{"id":17725,"date":"2019-04-03T21:53:21","date_gmt":"2019-04-03T21:53:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=17725"},"modified":"2019-04-03T21:53:21","modified_gmt":"2019-04-03T21:53:21","slug":"o-alienista-na-fortes-daloia-gabriel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/o-alienista-na-fortes-daloia-gabriel","title":{"rendered":"\u201cO Alienista\u201d na Fortes D\u2019Aloia &#038; Gabriel"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-17725 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane-21.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane-21-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Rivane-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A Fortes D\u2019Aloia &amp; Gabriel apresenta\u00a0\u201c<em>O Alienista\u201d<\/em>, a nova exposi\u00e7\u00e3o de Rivane Neuenschwander na Galeria, Vila Madalena, S\u00e3o Paulo, SP. A artista mineira exibe obras em escultura, pintura e v\u00eddeo permeadas por temas como medo, sexualidade, pol\u00edtica e viol\u00eancia. Baseando-se em refer\u00eancias diversas da literatura e da cultura popular, os trabalhos prop\u00f5em narrativas fragmentadas, \u201cfic\u00e7\u00f5es dentro de fic\u00e7\u00f5es\u201d, que convocam o p\u00fablico a refletir sobre a irracionalidade reinante na atualidade, no pa\u00eds e no mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 2013, Rivane Neuenschwander desenvolve uma ampla pesquisa sobre medos de crian\u00e7as atrav\u00e9s de projetos que j\u00e1 passaram por Londres, Dresden, Bogot\u00e1, entre outras. Seu interesse pelo tema volta-se tanto para as investiga\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas sobre o medo e suas variantes (a fobia, a ang\u00fastia e o p\u00e2nico), como tamb\u00e9m pelo medo como afeto fundamental a ser manipulado no \u00e2mbito pol\u00edtico, o que tem levado \u00e0 ascens\u00e3o de governos autorit\u00e1rios em v\u00e1rias partes do mundo. A s\u00e9rie\u00a0\u201c<em>Assombrados\u201d, de <\/em>2019, \u00e9 o mais recente desdobramento dessa pesquisa e trata-se de pinturas em tecido de grande formato que empregam as tradicionais t\u00e9cnicas de colchas de retalhos. O ponto de partida da nova s\u00e9rie foram as oficinas que precederam a exposi\u00e7\u00e3o de Rivane no Museu de Arte do Rio, \u201c<em>O Nome do Medo\u201d, de <\/em>2017, realizadas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. O trabalho combina os medos nomeados pelas crian\u00e7as nas oficinas (como bala perdida, fome, estupro) com os desenhos que elas criaram para representar outros temores associados \u00e0 primeira inf\u00e2ncia (barata, cobra, fantasma). A artista reinterpreta as ilustra\u00e7\u00f5es como silhuetas para ent\u00e3o fragmentar texto e imagem atrav\u00e9s das colchas, signo de conforto e acolhida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aspecto on\u00edrico ressoa tamb\u00e9m em\u00a0\u201c<em>O Alienista\u201d, de <\/em>2019, a obra que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o, composta por cerca de vinte bonecos feitos com tecido, papel mach\u00ea, garrafas de vidro e outros materiais. Rivane inspira-se no livro hom\u00f4nimo de Machado de Assis, publicado originalmente em 1882, no qual um m\u00e9dico funda o hosp\u00edcio Casa Verde. Ap\u00f3s internar compulsoriamente todos os habitantes da cidade, conclui que ele mesmo deve ser hospitalizado, questionando enfim os limites entre loucura e sanidade. A exposi\u00e7\u00e3o promove a transposi\u00e7\u00e3o dos personagens do livro para o atual contexto do pa\u00eds, apresentando os lun\u00e1ticos atrav\u00e9s de alegorias de animais ou plantas, sobre pedestais em planos variados. A artista atribui a cada um deles uma alcunha &#8211; \u201cO Juiz de Fora\u201d, \u201cO Terraplanista\u201d, \u201cO Barbeiro\u201d e \u201cA Vi\u00fava\u201d s\u00e3o alguns deles &#8211; borrando os limites entre fic\u00e7\u00e3o e realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em\u00a0\u201c<em>Tr\u00f3picos Malditos, Gozosos e Devotos\u201d, de <\/em>2018 \u2013 2019, &#8211; t\u00edtulo inspirado, por sua vez, no livro\u00a0\u201cMuseu de Arte do Rio, \u201c<em>O Nome do Medo\u201d, de <\/em>2017, realizadas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rivane faz pinturas sobre madeira que mesclam as cl\u00e1ssicas Shungas\u00a0(xilogravuras er\u00f3ticas japonesas, populares especialmente nos s\u00e9culos XVII e XVIII) com elementos da literatura de cordel. De maneira semelhante \u00e0 de\u00a0\u201c<em>O Alienista\u201d<\/em>, a obra aproxima-se da f\u00e1bula para revelar uma narrativa perversa, permeada pela viol\u00eancia. Seres antropom\u00f3rficos com falos e vulvas aparecem em meio a um vermelho-sangue, indicando o estupro como pr\u00e1tica inaugural da miscigena\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cEnredo\u201d, de <\/em>2016, \u00e9 um v\u00eddeo em parceria com o neurocientista Sergio Neuenschwander que ocupa a sala do segundo andar da Galeria. Projetado em\u00a0<em>loop\u00a0<\/em>e com dura\u00e7\u00e3o de 10:01 minutos, o filme indica em sua pr\u00f3pria estrutura refer\u00eancias diretas \u201c<em>As Mil e Uma Noites\u201d<\/em>, famosa colet\u00e2nea de contos populares do Oriente M\u00e9dio, cuja origem remonta ao s\u00e9culo IX. Na obra de Rivane, confetes de p\u00e1ginas do cl\u00e1ssico s\u00e3o lan\u00e7ados sobre in\u00fameras teias de aranha, desenvolvendo uma narrativa abstrata \u00e0 medida que a estrutura fr\u00e1gil da teia come\u00e7a a ruir sob o peso do papel. A aranha surge aos poucos percorrendo o cen\u00e1rio e lidando com a intromiss\u00e3o da palavra. Na trilha sonora, o m\u00fasico Domenico Lancellotti usa um\u00a0<em>tamburello\u00a0<\/em><span lang=\"EN-US\">p<\/span><span lang=\"EN-US\">ara dar o tom de suspense e, ao mesmo tempo, atribuir novas camadas \u00e0 miscel\u00e2nea de refer\u00eancias da obra. O instrumento t\u00edpico italiano \u00e9 uma esp\u00e9cie de pandeiro usado para tocar a tarantela que, por sua vez, \u00e9 historicamente associada ao tarantismo: a manifesta\u00e7\u00e3o de febre e del\u00edrio causada pelo veneno da aranha.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rivane Neuenschwander nasceu em Belo Horizonte, 1967, e atualmente vive e trabalha em S\u00e3o Paulo. Uma das mais consagradas artistas brasileiras de sua gera\u00e7\u00e3o, possui ampla proje\u00e7\u00e3o internacional, com participa\u00e7\u00f5es em: Bienal de S\u00e3o Paulo (2008, 2006 e 1998), Bienal de Istambul (2011), Bienal de Veneza (2005 e 2003), SITE Santa Fe (1999), entre outras. Suas exposi\u00e7\u00f5es individuais recentes incluem:\u00a0<em>Alegoria del Miedo<\/em>, NC-Arte (Bogot\u00e1, 2018);\u00a0<em>O Nome do Medo<\/em>, MAR (Rio de Janeiro, 2017);\u00a0<em>The Name of Fear<\/em>, Whitechapel Gallery (Londres, 2015);\u00a0<em>mal-entendidos<\/em>, MAM-SP (S\u00e3o Paulo, 2014);\u00a0<em>A Day Like Any Other<\/em>, New Museum (Nova York, 2010) &#8211; exposi\u00e7\u00e3o itinerante que passou tamb\u00e9m por Mildred Lane Kemper Art Museum (Saint Louis), Scottsdale Museum of Contemporary Art (Scottsdale) e Irish Museum of Modern Art (Dublin); e\u00a0<em>At a Certain Distance<\/em>, Malm\u00f6 Konsthall (Malmo, 2010). Sua obra est\u00e1 presente em grandes cole\u00e7\u00f5es institucionais como: Tate Modern (Londres), Guggenheim (Nova York), MoMA (Nova York), TBA21 (Viena), MACBA (Barcelona), Fundaci\u00f3n Jumex (Cidade do M\u00e9xico), Inhotim (Brumadinho), MAM-SP (S\u00e3o Paulo), MAM Rio (Rio de Janeiro), entre outras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Fortes D\u2019Aloia &amp; Gabriel apresenta\u00a0\u201cO Alienista\u201d, a nova exposi\u00e7\u00e3o de Rivane Neuenschwander na Galeria, Vila Madalena, S\u00e3o Paulo, SP. 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