{"id":12955,"date":"2017-04-25T20:20:10","date_gmt":"2017-04-25T20:20:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=12955"},"modified":"2017-04-25T20:20:10","modified_gmt":"2017-04-25T20:20:10","slug":"teresinha-soares-no-masp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/teresinha-soares-no-masp","title":{"rendered":"Teresinha Soares no MASP"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-12955 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Teresinha-Soares-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Teresinha-Soares-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Teresinha-Soares.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Teresinha-Soares-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Inaugurando um eixo tem\u00e1tico sobre sexualidade, que reunir\u00e1 vasta programa\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es, o MASP, Avenida Paulista, S\u00e3o Paulo, SP, apresenta, a partir de 27 de abril, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Quem tem medo de Teresinha Soares?&#8221;, com mais de 50 obras do intenso per\u00edodo produtivo da artista mineira Teresinha Soares, Arax\u00e1, 1927, que se deu entre 1965 e 1976. Esta ser\u00e1 a primeira mostra panor\u00e2mica de Soares em um museu, tanto no Brasil quanto no exterior, e \u00e9 tamb\u00e9m sua primeira grande individual em mais de 40 anos. O t\u00edtulo da mostra faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 c\u00e9lebre pe\u00e7a &#8220;Quem tem medo de Virgina Woolf?&#8221;, de Edward Albee, e faz refer\u00eancia aos tabus comportamentais que a obra de Teresinha Soares enfrenta ao se contrapor ao machismo da sociedade e do meio da arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Quem tem medo de Teresinha Soares?&#8221; ocupa o 2\u00ba subsolo do museu com pinturas, desenhos, gravuras, caixas-objetos, relevos e instala\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica sobre as performances e happenings pioneiros da artista. A mostra procura trazer luz \u00e0 produ\u00e7\u00e3o pouco conhecida de uma das artistas brasileiras mais pol\u00eamicas e contestadoras dos anos 1960-70, que naquele per\u00edodo ocupou com grande destaque os meios de comunica\u00e7\u00e3o. Personalidade feminina potente e emancipada, Soares \u00e9 tamb\u00e9m escritora e defensora dos direitos das mulheres, somando \u00e0 sua biografia o cargo de primeira vereadora eleita de sua cidade natal, al\u00e9m de miss, funcion\u00e1ria p\u00fablica e professora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artista precursora ao abordar em seu trabalho temas de g\u00eanero, como a libera\u00e7\u00e3o sexual feminina, a viol\u00eancia contra a mulher, a maternidade e a prostitui\u00e7\u00e3o, Soares tamb\u00e9m fez obras lidando com acontecimentos pol\u00edticos, como na s\u00e9rie de pinturas Vietn\u00e3 (1968), em que apresenta uma original e irreverente abordagem sobre o tema. A representa\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 um dos motivos mais recorrentes da obra da artista, abrangendo desde o erotismo e o sexo, at\u00e9 o nascimento, a morte e a rela\u00e7\u00e3o com a natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na obra &#8220;Eur\u00f3tica&#8221;, de 1970, constitu\u00edda de um \u00e1lbum de serigrafias feito a partir de desenhos de linha e impresso em pap\u00e9is de diferentes cores, uma variedade de posi\u00e7\u00f5es sexuais se configura a partir de combina\u00e7\u00f5es de corpos em diferentes intera\u00e7\u00f5es libidinosas. A partir desses desenhos er\u00f3ticos, Soares desenvolveu &#8220;Corpo a corpo in cor-pus meus&#8221;, de 1971, sua primeira grande instala\u00e7\u00e3o, que representa um marco em sua carreira. Aberta \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do espectador, a obra \u00e9 composta de quatro m\u00f3dulos de alturas variadas, feitos de madeira pintada de branco, como uma esp\u00e9cie de tablado em forma sinuosa, que ocupam 24 m2 do espa\u00e7o. No dia da abertura, uma performance ser\u00e1 realizada para inaugurar a obra, assim como a que Soares realizou no Sal\u00e3o Nobre do Museu de Arte da Pampulha, em 1970, com a participa\u00e7\u00e3o de bailarinos e a narra\u00e7\u00e3o de um texto gravado por ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora seja poss\u00edvel relacionar a obra de Soares a algumas tend\u00eancias dos anos 1960, como a arte pop global, o nouveau r\u00e9alisme e a nova objetividade brasileira, a artista sempre insistiu em um car\u00e1ter espont\u00e2neo e pessoal para sua linguagem. Ainda hoje, seu trabalho \u00e9 pouco conhecido do grande p\u00fablico brasileiro, apesar de Soares ter participado ativamente do circuito de arte por dez anos, tendo realizado exposi\u00e7\u00f5es em galerias, sal\u00f5es e bienais. Atualmente, tem cada vez mais integrado exposi\u00e7\u00f5es internacionais que a contextualizam no marco da nova figura\u00e7\u00e3o dos anos 1960, bem como no da arte pol\u00edtica: The EY Exhibition: The World Goes Pop (Tate Modern, Londres, 2015), Arte Vida (Rio de Janeiro, 2014) e Radical Women: Latin American Art, 1960-1985 (Hammer Museum, Los Angeles, 2017).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o curador da exposi\u00e7\u00e3o Rodrigo Moura, \u201c&#8230;se hoje seu trabalho come\u00e7a a ser mais reconhecido, inclusive internacionalmente, uma exposi\u00e7\u00e3o que acompanha sua trajet\u00f3ria de perto e analisa a evolu\u00e7\u00e3o de sua linguagem contribui n\u00e3o apenas para esse reconhecimento, mas tamb\u00e9m para entender os mecanismos e as metodologias que informam uma pr\u00e1tica feminista no contexto brasileiro daquele per\u00edodo.\u201d Adriano Pedrosa, diretor art\u00edstico do MASP, comenta a relev\u00e2ncia da mostra: \u201c\u00c9 um privil\u00e9gio para o MASP apresentar a primeira exposi\u00e7\u00e3o panor\u00e2mica da artista. Assim o museu cumpre um papel crucial, o de apresentar ao grande p\u00fablico uma obra que deve ser considerada e reinscrita na hist\u00f3ria recente da arte brasileira.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Quem tem medo de Teresinha Soares?&#8221; insere-se no contexto da programa\u00e7\u00e3o de 2017 do Museu, dedicada \u00e0 tem\u00e1tica da sexualidade. Em torno da mostra &#8220;Hist\u00f3rias da sexualidade&#8221;, que contar\u00e1 com obras de diferentes per\u00edodos e acervos, ser\u00e3o apresentadas exposi\u00e7\u00f5es monogr\u00e1ficas de artistas brasileiros e internacionais, cujas trabalhos suscitam questionamentos sobre corporalidade, desejo, sensualidade, erotismo, feminismo, quest\u00f5es de g\u00eanero, entre outros. Ap\u00f3s a de Teresinha Soares, seguem-se individuais de Wanda Pimentel, Henri de Toulouse-Lautrec, Miguel Rio Branco, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Ara\u00fajo e Tunga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Cat\u00e1logo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Simultaneamente \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o, o MASP edita o primeiro grande cat\u00e1logo monogr\u00e1fico da artista, R$150,00 pp. 272, que ser\u00e1 lan\u00e7ado na abertura da exposi\u00e7\u00e3o. O livro tem organiza\u00e7\u00e3o editorial de Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura e re\u00fane mais de 200 ilustra\u00e7\u00f5es, entre obras de Teresinha Soares, documentos de \u00e9poca e obras de outros artistas, al\u00e9m de textos in\u00e9ditos dos curadores da exposi\u00e7\u00e3o, da pr\u00f3pria artista e de quatro cr\u00edticos convidados. Os autores analisam a obra pioneira de Soares e a contextualizam ao lado da produ\u00e7\u00e3o de outros artistas trabalhando no Brasil e internacionalmente, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Constituem o cat\u00e1logo os seguintes textos: \u201cQuem tem medo de Teresinha Soares?\u201d, de Rodrigo Moura; \u201cA arte er\u00f3tica singular de Teresinha Soares\u201d, de Cecilia Fajardo-Hill; \u201cRealista e er\u00f3tica, minha arte \u00e9 como a cruz para o capeta\u201d, de Frederico Morais; \u201cO corpo na po\u00e9tica de Teresinha Soares\u201d, de Mar\u00edlia Andr\u00e9s Ribeiro; \u201c\u2019Acontec\u00eancias\u2019: devir-mulher nos jornais de Teresinha Soares\u201d, de Camila Bechelany; \u201cUm pop pantagru\u00e9lico: a \u2018arte er\u00f3tica de contesta\u00e7\u00e3o\u2019 de Teresinha Soares\u201d, de Sofia Gotti; al\u00e9m de entrevista de Teresinha Soares a Rodrigo Moura e Camila Bechelany e as cr\u00f4nicas de Teresinha Soares \u201cAmo S\u00e3o Paulo\u201d (1968), \u201cCor-pus meus versus o mar\u201d (1971) e \u201cO imposs\u00edvel acontece\u201d (1973).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Quem tem medo de Teresinha Soares?&#8221; tem curadoria de Rodrigo Moura, curador-adjunto de arte brasileira do MASP, e Camila Bechelany, curadora-assistente do MASP. O escrit\u00f3rio de arquitetura METRO Arquitetos Associados assina a expografia da mostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De 27 de abril a 06 de agosto.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugurando um eixo tem\u00e1tico sobre sexualidade, que reunir\u00e1 vasta programa\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es, o MASP, Avenida Paulista, S\u00e3o Paulo, SP, apresenta, a partir de 27 de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4580,6,4316,2086,4844,3378,11,1672,2650,15],"tags":[11361,11372,27,11362,11364,1642,11368,11373,11367,11365,2690,11363,318,11369,11371,3475,11366,1678,11370,777,779],"class_list":["post-12955","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-desenho-2","category-exposicoes","category-gravura-instalacao-2","category-instalacao-2","category-museus","category-objetos-2","category-oparalelo","category-performances","category-pinturas-2","category-sao-paulo","tag-quem-tem-medo-de-teresinha-soares","tag-1960-1985","tag-adriano-pedrosa","tag-camila-bechelany","tag-cecilia-fajardo-hill","tag-frederico-morais","tag-guerrilla-girls","tag-hammer-museum","tag-henri-de-toulouse-lautrec","tag-marilia-andres-ribeiro","tag-masp","tag-metro-arquitetos-associados","tag-miguel-rio-branco","tag-pedro-correia-de-araujo","tag-radical-women-latin-american-art","tag-rodrigo-moura","tag-sofia-gotti","tag-tate-modern","tag-the-ey-exhibition-the-world-goes-pop","tag-tunga","tag-wanda-pimentel"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12955"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12959,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12955\/revisions\/12959"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}