{"id":18250,"date":"2019-07-12T21:15:04","date_gmt":"2019-07-12T21:15:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=18250"},"modified":"2019-07-12T21:15:04","modified_gmt":"2019-07-12T21:15:04","slug":"novissimos-2019-48a-edicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/novissimos-2019-48a-edicao","title":{"rendered":"Nov\u00edssimos 2019, 48\u00aa edi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-18250 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/evandro-machado-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/evandro-machado-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/henrique-de-franca-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/henrique-de-franca-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/marcus-duchen-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/marcus-duchen-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/OBRA-3-sem-t\u00edtulo-II-S\u00e9rie-Para-Uma-Pintura-Tangerina-Bruno-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/OBRA-3-sem-t\u00edtulo-II-S\u00e9rie-Para-Uma-Pintura-Tangerina-Bruno-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Frases retiradas do Tinder viram instala\u00e7\u00e3o, escritas com sal da \u00e1gua do mar s\u00e3o reveladas em telas, n\u00fameros de velhas cadernetas de telefones sendo contatados por um celular de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Foram gravados em v\u00eddeo, cerca de 3.000 fotografias dispostas como uma paleta de Pantone que podem ser manuseadas. Estas e outras linguagens comp\u00f5em as obras da 48\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Sal\u00e3o de Artes Visuais \u201cNov\u00edssimos\u201d, que abrir\u00e1 no dia 18 de julho, \u00e0s 18h, na Galeria de Arte Ibeu, Jardim Bot\u00e2nico, Rio de Janeiro, RJ. Sob curadoria de Cesar Kiraly, a coletiva conta com pinturas, instala\u00e7\u00e3o, objeto, v\u00eddeo e desenhos de 13 artistas selecionados: Cl\u00e1udia Lyrio, Evandro Machado, Fernanda Sattamini, Fernando Soares, Henrique de Fran\u00e7a, Juliana Gretzinger, Marcus Duchen, Mariana Hermeto, Nicole Kouts, Thais Stoklos, Talita Tunala e Tangerina Bruno, uma dupla de artistas g\u00eameos. Na noite de abertura, ser\u00e1 divulgado o nome do artista contemplado com uma exposi\u00e7\u00e3o individual na Galeria de Arte Ibeu em 2020. A edi\u00e7\u00e3o deste ano ser\u00e1 composta por tem\u00e1ticas diversas. Inspirado pelos \u00faltimos debates sobre o poder que as cores t\u00eam de identificar segmentos, o artista Evandro Machado, por exemplo, ir\u00e1 expor imagens que buscam sabotar a transforma\u00e7\u00e3o das cores em discurso pol\u00edtico. As obras retratam um mundo frio e calculista, onde tudo tem que ser levado a uma constru\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica da realidade e os objetos n\u00e3o t\u00eam peso, n\u00e3o h\u00e1 gravidade. Dentro deste universo existem monolitos, presen\u00e7as de imposi\u00e7\u00e3o neste lugar inerte, no qual cubos flutuam carregando uma bandeira similar a brasileira.<br \/>\n&#8220;Parte do discurso do trabalho \u00e9 a vontade de criar confus\u00f5es, a partir da contamina\u00e7\u00e3o desses campos crom\u00e1ticos. O verde e o amarelo t\u00eam o poder de serem representativos do que o brasileiro acredita. Nesse momento nacionalista, percebemos que o vermelho, por exemplo, se tornou uma cor mais dif\u00edcil de ser aceita&#8221;, explica Evandro, que se inspirou no filme &#8220;2001: uma odisseia no espa\u00e7o&#8221; para compor estas obras.<\/p>\n<p>A dupla de g\u00eameos Tangerina Bruno ir\u00e1 expor a s\u00e9rie \u201cPara uma pintura\u201d, composta por 2.971 fotografias em forma de objetos que s\u00e3o oferecidos ao p\u00fablico para serem manuseados. As obras mostram a origem do processo de cria\u00e7\u00e3o dos artistas, que pintam a partir de fotografias tiradas por eles mesmos realizando a\u00e7\u00f5es, da maneira mais natural poss\u00edvel, em casa. \u201cS\u00e3o imagens muito cruas, pois n\u00e3o est\u00e1vamos preocupados se seria uma foto bonita, mas quer\u00edamos entender qual a ideia e chegar na imagem. Pegamos uma \u00fanica imagem e usamos de refer\u00eancia para pintura, ou juntamos para colagem, reunimos no Photoshop para fazer a cena, passamos o desenho para a tela e come\u00e7amos o processo de pintura. Quando pensamos neste processo, geralmente temos acesso ao resultado final. Mas, dessa forma, estamos representando todas as possibilidades que poderiam ser dadas \u00e0 pintura\u201d, analisa a dupla.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO sigilo \u00e9 a garantia do replay&#8221;, &#8220;nunca vou gostar de voc\u00ea mais do que gosto de beber&#8221;, \u201cs\u00f3 me curta se tiver todos os dentes na boca\u201d, \u201cdesaprendi a flertar, mas ainda sei comer e tomar vinho\u201d s\u00e3o algumas das frases presentes no or\u00e1culo que ser\u00e1 apresentado pela carioca Juliana Gretzinger, todas retiradas de aplicativos de relacionamento h\u00e1 cerca de dois anos. \u201cVejo o or\u00e1culo com humor, pois h\u00e1 um deboche envolvido. \u00c9 um or\u00e1culo que, na verdade, n\u00e3o est\u00e1 preocupado em responder nada\u201d, resume a artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernanda Sattamini ir\u00e1 apresentar o trabalho \u201cAs ondas que nos separam\u201d, composto por gravuras com mensagens que a artista escreveu pensando em enviar para algu\u00e9m e, depois, molhou na \u00e1gua do mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O paulistano Marcus Duchen ir\u00e1 expor duas obras inspiradas em uma viagem feita durante cerca de quatro anos por cidades do Sul de Minas, na qual o artista captou as impress\u00f5es e as cores dos locais. Segundo ele, esta \u00e9 uma pesquisa, quase geogr\u00e1fica, de algu\u00e9m que n\u00e3o tinha naturalidade com os ambientes visitados e que, por meio da abstra\u00e7\u00e3o, pode captar as sensa\u00e7\u00f5es proporcionadas pela viagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mariana Hermeto ir\u00e1 apresentar parte de objetos e materiais presentes em uma casa. Em um exerc\u00edcio de agrupamento, a artista trabalha a geometria e a (des)fun\u00e7\u00e3o de cada um deles, buscando a poesia na ressignifica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ordin\u00e1rio. O trabalho de Mariana se baseia na pesquisa da constru\u00e7\u00e3o de uma arquitetura \u00edntima e se assenta no cotidiano e nas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas a partir dele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie &#8220;For\u00e7a&#8221;, Fernando Soares utiliza a borracha de c\u00e2maras de bicicletas e as ressignifica para abordar a maleabilidade da mat\u00e9ria. O artista recolhe o material em uma loja de bicicletas perto de seu ateli\u00ea e tenciona a borracha em um chassi de madeira, retratando as nuances entre o tenso e o relaxado, como a respira\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 abordar movimentos completamente opostos mas que, na verdade, s\u00e3o complementares. &#8220;Nos trabalhos de Nov\u00edssimos, os selecionados s\u00e3o os mais tensionados. Na superf\u00edcie de borracha, for\u00e7o um pouco o material para ter abertura e criar conceitos de espacialidade. O pr\u00f3prio material se contrai e, por vezes, est\u00e1 solto, relaxado, tendendo apenas para a for\u00e7a da gravidade&#8221;, explica o artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os desenhos figurativos de Henrique de Fran\u00e7a exploram o branco do papel atrav\u00e9s de m\u00ednimas insinua\u00e7\u00f5es de linha e sombra. Sua inclina\u00e7\u00e3o a abandonar figuras no vazio \u00e9 audaciosa e intrigante. Assim, o artista define artificialmente os limites entre o urbano e o rural como os limites da civiliza\u00e7\u00e3o, de modo a criar dram\u00e1ticas composi\u00e7\u00f5es onde algo parece estar para acontecer ou acabou de acontecer. H\u00e1 um sentimento de reflex\u00e3o, como se os personagens estivessem em profundo pensamento sobre a vida, mem\u00f3ria, esperan\u00e7a e mudan\u00e7a. Os trabalhos criam hist\u00f3rias com as quais todos podem se relacionar de um ponto de vista pessoal e nost\u00e1lgico, mas ao mesmo tempo relatam o confronto de gera\u00e7\u00f5es, tradi\u00e7\u00f5es e classes, como modo de refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade, por uma perspectiva latino-americana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Thais Stoklos ir\u00e1 apresentar a s\u00e9rie \u201cSol, estou acordada\u201d, falando sobre o dia e noite, luzes do c\u00e9u, o p\u00f4r do sol, de intensidades de energia, de sentimentos humanos. Seus trabalhos s\u00e3o apresentados como verdadeiras pinturas feitas atrav\u00e9s da sobreposi\u00e7\u00e3o de tules, que foram introduzidos nas obras da artista atrav\u00e9s da confec\u00e7\u00e3o de saias de bailarinas para suas filhas. Neste sentido, ela lan\u00e7a m\u00e3o de tudo aquilo que \u00e9 descartado: linhas, pap\u00e9is, galhos, tecidos e pedras s\u00e3o reunidos e, com eles, Thais prop\u00f5e novas formas, agrupando elementos em uma linguagem urbana, industrial ou natural. Como que se tra\u00e7ando caminhos ou construindo monumentos ef\u00eameros, retrata a import\u00e2ncia do sutil, na fugacidade do contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Lyrio ir\u00e1 expor duas obras: &#8220;Teoria&#8221; e &#8220;Anteparo&#8221;. &#8220;Teoria&#8221; \u00e9 um trabalho h\u00edbrido de desenho e pintura, de fic\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia, que tem como objeto o estudo do Pardal, ave da cidade (ave da polis, ave pol\u00edtica). Cl\u00e1udia apresenta esse p\u00e1ssaro de diversas maneiras e aponta algumas de suas caracter\u00edsticas com pequenos textos entremeados. Este trabalho \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de observar e traz as etapas do desenho, os rascunhos, as inseguran\u00e7as e inquieta\u00e7\u00f5es do estudo. Mostra dados do animal e de seu ciclo de vida, nome cient\u00edfico e ano de sua chegada ao Brasil escritos em retalhos de linho colados sobre um canto da tela. J\u00e1 a obra &#8220;Anteparo&#8221; \u00e9 um desenho a carv\u00e3o, grafite e aquarela sobre tela de algod\u00e3o com imprima\u00e7\u00e3o transparente, mostrando uma floresta em perspectiva lateral, com \u00e1rvores secas e queimadas. \u00c9 um pol\u00edptico composto de cinco telas que evocam o formato de um biombo dobr\u00e1vel de pequenas dimens\u00f5es. Na primeira tela \u00e0 esquerda, um p\u00e1ssaro solit\u00e1rio observa a vastid\u00e3o da natureza degradada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inspirada no filme \u201cBlade Runner\u201d, Talita Tunala usa a met\u00e1fora das metr\u00f3poles chuvosas, sombrias e melanc\u00f3licas, trazendo para o presente e representando cenas cotidianas atuais com a mesma atmosfera desalentada. Para Nov\u00edssimos, a artista procurou dar mais densidade aos tons escuros das obras, retirando com ranhuras a cor do papel cart\u00e3o, acrescentando pequenas coberturas com l\u00e1pis de cor, ao inv\u00e9s de usar a tinta sobre o papel branco como normalmente faz. Esse gesto \u00e9 similar ao de um esculpir sutilmente, fazendo emergir imagens como se estivessem esperando para serem descobertas, exigindo do espectador um certo esfor\u00e7o do olhar para seu desvelamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa central dos trabalhos de Nicole Kouts gira em torno da ressignifica\u00e7\u00e3o de imagens, lugares da mem\u00f3ria, narrativas multiformes, sobreposi\u00e7\u00e3o de linguagens, dogmas da atualidade e da arqueologia do processo criativo. Todas essas quest\u00f5es s\u00e3o compreendidas dentro de um contexto de converg\u00eancia e diverg\u00eancia entre os meios anal\u00f3gicos e digitais. Essa investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constante tentativa de encontrar consist\u00eancia e novos par\u00e2metros no quebra-cabe\u00e7as que \u00e9 a linguagem visual contempor\u00e2nea. &#8220;As interlocu\u00e7\u00f5es entre arte e tecnologia, imagem impressa, audiovisual, desenho e colagem s\u00e3o a principal matriz geradora destes trabalhos. H\u00e1 tamb\u00e9m a influ\u00eancia de outras linguagens art\u00edsticas como a m\u00fasica, o cinema, os quadrinhos, a ilustra\u00e7\u00e3o, a literatura e o teatro. Os t\u00edtulos, textos e sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens s\u00e3o um elemento importante, em geral compostos por min\u00facias que coleto em meus cadernos, abordando a amplitude das transforma\u00e7\u00f5es de sentido e de narrativas constru\u00eddas por m\u00faltiplas associa\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Nicole. \u201cNov\u00edssimos\u201d tem como proposta reconhecer e estimular a produ\u00e7\u00e3o de novos artistas, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contempor\u00e2nea brasileira, em suas variadas vertentes. At\u00e9 2018, 633 artistas j\u00e1 haviam participado de \u201cNov\u00edssimos\u201d, que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 1962.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Lyrio \u00e9 natural do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Sua pesquisa busca pensar o ciclo da vida, a natureza e seus elementos, tendo a pintura como linguagem. A artista tem seu interesse voltado para quest\u00f5es crom\u00e1ticas, alqu\u00edmicas, processo e artesania. Em seu trabalho, uma ideia de paisagem vem se deixando entrever atrav\u00e9s de di\u00e1logos com pensamentos de campos de cor, Land Art e com as pesquisas dos viajantes naturalistas. Dist\u00e2ncia, perda, deteriora\u00e7\u00e3o e efemeridade s\u00e3o parte do seu vocabul\u00e1rio. Forma\u00e7\u00e3o em Pintura e Letras (UFRJ), especialista em Hist\u00f3ria da Arte (PUC-Rio) e mestre em Literatura (UFRJ). Algumas exposi\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas: \u201cLuz Bal\u00e3o\u201d (Galeria Solar\/RJ); \u201cPessoas, Cidades e Afins\u201d (MARCO\/MS); \u201cAos Fios Entreguei o Horizonte\u201d (Galeria Hiato, Juiz de Fora\/MG), todas em 2018. Em 2017, destacam-se: \u201cImers\u00f5es\u201d (Casa Fran\u00e7a-Brasil\/RJ), \u201cAl\u00e9m da Imagem\u201d (Sem T\u00edtulo Galeria, Fortaleza\/CE) e \u201cMiragens\u201d (CMAHO\/RJ). Participou dos Sal\u00f5es Rio Claro (2015), Guarulhos e Vinhedo\/Pr\u00eamio Aquisi\u00e7\u00e3o Pintura (2016) e Fortaleza (2017). Artista selecionada para individual no Museu de Arte de Blumenau (SC) em 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Evandro Machado \u00e9 natural de Blumenau, mas vive e trabalha no Rio de Janeiro. Foi ilustrador e desenhista de HQ em Santa Catarina. No Rio de Janeiro, em 2007, frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2006, fez a primeira viagem no Programa Dynamic Encounters e, em 2008, participou da Resid\u00eancia CAPACETE, no Rio de Janeiro. Em 2009, realizou uma campanha da TV Futura para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, com curadoria de Fernando Cochiarale. Recebeu bolsa de estudos no Parque Lage para o Programa, em 2011, e Bolsa de Acompanhamento de Pesquisa, em 2013. Seus trabalhos foram acompanhados por Luiz Ernesto, L\u00edvia Flores e Gl\u00f3ria Ferreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Juliana Gretzinger \u00e9 formada em Pr\u00e1ticas Art\u00edsticas Contempor\u00e2neas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2015) e em Produ\u00e7\u00e3o Audiovisual pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro (2017). Atualmente, \u00e9 estudante no curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, exercendo fun\u00e7\u00e3o de pesquisadora bolsista no projeto PIBIAC Fotografia Contempor\u00e2nea. Pesquisa a fotografia, a imagem digital e os efeitos da internet na sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernanda Sattamini vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua produ\u00e7\u00e3o explora processos experimentais e alternativos, transitando entre fotografia, gravura, escultura e objetos. Tomando como ponto de partida imagens apropriadas e suas pr\u00f3prias fotografias e anota\u00e7\u00f5es, a pesquisa que desenvolve aborda quest\u00f5es acerca da mem\u00f3ria, saudade e solid\u00e3o. Graduada em Publicidade e Marketing pela PUC-Rio, completou seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Ateli\u00ea da Imagem e Escola sem S\u00edtio, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernando Soares nasceu em S\u00e3o Paulo, onde reside e trabalha. Seu trabalho discute a natureza pict\u00f3rica da mat\u00e9ria em si, atrav\u00e9s de pinturas\/objetos, colagens e instala\u00e7\u00f5es. Sua pesquisa parte das propriedades e\/ou ambiguidades dos materiais que utiliza e fatores como a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o dos mesmos em seus trabalhos. Iniciou seus estudos e produ\u00e7\u00f5es de maneira autoditada, aos 17 anos, para posteriormente frequentar o Hermes Artes Visuais, onde ainda participa de elabora\u00e7\u00f5es de projetos e acompanhamento de sua produ\u00e7\u00e3o. Participou de diversas exposi\u00e7\u00f5es coletivas e individuais em galerias e espa\u00e7os independentes, al\u00e9m de ser selecionado para sal\u00f5es e feiras de arte contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Henrique de Fran\u00e7a nasceu e trabalha em S\u00e3o Paulo. Formado em Artes Pl\u00e1sticas pela USJT e p\u00f3s-graduado em Design Gr\u00e1fico pela FAAP, j\u00e1 participou de diversas exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior, entre elas \u201cNo Barrier to Entry\u201d, na Gallery19, em Chicago (2018) e \u201cDesenho Ocupado\u201d, na Galeria Leme, em SP (2009). Entre suas exposi\u00e7\u00f5es individuais destacam-se \u201cTorpor\u201d, no Sesc Interlagos, em SP (2016), e \u201cLugares Congruentes\u201d, no Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa, Portugal (2013). Os trabalhos exploram as possibilidades de representa\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio latino-americano no tocante \u00e0 sua hist\u00f3ria recente, sobrepondo mem\u00f3ria individual e coletiva dentro do escopo do desenho contempor\u00e2neo figurativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O paulistano Marcus Duchen iniciou muito jovem sua trajet\u00f3ria pelas artes, com participa\u00e7\u00f5es em projetos e campanhas como ilustrador, em S\u00e3o Paulo. Em 2001, j\u00e1 em Minas Gerais, se formou em Arquitetura e, em 2004, fez sua primeira mostra coletiva no grupo Po\u00e9ticas Visuais, no Instituto Moreira Salles, em Po\u00e7os de Caldas. Depois, veio a exposi\u00e7\u00e3o individual por premia\u00e7\u00e3o no BDMG Cultural, em 2006, em Belo Horizonte, e a coletiva no Espa\u00e7o Cultural de Guarulhos, em 2008, em S\u00e3o Paulo. Em seguida, uma individual por premia\u00e7\u00e3o no Sal\u00e3o de Arte Contempor\u00e2nea de Guarulhos, no mesmo ano. Outros pr\u00eamios vieram, como a men\u00e7\u00e3o honrosa no Sal\u00e3o de Arte Contempor\u00e2nea de Arceburgo, Minas Gerais, em 2018, a sele\u00e7\u00e3o pela publica\u00e7\u00e3o de arte na Calif\u00f3rnia, Selah Magazine, no mesmo ano, e aprova\u00e7\u00e3o na galeria Art Lab Gallery, em S\u00e3o Paulo, entre outros. Em 2018, o artista tamb\u00e9m teve uma obra inclu\u00edda no Livro \u201cArte Sempre\u201d, colet\u00e2nea dos artistas de Minas Gerais. Sua plataforma de express\u00e3o \u00e9 o \u00f3leo sobre a madeira, em grandes pain\u00e9is que misturam, atualmente, o abstrato a instant\u00e2neos da vida, em tra\u00e7os imemor\u00e1veis de paisagens mineiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mariana Hermeto \u00e9 designer e artista. Sua pesquisa se assenta no cotidiano e nas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas a partir dele. Numa procura por brechas e encaixes, atrav\u00e9s da conten\u00e7\u00e3o e da ruptura, do ac\u00famulo e do vazio, h\u00e1 uma busca silenciosa pela ressignifica\u00e7\u00e3o do comum e pela constru\u00e7\u00e3o de uma arquitetura \u00edntima. Participou de exposi\u00e7\u00f5es coletivas como \u201cForma\u00e7\u00e3o e Deforma\u00e7\u00e3o\u201d, nas Cavalari\u00e7as da EAV Parque Lage, em 2018; \u201cFixo, s\u00f3 o prego\u201d, no Espa\u00e7o Cultural Municipal S\u00e9rgio Porto, e \u201cDoze m\u00e9todos de se chegar a lugar algum\u201d, no Pa\u00e7o Imperial, em 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nicole Kouts \u00e9 graduada em Artes Visuais pelo Centro Universit\u00e1rio Belas Artes de S\u00e3o Paulo e desenvolve seus trabalhos de forma multidisciplinar nas linguagens da arte e tecnologia, do audiovisual, da imagem impressa e do desenho. Participou de exposi\u00e7\u00f5es coletivas nacionais e internacionais, dentre elas a \u201cSP-Arte\u201d (S\u00e3o Paulo, 2018 e 2019), \u201cMADA &#8211; 1\u00aa Mostra Audiovisual do Barreiro\u201d (Belo Horizonte, 2018), Abstratas Moradas (Museu Belas Artes de S\u00e3o Paulo, 2018), \u201c1\u00aa Bienal de Artes de Taubat\u00e9\u201d (Taubat\u00e9 &#8211; SP, 2018) e \u201cCosmovisi\u00f3n Femenina\u201d (Cidade da Guatemala, 2018). Realizou cursos e oficinas com os artistas Paulo Bruscky, Louren\u00e7o Mutarelli, Carlos Fajardo, M\u00e1rcia de Moraes, J. Borges, Helena Freddi e Augusto Sampaio, e \u00e9 assistente da artista Lia Chaia, importantes refer\u00eancias em sua pesquisa. Dedica-se tamb\u00e9m \u00e0 ilustra\u00e7\u00e3o, figurino e cenografia, fantoches e \u00e0 m\u00fasica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Thais Stoklos nasceu na \u00c1frica do Sul e reside em S\u00e3o Paulo. \u00c9 formada em Pedagogia (2000) pela PUC-SP e p\u00f3s-graduada em Imagem e Som pelo Senac (2005). Participou de resid\u00eancia art\u00edstica em Londres, na Slade School of Fine Arts (2016), e em Berlim, na Berlin Art Institute (2017). Participou do grupo de acompanhamento de projetos com Pedro Fran\u00e7a, no Mam (2015), e, atualmente, participa do grupo de acompanhamento com Nino Cais, Carla Chaim e Marcelo Amorim, no Jardim do Hermes. J\u00e1 exp\u00f4s individualmente na Galeria Arte Formato e Arte Hall e, coletivamente, em diversas galerias e sal\u00f5es. Foi ganhadora do pr\u00eamio do Sal\u00e3o Nacional de Artes no Mac de Jata\u00ed.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talita Tunala vive e trabalha no Rio de Janeiro, e \u00e9 graduada em Psicologia. Sua forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica foi feita na EAV\/RJ e na Escola Sem S\u00edtio\/RJ. Dentre as exposi\u00e7\u00f5es que participou nos \u00faltimos tr\u00eas anos, destacam-se a individual \u201cO Melhor Fruto\u201d, no Espa\u00e7o Cultural Correios, em Niter\u00f3i (2019) e as coletivas \u201cAos Fios Entreguei o Horizonte\u201d, na Galeria Hiato, em Juiz de Fora; \u201cA\/Fronta\/A\u201d, na UNB, em Bras\u00edlia; \u201cFeminino Gabinete de Curiosidades\u201d, no Museu Pal\u00e1cio Rio Negro, em Petr\u00f3polis; \u201cLuz Bal\u00e3o\u201d, na Galeria Solar, no Rio de Janeiro, todas em 2018. Em 2017, destacam-se os sal\u00f5es \u201c68\u00ba Sal\u00e3o de Abril Sequestrado\u201d, \u201cSal\u00e3o das Ilus\u00f5es\u201d e \u201cFortaleza\u201d, e as coletivas \u201cMiragens\u201d, no Centro Municipal de Arte H\u00e9lio Oiticica, no Rio de Janeiro; \u201cAl\u00e9m da Imagem\u201d, na Galeria Sem T\u00edtulo, em Fortaleza; \u201cImers\u00f5es Po\u00e9ticas\u201d, na Casa Fran\u00e7a-Brasil, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tangerina Bruno \u00e9 a dupla formada pelos g\u00eameos Let\u00edcias e Cirillo, naturais de Porto Ferreira, onde vivem e trabalham a quatro m\u00e3os e duas cabe\u00e7as, da concep\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o. Assinam com o seu sobrenome, Tangerina Bruno. Entre as exposi\u00e7\u00f5es, destacam-se \u201cNovas Aquisi\u00e7\u00f5es\u201d (2012-2014); \u201cCole\u00e7\u00e3o Gilberto Chateaubriand\u201d, no MAM\/Rio; \u201cColetiva no Auroras\u201d; \u201c17\u00ba Programa Exposi\u00e7\u00f5es\u201d, no MARP\u201d; \u201c28\u00aa Mostra de Arte da Juventude\u201d, no Sesc Ribeir\u00e3o Preto. Entre os sal\u00f5es que j\u00e1 participaram est\u00e3o \u201c50\u00ba Sal\u00e3o de Arte Contempor\u00e2nea de Piracicaba\u201d e o \u201c25\u00ba Sal\u00e3o de Artes Pl\u00e1sticas de Praia Grande\u201d.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 23 de agosto.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frases retiradas do Tinder viram instala\u00e7\u00e3o, escritas com sal da \u00e1gua do mar s\u00e3o reveladas em telas, n\u00fameros de velhas cadernetas de telefones sendo contatados\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4580,6,9524,2086,3378,11,2650,14,1,2269],"tags":[],"class_list":["post-18250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-desenho-2","category-exposicoes","category-galerias","category-instalacao-2","category-objetos-2","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-rio-de-janeiro","category-sem-categoria","category-video-2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18250"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18257,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18250\/revisions\/18257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}