{"id":15408,"date":"2018-04-06T19:13:17","date_gmt":"2018-04-06T19:13:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=15408"},"modified":"2018-04-06T19:13:17","modified_gmt":"2018-04-06T19:13:17","slug":"arden-quin-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/arden-quin-em-curitiba","title":{"rendered":"Arden Quin em Curitiba"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-15408 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-4.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-4-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-5.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-5-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-6.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Carmelo-6-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A Sim\u00f5es de Assis Galeria, Curitiba, PR, exibe\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Carmelo Arden Quin &#8211; A Utopia Modernista&#8221;, com obras do artista uruguaio do Grupo Mad\u00ed, sob a curadoria\u00a0de Felipe Scovino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carmelo Arden Quin: modernidade e inven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carmelo Arden Quin \u00e9 um artista uruguaio que se estabelece na Argentina em meados dos anos 1930. \u00c9 importante contextualizar esse per\u00edodo hist\u00f3rico, porque ao largo dos golpes de Estado que se sucederam em diferentes pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina naquele momento, a arte floresceu e alcan\u00e7ou uma qualidade que est\u00e1 sendo somente agora reconhecida mundialmente. Arden Quin faz parte da gera\u00e7\u00e3o seguinte a de outro artista uruguaio, Joaqu\u00edn Torres Garcia. Esse aliou de forma altamente qualitativa a linguagem construtiva &#8211; ainda dando os seus primeiros passos nas Am\u00e9ricas &#8211; cosmologia e espiritualidade com um tra\u00e7o naif sem de forma alguma ser ing\u00eanuo. Algo pr\u00f3ximo da pesquisa de Paul Klee mas com uma originalidade assustadora. Infelizmente, essa produ\u00e7\u00e3o nascida no Uruguai que antecipa quest\u00f5es formais e conceituais e que como fios acabaram tecendo la\u00e7os com a arte construtiva brasileira ainda \u00e9 pouco conhecida por n\u00f3s. E da\u00ed a import\u00e2ncia dessa exposi\u00e7\u00e3o inaugural da Sim\u00f5es de Assis Galeria de Arte em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1938, Arden Quin deixa o Uruguai e segue para Buenos Aires. Encontra uma Argentina em franco decl\u00ednio social e econ\u00f4mico depois de ser uma das maiores pot\u00eancias das Am\u00e9ricas. O pa\u00eds assistiu logo ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial a ascens\u00e3o de Per\u00f3n ao poder e a cont\u00ednua pol\u00edtica de nacionaliza\u00e7\u00e3o. Contudo, no campo das artes pl\u00e1sticas, em meados daquela d\u00e9cada a Argentina inscreveria seu nome na hist\u00f3ria da arte ao ser a base do Grupo Mad\u00ed. Como afirma o manifesto do grupo escrito em 1946:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mad\u00ed confirma o desejo do homem de inventar objetos ao lado da humanidade lutando por uma sociedade sem classes que libera a energia e domina o espa\u00e7o e o tempo em todos os sentidos, e a mat\u00e9ria em suas \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Era o come\u00e7o, digamos, mais maduro de uma pr\u00e1tica consistente da arte n\u00e3o-figurativa na Am\u00e9rica Latina. Arden Quin, Gyula Kosice, Lidy Prati, Rhod Rothfuss, dentre outros artistas, estabelecem a base para a linguagem construtiva na Argentina. Suas pesquisas incluem diversos interesses e escolas da arte, como construtivismo, cubismo e mesmo o surrealismo. A obra de Arden Quin, naquele momento, estava fincada em proposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-ortogonais e principalmente na ideia de desconstruir os limites da moldura. Interessava a ele ter a moldura n\u00e3o como um elemento redutor do espa\u00e7o pict\u00f3rico mas como parte intr\u00ednseca da obra. A moldura passava a ser um elemento de di\u00e1logo consistente com as formas geom\u00e9tricas constru\u00eddas pelo artista. Essa situa\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 bem demonstrada com uma reuni\u00e3o de obras importantes dessa fase na exposi\u00e7\u00e3o. Em <em>Forme Mad\u00ed 2B<\/em> (1946), por exemplo, observem como a linha da moldura obedece ou dialoga com o conjunto em seu interior, formado pelas figuras geom\u00e9tricas irregulares. H\u00e1 um interesse claro em metaforicamente destruir barreiras e integrar moldura, formas e cores como elementos pict\u00f3ricos. Os artistas do grupo Mad\u00ed se interessavam por outras formas planares que n\u00e3o s\u00e3o simplesmente as ortogonais. Come\u00e7aram a elaborar outros pol\u00edgonos, regulares ou irregulares, que se convertiam em pent\u00e1gonos, hex\u00e1gonos, c\u00edrculos e toda a sorte de figuras geom\u00e9tricas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Interessante perceber que o princ\u00edpio da quebra, concreta e metaf\u00f3rica, da moldura tamb\u00e9m se manifestar\u00e1 poucos anos depois no Brasil. Lygia Clark come\u00e7a em 1952 a produzir <em>Superf\u00edcie modulada<\/em> e <em>Planos em superf\u00edcie modulada<\/em>. Em ambas as s\u00e9ries, a artista desenha a l\u00e1pis sobre o cart\u00e3o uma s\u00e9rie de pol\u00edgonos regulares ou irregulares, sempre utilizando para efeitos \u00f3ticos a rela\u00e7\u00e3o entre cheio e vazio, por conta do preenchimento ou n\u00e3o do interior desses pol\u00edgonos com grafite preto ou cinza. Criava-se, portanto, ainda no plano, um embaralhamento entre as posi\u00e7\u00f5es de figura e fundo. Esses estudos se transformavam em pinturas feitas em tinta industrial sobre madeira, e o que antes era l\u00e1pis demarcando as fronteiras entre os pol\u00edgonos se transforma em fissura. A artista cravava essas linhas fronteiri\u00e7as com bisturi. Foi um passo importante para o que ela chamou de \u201clinha org\u00e2nica\u201d e que chegou at\u00e9 \u00e0 sua c\u00e9lebre s\u00e9rie <em>Bichos<\/em> (1960-64), pois os pol\u00edgonos das superf\u00edcies moduladas se soltam do plano, alcan\u00e7am o espa\u00e7o e passam a ser modificados por meio de dobradi\u00e7as nas esculturas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse foi um breve coment\u00e1rio sobre as poss\u00edveis conex\u00f5es do trabalho de Arden Quin com a arte brasileira. Chama-me tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o a sua s\u00e9rie intitulada <em>Forme Galb\u00e9e<\/em> (1971), presente na mostra. Eis a sua mais espl\u00eandida pesquisa acerca do cin\u00e9tico. Outro ponto alto dessa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a oportunidade de termos acesso a um n\u00famero robusto de obras do artista ao mesmo tempo em que percebemos e refletimos sobre os v\u00e1rios interesses e pesquisas que Arden Quin realizou. Se durante o Mad\u00ed, sua pesquisa envolvia estudos sobre arte concreta e a forma muito pr\u00f3pria em como os latinos absorveram e reinventaram as pesquisas planares, cubistas e n\u00e3o-euclidianas do movimento concreto europeu, nos anos 1970 Carmelo se volta para a arte cin\u00e9tica e a capacidade de ampliar o conceito de pintura. Ele n\u00e3o est\u00e1 sozinho nessa jornada, pois a pr\u00f3pria Argentina, com Le Parc e Tomasello; a Venezuela, com Cruz-D\u00edez, Otero e Soto; e, o Brasil com Palatnik, Antonio Maluf, Lygia Clark, Mary Vieira, S\u00e9rvulo Esmeraldo, Willys de Castro, dentre muitos outros, tamb\u00e9m desenvolvem suas pesquisas em arte cin\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Determinadas obras da s\u00e9rie <em>Forme Galb\u00e9e<\/em> aludem a uma partitura. Essa sensibilidade do artista em executar ritmos e sinuosidades de grande impacto visual revelam a sua especificidade. \u00c9 importante destacar que o car\u00e1ter cin\u00e9tico dessas obras se d\u00e1 pela forma em como o espectador se coloca defronte a obra, isto \u00e9, a cada mudan\u00e7a de perspectiva dele, a obra cria novas percep\u00e7\u00f5es e imagens. Outro ponto de destaque \u00e9 o fato dela possuir concavidades no suporte da madeira, provocando uma sensa\u00e7\u00e3o de miragem \u00f3ptica. \u00c9 algo semelhante ao que acontece com os <em>Relevos Progressivos<\/em>, de Palatnik, realizados a partir dos anos 1960. Nessas obras, o sequenciamento dos cortes na superf\u00edcie do material \u2013 cart\u00e3o, metal ou madeira \u2013 cria camadas ou ondas que variam dependendo da profundidade e localiza\u00e7\u00e3o do corte, constituindo sua pr\u00f3pria din\u00e2mica. O uso do papel-cart\u00e3o, em especial, \u00e9 algo surpreendente porque a produ\u00e7\u00e3o de relevos empregada pelo artista leva \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de ritmos e sinuosidades de grande impacto visual. J\u00e1 na s\u00e9rie de Arden Quin, n\u00e3o s\u00f3 o jogo pr\u00f3prio de linhas, formas e cores cria uma vibra\u00e7\u00e3o intensa, mas como o suporte em que est\u00e3o instalados \u2013 levando em conta essa perspectiva da concavidade &#8211; reitera e enfatiza a experi\u00eancia \u00f3ptica. Ademais, a linha \u00e9 transformada, por ilus\u00e3o \u00f3ptica, em vibra\u00e7\u00e3o, o material em energia. Quando o espectador se movimenta diante destas obras, o fundo fragmenta a linha de cores ou objetos impregnados sobre a superf\u00edcie (de modo geral s\u00e3o pequenas estruturas de madeira), de modo que ele se apresenta como uma s\u00e9rie de pequenos pontos flutuando no espa\u00e7o. Eis a matem\u00e1tica se metamorfoseando em estruturas vibrat\u00f3rias a servi\u00e7o de uma nova experi\u00eancia de mundo para o sujeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie <em>Plastique<\/em>, realizada em meados dos anos 1980, o artista adotou uma forma de experimenta\u00e7\u00e3o utilizando superf\u00edcies constru\u00eddas e unidades visuais modulares feitas em acr\u00edlico e madeira que redimensionaram a sua obra. N\u00e3o h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o apenas, como se isso fosse pouco, em experimentar novas capacidades cin\u00e9ticas mas tamb\u00e9m a percep\u00e7\u00e3o em construir e organizar um estado pict\u00f3rico. Esta analogia se faz presente na escolha e na ordem com que comp\u00f5e os feixes em acr\u00edlico sobre a madeira. Numa das obras, um recorte em acr\u00edlico, formado por tr\u00eas linhas em paralelo percorrendo a sua extens\u00e3o e sobre as mesmas um conjunto de pequenos aros met\u00e1licos, remete claramente ao bra\u00e7o de uma guitarra ou viol\u00e3o. Esse feixe percorre longitudinalmente a superf\u00edcie do plano compondo com as cores e formas geom\u00e9tricas dispostas, um salto (musical) para o espa\u00e7o. H\u00e1 o pensamento de um pintor articulando formas e cores naquela superf\u00edcie. Arden Quin reatualiza as c\u00e9lebres obras de Picasso, mas para al\u00e9m disso institui a sua marca pr\u00f3pria e autenticidade: refletir sobre o lugar da arte e seu compromisso com a inven\u00e7\u00e3o e com o agora. Ele \u00e9 um artista conectado ao moderno e a todas as formas cr\u00edticas do pensamento cultural. Sua pintura, desde o in\u00edcio, possui um v\u00ednculo com outras artes, seja a m\u00fasica, o design ou a arquitetura. Ao contr\u00e1rio de seus contempor\u00e2neos ligados ao figurativismo, o jovem Carmelo desafiou as regras e desejou que a sua obra alcan\u00e7asse o espa\u00e7o, e assim o foi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma de suas \u00faltimas pinturas, tamb\u00e9m presente na mostra, <em>Domaine n. 18<\/em> (2006), mais uma vez a celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica se faz presente. Corpo de um viol\u00e3o, cordas, fundo, faixas. Tudo est\u00e1 l\u00e1. Fracionados e dispostos em intervalos separados pelo cheio (zonas pintadas em preto) e o vazio (zonas claras), essas partes comp\u00f5em um todo. A moldura recortada continua e refor\u00e7a esse efeito da mobilidade dos planos. As unidades geom\u00e9tricas parecem estar em um balan\u00e7o cont\u00ednuo, mesmo, claro, se tratando de uma pintura. Essa sensa\u00e7\u00e3o se alimenta tamb\u00e9m pelo fato do artista magicamente tornar curvas as retas, possibilitando outra linguagem e visualidade para o elemento concreto. Percebam que essa \u201cmagia\u201d \u00e9 consequ\u00eancia, sem d\u00favida, das experimenta\u00e7\u00f5es da arquitetura moderna que caminham lado a lado ao seu trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Primeiro, por se tratar do trabalho de um artista not\u00e1vel que teve mais de 60 anos de produ\u00e7\u00e3o e tem o seu nome celebrado pela hist\u00f3ria da arte. \u00c9 tamb\u00e9m a oportunidade de o p\u00fablico brasileiro, em especial, tomar contato de forma mais aprofundada com uma obra que se caracterizou pelo compromisso com a inven\u00e7\u00e3o. Este conceito se confunde na obra de Arden Quin com a incessante pesquisa que realizou acerca do movimento. Interessou a ele sob as mais diversas circunst\u00e2ncias, opera\u00e7\u00f5es formais e conceituais ter o espectador como c\u00famplice das suas investiga\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas. Dos anos 1930 \u00e0 primeira d\u00e9cada desse s\u00e9culo, sua obra provocou novas percep\u00e7\u00f5es \u00f3ticas caminhando conjuntamente com as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, art\u00edsticas e culturais que o mundo atravessava. De forma pioneira, e \u00e9 bom destacar esse ponto, sua produ\u00e7\u00e3o estimula o movimento, seja nas rela\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas que a obra promove entre cor, forma e plano al\u00e7ando a pintura ao espa\u00e7o, seja nas obras cin\u00e9ticas, estimulando a participa\u00e7\u00e3o do espectador e promovendo a multiplica\u00e7\u00e3o das imagens. \u00c9 a pr\u00f3pria obra posta em quest\u00e3o, amea\u00e7ando os seus limites e experimentando as suas v\u00e1rias possibilidades de forma intensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Felipe Scovino<\/p>\n<p>QUINN, Arden; KOSICE, Gyula. Manifesto Mad\u00ed. In: AMARAL, Aracy A. (org). <em>Projeto construtivo brasileiro na arte: 1950-1962<\/em>. Rio de Janeiro: MAM; S\u00e3o Paulo: Pinacoteca do Estado, 1977, p. 62-64.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 19 de maio.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sim\u00f5es de Assis Galeria, Curitiba, PR, exibe\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Carmelo Arden Quin &#8211; A Utopia Modernista&#8221;, com obras do artista uruguaio do Grupo Mad\u00ed, sob\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,4,6,9524,3378,11,12,2650],"tags":[49,13686,115,154,13692,13689,13373,1453,13690,293,5494,13688,6047,2978,13691,423,5911,1455,13687,530],"class_list":["post-15408","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-arte-estrangeira","category-exposicoes","category-galerias","category-objetos-2","category-oparalelo","category-outros-estados","category-pinturas-2","tag-antonio-maluf","tag-arden-quin","tag-cruz-diez","tag-felipe-scovino","tag-grupo-madi","tag-gyula-kosice","tag-joaquim-torres-garcia","tag-le-parc","tag-lidy-prati","tag-lygia-clark","tag-mary-vieira","tag-otero","tag-palatnik","tag-paul-klee","tag-rhod-rothfuss","tag-servulo-esmeraldo","tag-simoes-de-assis-galeria-de-arte","tag-soto","tag-tomasello-venezuela","tag-willys-de-castro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15408"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15408\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15417,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15408\/revisions\/15417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}