{"id":11497,"date":"2016-09-08T22:36:19","date_gmt":"2016-09-08T22:36:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=11497"},"modified":"2016-09-08T22:36:19","modified_gmt":"2016-09-08T22:36:19","slug":"nuno-ramos-e-climachauska","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/nuno-ramos-e-climachauska","title":{"rendered":"Nuno Ramos e Climachauska"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-11497 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Nuno-Ramos.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Nuno-Ramos-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A unidade do Sesc Pompeia, S\u00e3o Paulo, SP, recebe a instala\u00e7\u00e3o \u201cO globo da morte de tudo\u201d, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, dois inventivos e m\u00faltiplos artistas das artes visuais. O projeto \u00e9 pensado h\u00e1 mais de quatro anos, a partir do ritual da d\u00e1diva, da oferenda, existente em sociedades primitivas. Consiste em dois globos de a\u00e7o sobrepostos e unidos por um ponto, \u201cformando um oito tombado, o s\u00edmbolo do infinito\u201d, como aponta Nuno Ramos. Estes globos estar\u00e3o conectados a quatro paredes de prateleiras de a\u00e7o, com seis metros de altura, nas quais ser\u00e3o depositados mais de 1.500 objetos, comprados, coletados e doados por amigos e conhecidos ao longo do processo de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os objetos s\u00e3o agrupados em quatro categorias: cer\u00e2mica, cerveja, nanquim e porcelana. \u201cEssas categorias podem ter um aspecto antropol\u00f3gico, mas \u00e9 muito arbitr\u00e1rio\u201d, explica Eduardo Climachauska. \u201c\u00c9 uma forma que encontramos para organizar as coisas e podemos trocar os objetos de categoria tamb\u00e9m\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo descrito pelos artistas, cada uma das quatro categorias presentes nas estantes tem um significado. A categoria cer\u00e2mica tem a ver com coisas arcaicas: instrumentos agr\u00e1rios, berrantes e material de constru\u00e7\u00e3o. A categoria cerveja tem objetos ligados \u00e0 vida cotidiana, como m\u00e1quinas, trof\u00e9us e bolas de sinuca. A categoria nanquim est\u00e1 ligada \u00e0 morte, \u00e0s coisas escuras e calcinadas. J\u00e1, a categoria porcelana representa o luxo, a frescura e coisas fora de moda, como pe\u00e7as de decora\u00e7\u00e3o, frascos de vidro e computadores antigos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estes elementos empilhados em bandejas de vidros planos formam um fr\u00e1gil equil\u00edbrio, contrastando com a presen\u00e7a dos dois globos. Fazem, assim, uma esp\u00e9cie de invent\u00e1rio da cultura prestes a desabar. No dia 4 de outubro, um m\u00eas ap\u00f3s a abertura da exposi\u00e7\u00e3o, \u00e0s 20h, acontece um evento-performance no qual dois motoqueiros giram dentro dos globos. Com o ru\u00eddo provocado pelos motores e a trepida\u00e7\u00e3o, os objetos despencam parcialmente das prateleiras espatifando-se no ch\u00e3o. A exposi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 dois momentos: o antes e o depois da performance.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O momento perform\u00e1tico convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre alguns conceitos, tais como: consumo, acumula\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria afetiva em rela\u00e7\u00e3o aos objetos do cotidiano, sem tirar o bom humor da cena: ver as coisas quebrando. \u201cA obra traz um aspecto c\u00f4mico, um fundo de raiva, com sensa\u00e7\u00e3o de querer que tudo v\u00e1 pro inferno\u201d, destaca Nuno Ramos, que ainda ressalta: \u201c\u00e9 a obra que mais me divertiu\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Climachauska, a destrui\u00e7\u00e3o das coisas, quando se quebram e se separam \u00e9, ao mesmo tempo, o momento no qual se misturam, virando mat\u00e9ria. \u201cSurge uma fus\u00e3o dos materiais, mistura de cores, l\u00edquidos, texturas [&#8230;] e depois existe outra organiza\u00e7\u00e3o que independe da nossa vontade\u201d, conclui o artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amigos e parceiros de longa data, Nuno Ramos, 1960, S\u00e3o Paulo, e Eduardo Climachauska, 1958, S\u00e3o Paulo, j\u00e1 compuseram juntos diversas can\u00e7\u00f5es, nove delas gravadas por R\u00f4mulo Froes e uma por Gal Costa, e realizaram os filmes: \u201cIluminai os terreiros\u201d (2007), \u201cCasco\u201d (2004) e \u201cPara Nelson \u2013 Luz Negra\u201d e \u201cDuas Horas\u201d (2002), os dois primeiros com o cineasta Gustavo Moura. O car\u00e1ter questionador de Nuno Ramos n\u00e3o se apresenta apenas na obra \u201cO globo da morte de tudo\u201d. A transmuta\u00e7\u00e3o de formas por via violenta adquire car\u00e1ter procedimental em toda a produ\u00e7\u00e3o do artista, que possui desdobramentos em v\u00e1rias \u00e1reas. Nuno cursou filosofia na Universidade de S\u00e3o Paulo. Realizou os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. Em 1992, em Porto Alegre, exp\u00f4s pela primeira vez a instala\u00e7\u00e3o 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Deten\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (Carandiru). Publicou, em 1993, o livro em prosa \u201cCujo\u201d e, em 1995, o livro-objeto \u201cBalada\u201d. Venceu, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a constru\u00e7\u00e3o de um monumento em mem\u00f3ria aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele pa\u00eds. Em 2002, publicou o livro de contos \u201cO P\u00e3o do Corvo\u201d. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instala\u00e7\u00e3o, poesia e v\u00eddeo. Participou de quatro edi\u00e7\u00f5es da Bienal de S\u00e3o Paulo (em 1985, 1989, 1994 e 2010, quando levou pol\u00eamicos urubus ao Pavilh\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o) e da 46\u00aa Bienal de Veneza (em 1995).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Formado em cinema pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; ECA-USP (1976-1980), Eduardo Climachauska vem realizando exposi\u00e7\u00f5es em importantes museus, institui\u00e7\u00f5es culturais e galerias de arte no Brasil e no exterior. J\u00e1 realizou exposi\u00e7\u00f5es no Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo &#8211; MAM, no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo &#8211; MASP, no Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; MAC USP, no Centro Cultural S\u00e3o Paulo &#8211; CCBB, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro &#8211; MAM-RJ, e em galerias, como a SycomoreArt em Paris, entre outras. Produziu filmes e v\u00eddeos experimentais de curta e m\u00e9dia metragem, exibidos em mostras e festivais de v\u00e1rias capitais, como \u201cOutono de Bash\u00f4\u201d (1994), em parceria com Guto Araujo; \u201cB\u00f3lide-Filme\u201d (1995); \u201cExposto n\u00ba 2\u201d (1997); \u201cThe RightNumber\u201d (2001), com Guto Araujo; \u201cTr\u00eas Caras e um Matagal\u201d (2001), com Alexandre Boechat e Guto Araujo; \u201cPensamento Selvagem\u201d (2002), com Alexandre Boechat; al\u00e9m dos realizados com Nuno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A instala\u00e7\u00e3o fica aberta para visita\u00e7\u00e3o at\u00e9 06 de novembro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A unidade do Sesc Pompeia, S\u00e3o Paulo, SP, recebe a instala\u00e7\u00e3o \u201cO globo da morte de tudo\u201d, de Nuno Ramos e Eduardo Climachauska, dois inventivos\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,1934,6,2086,11,1672,15],"tags":[9675,9672,1376,9674,9673,98,2985,6395,796,4687,5894,7855,9671,2236,296,5369,2690,9669,9668,3802,338,794,2227,5125,9670,7135],"class_list":["post-11497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-ceramica","category-exposicoes","category-instalacao-2","category-oparalelo","category-performances","category-sao-paulo","tag-46a-bienal-de-veneza","tag-alexandre-boechat","tag-bienal-de-sao-paulo","tag-carandiru","tag-casa-de-detencao-de-sao-paulo","tag-ccbb","tag-centro-cultural-sao-paulo","tag-eca-usp","tag-eduardo-climachauska","tag-escola-de-comunicacoes-e-artes-da-universidade-de-sao-paulo","tag-gal-costa","tag-gustavo-moura","tag-guto-araujo","tag-mac-usp","tag-mam","tag-mam-rj","tag-masp","tag-museu-de-arte-contemporanea-da-universidade-de-sao-paulo","tag-museu-de-arte-de-sao-paulo","tag-museu-de-arte-moderna-de-sao-paulo","tag-museu-de-arte-moderna-do-rio-de-janeiro","tag-nuno-ramos","tag-romulo-froes","tag-sesc-pompeia","tag-sycomoreart","tag-universidade-de-sao-paulo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11497"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11501,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11497\/revisions\/11501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}