{"id":20144,"date":"2021-06-04T15:48:50","date_gmt":"2021-06-04T15:48:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=20144"},"modified":"2021-06-04T15:48:50","modified_gmt":"2021-06-04T15:48:50","slug":"di-cavalcanti-muralista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/di-cavalcanti-muralista","title":{"rendered":"Di Cavalcanti, Muralista"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-20144 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Di-Cavalcanti-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Di-Cavalcanti-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Di-Cavalcanti-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Di-Cavalcanti-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEsta exposi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, S\u00e3o Paulo, SP, com curadoria de Ivo Mesquita, busca enfatizar a produ\u00e7\u00e3o de murais e pain\u00e9is de Di Cavalcanti (1897, RJ &#8211; 1976, RJ), dedicada \u00e0 gente brasileira, como toda a sua obra. A brasilidade moderna de Di Cavalcanti est\u00e1 impressa nos 23 trabalhos dispostos em ordem cronol\u00f3gica \u201cde 1925 a 1950\u201d e \u201cde 1950 a 1976\u201d, nos quais pode-se perceber como vai sendo constru\u00edda a sua figura\u00e7\u00e3o, as estrat\u00e9gias no implante das composi\u00e7\u00f5es, as elabora\u00e7\u00f5es formais da sua pl\u00e1stica para essa arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mostra, patrocinada pelo Bradesco, traz os pain\u00e9is\u00a0\u201c<em>Trabalhadores\u201d<\/em><em>\u00a0<\/em>(\u00f3leo sobre tela, 1955) e \u201cBrasil em 4 fases\u201d (\u00f3leo sobre tela, 1965) e mais 19 pinturas (\u00f3leo sobre tela) em grandes dimens\u00f5es que aludem \u00e0 mesma t\u00e9cnica e temas utilizados pelo artista para a composi\u00e7\u00e3o de murais e pain\u00e9is. Entre as pinturas exibidas est\u00e3o \u201cSerenata\u201d e \u201cDevaneio\u201d, ambas de 1927, que preconizaram o primeiro mural modernista brasileiro, criado por Di em 1929 para o Teatro Jo\u00e3o Caetano, o d\u00edptico \u201cSamba e Carnaval\u201d, representado na mostra por duas reprodu\u00e7\u00f5es em vinil na mesma escala. Para que o p\u00fablico possa identificar essa produ\u00e7\u00e3o, quase imposs\u00edvel de ser transportada, a exposi\u00e7\u00e3o conta com uma linha do tempo que recupera datas e locais em que as pe\u00e7as foram instaladas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a pesquisa de Mesquita, ap\u00f3s os murais para o Teatro Jo\u00e3o Caetano &#8211; que ainda permanecem l\u00e1 -, Di Cavalcanti realiza mais tr\u00eas outros na d\u00e9cada de 1930: no Cassino do Quartel do Derby, no Recife, na Escola Chile, no Rio de Janeiro, ambos em 1934 e pintados diretamente na parede, e o painel para o Pavilh\u00e3o da Cia. Franco-Brasileira de Caf\u00e9s na Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Artes e T\u00e9cnicas na Vida Moderna, em Paris. Este \u00faltimo parece estar desaparecido, mas ganhou medalha de ouro no evento enquanto o do Cassino do Derby foi destru\u00eddo pelos militares em 1937, per\u00edodo em que o artista depois de preso, exilou-se na Fran\u00e7a (1936 e 1940). A grande produ\u00e7\u00e3o dessa arte por Di Cavalcanti se desenvolve no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950, ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com a r\u00e1pida industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e a constru\u00e7\u00e3o de um Brasil moderno e democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como aponta o curador, Di Cavalcanti no lugar da ret\u00f3rica dram\u00e1tica de outros muralistas seus contempor\u00e2neos, privilegiou narrativas l\u00edricas e sensuais, em formas e cores exuberantes. \u201cSejam esses murais paisagens com mulheres, pescadores, oper\u00e1rios, malandros ou candangos, em situa\u00e7\u00e3o de festa ou trabalho, transmitem sempre certa leveza em levar a vida, a despeito da realidade social que evocam. \u00c9 o artista inserido no coletivo, reconhecendo-se como parte dele. Di Cavalcanti foi um grande vocal da gente das ruas, dos mercadores e trabalhadores urbanos \u2013 incluindo as prostitutas \u2013, de suas fam\u00edlias, pequenas alegrias, afetos, trag\u00e9dias e desejos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Debru\u00e7ado sobre a obra de Di Cavalcanti, Mesquita em seu ensaio para a exposi\u00e7\u00e3o reflete, entre v\u00e1rios aspectos, sobre a rela\u00e7\u00e3o do artista com os muralistas mexicanos, Diego Rivera, Orosco e Siqueiros, iniciada em 1922 no Rio Janeiro, um ano antes de sua primeira viagem \u00e0 Paris, assim como com seu contempor\u00e2neo Portinari. \u201cPortinari configura o pintor heroico, solit\u00e1rio, militante, comprometido com a gente humilde e despossu\u00edda, narrador eloquente da injusti\u00e7a e da desigualdade, que morre envenenado pelo chumbo de suas tintas. Di Cavalcanti, por sua vez, foi um artista bo\u00eamio, o pintor das mulatas, do samba, do carnaval e das festas populares, num mundo de formas sensuais, perverso, que, a seu modo, provocava o manique\u00edsmo moralista das normas e regras sociais. Dono de uma alma brejeira, hedonista, \u00e9 o trovador da mesti\u00e7agem, o pintor que d\u00e1 visibilidade \u00e0 vida dos invis\u00edveis, \u00e0 for\u00e7a de trabalho suburbana na base da sempre desigual sociedade brasileira.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o cr\u00edtico ainda, o car\u00e1ter figurativo da produ\u00e7\u00e3o de Di Cavalcanti destinada aos edif\u00edcios e espa\u00e7os p\u00fablicos, com base no programa do Muralismo hist\u00f3rico, representava um esfor\u00e7o contr\u00e1rio aos programas da arquitetura moderna, racional e funcionalista, que se desenvolveu no Brasil sobretudo a partir da Segunda Guerra Mundial, e que se associava a uma arte abstrata, aut\u00f4noma, sem narrativas, que se integrasse \u00e0 l\u00f3gica da forma e do espa\u00e7o. \u201cDa\u00ed que, talvez por conta disso, entre o final dos anos 1940 e a d\u00e9cada de 1960, seus pain\u00e9is e murais tenham sido mais encomendados para projetos em edif\u00edcios particulares do que da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d, completa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Esta exposi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita organizada pelo Instituto Tomie Ohtake, S\u00e3o Paulo, SP, com curadoria de Ivo Mesquita, busca enfatizar a produ\u00e7\u00e3o de murais e\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,1096,6,4844,11,2650,15],"tags":[128,3656,240,247,18912,931,2544,18913,18914],"class_list":["post-20144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-moderna-2","category-exposicoes","category-museus","category-oparalelo","category-pinturas-2","category-sao-paulo","tag-di-cavalcanti","tag-diego-rivera","tag-instituto-tomie-ohtake","tag-ivo-mesquita","tag-orosco","tag-portinari","tag-segunda-guerra-mundial","tag-siqueiros","tag-teatro-joao-caetano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20144"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20147,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20144\/revisions\/20147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}