{"id":20179,"date":"2021-06-18T17:03:19","date_gmt":"2021-06-18T17:03:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=20179"},"modified":"2021-06-18T17:03:19","modified_gmt":"2021-06-18T17:03:19","slug":"escrito-no-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/escrito-no-corpo","title":{"rendered":"Escrito no corpo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-20179 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Abdias.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Abdias-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com curadoria de Keyna Eleison e Victor Gorgulho, a Tanya Bonakdar Gallery, Nova York, apresenta de 25 de Junho at\u00e9 30 Julho, uma exposi\u00e7\u00e3o coletiva com obras de Abdias Nascimento, Agrippina R. Manhattan, Antonio Tarsis, Ayrson Her\u00e1clito, Carla Santana, Davi Pontes &amp; Wallace Ferreira, Diambe, Dona Cici, Efrain Almeida, Herbert de Paz, Marcia Falc\u00e3o, Melissa de Oliveira, Mois\u00e9s Patr\u00edcio, Panmela Castro, Paulo Nazareth, Rodrigo Cass e Sonia Gomes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanya Bonakdar Gallery e Fortes D&#8217;Aloia &amp; Gabriel t\u00eam o prazer de apresentar \u201cEscrito no corpo\u201d, na Tanya Bonakdar Gallery. A coletiva \u00e9 um desdobramento da pesquisa realizada para a mostra hom\u00f4nima ocorrida na Carpintaria, Rio de Janeiro, em 2020. A exposi\u00e7\u00e3o costura as produ\u00e7\u00f5es de jovens e consagrados artistas brasileiros com o acervo fotogr\u00e1fico do Teatro Experimental do Negro (TEN), fundado e dirigido por Abdias Nascimento (1914 -2011). \u201cEscrito no Corpo\u201d toma parte do acervo fotogr\u00e1fico do TEN como marco e ponto de partida para a discuss\u00e3o de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ra\u00e7a, identidade e corpo. Em uma \u00e9poca em que experi\u00eancias de injusti\u00e7a e racismo sist\u00eamico se tornaram \u00e1reas cada vez mais urgentes de investiga\u00e7\u00e3o cultural, esta exposi\u00e7\u00e3o estabelece um di\u00e1logo entre as hist\u00f3rias de ra\u00e7a e representa\u00e7\u00e3o em ambos os pa\u00edses, enfatizando as especificidades e circunst\u00e2ncias que tanto as aproximam quanto as diferem O legado multidisciplinar de Nascimento, que desenrolou-se nos campo da arte, da pol\u00edtica e do meio acad\u00eamico, torna-se evidente na mostra tamb\u00e9m pela exibi\u00e7\u00e3o de duas de suas pinturas &#8211; Composi\u00e7\u00e3o n. 1 e Frontal de um tempo -, datadas do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970 e produzidas em territ\u00f3rio norte-americano. Autoexilado do Brasil em 1968, quando uma ditadura militar esteve em curso no Pa\u00eds, o artista viaja aos Estados Unidos &#8211; apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o Fairfield &#8211; com o objetivo de realizar um interc\u00e2mbio entre os movimentos norte-americano e brasileiro na promo\u00e7\u00e3o dos direitos civis da popula\u00e7\u00e3o negra. Nessa \u00e9poca torna-se professor em\u00e9rito da Universidade do Estado de Nova York, em Buffalo, EUA, aprofundando tamb\u00e9m seu interesse pela pintura. Para Abdias, a representa\u00e7\u00e3o visual de signos e divindades ligadas \u00e0s religi\u00f5es afrobrasileiras se mostra um poderoso instrumento de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas com seu entorno, em um plano terrestre, como tamb\u00e9m com realidades extraf\u00edsicas, planos espirituais. Abdias retorna ao Brasil somente em 1978. Abdias Nascimento fundou o Teatro Experimental do Negro no Rio de Janeiro em 1944, com o prop\u00f3sito central de reivindicar espa\u00e7o para pessoas negras no teatro da \u00e9poca. A estrat\u00e9gia inicial de apropria\u00e7\u00e3o do teatro como espa\u00e7o de poder, revela-se um tanto mais tentacular e amplia-se em novas frentes de articula\u00e7\u00e3o. O TEN foi pioneiro em organizar, por exemplo, cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, frentes trabalhistas e at\u00e9 concursos de beleza que enalteciam a cultura negra em uma sociedade profundamente racista, apesar de ainda pautada pelo mito da \u201cdemocracia racial\u201d. As atividades do TEN encerraram-se em 1961, mas o pensamento de Abdias continuou a ecoar nas d\u00e9cadas seguintes e at\u00e9 hoje. \u201cEscrito no corpo\u201d toma como ponto de partida parte do acervo fotogr\u00e1fico do TEN para discutir quest\u00f5es ligadas \u00e0 ra\u00e7a, identidade e corpo. A dimens\u00e3o narrativa do corpo aparece em v\u00e1rios trabalhos da mostra, especialmente nas foto-performances de Antonio Tarsis, Ayrson Her\u00e1clito e Carla Santana. Atrav\u00e9s de diferentes abordagens, suas obras partilham a ideia de uma escrita de si atrav\u00e9s do ato performativo. A fotografia de Melissa de Oliveira, por sua vez, caminha em via oposta ao arquitetar um olhar sobre o outro, entendendo a fotografia como exerc\u00edcio de alteridade e constru\u00e7\u00e3o de subjetividade em retratos realizados no Morro do Dend\u00ea, um complexo de comunidades na periferia do Rio de Janeiro, onde nasceu e vive. Obras em v\u00eddeo tamb\u00e9m servem de suporte para gestos perform\u00e1ticos, seja na busca por seu pr\u00f3prio reflexo empreendida por Rodrigo Cass em Narciso no mijo, ou na documenta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o Devolta, de Diambe, em que a artista coreografa um c\u00edrculo de fogo ao redor do monumento p\u00fablico em homenagem \u00e0 Princesa Isabel, figura da fam\u00edlia imperial brasileira respons\u00e1vel pela assinatura da Lei \u00c1urea, que aboliu a escravid\u00e3o no pa\u00eds, em 1888 &#8211; 23 anos depois dos Estados Unidos. Se a atitude de Isabel foi digna de homenagem em pra\u00e7a p\u00fablica, no Rio de Janeiro, seu papel hist\u00f3rico \u00e9, h\u00e1 muito questionado como apenas um gesto ilustrativo que n\u00e3o oferecia perspectiva para o modelo escravagista no pa\u00eds, \u00e0 \u00e9poca. J\u00e1 o filme de Davi Pontes &amp; Wallace Ferreira reflete sobre a racialidade e flerta com a f\u00edsica qu\u00e2ntica em uma performance que se instaura em um territ\u00f3rio h\u00edbrido entre a dan\u00e7a e a autodefesa. A problematiza\u00e7\u00e3o em torno do imagin\u00e1rio colonial tamb\u00e9m aparece na obra de Herbert de Paz, em que o artista preenche a silhueta de uma figura ind\u00edgena com imagens retiradas da revista Hist\u00f3ria do Brasil, editada h\u00e1 d\u00e9cadas pela Biblioteca Nacional, perpetuando uma narrativa hist\u00f3rica forjada no seio do colonialismo. As esculturas de Paulo Nazareth reafirmam a nega\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica colonial e imperialista. O corpo enquanto narrativa encarnada reaparece nas pinturas de M\u00e1rcia Falc\u00e3o, Mois\u00e9s Patr\u00edcio e Panmela Castro. Ao passo em que as obras de Falc\u00e3o usam o corpo feminino como significante de viol\u00eancia e tamb\u00e9m de liberdade nas esferas p\u00fablico e privada, as pinturas de Castro s\u00e3o retratos de pessoas pr\u00f3ximas \u00e0 artista que se dispuseram a posar \u00e0 noite, em vig\u00edlia comum, durante a pandemia do Covid 19. Os personagens das telas de Patr\u00edcio, por sua vez, incorporam a ancestralidade do candombl\u00e9, uma das vertentes da religiosidade afro-diasp\u00f3rica mais fortes no Brasil. A rela\u00e7\u00e3o entre a representa\u00e7\u00e3o do corpo e a religiosidade \u00e9 tem\u00e1tica frequente tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o de Efrain Almeida, cujas esculturas de madeira e bronze compreendem o imagin\u00e1rio popular do Nordeste do Brasil, onde o artista nasceu. O interesse por materiais cotidianos marca o fazer escult\u00f3rico de Sonia Gomes, cuja gaiola envolta por peda\u00e7os de tecidos torcidos sugere a liberdade almejada pela frase de autoria de Agrippina R. Manhattan, em sua obra de led: Antes de ca\u00edrmos, nos tornaremos o sol. Agradecimento especial \u00e0 Elisa Larkin Nascimento e ao IPEAFRO (Instituto de Pesquisas e Estudos Afrobrasileiros).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tanya Bonakdar Gallery 521 West 21st Street New York, NY 10011<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Com curadoria de Keyna Eleison e Victor Gorgulho, a Tanya Bonakdar Gallery, Nova York, apresenta de 25 de Junho at\u00e9 30 Julho, uma\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,1096,6,1107,8,9524,2650],"tags":[14426,14772,1922,3676,4298,18948,12591,18949,18950,18951,840,18955,18956,11207,18957,18952,18843,13704,18953,18954,1929,1120,18947,10524,1075,15580,1965,1933,18946,15562,18958,12435],"class_list":["post-20179","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-arte-moderna-2","category-exposicoes","category-exterior","category-fotografia","category-galerias","category-pinturas-2","tag-agrippina-r-manhattan","tag-antonio-tarsis","tag-ayrson-heraclito","tag-biblioteca-nacional","tag-buffalo","tag-carla-santana","tag-carpintaria","tag-davi-pontes-wallace-ferreira","tag-diambe","tag-dona-cici","tag-efrain-almeida","tag-elisa-larkin-do-nascimento","tag-escrito-no-corpo","tag-fortes-daloia-gabriel","tag-fundacao-fairfield","tag-herbert-de-paz","tag-keyna-eleison","tag-lei-aurea","tag-marcia-falcao","tag-melissa-de-oliveira","tag-moises-patricio","tag-nova-york","tag-obras-de-abdias-nascimento","tag-panmela-castro","tag-paulo-nazareth","tag-princesa-isabel","tag-rodrigo-cass","tag-sonia-gomes","tag-tanya-bonakdar-gallery","tag-teatro-experimental-do-negro","tag-universidade-do-estado-de-nova-york","tag-victor-gorgulho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20179"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20179\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20182,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20179\/revisions\/20182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}