{"id":13640,"date":"2017-07-19T22:25:07","date_gmt":"2017-07-19T22:25:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=13640"},"modified":"2017-07-19T22:25:07","modified_gmt":"2017-07-19T22:25:07","slug":"mats-hjelm-no-mam-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/mats-hjelm-no-mam-rio","title":{"rendered":"Mats Hjelm no MAM-Rio"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-13640 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-11.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-11-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-07.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-07-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-13.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-13-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-15.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Mats-Hjelm_The-Other-Shore-15-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em sua primeira individual no Brasil, cartaz do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Falmengo, Rio, RJ, o artista sueco Mats Hjelm mostra videoinstala\u00e7\u00e3o \u201cA Outra Margem\u201d. O artista, com forte presen\u00e7a internacional, realiza sua primeira exibi\u00e7\u00e3o individual no Brasil. Seu trabalho investiga a rela\u00e7\u00e3o entre videoinstala\u00e7\u00e3o e cinema documental, tendo como temas recorrentes a rela\u00e7\u00e3o da arte com movimentos de justi\u00e7a social, e o entrela\u00e7amento das pequenas historias particulares e das grandes narrativas globais. Em \u201cA Outra Margem\u201d (2017), especialmente concebida para o espa\u00e7o do museu, Mats Hjelm prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre o Atl\u00e2ntico como lugar de passagem, e suas hist\u00f3rias de di\u00e1spora e coloniza\u00e7\u00e3o. O trabalho discute a busca de identidade no percurso de volta a terra-m\u00e3e, e o mist\u00e9rio da liberta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da navega\u00e7\u00e3o para \u201coutro\u201d lugar. Mats Hjelm tamb\u00e9m tirou proveito do fato de o MAM estar localizado pr\u00f3ximo ao mar, junto \u00e0 Ba\u00eda de Guanabara, aberta para o oceano Atl\u00e2ntico, que \u00e9 o personagem principal da obra.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A videoinstala\u00e7\u00e3o em quatro canais, 45\u2019, em loop, consiste em uma dupla proje\u00e7\u00e3o de sete metros de comprimento, em cada um dos dois lados de uma parede central do espa\u00e7o expositivo. De um lado, o p\u00fablico ver\u00e1 imagens de \u00e1gua, mar, margens e costas de diversos pontos do Atl\u00e2ntico Norte e do Atl\u00e2ntico Sul. No outro lado, ser\u00e3o projetados ensaios visuais com depoimentos, imagens documentais, paisagens, textos, e m\u00fasica. Assim, a obra mistura cinema documental e narrativo em um trabalho de grande escala. Mats Hjelm introduz uma medita\u00e7\u00e3o sobre o mar ao utilizar, por exemplo, a pe\u00e7a \u201cAs Cinzas\u201d, de Samuel Beckett (1959), escrita para r\u00e1dio, em que um homem idoso tem alucina\u00e7\u00f5es com mem\u00f3rias do pai e o mar, ao passo que se recusa a abrir a porta para uma visita em sua casa. Tomado por alucina\u00e7\u00f5es nost\u00e1lgicas e momentos de euforia, o velho representa para Mats a velha Europa em decl\u00ednio tentando se ater a uma grandeza que n\u00e3o existe mais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em suas incurs\u00f5es recentes pela \u00c1frica ocidental, o artista vem investigando o percurso de movimentos afro-americanos na regi\u00e3o, acompanhado a quest\u00e3o complexa da reconquista da identidade ancestral africana dentro de um contexto p\u00f3s-colonial. \u00a0Desde o in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria, os direitos civis americanos s\u00e3o temas de seu interesse, e o trabalho mostrado no MAM se inscreve dentro do debate de resgate da mem\u00f3ria da escravid\u00e3o na atualidade. Outro tema latente de seus trabalhos \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre \u00c1frica e Europa, e m\u00fasica e imagem s\u00e3o elementos usados por Mats Hjelm nesta instala\u00e7\u00e3o para comentar o assunto. \u00a0A Europa em del\u00edrio simbolizada por Beckett definha diante da vitalidade e jovialidade do novo mundo. Mats se interessa tanto pela \u00c1frica ancestral (como se v\u00ea na trilha musical do filme que usa m\u00fasica milenar do Mali, com o instrumento khora) tanto na nova \u00c1frica que surge ap\u00f3s os movimentos de descoloniza\u00e7\u00e3o ou guerras civis, como no caso da Lib\u00e9ria. No filme, Mats revela algumas das contradi\u00e7\u00f5es e as viol\u00eancias do colonialismo de forma po\u00e9tica. Isto sempre com o mar ao fundo, e a \u00e1gua como elemento comum. Nesse filme alternam-se imagens da Europa, Lib\u00e9ria, Detroit, e as praias do Rio de Janeiro &#8211; lugares que Mats Hjelm tem percorrido nos \u00faltimos anos com seus projetos de arte e document\u00e1rio. Ouvimos, por exemplo, o depoimento de Preston Jackson, o personagem principal de um document\u00e1rio que vem fazendo desde 2012 na Lib\u00e9ria, contar sobre o momento em que viu o Atl\u00e2ntico pela primeira vez. N\u00e3o tendo visto o horizonte antes, ainda menino acreditou ingenuamente na hist\u00f3ria contada por seu tio que o mar era um infinito campo de futebol. Da mesma Lib\u00e9ria vemos imagens do luxuoso Ducor Hotel da capital Monr\u00f3via em ru\u00ednas, constru\u00eddo para sediar a confer\u00eancia pan-africana nos anos 1970 que visava a uma unifica\u00e7\u00e3o maior dos pa\u00edses africanos, e, posteriormente destru\u00eddo durante a sangrenta guerra civil que terminou em 2002. Desde ent\u00e3o o pa\u00eds encontra-se em lenta reconstru\u00e7\u00e3o, evidenciado em outras imagens.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em outro momento, conhecemos Kojo, um americano que viaja com a miss\u00e3o religiosa de sua igreja pan-africana em Detroit para a Lib\u00e9ria, refletindo sobre a fun\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o em sua vida, e da \u00c1frica como a terra-m\u00e3e. Em seguida, um ensaio po\u00e9tico lembrando o mito sebastianista lusobrasileiro &#8211; o rei que surge das \u00e1guas para libertar o povo cativo &#8211; \u00e9 falado por uma mulher com imagens da costa africana e brasileira em altern\u00e2ncia. O texto lembra a descoberta do mar por Preston, quando diz que o mar tem o gosto inusitado de sal para quem nunca sentiu.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mats Hjelm \u00e9 artista visual e documentarista. Nasceu em 1959 em Estocolmo, onde vive e trabalha. Seu trabalho investiga a rela\u00e7\u00e3o entre videoinstala\u00e7\u00e3o e cinema documental, tendo como temas recorrentes a rela\u00e7\u00e3o da arte com movimentos de justi\u00e7a social, e o entrela\u00e7amento de hist\u00f3rias particulares e narrativas da pol\u00edtica global. H\u00e1 mais de vinte anos trabalha na Europa, Estados Unidos e \u00c1frica Ocidental, \u00c1frica do Sul, e mais recentemente no Brasil. \u00c9 escultor formado pela Konstfack University na Su\u00e9cia, assim como em Cranbrook Academy of Fine Art nos Estados Unidos. O trabalho de Mats Hjelm j\u00e1 foi exibido em mostras individuais e coletivas no Moderna Museet em Estocolmo; Museum of African American History, Detroit, EUA; Biennale Africaine de la Photographie, Bamako, Mali; Dubai International Film Festival; Museum of Contemporary Art of Chicago; Walker Art Center, Minneapolis; Bienal de Veneza; Yokohama Triennale, entre outros. Tem obras nas cole\u00e7\u00f5es do Moderna Museet, Malm\u00f6 Art Museum, Uppsala Art Museum e The National Public Arts Council Sweden. As atividades de Mats Hjelm incluem cursos em v\u00eddeo e cinema dentro da arte contempor\u00e2nea. Hjelm \u00e9 tamb\u00e9m cinegrafista, colorista, programador e especialista em videoinstala\u00e7\u00f5es para diversos fins.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A palavra da curadoria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Videoinstala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita do sueco Mats Hjelm, A outra Margem integra a programa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de artistas contempor\u00e2neos brasileiros e estrangeiros, cujas obras, sobretudo quando n\u00e3o representadas nas cole\u00e7\u00f5es do Museu de Arte moderna, complementam seu atual perfil moderno e contempor\u00e2neo. Mas a tal relev\u00e2ncia, somam-se quest\u00f5es espec\u00edficas deste trabalho que justificam e refor\u00e7am ainda mais o MAM, situado \u00e0 beira-mar do Rio de Janeiro, como um espa\u00e7o privilegiado para a realiza\u00e7\u00e3o desta exposi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a cidade situada no Atl\u00e2ntico sul \u00e9, de acordo com as escolhas po\u00e9ticas de Mats, uma das margens vis\u00edveis do trabalho.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A outra margem nos prop\u00f5e uma reflex\u00e3o po\u00e9tica sobre o Atl\u00e2ntico como lugar de passagem entre as diversas margens desse oceano que une as hist\u00f3rias de di\u00e1spora, coloniza\u00e7\u00e3o e o mist\u00e9rio da liberta\u00e7\u00e3o por meio da navega\u00e7\u00e3o para \u201coutro\u201d lugar, e o horror do cativeiro \u00e0 espera daqueles que o navegam contra sua vontade e o caminho de volta \u00e0 terra m\u00e3e.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A sintaxe multimidi\u00e1tica de Hjelm, produzida por meio da correla\u00e7\u00e3o editada de imagens, textos, m\u00fasicas, cantos &#8211; meios frequentemente separados por no\u00e7\u00f5es de linguagem aut\u00f4nomas e puras, legadas pelo modernismo &#8211; integra-se num todo hibridizado, como equivalente po\u00e9tico de nosso polarizado cotidiano. Consequentemente, A outra margem tem uma forte puls\u00e3o sem\u00e2ntico-narrativa que a faz transbordar da estrutura interna dos sistemas lingu\u00edsticos, para o mundo externo com o qual poeticamente se conecta.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tal transbordamento n\u00e3o resulta, por\u00e9m, da edi\u00e7\u00e3o linear de sons e imagens que se sucedem numa sequ\u00eancia dada. S\u00e3o quatro proje\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, duas a duas, na frente e no verso da tela que nos mostram em um dos lados registros sonoro-visuais de obras liter\u00e1rias, musicais &#8211; de pessoas e paisagens &#8211; gravadas \u00e0s margens do Atl\u00e2ntico, combinadas em fluxos que nem sempre se encaixam logicamente. No outro lado da tela, proje\u00e7\u00f5es de imagens aqu\u00e1ticas nos sugerem o caminho l\u00edquido formado pelas margens que delimitam o Atl\u00e2ntico qual uma gigantesca web oce\u00e2nica que vem permitindo a circula\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de massivos contingentes humanos. Uma hist\u00f3ria imposs\u00edvel de ser completada na esfera discursiva, mas que pode ser aqui poeticamente experimentada.<\/span><\/p>\n<p><strong>Fernando Cocchiarale<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernanda Lopes<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De 25 de julho a 03 de setembro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua primeira individual no Brasil, cartaz do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Falmengo, Rio, RJ, o artista sueco Mats\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,2086,4844,11,14],"tags":[10753,12286,12291,74,12290,12288,12292,157,160,12287,5096,12295,297,12284,4300,2239,338,12289,12293,12297,12285,12296,4299,12294],"class_list":["post-13640","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-instalacao-2","category-museus","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","tag-africa-do-sul","tag-africa-ocidental","tag-bamako","tag-bienal-de-veneza","tag-biennale-africaine-de-la-photographie","tag-cranbrook-academy-of-fine-art","tag-dubai-international-film-festival","tag-fernanda-lopes","tag-fernando-cocchiarale","tag-konstfack-university","tag-mali","tag-malmo-art-museum","tag-mam-rio","tag-mats-hjelm","tag-minneapolis","tag-moderna-museet","tag-museu-de-arte-moderna-do-rio-de-janeiro","tag-museum-of-african-american-history","tag-museum-of-contemporary-art-of-chicago","tag-national-public-arts-council-sweden","tag-the-swedish-arts-grants-committee","tag-uppsala-art-museum","tag-walker-art-center","tag-yokohama-triennale"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13640"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13646,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13640\/revisions\/13646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}