{"id":12234,"date":"2016-12-15T21:25:51","date_gmt":"2016-12-15T21:25:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=12234"},"modified":"2016-12-15T21:25:51","modified_gmt":"2016-12-15T21:25:51","slug":"claudia-watkins-nos-correios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/claudia-watkins-nos-correios","title":{"rendered":"Claudia Watkins nos Correios"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-12234 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/14741699_10207265593544806_168359926_n.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/14741699_10207265593544806_168359926_n-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Watkins.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Watkins-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Neste dezembro, o p\u00fablico carioca volta a se encontrar com os trabalhos de Claudia Watkins, que, na exposi\u00e7\u00e3o \u201cOPUS CW XVI\u201d, composta de apenas nove pinturas da artista. Na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, 20 de dezembro, o Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, abre a exposi\u00e7\u00e3o traz a s\u00e9rie \u201cVasos e Flores\u201d, \u00faltimos trabalhos de Claudia Watkins, nos quais ela explora cores, relevos e os limites entre o concreto e o on\u00edrico, que, para o artista Xico Chaves, se destacam pelo &#8220;lirismo impressionista (&#8230;) como se a poesia estabelecesse um la\u00e7o rom\u00e2ntico entre o passado e o presente, a perman\u00eancia da linguagem j\u00e1 consagrada e sua atualidade ef\u00eamera&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Claudia Watkins emprega pigmentos naturais e\/ou industriais em seus trabalhos ou como ela diz ser obras &#8220;quase arqueol\u00f3gicas, de abstra\u00e7\u00e3o quase simb\u00f3lica&#8221;, at\u00e9 chegar ao &#8220;quase impressionismo&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cArte em s\u00e2nscrito quer dizer fazer. Esta s\u00e9rie resulta da progress\u00e3o do que venho fazendo em pintura. J\u00e1 tive como refer\u00eancia a arte rupestre, j\u00e1 passei por per\u00edodos monocrom\u00e1ticos. Agora, surge um momento de telas com cores e transpar\u00eancias aguadas, mais impressionistas, um aprendizado constante que a arte me proporciona\u201d, diz Claudia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escolha do nome da mostra, \u00e9 quase um verbete de arquivo: OPUS CW XVI ou Obras de Claudia Watkins, 2016. \u201cProduzi a s\u00e9rie este ano\u201d, conta Claudia Watkins, que adotou Teres\u00f3polis para viver perto da natureza e dos animais, nunca deixando de dedicar-se \u00e0 pintura e realizar exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a pintar nos anos 1990, quando passou a frequentar os ateli\u00eas de pintores como David Largman e Xico Chaves. Tamb\u00e9m participou, como acompanhante, no ateli\u00ea de artes do Museu do Inconsciente (criado pela psiquiatra Nise da Silveira),e esteve no London Project, de Charles Watson, em Londres.<\/p>\n<p>Texto de Xico Chaves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio a pintura de Claudia Watkins compreende a a\u00e7\u00e3o direta e energ\u00e9tica sobre o vazio da tela ou qualquer superf\u00edcie. Projeta-se sobre o suporte decidida, como se fosse arrancar dele o que j\u00e1 est\u00e1 em seu imagin\u00e1rio. M\u00faltipla na utiliza\u00e7\u00e3o de materiais pict\u00f3ricos extrai do pigmento natural e industrial, ou da \u00e1gua e da resina acr\u00edlica, camadas que se reverberam em diversos planos, ora em linguagens abstratas, ora delineando sutilmente figura\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para ela, o quadro \u00e9 como um territ\u00f3rio po\u00e9tico a ser explorado, que deixa a descoberto sua pr\u00f3pria extens\u00e3o, como se expandisse sempre para fora, \u00e0 procura de associa\u00e7\u00f5es e narrativas abertas a diversas leituras. No entanto, captura e revela a constela\u00e7\u00e3o de imagens que compreende seu cotidiano e seu entorno, quase se desfazendo em pinceladas gestuais descont\u00ednuas, onde cor e forma interagem \u00e0 procura do equil\u00edbrio. A liquidez da tinta se dilui, ora em grossas camadas em primeiro plano, ora quase em aguadas que deixam a descoberto as colora\u00e7\u00f5es do fundo, o inconsciente, onde tem origem parte de sua investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Espont\u00e2nea e decidida, a escrita da pintura estabelece lugares inusitados em busca da reconfigura\u00e7\u00e3o de uma realidade n\u00e3o est\u00e1tica, onde o movimento \u00e9 quase um improviso, quase improv\u00e1vel e sem resolu\u00e7\u00e3o definitiva. A figura, delineada e simb\u00f3lica, vem surgindo nas fases mais recentes de Claudia, que adquirem fisionomias et\u00e9reas em uma tem\u00e1tica, mas n\u00e3o se apegam a resolu\u00e7\u00f5es demasiadamente expl\u00edcitas, como na sequ\u00eancia de pinturas intitulada por ela de Madeixas, quando a \u00e1gua, os cabelos, o corpo e a natureza formam quase que uma s\u00f3 paisagem. Esta mimetiza\u00e7\u00e3o da figura parece simular a inten\u00e7\u00e3o consciente de estabelecer a narrativa de personagens que desejam falar de dentro para fora, mas sem a pretens\u00e3o de ocupar um papel de protagonismo \u00fanico. S\u00e3o emerg\u00eancias muitas vezes involunt\u00e1rias, mas reais, submersas na sem\u00e2ntica exposta pela abstra\u00e7\u00e3o informal predominante.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta exposi\u00e7\u00e3o literalmente aflora a materializa\u00e7\u00e3o da imagem objetiva e central onde a abstra\u00e7\u00e3o cede seu espa\u00e7o \u00e0 figura\u00e7\u00e3o, mas esta invers\u00e3o n\u00e3o exaure sua presen\u00e7a intensa e afirmativa. O lirismo impressionista se configura como se a poesia estabelecesse um la\u00e7o rom\u00e2ntico entre o passado e o presente, a perman\u00eancia da linguagem j\u00e1 consagrada e sua atualidade ef\u00eamera. Vasos de flores, pura e simplesmente, mas estas flores parecem imagin\u00e1rias sem abdicarem de sua presen\u00e7a cotidiana. Predominam na pintura os relevos da esp\u00e1tula, ferramenta que a artista sempre manuseou com destreza e a planura expressiva da tinta, que imprime profundidade e luminosidade. A linha do horizonte, eventualmente presente em algumas de suas paisagens, torna-se concreta e instaura o plano de apoio para a explos\u00e3o de cores sobre o fundo semi- infinito, com ranhuras e diversas camadas de cor, como paredes envelhecidas, o passado, que se reflete ainda sobre a mesa. No presente, flor e fundo se interpenetram de forma compacta ou transl\u00facida, com suas constela\u00e7\u00f5es florais intensas, h\u00edbridas, inquietas, sonoras, sensitivas, vivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>De 20 de dezembro a 12 de mar\u00e7o de 2017.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dezembro, o p\u00fablico carioca volta a se encontrar com os trabalhos de Claudia Watkins, que, na exposi\u00e7\u00e3o \u201cOPUS CW XVI\u201d, composta de apenas nove\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,11,2650,14],"tags":[101,1244,10662,10663,10665,10664,3382,10661,4642],"class_list":["post-12234","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-rio-de-janeiro","tag-centro-cultural-correios","tag-charles-watson","tag-claudia-watkins","tag-david-largman","tag-london-project","tag-museu-do-inconsciente","tag-nise-da-silveira","tag-opus-cw-xvi","tag-xico-chaves"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12234"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12234\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12239,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12234\/revisions\/12239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}