{"id":16777,"date":"2018-10-04T21:00:08","date_gmt":"2018-10-04T21:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=16777"},"modified":"2018-10-04T22:02:33","modified_gmt":"2018-10-04T22:02:33","slug":"schwanke-na-sim-galeria-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/schwanke-na-sim-galeria-sp","title":{"rendered":"Schwanke na Sim Galeria SP"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-16777 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Schwanke-3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Luiz Schwanke \u00e9 o artista de \u201cPlasticamente outra coisa\u201d, em exibi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo na SIM Galeria, Jardins.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luiz Schwanke: plasticamente outra coisa<\/p>\n<p>\u201cTudo me influenciou\u201d<\/p>\n<p>A frase, datilografada em um documento no qual se enumeram defini\u00e7\u00f5es sobre suas perspectivas art\u00edsticas, pode ser considerada a s\u00edntese da obra de Luiz Henrique Schwanke e tamb\u00e9m dos marcos conceituais de sua gera\u00e7\u00e3o. Pensamentos materializados em textos &#8211; conceitos e comunica\u00e7\u00e3o &#8211; t\u00eam a capacidade de fornecer chaves interpretativas para a obra enigm\u00e1tica, vertiginosa e complexa do autor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De forma recorrente, h\u00e1 o investimento cr\u00edtico que o aponta, de maneira precisa, como importante agente do circuito art\u00edstico fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo, j\u00e1 que muito de sua hist\u00f3ria e atividades se situaram em Joinville (Santa Catarina) e, principalmente, Curitiba (Paran\u00e1). O dado geogr\u00e1fico precisa tamb\u00e9m ser balizado na dimens\u00e3o informacional que sinaliza aquele momento hist\u00f3rico. Schwanke \u00e9 protagonista em uma gera\u00e7\u00e3o para a qual os problemas se colocam a partir de um universo dominado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa globalizados, distante muitas vezes do debate local e desejosa de internacionaliza\u00e7\u00e3o, para cumprir uma promessa de inser\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no ent\u00e3o denominado\u00a0primeiro mundo. Cabe se lembrar da rejei\u00e7\u00e3o das categoriza\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas, imprecisas, por parte de H\u00e9lio Oiticica, em sua busca por transpor o estabelecido e exercitar a antropofagia revisitada do tropicalismo. Seria poss\u00edvel colocar Schwanke nessa rota propositiva?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A intersec\u00e7\u00e3o entre os anos 1970 e 1980 \u2013 a cena cultural, seus artistas, pr\u00e1ticas e debates \u2013 carece ainda de pesquisa e reflex\u00e3o sobre o que foi realizado. O conjunto dos cinco anos finais da primeira d\u00e9cada e os primeiros anos da segunda parecem emblematizar um buraco negro, desconhecido e amedrontador. O estere\u00f3tipo que indica o per\u00edodo como d\u00e9cada perdida, na qual foram abandonados os sonhos de um mundo melhor e justo, que incentivava a pura superficialidade consumista, continua a circular e impactar a avalia\u00e7\u00e3o sobre a arte produzida naqueles anos, consideradas, assim, sem a devida complexidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O entre-d\u00e9cadas continuou a abrigar as pr\u00e1ticas\u00a0experimentais, heran\u00e7a dos anos 1960, agora colocadas em confronto com a forte articula\u00e7\u00e3o do capitalismo global no in\u00edcio dos 1980. Como resultado, o choque de perspectivas, ou melhor, tentativas de incorpora\u00e7\u00e3o e domestica\u00e7\u00e3o daquelas pr\u00e1ticas, que nem sempre se deixaram engolir ou submeter, mas que, em muitos casos, foram obliteradas nas narrativas consagradas. Elas investiram no retorno do interesse na pintura, no hedonismo que a arte proporcionaria e principalmente no estabelecimento de uma arte produzida por jovens para um mercado interessado em novidades. O debate p\u00f3s-modernista tamb\u00e9m colaborou para elabora\u00e7\u00f5es que enfatizam a ironia e o cinismo, assim como a consci\u00eancia da incapacidade dos projetos ut\u00f3picos modernos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, mais do que uma iconoclastia debochada, a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica durante o per\u00edodo no qual o p\u00f3s-modernismo vigorou como perspectiva te\u00f3rica trouxe, como qualidade fundamental uma altera\u00e7\u00e3o importante, a sua rela\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: manipul\u00e1vel. N\u00e3o mais uma progress\u00e3o teleol\u00f3gica cada vez mais aperfei\u00e7oada, mas uma\u00a0estante \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o\u00a0para o uso da arte e de artistas. Nesse sentido, muitas vezes, o amor pelo passado e sua cr\u00edtica feroz (ou mesmo certa indiferen\u00e7a) confluem em uma mesma a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso brasileiro, os embates entre o experimental, a relev\u00e2ncia da tradi\u00e7\u00e3o modernista e a globaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o marcados, em seu in\u00edcio, pela press\u00e3o m\u00e1xima da ditadura e, no transcorrer da d\u00e9cada de 1980, por uma expectativa, a da abertura pol\u00edtica, cada vez mais uma press\u00e3o popular e a cren\u00e7a por parte dos jovens de que tudo seria poss\u00edvel de ser conseguido. Afinal, depois de uma d\u00e9cada de libera\u00e7\u00e3o comportamental e radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, aquela gera\u00e7\u00e3o havia colocado o pa\u00eds em rota democr\u00e1tica&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luiz Henrique Schwanke \u00e9 artista tanto do olhar racionalista quanto do manuseio cr\u00edtico e amoroso da produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. \u201cTudo me influenciou\u201d demonstra seu desejo de degluti\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o \u2013 suas hist\u00f3rias e suas pr\u00e1ticas \u2013 e sua transforma\u00e7\u00e3o pelo filtro pessoal do\u00a0experimental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, se as perspectivas p\u00f3s-modernistas t\u00eam ampla dissemina\u00e7\u00e3o durante esses anos, \u00e9 importante estabelecer suas origens com os exerc\u00edcios da arte\u00a0pop, evidentes refer\u00eancias nas opera\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de Schwanke.\u00a0 Como exemplos, as apropria\u00e7\u00f5es e manipula\u00e7\u00f5es, realizadas nos anos 1970, das produ\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas \u2013 aquelas da mais incontest\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o: Leonardo, de La Tour, Vermeer, Caravaggio, da Messina, Michelangelo, entre outros mais modernos ou contempor\u00e2neos \u2013 em transposi\u00e7\u00f5es atualizadas em contextos marcados pelo banal cotidiano, mas aproximados tamb\u00e9m do design modernista e das imagens da propaganda. As cita\u00e7\u00f5es presentes nessas s\u00e9ries de trabalhos marcados pelo di\u00e1logo hist\u00f3rico e ir\u00f4nico aponta para a percep\u00e7\u00e3o do artista da aproxima\u00e7\u00e3o entre arte e mercadoria, prazer e consumo. Ao mesmo tempo, opera na sintonia com a\u00a0estante da Hist\u00f3ria \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o\u00a0e revela possibilidades de leituras contempor\u00e2neas dessas obras, para al\u00e9m dos formalismos e das qualidades t\u00e9cnicas que as obras hist\u00f3ricas apresentam. Certamente a rela\u00e7\u00e3o da\u00a0arte da tradi\u00e7\u00e3o\u00a0em justaposi\u00e7\u00e3o com o design de matriz modernista apontada por Schwanke evoca o universo de elabora\u00e7\u00e3o do moderno no pa\u00eds, novas narrativas e reconhecimentos, ambos destitu\u00eddos pela perspectiva p\u00f3s-modernista e pelo contexto global contempor\u00e2neo. Al\u00e9m dessa possibilidade interpretativa, essas s\u00e9ries est\u00e3o diretamente ligadas ao marco da arte conceitual norte-americana,\u00a0One and Three Chairs\u00a0(1965), de Joseph Kosuth, um coment\u00e1rio sobre as rela\u00e7\u00f5es entre signos e seus referentes a partir de Charles Pierce. Refer\u00eancias, tradu\u00e7\u00f5es, transposi\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o interesses de Schwanke.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em certo sentido, esse procedimento que conecta tradi\u00e7\u00e3o consagrada e elementos cotidianos do universo da sociedade de consumo refor\u00e7a a constata\u00e7\u00e3o do processo de integra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ao circuito do capitalismo global, algo claramente percebido e exercitado por jovens artistas no Brasil naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sua aproxima\u00e7\u00e3o com a linguagem expressionista dos anos 1980 presente, como exemplo, em\u00a0linguarudos, os perfis, ainda se localiza na ambi\u00eancia\u00a0pop, desdobrada na iconoclastia p\u00f3s-moderna, n\u00e3o de um ponto de vista formalista, mas no ferramental que aciona para destilar seu coment\u00e1rio que articula as seria\u00e7\u00f5es, repeti\u00e7\u00f5es, re\u00fasos de suportes gr\u00e1ficos da comunica\u00e7\u00e3o de massa, interesse expandido nas s\u00e9ries de\u00a0sonetos, tamb\u00e9m daquela d\u00e9cada. Essas experi\u00eancias, como hip\u00f3tese, podem ter se transmutado nos outros conjuntos de representa\u00e7\u00f5es de corpos realizadas com guache, ainda nos anos 1980, nas quais s\u00e3o encontrados ecos tanto das pinturas de mulheres de Willem de Kooning, do ponto de vista de uma provoca\u00e7\u00e3o gestual ou de um pano de fundo er\u00f3tico, quanto das politizadas pinturas das cenas de cidades de Philip Guston, aquelas que deflagram o interesse renovado sobre a pintura neoexpressionista no Brasil. As s\u00e9ries de Kooning e Guston s\u00e3o aterrorizantes. Algo que, em Schwanke, se transforma no\u00a0unheimlichfreudiano, o\u00a0n\u00e3o familiar, o\u00a0estranho: plasticamente outra coisa, s\u00e3o esfinges carregadas de erotismo \u2013 decifra-me ou te devoro. Repete-se a heran\u00e7a antropof\u00e1gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O car\u00e1ter mutante da obra de Schwanke se confirma quando, durante os anos 1990, novamente evoca o interesse no universo que tamb\u00e9m referencia a arte\u00a0pop, com a utiliza\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico \u2013 o mais banal, corriqueiro e caracter\u00edstico material da sociedade de consumo \u2013 em esculturas e objetos que, apesar disso, exigem para sua constru\u00e7\u00e3o l\u00f3gicas de engenharia t\u00e3o exigentes quanto aquelas da arquitetura do concreto. Parece, nessa a\u00e7\u00e3o, realizar um movimento para percorrer a contram\u00e3o do fluxo do mercado, depois da consagra\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e pict\u00f3rica, para abrir novas trilhas experimentais e fora do que o circuito reconhecia. No mesmo sentido, \u00e9 poss\u00edvel ler as instala\u00e7\u00f5es com uso de eletricidade em uma sintonia com uma arte relacionada aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, tamb\u00e9m signos de uma possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o em larga escala, em escala planet\u00e1ria. Entre essas, a obra historicamente ratificada \u00a0Cubo de Luz &#8211; Antinomia, que participa da 21a\u00a0 edi\u00e7\u00e3o da Bienal de S\u00e3o Paulo, que, segundo o pr\u00f3prio artista, foi influenciada por\u00a0Cubocor\u00a0(1960), de Alu\u00edsio Carv\u00e3o, colocando-se, dessa forma, no arco de refer\u00eancias que abriga o concretismo\/neoconcretismo brasileiro em sua busca de articula\u00e7\u00e3o de racionalidade e sensualidade. Encruzilhada de opostos conceituais e temporais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O passado \u00e9 vivo, diferente do que muitas vezes aponta o senso comum. Est\u00e1 sempre em muta\u00e7\u00e3o, e sua reavalia\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o podem alterar as situa\u00e7\u00f5es do presente e, principalmente, as perspectivas de futuros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO meu trabalho procura a transforma\u00e7\u00e3o do passado\u201d<\/p>\n<p>Luiz Henrique Schwanke (1951-1992)<\/p>\n<p>Mirtes Marins<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 27 de outubro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Schwanke \u00e9 o artista de \u201cPlasticamente outra coisa\u201d, em exibi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo na SIM Galeria, Jardins. &nbsp; &nbsp; Luiz Schwanke: plasticamente outra coisa\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4580,6,9524,11,2650,15],"tags":[725,14860,14859,14858,14861,2489,14857,425,2216],"class_list":["post-16777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-desenho-2","category-exposicoes","category-galerias","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-sao-paulo","tag-caravaggio","tag-da-messina","tag-de-la-tour","tag-leonardo","tag-luiz-henrique-schwanke","tag-michelangelo","tag-mirtes-marins","tag-sim-galeria","tag-vermeer"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16777"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16783,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16777\/revisions\/16783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}