por devoção, sempre pintando e desenhando. A fotografia como expressão vem legitimá-lo como artista a partir do momento em que começa a ter suas primeiras obras na coleção de renomados colecionadores brasileiros como a de Gilberto Chateaubriand e Joaquim Paiva. O caráter performático, a escolha e produção de figurinos e cenários reafirma a consistência, o estilo e a originalidade do artista no conjunto da obra. Em sua primeira exposição individual em uma galeria, Alexandre Mury será apresentado por Luiza Duarte. Até 20 de janeiro de 2012.


Guilda: o pensamento coletivo em ação


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A "Guilda de São Francisco" é um grupo formado pelos artistas plásticos Celio Belem, Claudio Valério Teixeira e Milton Eulálio, que exercem também a profissão de conservadores e restauradores de pintura. O grupo foi constituído em 2005, quando iniciou os trabalhos atualmente em exposição no Museu Nacional de Belas Artes, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Este coletivo de pintores iniciou-se a partir de conversas no ateliê, em Niterói, RJ, "...e do interesse em criar obras conjuntas que homenageassem a pintura do século XVII, com especial dedicação ao estudo da técnica aplicada pelos artistas dessa época, tendo sido eleita como matriz principal a obra de Rubens". As atividades desenvolvidas por este grupo de pintores têm por objetivo, na medida do possível, "...estudar técnicas utilizadas no século XVII, resgatar procedimentos técnicos em geral já em desuso e indagar sobre a temporalidade do fazer artístico, sobre a dúvida do espectador na presença de uma pintura que, em seu aspecto formal, parece antiga, mas que, sob um olhar mais atento, revela elementos que remetem a particularidades ou dilemas da contemporaneidade". Na Holanda, as guildas profissionais do século XVII eram nomeadas de acordo com seus padroeiros – desse modo, a Guilda de São Lucas recebeu tal designação em tributo ao patrono dos pintores. Em Niterói, a Guilda de São Francisco foi assim chamada pelo fato de o ateliê que hospeda o trabalho coletivo estar localizado no bairro do mesmo nome. Até 05 de fevereiro de 2012.


Grassmann no Espaço Citi E CAIXA CULTURAL/RIO


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Marcello Grassmann inaugurou "Matéria dos sonhos", exposição de gravuras em metal no Espaço Cultural Citi, Paulista, São Paulo, SP. onde também serão apresentadas, pela primeira vez, a impressão de todas as gravuras em metal que o artista realizou até hoje. Esta é a última exposição de 2011 no Espaço Citi e a primeira de 2012, fecha um ano e abre outro. O Mestre Marcello Grassmann assinala o nosso tempo. Para o curador do espaço, o crítico de arte Jacob Klintowitz "...ao contemplar as formas criadas por Marcello Grassmann, a extraordinária qualidade do seu desenho, o aprofundamento do tema de maneira tão elevada e com tanta propriedade, resta em nós a convicção de que entramos num universo antes desconhecido e agora revelado pela lucidez do artista. " Grassmann também apresenta-se no Rio de Janeiro, Caixa Cultural, Centro, em exposição denominada "Marcello Grassmann-Sombras e Sortilégios", com sessenta gravuras - xilos, litos e gravuras em metal - uma "antologia de um dos maiores nomes da gravura brasileira". Sem dúvida, um dos grandes nomes da arte brasileira. De 05 de dezembro a 03 de fevereiro de 2012.


Álvarez Bravo e Thomaz Farkas no IMS


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O Instituto Moreira Salles, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, apresenta simultâneamente duas exposições de fotografias: Thomaz Farkas e Manuel Álvarez Bravo. A mostra de Farkas contém 100 imagens (parte delas inéditas) feitas pelo fotógrafo, falecido em março deste ano. Para compor a exposição, Thomaz Farkas revisitou toda a sua trajetória, com suporte de seus filhos João e Kiko Farkas, e em conjunto com os pesquisadores e curadores do IMS, que hoje preserva sua obra fotográfica. Nascido em Budapeste, Hungria, 1924, chega com a família em São Paulo em 1930. Thomaz Farkas é um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. A exposição de Álvarez Bravo apresenta 250 imagens e enfatiza a produção seminal do fotógrafo entre os anos 1920 e 1950. A mostra foi produzida em colaboração com a Associação Manuel Álvarez Bravo, dirigida por Aurélia Álvarez Urbajtel e Colette Álvarez Urbajtel, respectivamente filha e viúva do fotógrafo, e conta também com o apoio do Museu de Arte Moderna, Instituto Nacional de Belas Artes, México. Manuel Álvarez Bravo é o nome de maior relevância na fotografia do século XX de seu país. Nascido na Cidade do México, cresceu em uma família que valorizava o contato com a cultura. Seus primeiros trabalhos fotográficos, exploram alguns elementos da tradição fotográfica pictorialista, influenciados pela obra de fotógrafos então atuantes no México, como Hugo Brehme, Guillermo Kahlo, pai da pintora Frida Kahlo, e Agustín Casasola, que documentou extensamente a revolução mexicana. Até 26 de fevereiro de 2012.


No MAM Rio


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O MAM Rio, Flamengo, apresenta a exposição “Tudo vai ficar da cor que você quiser”, com pinturas e poemas do artista plástico e poeta Rodrigo de Souza Leão. Com curadoria de Marta Mestre e Ramon Mello, serão apresentadas cerca de 30 pinturas, em óleo sobre tela, realizadas em 2009, três meses antes da morte do autor, quando começou a frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, por sugestão de seu padrinho de batismo, o crítico de arte Paulo Sérgio Duarte. A mostra será acompanhada de um catálogo produzido pela Edições Pinakotheke. Dentre os destaques da exposição está a grande pintura "O sentido da vida", que “revela uma leitura do mundo através de signos visuais arcaicos e místicos”, segundo os curadores. Também fazem parte da mostra as pinturas "A morte do Saci" e "O punk", capa do livro "O Esquizóide". Além das pinturas, serão projetados na parede do museu os poemas visuais de Rodrigo de Souza Leão "Desequilivro", em parceria com Paulo de Toledo, e "Dias de Leão", este último feito a partir de imagens de obras do artista plástico Antonio Dias, apropriadas da internet. Rodrigo pintava o mundo a sua volta. "Haldol", por exemplo, é o nome do remédio que ele tomava para esquizofrenia. Até de janeiro de 2012.


IBERÊ POR ADOLFO MONTEJO


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A Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, anuncia a abertura de nova exposição de seu acervo. Trata-se de "Conjuro do mundo – As figuras///cesuras de Iberê Camargo", cuja curadoria é de Adolfo Montejo, crítico de arte e curador espanhol radicado no Brasil. A mostra destaca o último período da vida do artista, dos anos 1980 até 1994, com especial atenção para desenhos e técnica mista, nelas, Iberê misturava matérias-primas como guache, grafite, nanquim, lápis stabilotone, pastel seco, pastel oleoso, crayon e até caneta esferográfica, tudo em um mesmo desenho. “Estas obras oferecem uma liberdade estética, um imaginário artístico maior e mais heteróclito do que nas pinturas, sempre muito mais pensadas e demoradas”, argumenta o curador. E explica mais adiante que "...a quase leveza que respiram estes desenhos contrasta com o desassossego das grandes telas. Este é um ponto nuclear e operativo de minha leitura da obra de Iberê Camargo”. A mostra completa-se com a exibição de charges, nas quais Iberê empregava o pseudônimo de "Maqui", além de cartas pessoais e da recuperação dos "Escritos italianos", textos inéditos do período em que viveu na Itália. De 05 de novembro de 2011 a 06 de maio de 2012.


Malfatti no Paraná


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A exposição “Anita Malfatti”, encontra-se no Museu Oscar Niemeyer, MON, Curitiba, PR. A mostra, reúne cerca de 100 obras da artista que revolucionou a estética e a arte no Brasil no início do século 20. As pinturas expostas na Sala Miguel Bakun fazem parte de coleções particulares e de instituições públicas e privadas. A arte de Anita Malfatti deflagrou o que viria ser chamado de modernismo brasileiro. Em 1917 ela provocou escândalo em São Paulo ao exibir 53 trabalhos ousados. Monteiro Lobato reagiu com um artigo, hoje célebre, chamado "Paranoia ou mistificação?", no qual compara o trabalho de Anita "aos desenhos dos internos dos manicômios". O ataque do renomado escritor promoveu e consagrou Anita. Jovens, em 1922, ela e outros intelectuais promoveram a Semana de Arte Moderna; a arte no Brasil nunca mais foi a mesma. Além de "Anita Malfatti", outras mostras estão em cartaz no Museu como "Brasiliana - Coleção Itaú"; "De Valentim a Valentim"; "Marc Riboud"; "6ª Bienal Vento Sul"; "Gaspar Gasparian - Um Fotógrafo"; "Piotr Kunce: Cartazes Poloneses"; "Map: Início do Acervo MON" e "Mulheres no Acervo MON". Anita Malfatti, de 05 de novembro a 29 de janeiro de 2012.


Desejo e emoção


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A exposição “Anima”, apresentação individual do escultor carioca Roberto Oliveira Costa, entra em cartaz no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria é do crítico de arte Geraldo Edson de Andrade com a colaboração da expert Maria do Carmo Oliveira. O artista dedica a série do atual trabalho a seus mestres e grandes amigos Annibal Monteiro (in memoriam) e Vasco Montecchi, os quais classifica como "eternas fontes de inspiração". A maioria das peças foram executadas em resina com pó de granito e fibra de vidro: é "o granito escuro contrastando com a resina transparente. O corpo, o material, contrastando com a alma, o desejo, a emoção". Até 08 de janeiro de 2012.


Museu Afro Brasil, 7 anos


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Iniciando as celebrações de seu sétimo aniversário, o Museu Afro Brasil, Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta uma exposição de caráter múltiplo, "O sertão: da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste". A mostra tem aproximadamente 800 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, ex-votos, roupas, fotografias, instalações e documentos, reproduzindo o ambiente no qual vive o homem sertanejo. Explora, ainda, sua relação com o místico e com a natureza áspera que o cerca. A curadoria é de Emanoel Araújo. Para tornar a experiência mais próxima, a exposição contará com cenários e recursos multimídia, com espaços com luzes e sons desenvolvidos pelo cenógrafo convidado André Calazares. A exposição passeia por locais como Arraial de Canudos, Vale do Caldeirão e Chapada do Araripe, contando fatos históricos ocorridos nessas regiões. Passa também pela literatura de cordel produzida por Patativa do Assaré e J. Borges, pela arte popular de Nino, Mestre Manoel Graciano, Valentino, Irmãs Cândido e Mestre Noza, pela música de Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e João do Valle, pela poesia de João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna e pela fotografia de Benjamin Abraão Botto, Maureen Bisilliat, Araquém Alcântara, Tiago Santana e Tibico Brasil. Até 02 de abril de 2012.


A ÍNDIA NO CCBB


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"ÍNDIA!" é o maior evento de 2011 do CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, com itinerância para São Paulo e Brasília em 2012, sob curadoria geral do holandês Pieter Tjabbes. A exposição abre quando o centro cultural completa 22 anos. Em 18 salas e 380 peças, "ÍNDIA!" é um olhar caleidoscópico sobre a história cultural deste país de 1.21 bilhão de habitantes, mais de 200 etnias, seis religiões e 20 línguas oficiais mostradas através de obras de arte, fotografia e recursos audiovisuais. As peças antigas vêm do Museu de Arte Asiática de Berlim, do Museu Rietberg, de Zurique, Suíça, do Museu Volkenkunde, de Leiden, Holanda, do Museu Histórico Nacional, do RJ, e de coleções particulares. Instituições privadas e artistas indianos emprestam fotografias antigas e ítens de arte popular."ÍNDIA!" está dividida em quatro módulos: Homem, Deuses, Formação da Índia moderna e Arte contemporânea. A presença dos colonizadores ingleses e portugueses é ilustrada por fotografias antigas, gravuras e peças de mobiliário, do século XIX à primeira metade do século XX. A história da fotografia na Índia é contada por 100 imagens. "Índia - lado a lado", exposição coletiva de arte contemporânea, reúne obras inéditas no Brasil de 19 artistas e dois coletivos dos mais importantes da cena indiana. Cinco deles criaram trabalhos especialmente para esta mostra, que ocupa quatro salas do segundo andar do CCBB RJ. Há três anos, a curadora Tereza de Arruda, visita ateliês, feiras e consulta experts locais e internacionais para fazer a seleção de artistas e obras. Até 29 de janeiro de 2012.


 

editor: Renato Rosa