{"id":15628,"date":"2018-05-09T21:49:11","date_gmt":"2018-05-09T21:49:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=15628"},"modified":"2018-05-09T21:50:28","modified_gmt":"2018-05-09T21:50:28","slug":"presenca-afro-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/presenca-afro-brasil-2","title":{"rendered":"Presen\u00e7a Afro Brasil"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-15628 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/museu-afro11.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/museu-afro11-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/museu-afro-21.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/museu-afro-21-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Mostra homenageia artistas e personalidades negras dos s\u00e9culos XIX e XX, al\u00e9m da arte afro-atl\u00e2ntica de Cuba e do Haiti. No dia 12 de maio, s\u00e1bado, Museu Afro Brasil, institui\u00e7\u00e3o da Secretaria da Cultura do Estado de S\u00e3o Paulo em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Museu Afro Brasil \u2013 organiza\u00e7\u00e3o social de cultura, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o \u201cIsso \u00c9 Coisa de Preto \u2013 130 Anos da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o\u201d. A mostra, com curadoria de Emanoel Ara\u00fajo, destaca a definitiva presen\u00e7a negra na arte, hist\u00f3ria e mem\u00f3ria brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos 130 anos da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o (1888), o Museu Afro Brasil ressalta a compet\u00eancia, o talento e a resist\u00eancia negra nos campos da arquitetura, artes pl\u00e1sticas, escultura, ourivesaria, literatura, m\u00fasica, dan\u00e7a, teatro, idioma e costumes. A mostra destaca a produ\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos XIX e XX, por meio de pinturas, fotografias, litografias, esculturas e desenhos que evidenciam e valorizam a fundamental contribui\u00e7\u00e3o africana e afro-brasileira na constru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds..<\/p>\n<p><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 Coisa de Preto \u00e9 um jarg\u00e3o, um termo preconceituoso e racista nacional, muito usado para descriminar a condi\u00e7\u00e3o de ser afro-brasileiro. Ressignificar tal terminologia, com o objetivo de ressaltar que \u2018coisa de preto\u2019 \u00e9 ter excel\u00eancia nas artes, ci\u00eancias, esportes, medicina e em outros campos relevantes da sociedade, \u00e9 um dos objetivos da exposi\u00e7\u00e3o\u201d, salienta Emanoel Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mulheres e homens negros que marcaram \u00e9poca na recente hist\u00f3ria brasileira em suas respectivas \u00e1reas, tais como o m\u00e9dico Juliano Moreira, o poeta Luiz Gama, o escritor Manuel Querino, a cantora Elza Soares, o editor Francisco Paula Brito, os m\u00fasicos Dorival Caymmi, Jo\u00e3o do Vale, Cartola, Milton Nascimento, Luiz Melodia, Jamel\u00e3o, Pixinguinha, Paulinho da Viola e Itamar Assump\u00e7\u00e3o, a bailarina Mercedes Baptista, o abolicionista Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, a atriz Ruth de Souza, o jogador Pel\u00e9, Madame Sat\u00e3, entre outros, est\u00e3o entre as personalidades negras representadas na mostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nomes como o dos irm\u00e3os Arthur Tim\u00f3theo e Jo\u00e3o Tim\u00f3theo, Heitor dos Prazeres, Solano Trindade, Yedamaria, Mestre Valentim, Nelson Sargento, Eust\u00e1quio Neves, Walter Firmo, Rubem Valentim, Estev\u00e3o Silva, Jos\u00e9 Te\u00f3philo de Jesus, Benedito Jos\u00e9 Tobias, Mureen Basiliat, Rafael Pinto Bandeira, Washington Silveira, Ot\u00e1vio Araujo, Waldomiro de Deus, Antonio Firmino Monteiro, Pierre Verger, Caryb\u00e9, Jo\u00e3o Alves, Maria L\u00eddia Magliani, Caetano Dias, Belmiro de Almeida, Mestre Benon e Jo\u00e3o da Baiana s\u00e3o alguns dos artistas com trabalhos na expostos na mostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe por um lado a data marca os 130 anos da extin\u00e7\u00e3o do trabalho escravo no Brasil, por outro ainda somamos 400 anos de preconceitos, racismo e indiferen\u00e7a das elites olig\u00e1rquicas desse pa\u00eds com rela\u00e7\u00e3o aos negros e negras. S\u00e3o 400 anos de aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas capazes, ao menos, de sanar esses absurdos que n\u00e3o s\u00f3 envolvem a quest\u00e3o de cor e de ra\u00e7a, mas tamb\u00e9m a pobreza que atinge as comunidades onde a maioria negra \u00e9 constantemente objeto do maltrato, do isolamento e da viol\u00eancia noticiada todos os dias pela imprensa, como se normal fosse o mal que atinge em pleno s\u00e9culo XXI essa camada da popula\u00e7\u00e3o exclu\u00edda da educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade, da moradia e dos direitos e privil\u00e9gios das outras classes sociais\u201d, afirma o curador sobre os 130 anos da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Arte Afro-Atl\u00e2ntica de Cuba e Haiti<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cIsso \u00c9 Coisa de Preto \u2013 130 Anos da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o\u201d, rev\u00ea ainda a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de dois pa\u00edses com predominante popula\u00e7\u00e3o negra: Cuba e Haiti. Obras provenientes do sincretismo religioso e da uni\u00e3o entre os cultos do vodum e da igreja cat\u00f3lica, presentes no cotidiano de in\u00fameras fam\u00edlias destas duas na\u00e7\u00f5es abastecidas por corpos negros durante o per\u00edodo do tr\u00e1fico negreiro tamb\u00e9m integram a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esculturas e pinturas que remetem \u00e0 pr\u00e1tica religiosa nos templos afro-cubanos e revelam a sintonia deste povo com a ancestralidade africana, em especial seus escultores que entenderam intimamente como interpretar este sincretismo, integram a o n\u00facleo dedicado a rep\u00fablica socialista de Cuba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o mostra tamb\u00e9m a vitalidade criativa do povo haitiano, atrav\u00e9s das linguagens que a obra de arte pode oferecer: das esculturas em ferro recortadas com seres m\u00edticos, das assemblagens evocando associa\u00e7\u00f5es secretas e das bandeiras bordadas com mi\u00e7angas, com s\u00edmbolos do sincretismo religioso. Todo esse cabedal exposto nesta exposi\u00e7\u00e3o revela um povo voltado para manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas profundas, unido pela f\u00e9 e pelo desejo espiritual das perman\u00eancias ancestrais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vernissage com m\u00fasica africana ao vivo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O grupo Os Escolhidos, criado em 2014, no Brasil, e formado por imigrantes e refugiados da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, se apresentar\u00e1 durante abertura da exposi\u00e7\u00e3o \u201cIsso \u00c9 Coisa de Preto \u2013 130 Anos da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o\u201d. Na ocasi\u00e3o, o grupo entoar\u00e1 diferentes g\u00eaneros musicais como rumba congolesa, acapela, zouk, world music, al\u00e9m de estilos pr\u00f3prios da regi\u00e3o do Congo cantados em diferentes idiomas como lingala, kikongo e swahili.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 29 de julho.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra homenageia artistas e personalidades negras dos s\u00e9culos XIX e XX, al\u00e9m da arte afro-atl\u00e2ntica de Cuba e do Haiti. 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