{"id":19379,"date":"2020-09-14T20:53:24","date_gmt":"2020-09-14T20:53:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=19379"},"modified":"2020-09-14T20:53:24","modified_gmt":"2020-09-14T20:53:24","slug":"turbulencias-ceramicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/turbulencias-ceramicas","title":{"rendered":"Turbul\u00eancias Cer\u00e2micas\u00a0"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-19379 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-2-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-2-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Juan-Parada-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Galeria Sim\u00f5es de Assis, Jardins, S\u00e3o Paulo, SP, apresenta entre os dias 19 de setembro e 31 de outubro, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Turbul\u00eancias Cer\u00e2micas&#8221; individual de Juan Parada na qual explora uma via escultural inteiramente diferente. Seus relevos, nascem da alquimia da cer\u00e2mica e de seu lento processo &#8211; orquestrado pela m\u00e3o e pelo calor do fogo &#8211; que leva do \u201ch\u00famus\u201d da terra ao \u201cl\u00e1pis-laz\u00fali\u201d da pedra. No entanto, diferentemente da cer\u00e2mica milenar, essa transmuta\u00e7\u00e3o n\u00e3o para na queima, mas se estende pelo aspecto vers\u00e1til das obras e pelas suas muitas resson\u00e2ncias com a vida.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>As turbul\u00eancias cer\u00e2micas de Juan Parada<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na era atual das impressoras 3D que expelem vagarosamente um fio de pl\u00e1stico derretido para materializar uma sequ\u00eancia digital de abscissas e ordenadas, Juan Parada (nascido em Curitiba, em 1979, atualmente vivendo e trabalhando em S\u00e3o Paulo) explora uma via escultural inteiramente diferente. Seus relevos, dos quais trataremos aqui,\u00a0nascem da alquimia da cer\u00e2mica e de seu lento processo \u2013 orquestrado pela m\u00e3o e pelo calor do fogo \u2013 que leva do \u201ch\u00famus\u201d da terra ao \u201cl\u00e1pis-laz\u00fali\u201d da pedra. No entanto, diferentemente da cer\u00e2mica milenar, essa transmuta\u00e7\u00e3o n\u00e3o para na queima, mas se estende pelo aspecto vers\u00e1til das obras e pelas suas muitas resson\u00e2ncias com a vida.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com efeito, o processo de realiza\u00e7\u00e3o dessas pinturas em relevo mostra-se livre de nostalgia do artesanal, na qual Last tweaks Os diversos micro-padr\u00f5es e modula\u00e7\u00f5es luminosos revelam-se apenas ao observador atento, como em Estratifica\u00e7\u00e3o Geom\u00e9trica (2019), na qual a forma facetada de cada m\u00f3dulo produz um jogo de luz e sombra, dando a impress\u00e3o de cores e tons inst\u00e1veis. A cer\u00e2mica \u00e9 considerada por Parada um \u201cmeio el\u00e1stico\u201d, de \u201cnatureza mais subversiva\u201d, ao contr\u00e1rio das limita\u00e7\u00f5es impostas pelo seu uso tradicional. Assim moldada e harmonizada na sua composi\u00e7\u00e3o, cada obra surge como um labirinto dotado de mil entradas e sa\u00eddas, atrav\u00e9s do qual o olhar \u2013 canalizado, pois submetido a esta condu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica \u2013 retorna constantemente em seu caminho. As correntes e ondas petrificadas, como que interrompidas em seu movimento, tal qual fragmentos congelados de um continuum, ret\u00eam o olhar \u2013\u00a0 tem-se aqui em mente The Great Wave off the Coast of Kanagawa, a famosa gravura de Hokusai (1830).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A complexa geometria ondulat\u00f3ria que norteia principalmente os patterns \u00f3ticos de Estranhos Atratores I e II \u00e9 herdada de artistas do neoconcretismo. Podemos citar, por exemplo, Lygia Clark. Seu primeiro Bicho, em 1960, j\u00e1 aliava o rigor geom\u00e9trico \u00e0 variabilidade dos seres vivos, e foi dado a S\u00e9rgio Camargo, cujos relevos monocrom\u00e1ticos, povoados por pequenos cilindros cortados, eram igualmente amb\u00edguos. Al\u00e9m dessa refer\u00eancia \u00f3bvia, Parada tamb\u00e9m toma emprestado o movimento caracter\u00edstico de seus patterns da arte cin\u00e9tica dos anos 1960 e 1970, como de Bridget Riley, Enrico Castellani e Abraham Palatnik. No entanto, seus relevos, como Linhas de For\u00e7a (2016), remetem a elementos biol\u00f3gicos \u2013 como teias de aranha e a carapa\u00e7a ou pele de certos r\u00e9pteis \u2013 pois Juan Parada apresenta acima de tudo uma est\u00e9tica naturalista, org\u00e2nica (mesmo visceral). Pequenas ondas de areia criadas pelas correntes mar\u00edtimas lhe servir\u00e3o, por exemplo, de ponto de partida para os relevos da s\u00e9rie Elogio \u00e0 \u00c1gua (2018), cujos moldes foram confeccionados diretamente nas praias de Superagui (especialmente preservadas da presen\u00e7a humana).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma hist\u00f3ria naturalista, at\u00e9 mesmo ecol\u00f3gica, se revela igualmente nas primeiras esculturas de vidro transparente em forma de colmeia e com conte\u00fados vegetais diversos (S\u00e9rie Inv\u00f3lucros, 2013-15), destinadas a serem inseridas nos relevos arquitet\u00f4nicos. J\u00e1 os Volumes Simbi\u00f3ticos (2011-12) evocam as formas b\u00e1sicas da Minimal Art \u2013 como os L-Beams (1965) de Robert Morris \u2013, mas com uma das superf\u00edcies, externa ou interna,\u00a0 dotada de abundante vegeta\u00e7\u00e3o. Essas formas por vezes chegam a envolver o observador \u2013 \u00e0 maneira de Anish Kapoor \u2013, mas em uma matriz muito densa, constitu\u00edda de plantas e flores (Mem\u00f3ria da Mat\u00e9ria, Museu da Gravura, Curitiba, 2012). Ali\u00e1s, somente em 2018 esse tipo de ambiente foi mineralizado, com a obra Glaciares, que incorpora uma superf\u00edcie all-over em cer\u00e2mica monocrom\u00e1tica. Trata-se de um quadro panor\u00e2mico de imers\u00e3o, evocando a curva panor\u00e2mica das Nymph\u00e9as, de Claude Monet, no Museu Orangerie em Paris (1915-26).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Mesmo que a forma em tondo (circular) de certos relevos ecoe a hist\u00f3ria da shaped canvas, Parada direciona o espectador ao interior do padr\u00e3o visual, em vez de lhe oferecer um objeto de estudo a ser observado \u00e0 dist\u00e2ncia, friamente (temos aqui em mente Mark Rothko ou Barnett Newman, que preconizavam uma dist\u00e2ncia reduzida entre suas obras e os espectadores, no intuito de aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de imers\u00e3o). Esse tropismo de absor\u00e7\u00e3o \u2013 tanto do olhar como do corpo \u2013 \u00e9 essencial nas pinturas em relevo. Tal pr\u00e1tica \u00e9, ali\u00e1s, um paradoxo em Parada: faz coexistir, e isso n\u00e3o \u00e9 simples, o car\u00e1ter ondulat\u00f3rio e fenom\u00eanico da vida com a invari\u00e1vel dureza do \u201cl\u00e1pis-laz\u00fali\u201d, o rigor geom\u00e9trico do pattern e a materialidade curvil\u00ednea dos relevos, cujas sali\u00eancias e reentr\u00e2ncias evocam as do corpo humano. Um relevo recente, Cascata Invertida (2020), apresenta claramente um motivo de onda, \u00e9 verdade, por\u00e9m voltada para cima, invertendo o sentido da gravidade. V\u00e1rias excresc\u00eancias, ora org\u00e2nicas, remetendo a v\u00edsceras, ora geol\u00f3gicas,\u00a0 evocando rochas, emergem dessas ondas verticais. A sua estranheza, podendo despertar certa avers\u00e3o, refuta o registo ornamental ao qual se poderia erroneamente associar o artista. Essa pr\u00e1tica, que se desenvolve h\u00e1 cerca de dez anos, por mais singular e promissora que seja, insere-se em uma perspectiva hist\u00f3rica mais ampla.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O fazer art\u00edstico de Parada tem suas ra\u00edzes nos anos do p\u00f3s-guerra, quando se misturam arte abstrata e psicologia da percep\u00e7\u00e3o, r\u00e9gua \u00f3ptica e tra\u00e7o manual, cinetismo e neoconcretismo, geometria e psicodelia. Entre os atores de vanguarda, o alem\u00e3o Heinz Mack, &#8211; fundador do grupo ZERO, em 1957, com as obras intituladas Metallreliefs ou Lichtreliefs \u2013 estabelece um di\u00e1logo constante, importante para Juan Parada, entre ordem e caos,\u00a0 mat\u00e9ria e luz. Embora abstratas, suas duas obras evocam a a\u00e7\u00e3o de elementos naturais \u2013 luz do sol, vento e chuva em superf\u00edcies aqu\u00e1ticas ou des\u00e9rticas \u2013, cuja apar\u00eancia n\u00e3o deve nada ao acaso, mas surge da a\u00e7\u00e3o de for\u00e7as fluidas sobre um material male\u00e1vel \u2013 sem\u00a0 desconsiderar, ao mesmo tempo, a rigorosa economia de meios visuais de Lee Ufan (dando simples toques de tinta em relevo em telas imaculadas). O resultado geral desse processo evoca, naturalmente, os tecidos plissados e recobertos com caulim branco de Piero Manzoni, para sua s\u00e9rie de \u201cAchromes\u201d. Por\u00e9m, enquanto o trabalho do italiano lembra as dobras das esculturas da Antiguidade, as obras de Mack e de Parada distinguem-se por seu eco natural e sua din\u00e2mica perceptiva.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Heinz Mack expressou do seguinte modo esse desejo de separar a parte fenom\u00eanica e perceptiva da obra de seu suporte estritamente material: \u201cEu n\u00e3o enxergava mais um relevo de metal, mas uma estrutura vibrante e pulsante, feita de luz. Minha impress\u00e3o era de que a estrutura pairava sobre o relevo de metal, dele se separando, como o reflexo da luz no mar que come\u00e7a a vibrar sob o sol intenso, assumindo a apar\u00eancia de um tapete de luz feito de reflexos de uma luz dan\u00e7ante\u201d<a title=\"\" href=\"https:\/\/simoesdeassis.com\/exposicoes\/turbulencias-ceramicas#_ftn1\" target=\"_blank\" name=\"m_-1456459336005629629__ftnref1\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/simoesdeassis.com\/exposicoes\/turbulencias-ceramicas%23_ftn1&amp;source=gmail&amp;ust=1600202879520000&amp;usg=AFQjCNGx-YuCg3JlvJHx7orGUA00c1uI-A\">[1]<\/a>. Com outros termos est\u00e9ticos e materiais, Juan Parada pretende, atrav\u00e9s de uma matriz material e tang\u00edvel, tornar-nos conscientes da natureza ondulat\u00f3ria, r\u00edtmica e corporificada da vida, como resist\u00eancia \u00faltima ao devir digital do mundo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Prof. Dr. Matthieu Poirier<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"https:\/\/simoesdeassis.com\/exposicoes\/turbulencias-ceramicas#_ftnref1\" target=\"_blank\" name=\"m_-1456459336005629629__ftn1\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/simoesdeassis.com\/exposicoes\/turbulencias-ceramicas%23_ftnref1&amp;source=gmail&amp;ust=1600202879520000&amp;usg=AFQjCNEB87eZGFfTv77euO5LVD6Fq-zCGg\"><span lang=\"FR\">[1]<\/span><\/a>\u00a0Heinz Mack, citado por Yvonne Schwarzer [tradu\u00e7\u00e3o nossa],\u00a0<i>Das Paradies auf Erden schon zu Lebzeiten betreten.\u00a0<\/i><i><span lang=\"EN-US\">Ein Gespr\u00e4ch mit dem Maler und Bildhauer Heinz Mack<\/span><\/i><span lang=\"EN-US\">, Witten, ars momentum Kunstverlag GmbH, 2005, p.\u00a015.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Galeria Sim\u00f5es de Assis, Jardins, S\u00e3o Paulo, SP, apresenta entre os dias 19 de setembro e 31 de outubro, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Turbul\u00eancias Cer\u00e2micas&#8221; individual\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,1934,6,9524,11,15],"tags":[23,1461,6919,17963,17960,10208,3533,5354,2001,904,17958,293,11517,17961,17959,2014,17957,17962],"class_list":["post-19379","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-ceramica","category-exposicoes","category-galerias","category-oparalelo","category-sao-paulo","tag-abraham-palatnik","tag-anish-kapoor","tag-barnett-newman","tag-bridget-riley","tag-claude-monet","tag-enrico-castellani","tag-galeria-simoes-de-assis","tag-grupo-zero","tag-heinz-mack","tag-juan-parada","tag-lee-ufan","tag-lygia-clark","tag-mark-rothko","tag-museu-orangerie","tag-nympheas","tag-piero-manzoni","tag-prof-dr-matthieu-poirier","tag-robert-morris"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19379"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19384,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19379\/revisions\/19384"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}