{"id":1636,"date":"2012-09-04T12:50:03","date_gmt":"2012-09-04T15:50:03","guid":{"rendered":"http:\/\/bolsadearte.com\/?p=1636"},"modified":"2012-09-04T12:50:03","modified_gmt":"2012-09-04T15:50:03","slug":"carvao-mestre-da-cor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/carvao-mestre-da-cor","title":{"rendered":"Carv\u00e3o: Mestre da cor"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-1636 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/convite-aluisio-carv85C496.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/convite-aluisio-carv85C496-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1638\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1638'>\n\t\t\t\tConvite \n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/image.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/image-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-1639\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-1639'>\n\t\t\t\tAlu\u00edsio Carv\u00e3o &#8211; 1956\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A Galeria Bergamin, Jardins, S\u00e3o Paulo, SP, exibe mostra panor\u00e2mica da obra de Aluisio Carv\u00e3o. Denise Mattar, que assina a curadoria, escolheu uma titula\u00e7\u00e3o justa para a exposi\u00e7\u00e3o: &#8220;ALU\u00cdSIO CARV\u00c3O\u00a0 &#8211; Mestre da Cor&#8221;. Conhe\u00e7a a s\u00edntese de seu pensamento curatorial no texto abaixo, uma clara vis\u00e3o da trajet\u00f3ria deste renomado artista brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0S\u00edntese da curadoria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alu\u00edsio Carv\u00e3o ( 1920- 2001) nasceu em Bel\u00e9m do Par\u00e1 e autonomeava-se \u201co amaz\u00f4nico\u201d, pois tinha consci\u00eancia de que a est\u00e9tica luminosa, vibrante e colorida daquela cidade perpassava toda a sua obra. Quando menino admirava a geometria dos ind\u00edgenas brasileiros, observava na arte plum\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o de unidades crom\u00e1ticas exuberantes e fazia pipas, bandeirinhas e estandartes para enfeitar os arraiais.<\/p>\n<p>&#8230;Procurando seu caminho foi ilustrador, cen\u00f3grafo, ator, mudou de cidade e por fim viajou para a capital do pa\u00eds para participar de um curso de especializa\u00e7\u00e3o de professores de desenho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carv\u00e3o chegou ao Rio de Janeiro em 1949, num momento efervescente, no qual estava em curso o sonho da modernidade nacional. Nas artes pl\u00e1sticas levantavam-se discuss\u00f5es acirradas e sofisticadas em torno do Abstracionismo Geom\u00e9trico, uma linguagem que se propunha universal pela constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o racional, sem emo\u00e7\u00f5es, hedonismo ou patriotismo. Eram quest\u00f5es que Carv\u00e3o desconhecia inteiramente, mas, ap\u00f3s completar seu est\u00e1gio, inscreveu-se, em 1952, \u00a0no lend\u00e1rio curso de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde passou a conviver com \u00a0Lygia Pape, Abraham Palatnik, H\u00e9lio Oiticica, Lygia Clark, M\u00e1rio Pedrosa e Ferreira Gullar. Foi um mergulho vertical e radical &#8230;ele participou da cria\u00e7\u00e3o do Grupo Frente (1954-56).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As obras de Carv\u00e3o realizadas nesse per\u00edodo respondem aos enunciados do Concretismo. &#8230;Na s\u00e9rie \u201cCrom\u00e1ticas\u201d, que vai de 1957 a 1960, o artista constr\u00f3i com a cor, que vive e pulsa, plena de emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8230;.O novo grupo, que busca a experimenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma alforria para Carv\u00e3o. Sua pesquisa intensifica-se a tal ponto que a cor sai dos limites da tela para ganhar o espa\u00e7o e o artista produz as emblem\u00e1ticas obras \u00a0\u201cCubo-Cor\u201d(1960) e \u201cCerne-Cor\u201d(1961). Segundo ele:\u00a0 <em>\u201cEu queria uma esp\u00e9cie de resumo da cor, queria, dar corporeidade \u00e0 cor, o vermelho feito com pigmento e cimento. Todo cor, n\u00e3o s\u00f3 superficialmente pintado\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>No final de 1961, Alu\u00edsio parte para a Europa utilizando o pr\u00eamio de viagem recebido do Sal\u00e3o Nacional de 1960.\u00a0 Na volta ao Brasil, em 1963, torna-se professor do MAM-RJ e trabalha em artes gr\u00e1ficas e desenho industrial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo a cor e a geometria quase desaparecem da obra do artista, como que levadas pela ditadura militar que se imp\u00f5e a partir de 1964. &#8230;No final da d\u00e9cada, Carv\u00e3o come\u00e7a a empregar materiais n\u00e3o tradicionais, como tampinhas de garrafas e pregos, construindo obras \u00f3ticas como \u201cSuperf\u00edcie I\u201d, e cin\u00e9ticas\/sonoras como os \u201cFarfalhantes\u201d(1967). Essa pesquisa se estende at\u00e9 1971\/3 quando produz as \u201cConstela\u00e7\u00f5es\u201d realizadas com barbantes tensionados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1975 Alu\u00edsio Carv\u00e3o recome\u00e7a a pintar e a cor volta a ele soberana, luminosa e sensual. Nessas novas pinturas ele rev\u00ea as mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, relembra sua cidade amaz\u00f4nica, alude a pipas, mastros e bandeirinhas. Esses signos po\u00e9ticos, invadidos de cor, alcan\u00e7am sua plenitude na s\u00e9rie de sete obras apresentada 17<sup>a<\/sup> Bienal de S\u00e3o Paulo, em 1983.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda na d\u00e9cada de 1980 Alu\u00edsio tornou-se professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Era adorado pelos alunos e ajudou a formar a chamada \u201cGera\u00e7\u00e3o 80. Em 1997, com vigor redobrado, \u00a0inaugurou duas obras monumentais : o Mural Lagoa-Barra no Rio de Janeiro e o Cubo-Cor no Parque da Marinha em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 sua morte, em 2001, Alu\u00edsio Carv\u00e3o continuou pintando, cada vez mais liricamente. Suas obras s\u00e3o um marco na arte brasileira, e quem o conheceu nunca esquecer\u00e1 de seus olhos luminosos e profundamente azuis, dos quais parecia se desprender a Cor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Denise Mattar<\/p>\n<p>2012<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 14 de setembro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Galeria Bergamin, Jardins, S\u00e3o Paulo, SP, exibe mostra panor\u00e2mica da obra de Aluisio Carv\u00e3o. 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