{"id":18867,"date":"2020-01-13T21:39:49","date_gmt":"2020-01-13T21:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=18867"},"modified":"2020-01-15T17:58:12","modified_gmt":"2020-01-15T17:58:12","slug":"floresta-negra-na-paulo-darze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/floresta-negra-na-paulo-darze","title":{"rendered":"Floresta negra na Paulo Darz\u00e9"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-18867 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl 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professor Danillo Barata, permanecendo em temporada at\u00e9 o dia 19 de fevereiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto do curador<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A singularidade dessa mostra est\u00e1 estruturada em um processo sens\u00edvel de como as\u00a0t\u00e9cnicas de pintura tradicional\u00a0s\u00e3o\u00a0renovadas no encontro com as novas m\u00eddias.\u00a0Os aspectos conceituais abordados remetem \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de uma problem\u00e1tica cada vez mais constante na contemporaneidade que diz respeito ao fluxo de imagens, sua frui\u00e7\u00e3o e a cultura remix. \u00c9, segundo o fil\u00f3sofo Philippe Dubois, na incrusta\u00e7\u00e3o \u2013 textura vazada e na espessura da imagem \u2013 que, de certa maneira, os espa\u00e7os de\u00a0produ\u00e7\u00e3o da imagem s\u00e3o reorientados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Anderson Santos\u00a0se irmana a uma nova tend\u00eancia de autores que ao utilizar o digital como dissolu\u00e7\u00e3o da imagem tem como imperativo conhec\u00ea-la para finalmente desintegr\u00e1-la. Essa transi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica da pintura a \u00f3leo para o digital n\u00e3o passa por um aperfei\u00e7oamento, mas sim por uma licen\u00e7a que permite ao artista se reautorizar como pintor, pois isola a pintura para desfigur\u00e1-la, sem hierarquia ou conven\u00e7\u00e3o de gosto. Desse modo, compreende uma vis\u00e3o mais poliss\u00eamica do que entendemos como pintura contempor\u00e2nea. Cria ao modo do que preconiza Gilles Deleuze em \u201cA l\u00f3gica da sensa\u00e7\u00e3o\u201d, para tratar das obras de Francis Bacon, uma fuga em dire\u00e7\u00e3o a uma forma pura, por abstra\u00e7\u00e3o; ou em dire\u00e7\u00e3o a um puro figural, por extra\u00e7\u00e3o ou isolamento, obtido numa equa\u00e7\u00e3o de tentativa e erro, pr\u00f3pria do fazer art\u00edstico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFloresta Negra\u201d\u00a0\u00e9 um divisor de \u00e1guas na po\u00e9tica de Anderson. Nela, ele amadurece, se encontra com sua fam\u00edlia e seus filhos nos contos e f\u00e1bulas dos irm\u00e3os Grimm, envolto na dualidade, no obscuro e o sombrio. Se no passado sua pintura tentava neutralizar a narra\u00e7\u00e3o e a figura\u00e7\u00e3o, nesse momento as micronarrativas invadem o seu cotidiano tra\u00e7ando novas vis\u00f5es de futuro ou de afro futurismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A exposi\u00e7\u00e3o pelo artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho dois filhos, um de um ano e outro de quatro, quase cinco anos. Quando do preparo para esta exposi\u00e7\u00e3o e tendo o costume de contar hist\u00f3rias para eles dormirem, um dia me dei conta que quase todas as hist\u00f3rias infantis se passam em florestas, selvas, ou lugares com uma densa vegeta\u00e7\u00e3o. Comecei ent\u00e3o a relacionar esta descoberta, do protagonismo da floresta como lugar onde surgem as hist\u00f3rias, com o momento de agora, dessa era antropoc\u00eanica que vivemos e do obscurantismo pol\u00edtico mundial, e em particular, com o cen\u00e1rio local.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando voltei da It\u00e1lia no in\u00edcio de 2019, encontrei Salvador em luto, parecia pra mim que uma noite negra tinha encoberto a cidade, os amigos ansiosos, com muito medo do que estava por vir, e, para culminar, no fim de abril perdi minha irm\u00e3. Como sou um otimista e tenho dois filhos pra brincar, descobri com eles que de dentro do escuro podem surgir monstros, lobos ferozes, mas tamb\u00e9m tapetes m\u00e1gicos, cavalos alados e outras hist\u00f3rias. E que \u00e9 por isso que a floresta \u00e9 negra, n\u00e3o ousamos conhec\u00ea-la de verdade e nem podemos, porque ela \u00e9 territ\u00f3rio da nossa imagina\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E se hoje muitos ouvidos se voltam para as vozes que vem de dentro do escuro das florestas do mundo, tentando criar novos tipos de rela\u00e7\u00e3o com os saberes dos povos que de alguma maneira ao longo dos s\u00e9culos cultivaram um modo de viver diverso do modelo em que vivemos, \u00e9 porque parece que o modelo vigente est\u00e1 afundando, como a cidade de Veneza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitos acreditam que a cura para todo o mal dessa era, milagrosamente surgir\u00e1 de dentro do escuro da floresta, ou dos laborat\u00f3rios do vale do Sil\u00edcio, o grande problema que se apresenta \u00e9 que \u201cn\u00e3o tem pra tr\u00e1s\u201d. N\u00f3s n\u00e3o existiremos para toda a eternidade, mas o planeta continuar\u00e1 sem n\u00f3s, apesar do nosso rastro. Se n\u00e3o d\u00e1 pra voltar e consertar o que fizemos, o que nos resta \u00e9 imaginar Wakandas dentro do escuro da floresta, l\u00e1 onde o Google Earth n\u00e3o alcan\u00e7a, e onde utopicamente as novas tecnologias e os saberes tradicionais se encontram e produzem maravilhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o integra meu mestrado na Escola de Belas Artes da UFBa, e trata do encontro da pintura a \u00f3leo com o digital. Entendo que o uso por pintores de tablets e smartphones para a pr\u00e1tica da pintura digital est\u00e1 transformando a maneira como a pintura de cavalete \u00e9 pensada e realizada. O meu objetivo com essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 criar um espa\u00e7o de encontro onde a pintura, a realidade aumentada e o v\u00eddeo convivam sem atritos, nem choques. E que pessoas de todas as idades se divirtam olhando atrav\u00e9s dos seus smartphones as coisas estranhas que encontrei na floresta que imagino. Para isso constru\u00ed junto com a startup Ripensarte, um aplicativo para que as pessoas possam acessar ao conte\u00fado em realidade aumentada contido em v\u00e1rias imagens ao longo da mostra. O app se chama Eosliber e j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente para quem quiser baixar nas lojas IOS e Android, mas a experi\u00eancia de visualiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 se dar\u00e1, estando diante das obras que ser\u00e3o expostas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Anderson Santos nasceu em Salvador, Bahia, 1973, \u00c9 pintor, trabalhando principalmente com o \u00f3leo sobre tela, cart\u00e3o, madeira, e desenhista, utilizando o grafite ou o carv\u00e3o sobre papel, e destes dois caminhos desenvolvendo pintura e desenho digital no iPad, adaptando a t\u00e9cnica tradicional para esta nova realidade digital, com isto realizando experimentos em v\u00eddeo, cartazes e storyboards para cinema. Graduado em Artes Pl\u00e1sticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), exp\u00f4s nas principais capitais brasileiras. Participou na It\u00e1lia da Expoarte em Mil\u00e3o, em ocasi\u00e3o da Expo 2015 e da Esposizione Triennale delle Arti Visive em Roma. Possui obras em cole\u00e7\u00f5es particulares e funda\u00e7\u00f5es no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Entre suas atua\u00e7\u00f5es se destaca a de professor, ministrando oficinas de pintura digital com tablet \u00e9 voltada \u00e0queles que desejam aprender a desenhar e pintar com os novos aplicativos que simulam a pintura tradicional para IPad e tabletes, com foco no aplicativo artrage dispon\u00edvel para os sistemas operacionais iOS e Android. Anderson foi um dos membros do coletivo internacional respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o da revista online Boardilla, na qual se ocupava da editora\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e curadoria, al\u00e9m de produzir e dirigir artisticamente as exposi\u00e7\u00f5es de artes visuais da revista. Atualmente \u00e9 Diretor Art\u00edstico de Ripensarte e um dos respons\u00e1veis pela publica\u00e7\u00e3o da revista online Magazzino. Divide seu atelier entre Salvador e Mil\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Paulo Darz\u00e9 Galeria, Rua Chrysippo de Aguiar 8, Corredor da Vit\u00f3ria, Salvador, Bahia, abre sua programa\u00e7\u00e3o 2020, no dia 30 de janeiro, das 19\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4580,6,9524,11,12,2650],"tags":[17445,67,17455,15986,17447,17453,14422,17454,17448,17446,5986,17449,363,17452,17444,1054,17450,17451],"class_list":["post-18867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-desenho-2","category-exposicoes","category-galerias","category-oparalelo","category-outros-estados","category-pinturas-2","tag-artista-baiano-anderson-santos","tag-bahia","tag-boardilla","tag-corredor-da-vitoria","tag-curadoria-do-professor-danillo-barata","tag-eosliber","tag-escola-de-belas-artes-da-ufba","tag-esposizione-triennale-delle-arti-visive","tag-filosofo-philippe-dubois","tag-floresta-negra","tag-google-earth","tag-irmaos-grimm","tag-paulo-darze-galeria-de-arte","tag-ripensarte","tag-rua-chrysippo-de-aguiar-8","tag-salvador","tag-vale-do-silicio","tag-wakandas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18867"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18875,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18867\/revisions\/18875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}