{"id":16855,"date":"2018-10-09T22:12:44","date_gmt":"2018-10-09T22:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=16855"},"modified":"2018-10-09T22:12:44","modified_gmt":"2018-10-09T22:12:44","slug":"videos-de-anna-bella-geiger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/videos-de-anna-bella-geiger","title":{"rendered":"V\u00eddeos de Anna Bella Geiger"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-16855 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/EAV-Anna-Bella-Geiger.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/EAV-Anna-Bella-Geiger-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Chama-se \u201cQualquer dire\u00e7\u00e3o fora do centro\u201d a exposi\u00e7\u00e3o de Anna Bella Geiger, atual cartaz no Hall e Galeria subsolo da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Jardim Bot\u00e2nico, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria \u00e9 de Ulisses Carrilho e estende-se at\u00e9 28 de outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A palavra do curador<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Anna Bella Geiger experimentou a passagem do moderno para o contempor\u00e2neo no seu processo de trabalho com excel\u00eancia e f\u00f4lego, interpelando as diversas possibilidades de uma arte sempre compromissada com seu tempo, mas n\u00e3o subalterna a ele. Nos anos 1970, a partir de uma inquieta\u00e7\u00e3o profunda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza do objeto de arte, enveredou suas investidas art\u00edsticas para uma multiplicidade de m\u00eddias como fotomontagem, fotogravura, fotoc\u00f3pia, serigrafia, v\u00eddeo, super-8 e diapositivos produzindo trabalhos que exacerbam categorias estanques. Seus trabalhos rasuram as fronteiras do p\u00fablico e do privado, v\u00e3o da escala espacial ao \u00e2mbito dom\u00e9stico com uma coer\u00eancia de indaga\u00e7\u00f5es que d\u00e1 dimens\u00e3o p\u00fablica a quest\u00f5es que poderiam ter ficado restritas \u00e0 esfera da autoexpress\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artista que reconfigura os contornos e o pertencimento do Brasil e da Am\u00e9rica Latina por meio de geografias f\u00edsicas e humanas, Geiger atesta a impossibilidade de ser o outro e mergulha cartografias num vazio abissal. Os mapas, ao passo que orientam, tamb\u00e9m s\u00e3o formas apartadas do resto do mundo e resultam num singular uso da cor, que j\u00e1 se anunciava em suas gravuras da s\u00e9rie Visceral (anos 1960). A partir das similaridades e possibilidades de articula\u00e7\u00e3o formal entre o mapa brasileiro e latino-americano, desvenda esquemas ideol\u00f3gicos sedimentados por meio de compara\u00e7\u00f5es antropom\u00f3rficas. Os meios t\u00e9cnicos apresentam-se como desdobramentos poss\u00edveis para uma investiga\u00e7\u00e3o conceitual e filos\u00f3fica, o que resta claro para aqueles que t\u00eam o privil\u00e9gio de seguir seus cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A puls\u00e3o gr\u00e1fica, lida frequentemente nos trabalhos em gravura e serigrafia, por exemplo, revela-se tamb\u00e9m nos v\u00eddeos \u201cPassagens 1\u201d e \u201cPassagens 2\u201d, que pontuam o in\u00edcio desta mostra: a imagem bidimensional do v\u00eddeo sugere a escada como linhas, pautas de um caderno em branco, que inscrevem este corpo feminino na narrativa inaugurais da videoarte brasileira e internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de Anna Bella Geiger renova o entendimento de circula\u00e7\u00e3o das imagens e da forma\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria. Interpela aquilo que d\u00e1 forma ao contempor\u00e2neo e o deforma, convoca os mitos do passado, faz presentes hoje. Neste ano, o Programa de Forma\u00e7\u00e3o e Deforma\u00e7\u00e3o da EAV Parque Lage tomou como rota a frase e a ins\u00edgnia desenhadas por Anna Bella Geiger no v\u00eddeo \u201cCenterminal\u201d (1974), filmado um ano antes da funda\u00e7\u00e3o da escola livre, na floresta que integra o Parque Lage. Como estrat\u00e9gia curatorial, esta mostra foi pensada propositadamente para tr\u00eas locais de passagem, tema caro \u00e0 artista &#8211; entrada do Palacete, galeria do Sal\u00e3o Nobre e corredor do subsolo &#8211; orientando-se para qualquer dire\u00e7\u00e3o fora do centro. Esta postura cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte, sua natureza e suas possibilidades s\u00e3o marcas de uma produ\u00e7\u00e3o que renova sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica a partir da sua pertin\u00eancia e atualidade.<\/p>\n<p><em>Ulisses Carrilho<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nGraduada em Letras Anglo-Germ\u00e2nicas pela UFRJ e em Sociologia da Arte pela New York University. Realizou exposi\u00e7\u00f5es, recebeu pr\u00eamios e bolsas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos integram cole\u00e7\u00f5es como a do MoMA (Nova York) e a do Centre Georges Pompidou (Paris). Publicou, com Fernando Cocchiarale, o livro \u201cAbstracionismo geom\u00e9trico e informal\u201d (Funarte, 1987).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chama-se \u201cQualquer dire\u00e7\u00e3o fora do centro\u201d a exposi\u00e7\u00e3o de Anna Bella Geiger, atual cartaz no Hall e Galeria subsolo da Escola de Artes Visuais do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6,11,14,2269],"tags":[1201,2588,1185,160,1668,14898,1095,14897,507,14899],"class_list":["post-16855","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","category-video-2","tag-anna-bella-geiger","tag-centre-georges-pompidou","tag-escola-de-artes-visuais-do-parque-lage","tag-fernando-cocchiarale","tag-funarte","tag-livro-abstracionismo-geometrico-e-informal","tag-moma","tag-new-york-university","tag-parque-lage","tag-ulisses-carrilho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16855"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16859,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16855\/revisions\/16859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}