{"id":13590,"date":"2017-07-12T20:57:26","date_gmt":"2017-07-12T20:57:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=13590"},"modified":"2017-07-12T20:57:26","modified_gmt":"2017-07-12T20:57:26","slug":"lula-cardoso-ayres-retrospectiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/lula-cardoso-ayres-retrospectiva","title":{"rendered":"Lula Cardoso Ayres, retrospectiva"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-13590 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres.2jpg.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres.2jpg-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres.3jpg.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Lula-Cardoso-Ayres.3jpg-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>O artista pernambucano Lula Cardoso teve uma trajet\u00f3ria intensa usando m\u00faltiplas linguagens e suportes. Foi ilustrador, cartazista, cen\u00f3grafo, pintor, fot\u00f3grafo, artista gr\u00e1fico, caricaturista e ceramista. Uma obra abrangente que ganhou exibi\u00e7\u00e3o retrospectiva na Caixa Cultural Recife, Marco Zero, PE, at\u00e9 27 de agosto, sob o t\u00edtulo geral de \u201cLula Cardoso Ayres: arte, regi\u00e3o e tempo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amigo de nomes como Gilberto Freyre e C\u00e2ndido Portinari, a multiplicidade de interesses de Lula levou a curadoria a dividir os 208 itens da cole\u00e7\u00e3o em nove categorias distintas, que abrangem a produ\u00e7\u00e3o desde os anos 20 at\u00e9 os anos 80. Al\u00e9m das obras propriamente ditas, h\u00e1 artigos de jornal, correspond\u00eancias e pe\u00e7as de cer\u00e2mica de Porf\u00edrio Faustino, um dos inspiradores do pernambucano. \u201cEsta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais importante do que todas as feitas no Instituto Lula Cardoso Ayres, fundado por mim e fechado em 2007. Em termos acad\u00eamicos, \u00e9 o que sempre quis fazer. A mostra deve resultar em mais pesquisas sobre as obras de meu pai\u201d, opina Lula Cardoso Ayres Filho, guardi\u00e3o da obra do pai e detentor de aproximadamente 70% do acervo exposto na Caixa Cultural. O resto veio de colecionadores particulares e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como a Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco e a Funda\u00e7\u00e3o Gilberto Freyre, realizadora da mostra. Lula Cardoso Ayres viveu entre 1910 e 1987 e esta iniciativa acontece no ano que se completam 30 anos de falecimento do conhecido multiartista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No conjunto de obras em cartaz encontra-se o primeiro trabalho art\u00edstico de Lula, realizado aos 11 anos, em 1921. \u00c9 uma autocaricatura, onde nota-se a influ\u00eancia do primo Em\u00edlio Cardoso Ayres, importante caricaturista da \u00e9poca. A passagem por Paris e pelo Rio de Janeiro, nos anos de 1920, colocaram-no em contato com as vanguardas art\u00edsticas do per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em sua pintura o artista criou trabalhos entre as escolas figurativa e o abstrata. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o traz um lado did\u00e1tico, pois talvez ele seja o mais completo artista visual brasileiro. A ideia era torn\u00e1-la a mais representativa poss\u00edvel. Em sua aus\u00eancia, tamb\u00e9m procuramos trazer seu legado pelos estudos de suas obras, n\u00e3o apenas por seus trabalhos prontos. O trabalho dele n\u00e3o se construiu da noite para o dia\u201d, pontua Jamile Barbosa, cocuradora junto com Clarissa Diniz e Eduardo Dimitrov.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As fotografias e pinturas de Lula Cardoso Ayres tamb\u00e9m refletem o quanto ele entrou em contato com manifesta\u00e7\u00f5es culturais regionais, como o bumba-meu-boi e o maracatu, al\u00e9m de acompanhar de perto o cotidiano do trabalho rural por ter vindo de fam\u00edlia de senhores de engenho. Al\u00e9m dessas facetas pernambucanas, tamb\u00e9m h\u00e1 material que explicita uma rela\u00e7\u00e3o ainda pouco conhecida entre o artista e a etnia ind\u00edgena Fulni-\u00f4, de \u00c1guas Belas, inspira\u00e7\u00e3o para mais fotos e quadros. A mostra tamb\u00e9m relembra o papel de Lula como ilustrador do cl\u00e1ssico \u201cAssombra\u00e7\u00f5es do Recife Velho\u201d, de Gilberto Freyre, cuja primeira edi\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada em 1955. \u201cEle j\u00e1 tinha percorrido essa tem\u00e1tica antes, ainda nos anos 40. A aten\u00e7\u00e3o ao sobrenatural ainda existe hoje, imagine naquela \u00e9poca\u201d, diz Jamile Barbosa. Em sua carreira, Lula se voltou para a reivindica\u00e7\u00e3o de um repert\u00f3rio local de imagens, feito a partir de sua viv\u00eancia em Pernambuco, de onde n\u00e3o saiu mais. Mesmo sua produ\u00e7\u00e3o essencialmente gr\u00e1fica, composta por embalagens, r\u00f3tulos e cartazes, era criada tendo essa baliza em mente. Ao documentar e refletir sobre seu tempo, Lula Cardoso Ayres deu origem a uma obra ainda atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o paralela<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o conta com uma s\u00e9rie de tr\u00eas debates a partir do legado deixado por Lula, sempre \u00e0s 19hs, com entrada gratuita. O primeiro acontece no dia 19 de julho, sobre os desafios do artista moderno, com Wilton de Souza e Jos\u00e9 Cl\u00e1udio. No mesmo dia, lan\u00e7amento de livro com fotografias do artista editado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). J\u00e1 no dia 1\u00b0 de agosto, a discuss\u00e3o ser\u00e1 feita a partir do tema Regionalismo como op\u00e7\u00e3o, regionalismo como pris\u00e3o, com Anco M\u00e1rcio Ten\u00f3rio Vieira e Eduardo Dimitrov e no dia 22 de agosto, o tema ser\u00e1 Lula Cardoso Ayres, entre a figura\u00e7\u00e3o e abstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artista pernambucano Lula Cardoso teve uma trajet\u00f3ria intensa usando m\u00faltiplas linguagens e suportes. 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