{"id":15271,"date":"2018-03-14T21:10:13","date_gmt":"2018-03-14T21:10:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=15271"},"modified":"2018-03-14T21:10:13","modified_gmt":"2018-03-14T21:10:13","slug":"70-anos-de-arrudamam-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/70-anos-de-arrudamam-rio","title":{"rendered":"70 anos de\u00a0Arruda\/MAM-Rio"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-15271 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/T\u00edtulo-SEM-T\u00cdTULO-Ano-2015-T\u00e9cnica-A-s-tela-Dimens\u00f5es-170X170-CM-Cole\u00e7\u00e3o-VA_09.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/T\u00edtulo-SEM-T\u00cdTULO-Ano-2015-T\u00e9cnica-A-s-tela-Dimens\u00f5es-170X170-CM-Cole\u00e7\u00e3o-VA_09-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/T\u00edtulo-SEM-T\u00cdTULO-Ano-2015-T\u00e9cnica-A-s-tela-Dimens\u00f5es-170X170-CM-Cole\u00e7\u00e3o-VA_09-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/T\u00edtulo-SEM-T\u00cdTULO-Ano-2015-T\u00e9cnica-A-s-tela-Dimens\u00f5es-170X170-CM-Cole\u00e7\u00e3o-VA_09.jpg 285w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_70_017.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_70_017-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_90_030.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_90_030-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_90_034.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_90_034-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_2000_015.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_2000_015-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_2000_029.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Victor_Arruda_2000_029-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ,\u00a0inaugura no pr\u00f3ximo dia 17 de mar\u00e7o de 2018, \u00e0s 15h, a exposi\u00e7\u00e3o <b>\u201c<\/b>ARRUDA, Victor\u201d, que homenageia o artista Victor Arruda, um dos grandes nomes da arte contempor\u00e2nea. A exposi\u00e7\u00e3o, que tem curadoria de Adolfo Montejo Navas, percorre os quase 50 anos de trajet\u00f3ria do artista, com cerca de cem trabalhos produzidos desde o in\u00edcio dos anos 1970 at\u00e9 2018.\u00a0 A mostra \u00e9 n\u00e3o recomend\u00e1vel para menores de 18 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Victor Arruda \u00e9 conhecido por sua pintura rude, bruta, sem concess\u00f5es, com uma feroz cr\u00edtica contra a hipocrisia e o abuso de poder, e a presen\u00e7a, desde sempre, de quest\u00f5es de g\u00eanero, com cenas expl\u00edcitas de sexo. Para o artista, sua arte \u00e9 conceitual, em que a \u201cpornografia\u201d (\u201cnas aspas\u201d, ele ressalta) e a agressividade est\u00e3o a servi\u00e7o da discuss\u00e3o de temas internos e tamb\u00e9m sociais, como o ass\u00e9dio denunciado na pintura \u201cSal\u00e1rio mais justo\u201d, de 1975. Suas obras est\u00e3o em cole\u00e7\u00f5es importantes como as de Gilberto Chateaubriand, Luiz Schymura, Jo\u00e3o Sattamini, H\u00e9lio Portocarrero e a do cr\u00edtico italiano Achille Bonito Oliva, que conheceu seu trabalho por interm\u00e9dio do artista Antonio Dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adolfo Montejo Navas apontou dois grandes temas para aproximar os trabalhos de Victor Arruda na exposi\u00e7\u00e3o: O primeiro \u00e9 Palavras e Textos, que estrutura grande variedade de obras e suportes. A escrita<b> <\/b>\u00e9 uma caracter\u00edstica marcante na pintura do artista, e ora aparece como frases ou palavras soltas, ora como narrativa.\u00a0 As demais pinturas estar\u00e3o agrupadas por d\u00e9cadas: 1970, 1980, 1990, 2000 at\u00e9 o momento. Al\u00e9m de pinturas, a exposi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma instala\u00e7\u00e3o &#8211; \u201cHomenagem \u00e0s v\u00edtimas do dinheiro\u201d (2014)\u00a0&#8211; desenhos, fotografias, v\u00eddeos e cadernos de anota\u00e7\u00e3o do artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O segundo tema coloca a \u00eanfase no lado culturalista que tem sua obra, cheia de di\u00e1logos heterodoxos com artistas de diversas \u00e9pocas. Os trabalhos de Victor Arruda trazem refer\u00eancias \u00e0 hist\u00f3ria da arte, como os suprematistas russos ou Magritte &#8211; \u201co artista que mais admiro, que j\u00e1 disse tudo o que tinha que dizer\u201d &#8211; embora nem sempre aparentes.\u00a0 Quando ao terminar uma tela percebe que ela cont\u00e9m elementos conhecidos, de outros artistas, Victor Arruda deixa clara a homenagem no t\u00edtulo da pintura.\u00a0 Estar\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o v\u00e1rias dessas pinturas feitas \u201cem homenagem\u201d a outros artistas. \u201cPenso muito nos t\u00edtulos\u201d, explica. \u201cQuero deixar tudo expl\u00edcito, facilitar a comunica\u00e7\u00e3o com o espectador\u201d, diz Victor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascido em Cuiab\u00e1, Mato\u00a0Grosso,\u00a0em\u00a01947, Victor Arruda se mudou para o Rio aos 14 anos. Estudou museologia na UniRio, com especializa\u00e7\u00e3o em arte contempor\u00e2nea. \u201cEu era um artista contempor\u00e2neo antes mesmo de este termo ser usado, porque n\u00e3o me identificava com nada do que se fazia na \u00e9poca. Tudo era moderno e eu n\u00e3o era moderno\u201d, conta.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carlos Z\u00e9firo e Nelson Rodrigues<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele conta que alguns fatos foram decisivos para ele se convencer do caminho a trilhar em seu trabalho. Em 1973, viajou para Paris.\u00a0 Ao entrar no Grand Palais, a claridade do dia de ver\u00e3o parisiense contrastou com a penumbra do interior do museu. Isso fez com que pensasse que uma tela\u00a0do pintor\u00a0abstrato\u00a0Ad Reinhardt, exposta na grande galeria,\u00a0era\u00a0toda\u00a0pintada\u00a0\u00a0de preto. \u00a0N\u00e3o entendeu o sentido daquilo, pois Malevich j\u00e1\u00a0havia\u00a0pintado\u00a0o\u00a0c\u00e9lebre &#8220;branco\u00a0sobre\u00a0branco&#8221;\u00a0h\u00e1\u00a0d\u00e9cadas, e o\u00a0quadrado\u00a0preto\u00a0sobre\u00a0preto;\u00a0e, depois,\u00a0Robert Rauschenberg mostrou s\u00f3 a tela\u00a0branca.\u00a0Foi ent\u00e3o que o olhar se acostumou \u00e0 luz do sal\u00e3o, e ele pode perceber que na verdade se tratava de cruzes em um tom muito escuro de p\u00farpura &#8211; \u201cpraticamente berinjela\u201d &#8211; sobre um fundo negro. \u201cAquilo era de uma tal sofistica\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica, uma coisa t\u00e3o transcendental, que pensei: isso n\u00e3o \u00e9 pro meu bico\u201d. \u201cE o que era o meu bico? As pinturas que eu j\u00e1 estava fazendo,\u00a0impulsionado\u00a0pelo\u00a0processo\u00a0psicanal\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um ano depois, outra experi\u00eancia marcante. Decidiu morar um tempo em Londres, e viu na Tate uma exposi\u00e7\u00e3o de Lichtenstein. \u201cQuando vi aquelas telas enormes, uma metralhadora mandando bala em um avi\u00e3o que j\u00e1 est\u00e1 explodindo (\u201cAs I Opened Fire\u201d, 1964), quase ca\u00ed pra tr\u00e1s. Pensei, uau, \u00e9 por aqui que tenho que ir. Mas espera a\u00ed: isso \u00e9 a pop art americana, e eu n\u00e3o vou agora copiar o Lichtenstein, eu n\u00e3o nasci pra isso. Eu n\u00e3o tinha a menor chance de competir com aquilo que eu admirava tanto. N\u00e3o ia ser o seguidor de \u00faltima categoria do Picasso\u201d.\u00a0 Ent\u00e3o, Arruda escreveu em um peda\u00e7o de papel: \u201cn\u00e3o pinto para virar verbete\u201d, conceito escolhido por Adolfo Montejo para nomear a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Victor Arruda conta que foi a partir de ent\u00e3o que decidiu\u00a0persistir no\u00a0que j\u00e1 vinha fazendo. &#8220;N\u00e3o vou fazer arte de\u00a0Nova York.\u00a0Sou brasileiro, de Cuiab\u00e1, Mato Grosso.\u00a0\u00a0Vou\u00a0procurar\u00a0meu\u00a0jeito\u00a0de\u00a0me\u00a0expressar\u201d. Al\u00e9m\u00a0da\u00a0psican\u00e1lise\u00a0que\u00a0tamb\u00e9m\u00a0tem um\u00a0papel\u00a0relevante\u00a0na produ\u00e7\u00e3o do artista. \u201cA psican\u00e1lise revirou tudo,\u00a0o\u00a0sentimento\u00a0de\u00a0culpa\u00a0por\u00a0ser\u00a0homossexual,\u00a0por\u00a0n\u00e3o\u00a0ser\u00a0uma pessoa dita normal, e resolvi enfrentar as quest\u00f5es que vinham de fora: o dedo acusador. Passei a questionar quem era o\u00a0homem normal, maravilhoso,\u00a0o\u00a0pai\u00a0de\u00a0fam\u00edlia\u00a0s\u00e9rio, que usava terno\u00a0&amp;\u00a0gravata. Aquele mesmo que acha normal assediar a\u00a0empregada, dentro\u00a0da\u00a0normalidade\u00a0escravagista,\u00a0\u00a0prometendo-lhe\u00a0pagar um\u00a0&#8220;Sal\u00e1rio\u00a0mais\u00a0justo&#8221;. O tal &#8220;normal&#8221;\u00a0\u00e9 machista, racista, explorador, homof\u00f3bico!\u00a0Entendi isso\u00a0aos vinte e poucos anos. Decidi que minha pintura tinha que ser uma rea\u00e7\u00e3o contra essas pessoas\u00a0conservadoras\u00a0pois\u00a0eram\u00a0as\u00a0donas\u00a0do\u00a0poder. Com as minhas pinturas, aponto o dedo de volta.\u00a0para\u00a0toda\u00a0essa\u00a0nojeira\u00a0que \u00e9\u00a0o\u00a0abuso\u00a0do\u00a0poder\u00a0do\u00a0dinheiro. Contra essas pessoas que\u00a0ditam\u00a0as\u00a0regras. S\u00f3 que n\u00e3o podia falar sobre isso. Por qu\u00ea? Porque a arte\u00a0ainda\u00a0era\u00a0a\u00a0arte\u00a0moderna. N\u00e3o podia ter texto, n\u00e3o podia ter narrativa, n\u00e3o podia\u00a0ter\u00a0perspectiva, frente\u00a0e fundo, n\u00e3o podia ser\u00a0autobiogr\u00e1fica.\u00a0N\u00e3o\u00a0podia\u00a0sexo, n\u00e3o podia nada! Sabe o que resolvi fazer? Resolvi usar\u00a0tudo\u00a0o\u00a0que\u00a0n\u00e3o\u00a0podia\u00a0ao\u00a0mesmo\u00a0tempo!\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Victor Arruda enfatiza que na \u00e9poca recebeu um importante apoio de Antonio Dias. \u201cEle me ajudou muito. Um amigo important\u00edssimo. Foi ele quem me apresentou ao Achille Bonito Oliva, ao Jo\u00e3o Sattamini. Muito generoso.\u00a0Depois, com o surgimento da transvanguarda &#8211; termo cunhado justamente por Achille Bonito Oliva\u00a0&#8211; e a bad art, Victor Arruda sentiu-se encaixado, e identificado com esses movimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele lembra que Gilberto Chateaubriand uma vez disse: &#8220;o que mais me espanta em seu trabalho \u00e9 a sua coragem\u201d. Victor destaca que n\u00e3o est\u00e1 preso a nenhuma data. \u201cO trabalho &#8220;Sal\u00e1rio mais justo&#8221;, de 1975, uma pintura brutal, malfeita, est\u00e1 ligado ao n\u00e9on de &#8220;Homenagem \u00e0s v\u00edtimas do dinheiro&#8221;, de 2014, super elaborado, uma traineira que navegou nas \u00e1guas da Ba\u00eda de Guanabara em frente \u00e0 ArtRio. As duas obras\u00a0est\u00e3o\u00a0na\u00a0exposi\u00e7\u00e3o, ligadas pelo mesmo conceito que faz com elas existam\u201d, afirma. Os temas sociais permeiam toda a exposi\u00e7\u00e3o, como \u201ca tortura, que\u00a0existente em qualquer lugar do mundo, uma coisa pavorosa\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio dos anos 2000, Victor Arruda passou a usar mais cor em seus trabalhos. \u201cSabe que durante 35 anos eu n\u00e3o usei verde? Olha que coisa louca.\u00a0Eu\u00a0pintava\u00a0o\u00a0verde\u00a0e\u00a0depois\u00a0acabava cobrindo de cinza,\u00a0conta&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O artista tem o h\u00e1bito de desenhar durante telefonemas, muitas vezes tarde da noite, quando amigos o procuram para comentar o dia, ou filmes a que assistiram. Para isso, ele se vale de qualquer papel a sua frente, muitas vezes precisando dobrar a folha para continuar desenhando. Depois, o mosaico formado pelas v\u00e1rias imagens se transformam em pintura. \u201cAs imagens s\u00e3o t\u00e3o diferentes que lembra a pr\u00e1tica surrealista de desenhos produzidos\u00a0coletivamente\u201d, explica. A obra \u201cKadavre exquis, meu somente\u201d (2017), em acr\u00edlica sobre tela, de 120 x 80 cm, \u00e9 um exemplo disso. A fam\u00edlia materna de Victor Arruda \u00e9\u00a0russa\u00a0e\u00a0quando\u00a0imigravam para o Brasil,\u00a0sua\u00a0m\u00e3e nasceu, em\u00a0Harbin, na Manch\u00faria, no per\u00edodo em que a R\u00fassia ocupou a cidade, de\u00a0<span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1896\">1896<\/a>\u00a0a\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1924\">1924<\/a>.<\/span> \u201cEles eram muito brancos, de olhos claros.\u00a0J\u00e1\u00a0a\u00a0fam\u00edlia\u00a0de\u00a0meu\u00a0pai\u00a0\u00e9\u00a0uma mistura\u00a0de\u00a0portugueses\u00a0com \u00edndios, negros,\u00a0\u00a0provavelmente\u00a0crist\u00e3os\u00a0novos, por\u00a0isso me considero um coquetel molotov\u201d, brinca. Fiel as suas pr\u00f3prias puls\u00f5es internas, Victor Arruda mant\u00e9m uma trajet\u00f3ria pulsante e coerente, que o p\u00fablico poder\u00e1 conhecer, de forma abrangente, com esta exposi\u00e7\u00e3o no MAM Rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De 17 de mar\u00e7o a 17 de junho.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ,\u00a0inaugura no pr\u00f3ximo dia 17 de mar\u00e7o de 2018, \u00e0s\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6,11,14,2269],"tags":[2681,535,13586,13590,212,13589,6822,13588,338,13587],"class_list":["post-15271","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","category-video-2","tag-adolfo-montejo-navas","tag-antonio-dias","tag-arruda","tag-critico-italiano-achille-bonito-oliva","tag-gilberto-chateaubriand","tag-helio-portocarrero","tag-joao-sattamini","tag-luiz-schymura","tag-museu-de-arte-moderna-do-rio-de-janeiro","tag-victor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15271","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15271"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15271\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15281,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15271\/revisions\/15281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15271"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15271"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15271"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}