{"id":1615,"date":"2012-08-31T18:34:15","date_gmt":"2012-08-31T21:34:15","guid":{"rendered":"http:\/\/bolsadearte.com\/?p=1615"},"modified":"2012-08-31T18:34:15","modified_gmt":"2012-08-31T21:34:15","slug":"alejandro-otero-no-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/alejandro-otero-no-brasil-2","title":{"rendered":"Alejandro Otero no Brasil"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1615 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero_3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero_3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero_3-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero_3.jpg 270w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Alejandro_Otero1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>O IAC \u2013 Instituto de Arte Contempor\u00e2nea \u2013, apresenta na Esta\u00e7\u00e3o Pinacoteca, Largo General Os\u00f3rio, S\u00e3o Paulo, SP, &#8220;O Espa\u00e7o Ressoante. Os Coloritmos de Alejandro Otero&#8221;, primeira grande individual no Brasil do artista venezuelano. Pintor e escultor, Alejandro Otero\u00a0\u00e9 um dos mais prestigiados nomes na hist\u00f3ria da abstra\u00e7\u00e3o. Em sua pr\u00e1tica, desenvolveu uma pesquisa l\u00facida e coerente que lhe permitiu gradualmente resolver quest\u00f5es art\u00edsticas, esgotando suas possibilidades que o conduziram\u00a0\u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias compositivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>COLORITMOS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Pinacoteca exibir\u00e1 mais de 40 &#8220;Coloritmos&#8221;,\u00a0cedidas por cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Otero produziu a s\u00e9rie entre 1955 e 1960, valendo-se de um processo construtivo que integrava diferentes tipos de espa\u00e7o em um \u00fanico plano pict\u00f3rico. As obras \u201ctransbordam do plano e lan\u00e7am-se ao espa\u00e7o arquitet\u00f4nico, cingindo-o\u201d, segundo o artista, que prop\u00f4s a no\u00e7\u00e3o do plano como campo espacial de for\u00e7as em expans\u00e3o, funcionando simultaneamente como pintura, volume e arquitetura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pintados com tinta-laca industrial brilhante Duco aplicada a rev\u00f3lver ou rolo sobre madeira ou Plexiglas, os Coloritmos s\u00e3o m\u00f3dulos de composi\u00e7\u00e3o de grande formato sobre estruturas retangulares de suporte. Organizados por faixas escuras e paralelas, dispostas em espa\u00e7os regulares sobre fundo branco, as pinturas ostentam toques de cor entre as faixas que ativam a estrutura do plano por inteiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00eanfase no ritmo e na cor, e n\u00e3o na forma, resultou em uma ambiguidade espacial sugestiva. Com grande rigor e dinamismo visual, Otero articulou uma complexa malha de ritmos e tens\u00f5es de cor, lineares e espaciais, de tal forma que o \u201critmo direcionalmente aberto\u201d se estende para o exterior da pintura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os primeiros &#8220;Coloritmos&#8221; foram constru\u00eddos por meio de faixas pretas e brancas, com toques de cor pura e brilhante. Entre as linhas escuras, esses acentos de cor produzem vibra\u00e7\u00f5es e d\u00e3o origem a um di\u00e1logo entre dimens\u00f5es, ritmos e espa\u00e7os. Nos &#8220;Coloritmos&#8221; posteriores, ele transformou os toques de cor em ret\u00e2ngulos alongados, estabelecendo um esquema mais aberto no qual as faixas, agora destitu\u00eddas de continuidade, parecem formar um bloco s\u00f3lido. Enquanto os primeiros &#8220;Coloritmos&#8221; atra\u00edam o olhar do espectador para o interior do plano, os pain\u00e9is subsequentes remetem o olhar do plano para o espa\u00e7o exterior a ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alejandro Otero frequentou a Escuela de Artes Pl\u00e1sticas de Caracas de 1939 a 1945. Depois, se mudou para Paris, onde aprofundou seus estudos da obra de\u00a0Mondrian e produziu algumas de suas s\u00e9ries pict\u00f3ricas mais importantes. Entre 1946 e 1948, pintou &#8220;Las Cafeteras&#8221;, um conjunto de obras que inicia sua transi\u00e7\u00e3o da figura\u00e7\u00e3o para abstra\u00e7\u00e3o e, exposta em Caracas, em 1949, marcou o lan\u00e7amento da abstra\u00e7\u00e3o e da arte moderna na Venezuela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1951,\u00a0Otero iniciou as s\u00e9ries &#8220;L\u00edneas de color sobre fondo blanco&#8221;\u00a0e &#8220;Collages ortogonales\u2019&#8221; nas quais investigou exaustivamente a concep\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do espa\u00e7o e da estrutura bidimensional. A \u00eanfase espacial nesses trabalhos levou Alejandro Otero a considerar a necessidade de um formato \u201cdiferente da bidimensionalidade da tela e do papel\u201d e imaginar possibilidades oferecidas pela arquitetura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Retornou a Caracas, onde um importante movimento na Arquitetura tinha in\u00edcio. Foi convidado a participar do projeto de integra\u00e7\u00e3o das artes visuais no curso de Arquitetura da Universidad Central de Venezuela. Trabalhando ao lado de um grupo de artistas como\u00a0 Francisco Narv\u00e1ez, Jes\u00fas Rafael Soto,\u00a0Calder,\u00a0L\u00e9ger,\u00a0Arp e\u00a0Vasarely, Otero criou uma s\u00e9rie de obras p\u00fablicas &#8211; anos 50 &#8211; em grandes formatos: os murais e vitrais da Faculdade de Engenharia,\u00a0as &#8220;Policrom\u00edas&#8221; executadas em mosaico de vidro nas fachadas da Faculdade de Arquitetura\u00a0e da Escola de Farm\u00e1cia. No Brasil, a obra de Alejandro Otero foi exposta em quatro edi\u00e7\u00f5es da Bienal de S\u00e3o Paulo, 1957, 1959, 1963 e 1991, sendo agraciada com Honra ao M\u00e9rito na V Bienal, em 1959, al\u00e9m da Bienal do Mercosul em 2007, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mostra \u00e9 uma parceria entre o IAC, Funda\u00e7\u00e3o Nemirovsky e Pinacoteca do Estado e tem curadoria de Rina Carvajal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9\u00a006 de janeiro de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IAC \u2013 Instituto de Arte Contempor\u00e2nea \u2013, apresenta na Esta\u00e7\u00e3o Pinacoteca, Largo General Os\u00f3rio, S\u00e3o Paulo, SP, &#8220;O Espa\u00e7o Ressoante. 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