{"id":13191,"date":"2017-05-16T14:46:24","date_gmt":"2017-05-16T14:46:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=13191"},"modified":"2017-05-16T14:46:24","modified_gmt":"2017-05-16T14:46:24","slug":"beatriz-milhazes-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/beatriz-milhazes-no-rio","title":{"rendered":"Beatriz Milhazes no Rio"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-13191 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/BM_Marilola_01.jpg 1577w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0460.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/IMG_0460-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pintora por excel\u00eancia, Beatriz Milhazes vem recentemente experimentando as potencialidades e desafios da escultura. O resultado desse processo, iniciado em 2010, pode ser visto na exposi\u00e7\u00e3o \u201cMarola, Mariola e Marilola\u201d, a partir do dia 20 de maio, na Carpintaria, novo espa\u00e7o da Fortes D\u2019Aloia &amp; Gabriel, no Rio de Janeiro, RJ.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o tr\u00eas grandes trabalhos tridimensionais, que apresentam forte sintonia com suas telas, gravuras e colagens, mas prop\u00f5em novos e instigantes nexos perceptivos. Como se seus motivos caracter\u00edsticos \u2013 como o c\u00edrculo, a flor e o arabesco \u2013 tomassem conta do espa\u00e7o e estabelecessem entre si um novo tipo de rela\u00e7\u00e3o corporal, f\u00edsica, determinada tamb\u00e9m pelos intervalos entre elementos e pela posi\u00e7\u00e3o do espectador. Dependendo do \u00e2ngulo em que voc\u00ea observa a pe\u00e7a, forma-se um outro trabalho. \u00c9 uma viv\u00eancia concreta, em que o corpo da obra relaciona-se com o corpo do observador. \u201cEsta possibilidade f\u00edsica \u00e9 uma \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o que a pintura n\u00e3o oferece\u201d, esclarece.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As tr\u00eas esculturas que d\u00e3o t\u00edtulo \u00e0 mostra foram criadas ao longo de cinco anos de pesquisa \u2013 com a realiza\u00e7\u00e3o de diversas maquetes em tamanho natural &#8211; na Durham Press, est\u00fadio na Pensilv\u00e2nia, USA, onde Beatriz desenvolve, desde 1996, sua produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, em paralelo a uma intensa agenda de trabalho e exposi\u00e7\u00f5es. S\u00e3o pe\u00e7as grandes, com altura que varia entre 2,26 e 2,89 metros e que lidam com o espa\u00e7o de diferentes maneiras, quer potencializando o corpo da obra (as circunvolu\u00e7\u00f5es de Marola criam um corpo mais denso no espa\u00e7o, com largura e espessura quase equivalentes), quer servindo como divisor de campos, como no caso de \u201cMarilola\u201d, que tem menos de meio metro de espessura e funciona quase como uma cortina. In\u00e9ditas no Brasil, as tr\u00eas pe\u00e7as foram exibidas nas galerias que representam a artista em Paris e Nova York (James Cohan Gallery, NY, e Max Hetzler, Berlin\/Paris).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os t\u00edtulos, como costuma acontecer na produ\u00e7\u00e3o de Milhazes, s\u00e3o interessantes chaves de leitura. Al\u00e9m de promoverem a conex\u00e3o entre as obras, reafirmam a import\u00e2ncia do ritmo, da sonoridade e da brasilidade em seu trabalho. A primeira e maior delas, que segundo ela ainda apresenta uma forte conex\u00e3o com a ideia do m\u00f3bile, remete ao ir e vir das ondas, \u00e0 no\u00e7\u00e3o de movimento constante e sedutor.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMariola\u201d, doce popular, tamb\u00e9m traz ecos da cultura vernacular que tanto alimenta a artista, enquanto \u201cMarilola\u201d brinca com a sonoridade, num jogo l\u00fadico de palavras, num procedimento que se assemelha ao jogo espacial que ela cria a partir da associa\u00e7\u00e3o de diferentes materiais e cores. Nas tr\u00eas pe\u00e7as, o conjunto \u00e9 articulado a partir de um desenho em metal, que serve de suporte para os diferentes elementos. H\u00e1 nessas composi\u00e7\u00f5es uma l\u00f3gica semelhante \u00e0 da colagem, fortemente presente na pintura de Milhazes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo come\u00e7ou com um cen\u00e1rio feito por Beatriz para um espet\u00e1culo de dan\u00e7a de sua irm\u00e3, a core\u00f3grafa M\u00e1rcia Milhazes, em 2004. Ao criar uma esp\u00e9cie de lustre no centro do palco, ela foge pela primeira vez da ideia de painel que sempre havia regido seu trabalho cenogr\u00e1fico e coloca diante de si um desafio tridimensional que viria a se tornar cada vez mais agudo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro resultado desse mergulho no espa\u00e7o foi a s\u00e9rie \u201cGamboa\u201d (que esteve presente na mostra realizada h\u00e1 quatro anos no Pa\u00e7o Imperial), que para a artista ainda n\u00e3o pertenceriam ao campo escult\u00f3rico. \u201cN\u00e3o considero que \u201cGamboa\u201d lide com o volume, com o espa\u00e7o arquitet\u00f4nico, f\u00edsico\u201d, diz. Outra diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia de Gamboa \u00e9 o tipo de material utilizado. Enquanto o primeiro debru\u00e7ava-se sobre elementos pr\u00f3ximos \u00e0 cultura do carnaval e da festa de rua, nas esculturas mais recentes Beatriz buscou propositalmente trabalhar com elementos mais resistentes, com materiais atraentes como os metais polidos, o acr\u00edlico e a madeira, transformada em suporte para interven\u00e7\u00f5es pict\u00f3ricas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSou uma pessoa do bidimensional. Minhas ideias, conceitos est\u00e3o totalmente ligados ao plano\u201d, afirma, explicando como foi dif\u00edcil e instigante esse desafio. \u201cA maior dificuldade foi come\u00e7ar a raciocinar em tr\u00eas dimens\u00f5es\u201d, explica. Trata-se de um processo cheio de idas e vindas, no qual procurou \u201ca partir do meu repert\u00f3rio, aprofundar, trabalhar verticalmente, evoluindo na tridimensionalidade\u201d. \u201cFoi quase uma aventura\u201d, conclui Beatriz, que este semestre ter\u00e1 grande parte de sua obra reunida em um volume da s\u00e9rie especial que a editora alem\u00e3 Taschen dedica a grandes pintores contempor\u00e2neos. O livro, em grande formato, ter\u00e1 tiragem limitada (assinada de pr\u00f3prio punho pela artista) e ser\u00e1 lan\u00e7ado em quatro idiomas: alem\u00e3o, ingl\u00eas, franc\u00eas e portugu\u00eas. Beatriz far\u00e1 assim parte de um seleto grupo de homenageados que j\u00e1 inclui nomes como Jeff Koons, Cristopher Wool, Neo Rauch, Albert Ohelen, Darren Almond, Ai WeiWei e David Hockney.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMarola, Mariola e Marilola\u201d, que refor\u00e7a a voca\u00e7\u00e3o experimental e de promo\u00e7\u00e3o de cruzamentos entre diferentes linguagens da Carpintaria.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 15 de julho.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Beatriz Milhazes \u00e9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social. Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, onde estudou at\u00e9 1983. Como professora de pintura, lecionou at\u00e9 1996. Milhazes \u00e9 considerada uma das mais importantes artistas brasileiras. Consolidou sua carreira no circuito nacional e internacional de artes visuais com participa\u00e7\u00e3o nas bienais de Veneza \u00a0&#8211; 2003 -, S\u00e3o Paulo &#8211; 1998 e 2004 -, e Shangai \u2013 2006 -, e exposi\u00e7\u00f5es individuais em museus e institui\u00e7\u00f5es prestigiosas, como a Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 2008 -; Fondation Cartier, Paris \u2013 2009 -; Fondation Beyeler, Basel -2011 -; Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, Lisboa \u2013 2012 ; Museo de Arte Latinoamericano, Malba, Buenos Aires \u2013 2012 -; e, mais recentemente, o Pa\u00e7o Imperial, Rio de Janeiro, \u00a0&#8211; 2013-, e o P\u00e9rez Art Museum, Miami, USA, \u00a0&#8211; 2014\/2015. Suas obras integram as cole\u00e7\u00f5es do Museum of Modern Art (MoMA), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova York; do 21st Century Museum of Contemporary Art, no Jap\u00e3o; e do Museo Reina Sofia, em Madrid, entre outros. A artista vive e trabalha no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pintora por excel\u00eancia, Beatriz Milhazes vem recentemente experimentando as potencialidades e desafios da escultura. 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