{"id":20457,"date":"2021-09-01T14:42:13","date_gmt":"2021-09-01T14:42:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=20457"},"modified":"2021-09-01T14:42:13","modified_gmt":"2021-09-01T14:42:13","slug":"ursula-tautz-no-paco-imperial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/ursula-tautz-no-paco-imperial","title":{"rendered":"Ursula Tautz no Pa\u00e7o Imperial"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-20457 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-3.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-3-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-4.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-som-do-tempo-4-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 09 de setembro, o Pa\u00e7o Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o \u201cO Som do Tempo ou tudo que se d\u00e1 a ouvir\u201d, com uma grande instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da artista carioca Ursula Tautz, com curadoria de Ivair Reinaldim. Resultado de cinco anos de pesquisa, a instala\u00e7\u00e3o aborda o tempo e a mem\u00f3ria. Composta por nove toneladas de terra negra, em formato de pir\u00e2mide, que soterram uma cadeira com bra\u00e7os e alto espaldar, al\u00e9m de areia dourada e badalos de sinos, a instala\u00e7\u00e3o de dois metros de altura \u00e9 envolta por tr\u00eas filmes, que s\u00e3o projetados pelo ambiente. Por meio de uma obra imersiva, integrada ao espa\u00e7o e ao entorno, cada visitante ter\u00e1 uma experi\u00eancia \u00fanica na mostra, que ir\u00e1 se transformar ao longo do tempo, com o germinar da terra que integra a instala\u00e7\u00e3o. Um desdobramento do trabalho ser\u00e1 apresentado na ArtRio, de 08 a 12 de setembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA exposi\u00e7\u00e3o nos trar\u00e1 a oportunidade de presenciar n\u00e3o apenas um trabalho instalativo de arte contempor\u00e2nea, mas a apreens\u00e3o de uma experi\u00eancia singular de montagem de imagens, sons e tempos, num jogo entre mem\u00f3rias pessoais e coletivas, realidade e fic\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m do visual ou do sonoro, a mostra \u00e9 uma experi\u00eancia para o corpo.\u00a0Um convite para a viv\u00eancia n\u00e3o virtualizada do mundo\u201d, afirma o curador Ivair Reinaldim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A exposi\u00e7\u00e3o tem uma forte carga hist\u00f3rica e foi pensada especialmente para o Pa\u00e7o Imperial, palco de importantes acontecimentos da hist\u00f3ria do Brasil, como o Dia do Fico, a Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o e a Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia do Brasil. \u201cA obra tem rela\u00e7\u00e3o com o nosso Pa\u00eds. O trono soterrado pela terra faz alus\u00e3o \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o. E, ap\u00f3s a pandemia da Covid-19, n\u00e3o foi mais poss\u00edvel desvincular o monte de terra das cenas que vimos todos os dias em consequ\u00eancia das in\u00fameras mortes causadas pelo v\u00edrus. Mas a terra \u00e9 forte, preta e f\u00e9rtil, enquanto a areia dourada \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0s nossas riquezas, revelando a dicotomia do nosso pa\u00eds\u201d, conta a artista Ursula Tautz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a montanha de terra, estar\u00e3o\u00a0diversos badalos de sinos quebrados, \u201cbadalos mudos, parados, que trazem mem\u00f3rias de um tempo congelado, uma tentativa de unir passado e presente\u201d, diz a artista.\u00a0No entanto, \u00e9 poss\u00edvel ouvir, de dentro do Pa\u00e7o Imperial, o badalar dos sinos das diversas igrejas ao seu redor, que marcam as horas. O som destes sinos estar\u00e1 sincronizado com os filmes, comandando sua proje\u00e7\u00e3o. Quando as badaladas que marcam a meia hora tocarem, os filmes ser\u00e3o paralisados. Quando as badaladas das horas inteiras tocarem, os filmes apagar\u00e3o e retornar\u00e3o ap\u00f3s o t\u00e9rmino das badaladas, repetindo o processo ao longo de todo o dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e3o v\u00e1rios tempos conversando ao mesmo tempo: o tempo do agora, marcado pelas badaladas dos sinos, o tempo passado dos filmes, o tempo hist\u00f3rico do Pa\u00e7o Imperial\u00a0e das igrejas.\u00a0S\u00e3o\u00a0diversas maneiras de ver\u00a0e sentir e cada um ter\u00e1\u00a0uma experi\u00eancia \u00fanica, particular\u201d, diz a artista, cuja inten\u00e7\u00e3o foi criar um ambiente imersivo para os visitantes. \u201cEstamos t\u00e3o\u00a0saturados de imagens,\u00a0que a arte tem que te capturar, te transportar para\u00a0outro lugar\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os filmes t\u00eam a exata dura\u00e7\u00e3o do tempo que o Pa\u00e7o Imperial fica aberto diariamente, seis horas. Desta forma, cada visitante ter\u00e1 uma experi\u00eancia distinta. \u201cOu ele ver\u00e1 um trecho diferente do filme, ou n\u00e3o ver\u00e1 imagem nenhuma, ficar\u00e1 apenas diante do grande soterramento com seus cheiros e texturas\u201d, diz a artista.\u00a0Al\u00e9m disso, a instala\u00e7\u00e3o ir\u00e1 se transformar durante o per\u00edodo da exposi\u00e7\u00e3o. Da terra negra, que \u00e9 f\u00e9rtil, com certeza germinar\u00e3o plantas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTrata-se de uma instala\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de ser narrada e\/ou fotografada na sua totalidade, uma vez que nem relatos nem registros s\u00e3o capazes de dar conta das sequ\u00eancias e simultaneidades promovidas pela viv\u00eancia da mat\u00e9ria, sons e visualidades no ambiente expositivo &#8211; fragmentos que, em conjunto, extrapolam aquilo que separadamente evocam\u201d, diz o curador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Filmes sobre a Mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Projetados na parede, ao redor da instala\u00e7\u00e3o, estar\u00e3o tr\u00eas v\u00eddeos produzidos pela artista, que\u00a0falam sobre mem\u00f3ria, sobre diferentes mem\u00f3rias.\u00a0No primeiro, est\u00e3o imagens da viagem da artista para a Pol\u00f4nia, onde foi \u00e0 cidade da av\u00f3 materna, Uldersdorf an der Biele, aldeia alem\u00e3 localizada na baixa Sil\u00e9sia, que hoje n\u00e3o existe mais, pois o territ\u00f3rio foi devolvido \u00e0 Pol\u00f4nia ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Neste filme est\u00e3o diversos tipos de mem\u00f3ria, a que ela ouviu e testemunhou da av\u00f3 alem\u00e3, a mem\u00f3ria do local e dos moradores, al\u00e9m de imagens da viagem que a m\u00e3e dela fez 20 anos antes para o mesmo lugar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No segundo filme, tamb\u00e9m na Pol\u00f4nia, est\u00e1 a imagem de um est\u00e1bulo onde passarinhos fizeram seus ninhos, e que se relaciona arquitetonicamente com o Terreirinho (espa\u00e7o no Pa\u00e7o Imperial onde a exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apresentada). \u201cS\u00e3o imagens de um transe, os p\u00e1ssaros voando, os sinos tocando, pois quando visitei a cidade era feriado de Corpus Christi e os sinos estavam por todos os lados, nos conventos, nas igrejas, nas prociss\u00f5es e nas ruas\u201d, conta Ursula Tautz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro tem como base o filme \u201cNo Paiz das Amazonas\u201d, de Silvino Santos, com imagens da cidade de Manaus no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Ele foi o primeiro cinegrafista brasileiro e fez o filme para os seringueiros, com o objetivo de livr\u00e1-los de acusa\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio \u00e9tnico. Mesmo filmando uma realidade \u201cmaquiada\u201d, \u00e9 uma documenta\u00e7\u00e3o fundamental, que aos olhos de hoje causa indigna\u00e7\u00e3o. Para a exposi\u00e7\u00e3o, este filme foi mesclado a v\u00eddeos enviados por 18 artistas, com imagens on\u00edricas, a fim de se construir uma mem\u00f3ria coletiva. \u201c\u00c9 como se fosse um sonho, com diversas imagens que n\u00e3o necessariamente t\u00eam rela\u00e7\u00e3o umas com as outras, mas que me ajudam a construir uma mem\u00f3ria de minha av\u00f3 manauara, sobre a qual eu nada sei\u201d, afirma a artista. Os artistas que participam do filme s\u00e3o:\u00a0Analu Cunha, Ariana Schrank, Bel Lobo, Bianca Madruga, Carlos Vergara, Claudia Lundgren, Denise Adams, Jozias Benedicto, Juliane Peixoto, Laura Gorski, Let\u00edcia Tandeta, Marcos Bonisson, Patr\u00edcia Gouvea, Pedro Gandra, Rafael Adorj\u00e1n, Raphael Couto, Renata Solci Cruz e Vitor Mizael.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cinco anos depesquisa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realizar o projeto, a artista fez uma longa pesquisa, que incluiu a viagem para a Pol\u00f4nia, al\u00e9m de estudos sobre os sinos, sua hist\u00f3ria, visita\u00e7\u00e3o \u00e0s artesanais f\u00e1bricas e entrevistas, como, por exemplo, com Manoel dos Sinos, o \u00faltimo sineiro do Rio de Janeiro. \u201cOs sinos s\u00e3o s\u00edmbolos universais, objetos solenes, marcam as horas, os of\u00edcios e o cotidiano, ele s\u00e3o sinais sonoros de nossa humanidade comum. Os sinos nos acompanham h\u00e1 tempos, eles fazem parte da hist\u00f3ria humana e de nossos rituais desde o Egito Antigo; na Idade M\u00e9dia, a Igreja o fixou em suas torres e em nosso cotidiano, os sinos eram marca de poder, controle territorial e celestial, eram vistos como a manifesta\u00e7\u00e3o concreta da voz de Deus\u201d, escreveu a historiadora Luciana Muniz Sousa no texto que acompanha a exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pa\u00e7o Imperial est\u00e1 adaptado \u00e0s regras sanit\u00e1rias, com medi\u00e7\u00e3o de temperatura, uso obrigat\u00f3rio de m\u00e1scara e monitoramento do fluxo de visitantes em todos os ambientes para garantir o distanciamento social recomendado de dois metros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ArtRio<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como desdobramento da exposi\u00e7\u00e3o, a artista apresentar\u00e1 na ArtRio deste ano, de 08 a 12 de setembro, um projeto solo no stand da galeria FASAM, onde apresentar\u00e1 o v\u00eddeo \u201cTudo que se d\u00e1 a ouvir\u201d e trabalhos que sintetizam o conceito da exposi\u00e7\u00e3o no Pa\u00e7o Imperial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00eddeo traz o registro de uma performance in\u00e9dita na qual, vestindo cal\u00e7a e camisa de algod\u00e3o cru e luvas brancas &#8211; em referencia ao filme-propaganda \u201cNo Pa\u00edz das Amazonas\u201d, de Silvino Santos\u00a0&#8211; a artista lan\u00e7ar\u00e1 doze badalos de sinos antigos e quebrados (que posteriormente ser\u00e3o expostos no Pa\u00e7o Imperial) contra as paredes do espa\u00e7o, fazendo toda a caixa met\u00e1lica ressoar, libertando o som do tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo \u00e0 frente do v\u00eddeo estar\u00e1 a mem\u00f3ria da performance: a roupa utilizada, um badalo e as luvas. Estar\u00e3o expostas, ainda, fotografias do filme \u201cNo Pa\u00edz das Amazonas\u201d e dois trabalhos compostos por redomas e badalos em diferentes dimens\u00f5es, areia, cordas e arames dourados, que resumem o conceito desenvolvido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por proposi\u00e7\u00f5es multim\u00eddia, Ursula Tautz desenvolve experi\u00eancias art\u00edsticas que buscam perverter o tempo cronol\u00f3gico atrav\u00e9s de sua cont\u00ednua transforma\u00e7\u00e3o, gerando novas mem\u00f3rias e narrativas. Identidades culturais e hist\u00f3ricas\u00a0s\u00e3o muitas vezes evocadas atrav\u00e9s do tempo percebido pelo movimento pendular, seja um som, um balan\u00e7o ou pelos badalos.\u00a0Pesquisando as rela\u00e7\u00f5es que envolvem o habitar, o pertencer, a artista utiliza a (re)significa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para o desenvolvimento de suas quest\u00f5es. As ocupa\u00e7\u00f5es tendem ao uso da instala\u00e7\u00e3o. Destes trabalhos de grandes dimens\u00f5es derivam estudos, desenhos, fotografias, objetos, v\u00eddeos.\u00a0Nos \u00faltimos anos o som vem se apresentando como uma nova forma de experimenta\u00e7\u00e3o. A artista foi finalista do Pr\u00eamio Mercosul das Artes Visuais Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Arte &#8211; FUNARTE e participou da Siart Bienal 2018 &#8211; Bienal Internacional de Arte da Bol\u00edvia em La Paz, e da resid\u00eancia art\u00edstica\u00a0Echangeur22, que resultou na exposi\u00e7\u00e3o \u201cMobilit\u00e9, Immobilit\u00e9\u201d, La Chartreusse, Villeneuve-lez-Avignon, Fran\u00e7a. Al\u00e9m de ter sido selecionada para a Bienal de Bahia Blanca.\u00a0Suas obras integram o acervo do Museu de Arte do Rio (MAR).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 21 de Novembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No dia 09 de setembro, o Pa\u00e7o Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o \u201cO Som do Tempo ou tudo que se\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6200,6,2086,4844,11,1672,14,2269],"tags":[19355,19341,19353,461,19346,463,19347,10519,19340,19333,742,19348,10520,19354,15590,170,1668,19343,19345,19337,4305,6065,19349,19338,19334,10523,19350,19344,999,3563,19336,19342,19330,584,3566,10525,18720,19331,19356,2338,1197,19351,19335,2544,19332,2253,19352,10394,19339,6071],"class_list":["post-20457","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-cinema","category-exposicoes","category-instalacao-2","category-museus","category-oparalelo","category-performances","category-rio-de-janeiro","category-video-2","tag-abolicao-da-escravidao","tag-acervo-do-museu-de-arte-do-rio","tag-aldeia-alema-localizada-na-baixa-silesia","tag-analu-cunha","tag-ariana-schrank","tag-artrio","tag-bel-lobo","tag-bianca-madruga","tag-bienal-de-bahia-blanca","tag-bienal-internacional-de-arte-da-bolivia","tag-carlos-vergara","tag-claudia-lundgren","tag-denise-adams","tag-dia-do-fico","tag-egito-antigo","tag-franca","tag-funarte","tag-galeria-fasam","tag-idade-media","tag-immobilite","tag-ivair-reinaldim","tag-jozias-benedicto","tag-juliane-peixoto","tag-la-chartreusse","tag-la-paz","tag-laura-gorski","tag-leticia-tandeta","tag-luciana-muniz-souza","tag-mar","tag-marcos-bonisson","tag-mobilite","tag-no-paiz-das-amazonas","tag-o-som-do-tempo-ou-tudo-que-se-da-a-ouvir","tag-paco-imperial","tag-patricia-gouvea","tag-pedro-gandra","tag-polonia","tag-premio-mercosul-das-artes-visuais-fundacao-nacional-de-arte","tag-proclamacao-da-independencia-do-brasil","tag-rafael-adorjan","tag-raphael-couto","tag-renata-solci-cruz","tag-residencia-artistica-echangeur22","tag-segunda-guerra-mundial","tag-siart-bienal-2018","tag-silvino-santos","tag-uldersdorf-an-der-biele","tag-ursula-tautz","tag-villeneuve-lez-avignon","tag-vitor-mizael"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20457","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20457"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20457\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20463,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20457\/revisions\/20463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}