{"id":10762,"date":"2016-05-10T19:52:55","date_gmt":"2016-05-10T19:52:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=10762"},"modified":"2016-05-10T19:52:55","modified_gmt":"2016-05-10T19:52:55","slug":"15-mil-flores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/15-mil-flores","title":{"rendered":"15 mil flores"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-10762 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Museu-Afro.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Museu-Afro-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>O Museu Afro Brasil,\u00a0Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n,\u00a0Parque Ibirapuera &#8211; Port\u00e3o 10 (acesso pelo port\u00e3o 3),\u00a0S\u00e3o Paulo, SP, uma\u00a0institui\u00e7\u00e3o da Secretaria da Cultura do Estado de S\u00e3o Paulo, abriu a\u00a0exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Luz do Mundo onde h\u00e1 Fronteiras\u201d &#8211; uma instala\u00e7\u00e3o do artista japon\u00eas Nobuo Mitsunashi. Utilizando o Hanazumi, uma t\u00e9cnica centen\u00e1ria japonesa, o artista queima as flores em fornos em um processo delicado, onde elas s\u00e3o transformadas em pe\u00e7as de carv\u00e3o, conservando a sua forma original.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem visita o Museu Afro Brasil, certamente j\u00e1 viu as esculturas situadas a entrada principal da institui\u00e7\u00e3o. Estas esculturas s\u00e3o de Nobuo Mitsunashi, que desde o in\u00edcio do m\u00eas est\u00e1 trabalhando em uma majestosa instala\u00e7\u00e3o composta por embarca\u00e7\u00f5es feitas de terra, madeiras, juta, folhas e bambus, al\u00e9m de flores carbonizadas, na t\u00e9cnica Hanazumi, uma tradicional t\u00e9cnica japonesa que surgiu como um modo de carbonizar flores para serem apreciadas na cerim\u00f4nia do ch\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Luz do Mundo onde h\u00e1 Fronteiras\u201d \u00e9 um trabalho especialmente desenvolvido para o espa\u00e7o do Museu Afro Brasil. Mitsunashi busca estabelecer uma rede de interc\u00e2mbios com a cultura brasileira por meio de curadorias e projetos especiais. E, desta vez, o artista reuniu na cidade de Mogi das Cruzes, no famoso Casar\u00e3o do Ch\u00e1 \u2013 um patrim\u00f4nio cultural nacional \u2013 uma equipe de assistentes japoneses para auxili\u00e1-lo na produ\u00e7\u00e3o deste mais novo projeto que se destaca com as 15.000 rosas carbonizadas que eternizam o ef\u00eamero, ocupando um espa\u00e7o de 20m x 30m. Para obter o enegrecimento das rosas que mant\u00e9m sua forma original, elas s\u00e3o levadas ao forno a uma temperatura de 300\u00baC por 3 horas, descansando por mais 3 horas para resfriamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica do Hanazumi envolve um antigo costume, de aproximadamente 500 anos, quando frutos, flores e arbustos eram utilizados como ornamentos nas cerim\u00f4nias do ch\u00e1 e entre samurais generais, traduzindo eleg\u00e2ncia e nobreza. Dependendo do cl\u00e3, existiam pessoas especialmente incumbidas de produzir Hanazumis, sendo v\u00e1rias as t\u00e9cnicas secretas e peculiares. Neste cuidadoso processo contra o ef\u00eamero, o negrume das pe\u00e7as eterniza a perenidade das formas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o artista, o di\u00e1logo com o local e sua arquitetura, bem como com as hist\u00f3rias que o Museu Afro Brasil comporta \u00e9 fundamental. \u201cVou produzir a minha obra utilizando este ambiente como elemento da pr\u00f3pria obra. Ser\u00e3o produzidos os navios que de leste se dirigem ao oeste, expressando desta maneira o fluxo da hist\u00f3ria. Perto da escada central ser\u00e3o expostas 15.000 Hanazumis de rosas que simbolizar\u00e3o o descanso dos esp\u00edritos.\u201d explica Mitsunashi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os assistentes japoneses de Mitsunashi, vindos especialmente para este projeto, s\u00e3o: Akari Karugane, Maho Habe, Masashi Ishikawa, Motofumi Aoki, Taku Akiyama, Takuma Asai, Tomoko Mitsunashi e Yumi Arai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nobuo Mitsunashi (1960) graduou-se na Universidade de Arte de Musashino, em T\u00f3quio. \u00c9 um artista, de origem japonesa, bastante conhecido no cen\u00e1rio brasileiro. J\u00e1 realizou in\u00fameras mostras coletivas e individuais em S\u00e3o Paulo. Destacam-se a participa\u00e7\u00e3o na 21\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, em 1991; a mostra realizada na Pinacoteca do Estado, em 2002, onde possui obras expostas no acervo permanente da institui\u00e7\u00e3o e a exposi\u00e7\u00e3o \u201cHanazumi\u201d, mostra individual realizada no Instituto Tomie Ohtake em 2005.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 10 de julho.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu Afro Brasil,\u00a0Av. 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