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Arte
Contemporânea
Os anos 60 marcam a crise do
suporte artístico tradicional. Vivia-se o
tempo das grandes contestações sociais.

Hélio Oiticica, um dos grandes artistas do concretismo brasileiro, percebeu limites e
esvaziamentos nesse movimento
artístico. Oiticica busca vivências sociais novas
para sua condição social. Torna-se passista da
Escola de Samba Mangueira e faz vestimentas para sambar (Parangolés),
molotovs artísticos (Bólides),
construções abertas a todas as sensorialidades
(Penetráveis), abrigos sinestéticos (Ninhos e
Cosmococas).
Em
Mira Schendel uma linha começa a
ter existência autônoma como na obra que faz
para a 10ª Bienal de São Paulo (1969), a instalação Ondas
Paradas de Probabilidades, feita com
finíssimos fios de nylon, o plano também, como nos desenhos
montados entre placas de acrílicos,
encaminhados à 34ª Bienal de Veneza (1968), e
tanto o plano quanto a linha na série dos Sarrafos (1987).
Os artistas que retomaram
o suporte convencional da tela acrescentam qualidades
narrativas novas em que se percebem graffitti
(Aguilar), criação do pop nacional (Antonio Henrique Amaral,
Gerchman), cenas políticas (João Câmara), a
abstração invadida pela figuração (Shiró).
Atualmente, dá-se conta da importância da obra de Kracjberg,
pela percepção
ecológica e como um dos primeiros a dimensão da tela,
com os relevos de flores. Lygia Pape
formou a tríade com Oiticica e Clark da arte
ambiental recria no módulo Arte Contemporânea a proposta do
manto tupinambá.
Os anos 70 trouxeram uma
vertente da arte conceitual marcada pela experiência
política.
Nos anos 90 arte
brasileira começa a ser solicitada e desperta interesse fora do país.
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