{"id":19011,"date":"2020-03-13T16:09:01","date_gmt":"2020-03-13T16:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=19011"},"modified":"2020-03-13T16:09:01","modified_gmt":"2020-03-13T16:09:01","slug":"como-olhar-para-tras-na-z42-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/como-olhar-para-tras-na-z42-arte","title":{"rendered":"Como olhar para tr\u00e1s\u201d, na Z42 Arte"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-19011 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ilana-Zisman_Arquivo-1_2019_papel-de-seda-acr\u00edlica-e-lona_170cmX350cm_Foto-Dario-Zalis.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Ilana-Zisman_Arquivo-1_2019_papel-de-seda-acr\u00edlica-e-lona_170cmX350cm_Foto-Dario-Zalis-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Priscila-Rocha_Favor-n\u00e3o-brincar_2019_soldados-de-chumbo-e-m\u00e1rmore_150cmX140cm.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Priscila-Rocha_Favor-n\u00e3o-brincar_2019_soldados-de-chumbo-e-m\u00e1rmore_150cmX140cm-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Maria-Am\u00e9lia-Raeder_Estrat\u00e9gia-para-permanecer_2019_nanquim-sobre-papel-vegetal-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Maria-Am\u00e9lia-Raeder_Estrat\u00e9gia-para-permanecer_2019_nanquim-sobre-papel-vegetal-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Mariana-Sussekind_O-dia-que-tiraram-os-lustres_2019_fotografia_filme03_006_30x45-e-40x60.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Mariana-Sussekind_O-dia-que-tiraram-os-lustres_2019_fotografia_filme03_006_30x45-e-40x60-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8211; coletiva tem\u00e1tica &#8211; \u201cComo olhar para tr\u00e1s\u201d, com obras in\u00e9ditas das artistas Ilana Zisman, Maria Am\u00e9lia Raeder, Mariana Sussekind e Priscila Rocha, ocupam todo o espa\u00e7o expositivo da Z42 Arte, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ. Com curadoria de Fernanda Lopes, a mostra traz o tema da mem\u00f3ria, em diferentes aspectos, atrav\u00e9s de obras produzidas em diversos suportes, como fotografia, instala\u00e7\u00e3o, desenho, pintura e objeto. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o apresenta possibilidades de estudo sobre a mem\u00f3ria: mem\u00f3ria como inven\u00e7\u00e3o, como tornar presente algo que est\u00e1 ausente, como reconstru\u00e7\u00e3o de algo que ficou, que \u00e9 presen\u00e7a, e tamb\u00e9m o que sobrou da mem\u00f3ria de algo que n\u00e3o se conhece. Muitas vezes a mem\u00f3ria aparece como rastro, como pista, como insinua\u00e7\u00e3o\u201d, diz a curadora Fernanda Lopes. A ideia da mostra surgiu a partir de um grupo de estudo das artistas com a curadora. Ao longo de seis meses, elas se encontraram para discutir seus trabalhos e quest\u00f5es relacionadas a eles e identificaram que todas vinham, mesmo que de formas diferentes, tratando sobre o tema da mem\u00f3ria em suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Percurso da exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No hall de entrada do casar\u00e3o de 1930 que abriga a Z42 Arte estar\u00e1 uma \u00fanica obra: \u201cMuseu de Hist\u00f3ria (Des)natural\u201d (2019), da artista Priscila Rocha, composta por uma mesa de m\u00e1rmore com pe\u00e7as em gesso dispostas como se estivessem em uma vitrine de museu, inclusive com legendas descritivas. \u201cA ideia da constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria est\u00e1 presente nesse trabalho, onde fa\u00e7o uma brincadeira entre a fic\u00e7\u00e3o e a realidade\u201d, diz a artista. Nesta vitrine, estar\u00e1 um pedestal constru\u00eddo com imagens de soldadinhos, um brinquedo comum da inf\u00e2ncia, fundidos, quase irreconhec\u00edveis; um ret\u00e2ngulo de gesso que lembra um campo de batalha e pequenas pe\u00e7as, tamb\u00e9m com a imagem dos soldadinhos, muitas delas em peda\u00e7os, com a legenda \u201cflashes\u201d, como se fossem flashes de mem\u00f3ria. \u201cPelo fato de serem facilmente reconhecidos e reproduzidos em diversas culturas, localidades e \u00e9pocas, pensei nas imagens e significados destes brinquedos como mem\u00f3ria de inf\u00e2ncia e a rela\u00e7\u00e3o desta com o espa\u00e7o. Inevitavelmente pensei na banaliza\u00e7\u00e3o da guerra, nas condecora\u00e7\u00f5es, nos motivos levianos, na rela\u00e7\u00e3o com o consumo, nas ind\u00fastrias que ela alimenta e \u00e9 alimentada, chegando novamente na ind\u00fastria do brinquedo e nos brinquedos de guerra e como a quest\u00e3o da mem\u00f3ria e do esquecimento \u00e9 articulada neste ciclo no qual a brincadeira se insere\u201d, conta Priscila Rocha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As quatro salas seguintes ser\u00e3o ocupadas cada uma por uma artista. Na primeira delas, \u00e0 direita, estar\u00e3o obras de Ilana Zisman, como \u201cArquivo 1\u201d, da s\u00e9rie Lavagem ou Taharah (ritual judaico pelo qual o corpo passa antes de ser enterrado, que respeita e dignifica o corpo), que mede 170cm X350cm e \u00e9 composta por v\u00e1rios peda\u00e7os de papel de seda tingidos de tons de vermelho, colocados uns sobre os outros. \u201cAs unidades podem remeter \u00e0 vida ou \u00e0 morte\u201d, explica a artista, que tinge cada um dos pap\u00e9is manualmente. A curadora Fernanda Lopes ressalta que \u201cos trabalhos t\u00eam uma forte presen\u00e7a f\u00edsica, mas, ao mesmo tempo, s\u00e3o feitos com materiais fr\u00e1geis que nos remetem \u00e0 ideia de sofrimento, por estarem amontoados e terem a cor vermelha, que nos lembra o sangue, a carne\u201d. A pesquisa da artista parte de uma busca sobre a hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia, que viveu o holocausto, mas cujos registros s\u00e3o poucos, e seu trabalho fala sobre &#8220;aqueles que foram privados da sua hist\u00f3ria, que a tiveram eliminada pela viol\u00eancia e pelo esquecimento\u201d. \u201cApesar do tema, a obra pode ser enquadrada no sofrimento de muitas minorias\u201d, acrescenta a curadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na parede oposta a essa grande obra estar\u00e3o tr\u00eas pinturas feitas sobre camadas de pap\u00e9is vegetais, que s\u00e3o transparentes. \u201cEsses trabalhos trazem outro aspecto da minha pesquisa, que fala que o passado n\u00e3o pode ser olhado como foi. Ele \u00e9 nebuloso e sua opacidade traz a n\u00e3o certeza ou evid\u00eancia do que aconteceu. Utilizando um papel translucido e colocando-os sobrepostos, tento falar de como n\u00e3o se consegue ver as capas do tempo, porque parece uma coisa s\u00f3. Coloco as formas em di\u00e1logo. N\u00e3o se pode mudar o passado- no meu processo, recolho os restos e experimento como eles podem chegar no presente\u201d, explica a artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com trabalhos voltados, nos \u00faltimos anos, para o jornal como objeto central de investiga\u00e7\u00e3o, Maria Am\u00e9lia Raeder apresentar\u00e1, na sala seguinte, a grande instala\u00e7\u00e3o \u201cEstrat\u00e9gia para permanecer\u201d (2019), com 320 desenhos feitos em nanquim sobre papel vegetal, \u201creproduzindo\u201d uma imagem que foi publicada no jornal The New York Times. Os desenhos s\u00e3o feitos a partir de um m\u00e9todo desenvolvido por ela que permite a cria\u00e7\u00e3o de infinitos percursos dentro da mesma imagem. \u201cParece o percorrer de um labirinto, s\u00f3 que ao inv\u00e9s do objetivo do percurso ser encontrar uma sa\u00edda, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 manter-se nele o maior tempo poss\u00edvel\u201d, explica a artista, que ressalta, ainda, que \u201co resultado desse exerc\u00edcio de perman\u00eancia n\u00e3o pretende ampliar a visualidade da imagem nem sua comunica\u00e7\u00e3o; acaba, talvez, apenas por refor\u00e7ar a invisibilidade das imagens jornal\u00edsticas &#8211; sua voca\u00e7\u00e3o ao esquecimento\u201d, afirma a artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A folha de jornal onde a imagem foi publicada orginalmente estar\u00e1 exposta, mas com as imagens e os textos recortados, apenas deixando vis\u00edvel a legenda da foto. \u201cOs desenhos resultantes deste processo cont\u00eam, cada um, o rastro de um percurso diferente. O mist\u00e9rio que h\u00e1 no rastro instiga um olhar mais atento e investigativo. N\u00e3o mostro a imagem original porque a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcionar ao espectador uma pausa investigativa, um alargamento do tempo de perman\u00eancia no trabalho\u201d, diz Maria Am\u00e9lia Raeder. No corredor ao lado, a mesma pagina de jornal estar\u00e1 reproduzida quatro vezes, mas com as imagens cobertas pelas cores utilizadas na padroniza\u00e7\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o da imagem pelo jornal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seguindo o percurso da exposi\u00e7\u00e3o, chega-se na sala com as obras de Priscila Rocha, que al\u00e9m da vitrine no hall de entrada da Z42, apresentar\u00e1 pinturas, objetos e instala\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m partindo da imagem dos soldadinhos de brinquedo. Marcas de pegadas desses soldados aparecem na pintura \u201cValsa ensaiada\u201d (2019) e bonecos e peda\u00e7os de m\u00e1rmore fragmentados est\u00e3o em \u201cFavor n\u00e3o brincar\u201d (2019). Em sua pesquisa sobre os soldadinhos, Priscila Rocha chegou na folha de acanto e na mem\u00f3ria hist\u00f3rica que ela carrega. \u201cH\u00e1 diversos significados ao longo do tempo, como se entrela\u00e7ou com o militarismo e como se disseminou como est\u00e9tica ornamental apagando seus significados hist\u00f3ricos\u201d, afirma. Com isso, ser\u00e3o expostos desenhos em que a folha de acanto aparece, al\u00e9m de um livro de artista com o contexto hist\u00f3rico, al\u00e9m de uma linha do tempo explicativa (como normalmente h\u00e1 em museus hist\u00f3ricos). Por coincid\u00eancia, as grades de ferro das portas de sala que ser\u00e1 ocupada pela artista possuem folhas de acanto, assim como as sancas em gesso. A artista instalar\u00e1, ainda, um papel de parede com imagens dessas folhas na sala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No \u00faltimo sal\u00e3o expositivo, estar\u00e3o os trabalhos de Mariana Sussekind que acompanhou, ao longo de nove meses, o desmonte de um apartamento ap\u00f3s a morte de sua propriet\u00e1ria. Sessenta fotografias desse processo ir\u00e3o compor a instala\u00e7\u00e3o \u201cNo dia que tiraram os lustres\u201d, uma \u201cpesquisa sobre o processo de olhar para tr\u00e1s, reolhar, descartar e preservar\u201d, conta a artista. \u201cMariana fotografou o apartamento compulsivamente, com luz natural, sem interfer\u00eancia. As fotos, de tomadas diferentes e at\u00e9 algumas repetidas, ser\u00e3o montadas de forma instalativa, como se estivesse montando um filme, destacando como a mem\u00f3ria \u00e9 montada\u201d, afirma a curadora Fernanda Lopes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A instala\u00e7\u00e3o conta com um \u00e1udio ambiente, que ajuda a construir a ideia de mem\u00f3ria e de passado. \u201cS\u00e3o tempos distintos e desorganizados que criam uma narrativa lacunar onde o espectador \u00e9 convidado a construir sua pr\u00f3pria montagem. Uma grande hist\u00f3ria em andamento, mas que nunca dar\u00e1 conta de traduzir o que foi\u201d, afirma Mariana Sussekind.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre as artistas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ilana Zisman Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Psicologia na Universidade Santa \u00darsula-RJ, fez cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Filosofia e Arte Contempor\u00e2nea na PUC-Rio, Processo Criativo com Charles Watson e curso de Especializa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade mental no Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Desenvolve, desde 2015, uma pesquisa art\u00edstica atrav\u00e9s do que chama \u201ctecnologia do fragmento\u201d, na tentativa de reconstruir uma mem\u00f3ria do inenarr\u00e1vel e do sil\u00eancio. Investiga como materiais que remetem \u00e0s hist\u00f3rias podem ser utilizados para acessar um passado fraturado no tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maria Am\u00e9lia Raeder Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Possui P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Arte e Filosofia pela PUC-Rio, especializa\u00e7\u00e3o em artes pelo The Art Institute of Houston-USA e gradua\u00e7\u00e3o em Arquitetura e Urbanismo pela Bennett-RJ. Fez cursos livres na The Glassell School of Art (Houston-USA), na Associacion Estimulo de Bellas Artes (Buenos Aires-AR), na EAV-Parque Lage, na Escola Sem Sitio, no Pa\u00e7o Imperial, no Ateli\u00ea Mundo Novo, de Charles Watson, e participou do Laborat\u00f3rio de Estudos em Arte Contempor\u00e2nea de Frederico Carvalho &#8211; UFRJ (RJ-Brasil). Pesquisa as camadas de significa\u00e7\u00e3o das imagens, em especial na produ\u00e7\u00e3o de sentido das imagens nas m\u00eddias de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mariana Sussekind Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Comunica\u00e7\u00e3o Visual pela PUC-Rio, p\u00f3s-graduada em Fotografia na UCAM e em Cinema Document\u00e1rio na FGV, com mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o e Est\u00e9tica na ECO-UFRJ. Desde 2001 trabalha com montagem de cinema e v\u00eddeo se aprofundando em v\u00eddeoarte e document\u00e1rio e leciona teoria e pr\u00e1tica de montagem em cursos de cinema. Atrav\u00e9s da experimenta\u00e7\u00e3o, do descontrole das imagens, e de uma angustiante observ\u00e2ncia do tempo, a artista mergulha no territ\u00f3rio feminino, onde seu corpo \u00e9 a medida, a forma justa de suas possibilidades no agora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Priscila Rocha Vive e trabalha no Rio de Janeiro. P\u00f3s-graduada em hist\u00f3ria da arte e da arquitetura pela PUC-Rio, frequentou durante sua forma\u00e7\u00e3o cursos do Parque Lage, no Rio de Janeiro, no Instituto Tomie Othake e na FAAP, em S\u00e3o Paulo. Pesquisa as rela\u00e7\u00f5es dos vest\u00edgios do tempo no espa\u00e7o e como o homem se relaciona com eles. Busca encontrar nessa mem\u00f3ria espacial, elementos que possam ser apreendidos e ressignificados artisticamente por t\u00e9cnicas distintas, sublimando a experi\u00eancia desapropriada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a curadora<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernanda Lopes vive e trabalha no Rio de Janeiro. Doutora pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Escola de Belas Artes da UFRJ, Fernanda Lopes atua como Curadora Assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. \u00c9 organizadora, ao lado de Arist\u00f3teles A. Predebon, do livro Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite (Tamandu\u00e1-Arte, 2016), e autora dos livros \u00c1rea Experimental: Lugar, Espa\u00e7o e Dimens\u00e3o do Experimental na Arte Brasileira dos Anos 1970 (Bolsa de Est\u00edmulo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o Cr\u00edtica, Minc\/Funarte, 2012) e \u201c\u00c9ramos o time do Rei\u201d \u2013 A Experi\u00eancia Rex (Pr\u00eamio de Artes Pl\u00e1sticas Marcantonio Vila\u00e7a, Funarte, 2006). Entre as curadorias que vem realizando desde 2008 est\u00e1 a Sala Especial do Grupo Rex na 29\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo (2010). Em 2017 recebeu, ao lado de Fernando Cocchiarale, o Pr\u00eamio Maria Eug\u00eania Franco da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Cr\u00edticos de Arte 2016 pela curadoria de exposi\u00e7\u00e3o Em Polvorosa &#8211; Um panorama das cole\u00e7\u00f5es MAM-Rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De 12 de mar\u00e7o a 11 de abril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8211; coletiva tem\u00e1tica &#8211; \u201cComo olhar para tr\u00e1s\u201d, com obras in\u00e9ditas das artistas Ilana Zisman, Maria Am\u00e9lia Raeder, Mariana Sussekind e Priscila Rocha,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4580,6,8,9524,2086,3378,11,2650,14],"tags":[10938,10930,10924,17780,17782,17783,10926,1244,17768,7394,17785,17773,4625,15680,15677,1185,15676,10931,146,157,160,17776,1668,17769,17778,8415,17784,17786,17770,17771,10927,584,10935,17787,17772,17777,10923,17775,10937,17774,10925,17779,17781,14406],"class_list":["post-19011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-desenho-2","category-exposicoes","category-fotografia","category-galerias","category-instalacao-2","category-objetos-2","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-rio-de-janeiro","tag-29a-bienal-de-sao-paulo","tag-area-experimental-lugar","tag-aristoteles-a-predebon","tag-arquitetura-e-urbanismo-pela-bennett-rj","tag-associacion-estimulo-de-bellas-artes","tag-atelie-mundo-novo","tag-bolsa-de-estimulo-a-producao-critica","tag-charles-watson","tag-como-olhar-para-tras","tag-cosme-velho","tag-curadora-assistente-do-museu-de-arte-moderna-do-rio-de-janeiro","tag-curadoria-de-fernanda-lopes","tag-eav-parque-lage","tag-em-polvorosa-um-panorama-das-colecoes-mam-rio","tag-eramos-o-time-do-rei-a-experiencia-rex","tag-escola-de-artes-visuais-do-parque-lage","tag-escola-sem-sitio","tag-espaco-e-dimensao-do-experimental-na-arte-brasileira-dos-anos-1970","tag-faap","tag-fernanda-lopes","tag-fernando-cocchiarale","tag-filosofia-e-arte-contemporanea-na-puc-rio","tag-funarte","tag-ilana-zisman","tag-instituto-de-psiquiatria-da-ufrj","tag-instituto-tomie-othake","tag-laboratorio-de-estudos-em-arte-contemporanea-de-frederico-carvalho-ufrj","tag-livro-francisco-bittencourt-arte-dinamite","tag-maria-amelia-raeder","tag-mariana-sussekind","tag-mincfunarte","tag-paco-imperial","tag-premio-de-artes-plasticas-marcantonio-vilaca","tag-premio-maria-eugenia-franco-da-associacao-brasileira-dos-criticos-de-arte","tag-priscila-rocha","tag-processo-criativo-com-charles-watson","tag-programa-de-pos-graduacao-da-escola-de-belas-artes-da-ufrj","tag-psicologia-na-universidade-santa-ursula-rj","tag-sala-especial-do-grupo-rex","tag-taharah","tag-tamandua-arte","tag-the-art-institute-of-houston-usa","tag-the-glassell-school-of-art","tag-z42-arte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19011"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19011\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19016,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19011\/revisions\/19016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}