{"id":18883,"date":"2020-01-21T21:39:20","date_gmt":"2020-01-21T21:39:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=18883"},"modified":"2020-01-21T21:39:20","modified_gmt":"2020-01-21T21:39:20","slug":"evandro-carneiro-apresenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/evandro-carneiro-apresenta","title":{"rendered":"Evandro Carneiro apresenta"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-18883 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Ronaldo-Miranda.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Ronaldo-Miranda-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Helenice.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Helenice-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A Galeria Evandro Carneiro Arte, G\u00e1vea, Shopping G\u00e1vea Trade Center, lojas 108 e 109, apresenta de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 2020 a Exposi\u00e7\u00e3o Helenice Dornelles e Ronaldo Miranda. A mostra re\u00fane cerca de 40 obras, entre telas grandes e trabalhos menores de ambos os artistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto de Laura Olivieri Carneiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Helenice Dornelles nasceu em Santa Maria, RS, em 1959. Cursou Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica, Artes Pl\u00e1sticas e Comunica\u00e7\u00e3o Visual na Universidade Federal desta cidade, mas mudou-se pouco tempo depois para Belo Horizonte, em fun\u00e7\u00e3o de seu gosto por Minas Gerais e embalada pelos Festivais de Inverno de Ouro Preto. Desde sempre posava de modelo para pintores, o que continuou fazendo na Escola Guignard, abrindo-lhe uma s\u00e9rie de contatos com artistas que ali estudavam e desenvolviam trabalhos. Foram anos de muitos aprendizados e de concretiza\u00e7\u00f5es, na medida em que exp\u00f4s em alguns sal\u00f5es, tendo como \u00e1pice desta fase a participa\u00e7\u00e3o no Sal\u00e3o da Pampulha (1985), onde uma visita de Claudio Val\u00e9rio Teixeira e Carlos Roberto Maciel Levy redefiniu os caminhos da artista, trazendo-a para o Rio de Janeiro. Primeiramente, a dupla indicou uma obra sua para o acervo do Museu Nacional de Belas Artes, em 1986. Em seguida, ela chegou na cidade maravilhosa, mas preferiu instalar-se em Niter\u00f3i, entre outros motivos, devido \u00e0 amizade que estabeleceu com Claudio Val\u00e9rio, T\u00e2nia e o c\u00edrculo de amigos que frequentavam o ateli\u00ea do artista, restaurador e professor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Helenice, desde crian\u00e7a, \u00e9 inquieta e criativa, bordava, desenhava, fazia bonecas de croch\u00ea, roupinhas e etc. (entrevista oral com a artista, 2019). Este talento a levou tamb\u00e9m para rotas de interse\u00e7\u00e3o com a publicidade e a moda. Foi ent\u00e3o residir em Nova York, trabalhando no escrit\u00f3rio do designer brasileiro Carlos Falchi, cuja inser\u00e7\u00e3o na moda glamourosa daquela metr\u00f3pole fazia enorme sucesso. Foram 14 anos criando cole\u00e7\u00f5es de bolsas, gravatas, len\u00e7os e roupas com tecidos pintados \u00e0 m\u00e3o pela artista. Os estilistas da empresa espantavam-se com a rapidez e a inventividade de suas cria\u00e7\u00f5es. Esta estamparia encontra-se presente em seu trabalho pict\u00f3rico. Quase sempre vemos manequ ins e tecidos expressivamente coloridos em seus quadros. O tema segue corriqueiro at\u00e9 hoje, conforme nos conta a cr\u00edtica Maria Elizabete Santos Peixoto (cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o individual da artista na Galeria Multiarte, Fortaleza, 1989):<br \/>\n\u201cO universo tem\u00e1tico de sua pintura \u00e9 a casa, o interior e todo o clima subjetivo e solit\u00e1rio impl\u00edcito neste ambiente intimista por excel\u00eancia. E dos elementos mais singelos que comp\u00f5em este cen\u00e1rio peculiar, a artista obt\u00e9m, atrav\u00e9s de seu talento, vasta e rica transfigura\u00e7\u00e3o de seu cotidiano. S\u00e3o bules, plantas, panos, latas de tinta, roupas, entre outros elementos e objetos que, a cada tela, sob cada diferente \u00e2ngulo ou perspectiva, adquirem m\u00faltiplas conota\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso dizer mais nada, a n\u00e3o ser que durante a sua estada em Nova York, a artista exp\u00f4s em galerias de Manhattan, India e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vinte anos antes de Helenice, em 1939, Niter\u00f3i, RJ, nascia o pintor Ronaldo Miranda. Quando crian\u00e7a \u201cestava sempre com os olhos pregados na paisagem vista de Icara\u00ed\u201d, me contou em entrevista oral, 2019. As cores e o horizonte o fascinavam. Talvez j\u00e1 fosse pintor, mas n\u00e3o experimentava esse talento ainda. Queria ser cientista e bem jovenzinho foi trabalhar no laborat\u00f3rio qu\u00edmico Vital Brasil. Ali, as cores o encantavam mais do que tudo e seus experimentos giravam entorno da aprecia\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica. Igualmente se interessava pela humanidade porque sabia que \u201csomente a subjetividade purificava a cor\u201d (entrevista oral, 2019). Assim, cursou psicologia e trabalhou com atendimento cl\u00ednico a vida inteira. Paralelamente, tornou -se um excelente pintor autodidata, desde 1964, quando aflorou a sua \u201cpuls\u00e3o art\u00edstica\u201d, conforme me disse, e alugou um ateli\u00ea \u00e0 beira mar, em Icara\u00ed. Pintava contemplativo da janela o mar batendo na praia, o horizonte, sempre t\u00e3o presente no seu trabalho. Fazia pequenos quadros, desenhados primeiramente a carv\u00e3o, o c\u00e9u alaranjado, o mar azul&#8230; Depois pintou as naturezas mortas, em que reinava a melancia, mas tamb\u00e9m bules e frutas organizados sobre mesas ou janelas com vistas para o mar. Ent\u00e3o vieram as paisagens observadas do ateli\u00ea. E a primeira exposi\u00e7\u00e3o, na Galeria Angelus, Bel\u00e9m do Par\u00e1 (1968). Logo em seguida ganhou o pr\u00eamio do Sal\u00e3o do Mar (1971), entre outros marcos de sua rica carreira art\u00edstica. Decidiu viajar pelo Brasil, sobretudo Nordeste, sempre notando o colorido das paisagens. Exp\u00f4s em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia e na Petite Galerie, no Rio de Janeiro, agradando os cr\u00edticos do naipe de Walmir Ayala. At\u00e9 que em 1974 houve o que ele considera um marco em sua trajet\u00f3ria: ter exposto no Museu Nacional de Belas Artes, ainda jovem e na casa que era c\u00e2none na pintura brasileira. At\u00e9 hoje repetiu duas vezes o m\u00e9rito de expor neste museu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Abelardo Zaluar (1983), \u201cSuavidade e leveza, Claridade e clareza, Tranquilidade e quietude. Simplicidade e s\u00edntese\u201d caracterizam a obra de Ronaldo Miranda. Nas palavras do pr\u00f3prio artista isso se traduz em minimalismo, naturalidade e prazer, porque n\u00e3o h\u00e1 sofrimento em pintar, contou-me. Sem d\u00favida, notam-se placidez e sabedoria por meio de formas e cores observadas em contempla\u00e7\u00e3o. Sua pintura \u00e9 quase meditativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje com 80 anos, Ronaldo segue uma rotina ativa de produzir em seu ateli\u00ea, em Santa Teresa, bairro buc\u00f3lico e atemporal no Rio de Janeiro. Fica l\u00e1 com seu gato Jorge. Enquanto Helenice produz na f\u00e9erica Copacabana, tamb\u00e9m rodeadas de felinos.<br \/>\nNesse ponto os dois artistas se aproximam. Ronaldo e Helenice t\u00eam em comum uma certa solitude para pintar que transparece na pintura de ambos que quase n\u00e3o possui a figura humana. Embora com cen\u00e1rios e paisagens bem diferentes, as cores se expressam fortemente, mas organizadas de maneiras distintas: ele de forma pl\u00e1cida, ela de maneira inquieta. Ao conhecer a hist\u00f3ria de vida dos dois, vemos que seus trabalhos t\u00eam a ver com as caracter\u00edsticas pessoais de cada um. Mas o que os une, al\u00e9m de Niter\u00f3i e o gosto por felinos, \u00e9 certamente a qualidade art\u00edstica, notada por Evandro Carneiro que organizou esta exposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nLaura Olivieri Carneiro<br \/>\nJaneiro 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Galeria Evandro Carneiro Arte, G\u00e1vea, Shopping G\u00e1vea Trade Center, lojas 108 e 109, apresenta de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6,9524,11,2650,14],"tags":[5495,71,17478,17479,2359,11787,17472,17474,17476,631,14368,630,15866,16185,321,343,782,17473,17477,17475,14369,6177],"class_list":["post-18883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-galerias","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-rio-de-janeiro","tag-abelardo-zaluar","tag-belo-horizonte","tag-carl-os-roberto-maciel-levy","tag-carlos-falchi","tag-claudio-valerio-teixeira","tag-escola-guignard","tag-exposicao-helenice-dornelles","tag-exposicao-helenice-dornelles-e-ronaldo-miranda","tag-festivais-de-inverno-de-ouro-preto","tag-fortaleza","tag-galeria-evandro-carneiro-arte","tag-galeria-multiarte","tag-laura-olivieri-carneiro","tag-maria-elizabete-santos-peixoto","tag-minas-gerais","tag-museu-nacional-de-belas-artes","tag-petite-galerie","tag-ronaldo-miranda","tag-salao-da-pampulha","tag-santa-maria","tag-shopping-gavea-trade-center","tag-walmir-ayala"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18883"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18886,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18883\/revisions\/18886"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}