{"id":20477,"date":"2021-09-01T15:02:01","date_gmt":"2021-09-01T15:02:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=20477"},"modified":"2021-09-01T15:02:01","modified_gmt":"2021-09-01T15:02:01","slug":"o-sertao-virou-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/o-sertao-virou-mar","title":{"rendered":"O Sert\u00e3o Virou Mar"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-20477 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-4.jpeg.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-4.jpeg-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-3.jpeg.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-3.jpeg-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-1.jpeg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-1-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-2.jpeg.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Azol-2.jpeg-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azol, artista potiguar com forma\u00e7\u00e3o em Cinema e Artes Gr\u00e1ficas, apresenta exposi\u00e7\u00e3o multim\u00eddia com curadoria de Marcus de Lontra Costa. Artista multim\u00eddia que sempre empregou a variedade de plataformas a favor da criatividade, Azol recorre a linguagens distintas para revelar um sert\u00e3o m\u00e1gico na exposi\u00e7\u00e3o \u201cO Sert\u00e3o Virou Mar\u201d. Atrav\u00e9s de fotomontagens, pinturas e uma videoinstala\u00e7\u00e3o, ele vislumbra este mundo ut\u00f3pico, a partir do dia 09 de setembro, no Centro Cultural Correios, RJ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morando h\u00e1 quase 30 anos em S\u00e3o Paulo, Azol nasceu no Rio Grande do Norte e tem o sert\u00e3o no DNA, enraizado nos seus antepassados &#8211; pais, av\u00f3s, bisav\u00f3s -, todos oriundos de l\u00e1. \u00c9 tema recorrente dos seus trabalhos: j\u00e1 inspirou muitas telas e rendeu um acervo com mais de 6.000 fotografias, registradas em duas longas incurs\u00f5es pela rota do canga\u00e7o, quando realizou laborat\u00f3rios e pesquisas. H\u00e1 alguns anos, fez uma curadoria que resultou numa sele\u00e7\u00e3o de 60 fotos, matriz para suas primeiras fotomontagens unindo fotografia e pintura, instigado pelo historiador Marcus de Lontra Costa, curador de \u201cO Sert\u00e3o Virou Mar\u201d. O intuito, introduzir elementos dram\u00e1ticos \u00e0 narrativa, gerando imagens que remetem ao realismo po\u00e9tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cProcuro ajudar o observador a embarcar numa jornada para o sublime. O mar \u00e9 uma met\u00e1fora ut\u00f3pica para a cria\u00e7\u00e3o de um sert\u00e3o que \u00e9 o contraponto da sua realidade. As fotografias produzidas apresentam fragmentos do real que se impregnam de m\u00faltiplos significados e sentimentos, se tornam plurais, transformadas pela provoca\u00e7\u00e3o que se faz \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o. Caatinga, seca,\u00a0a rudeza e a aspereza dos ambientes registrados s\u00e3o transformados em novas realidades, aquelas que, em nosso inconsciente, as chuvas poderiam revelar: abund\u00e2ncia, esperan\u00e7a, fertilidade. O mar \u00e9 \u00e1gua, \u00e9 a for\u00e7a transformadora do sert\u00e3o; nos convoca \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel exist\u00eancia\u201d, avalia Azol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa s\u00e9rie de fotomontagens, a sobreposi\u00e7\u00e3o das duas linguagens foi combinada com a utiliza\u00e7\u00e3o de multicamadas de filtros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA t\u00e9cnica usada \u00e9 basicamente colagem digital. Transferi as fotos e as pinturas e fui manipulando as imagens. O processo \u00e9 demorado&#8230; Foram meses de tentativas e erros, at\u00e9 chegar a um resultado satisfat\u00f3rio\u201d,\u00a0esclarece o artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O horizonte que se estende na fronteira entre a fic\u00e7\u00e3o e a realidade, explora situa\u00e7\u00f5es que provocam a distor\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios, gerando uma representa\u00e7\u00e3o exc\u00eantrica que amplia as percep\u00e7\u00f5es. As diferentes leis que regem esse mundo novo s\u00e3o aceitas pelos olhos da realidade \u00f3bvia do homem, convidando o observador a explorar suas pr\u00f3prias fantasias e sonhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto do curador Marcus de Lontra Costa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PELOS SERT\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um sert\u00e3o que se apresenta pela paisagem \u00e1rida, sofrida, repleto de car\u00eancias e onde a vida e a morte se sucedem em meio ao vazio e ao sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um sert\u00e3o que se revela atrav\u00e9s da mitologia e da cren\u00e7a, que transforma casebres em catedrais,\u00a0melancolias em beleza rara e perturbadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um sert\u00e3o que habita a alma de todos n\u00f3s, que recupera mem\u00f3rias, que descobre verdades e mentiras jamais vividas nesse territ\u00f3rio da fantasia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um sert\u00e3o que resgata v\u00e1rios outros, que amplia a lembran\u00e7a, alarga o olhar, aquece o cora\u00e7\u00e3o como uma cantiga antiga, relic\u00e1rio de lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azol passeia por suas terras, percorre suas paisagens e atrav\u00e9s de fotografias, pinturas e at\u00e9 mesmo objetos, constr\u00f3i um mundo que surge do talento e da sensibilidade do indiv\u00edduo da arte para espraiar encantos, mist\u00e9rios, descobertas que fazem da vida humana uma aventura pelos v\u00e1rios cen\u00e1rios do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo aqui inspira cuidados, olhares delicados, e um curioso equil\u00edbrio de ser parte integrante dessa paisagem e, ao mesmo tempo, dela manter certo distanciamento para identificar e valorizar elementos que provoquem no espectador o desejo de decifrar e conhecer com mais profundidade o que as imagens oferecem ao olhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Potiguar, o artista reside h\u00e1 bastante tempo na cidade de S\u00e3o Paulo. Esse ser urbano, em plena paisagem rodeada de pr\u00e9dios e de concreto armado, convive com o outro (e o mesmo) garoto sertanejo, que entende a dist\u00e2ncia, a profundidade, os volumes e as cores de uma realidade que estrutura o afeto, o sentimento e a intelig\u00eancia do artista. Azol atua como regente de saberes variados, temperando conceitos e imagens que retratam e recriam a imensid\u00e3o das v\u00e1rias realidades sertanejas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 o sert\u00e3o transfigurado; essa \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o da misteriosa riqueza dessa paisagem repleta de surpresas e mist\u00e9rios. Essa \u00e9 a reuni\u00e3o de um conjunto de obras elegantes e precisas com as quais o artista constr\u00f3i uma exposi\u00e7\u00e3o sens\u00edvel que amplia o olhar regional para se afirmar numa linguagem sofisticada a revelar todos os sert\u00f5es que permanecem em nossa mente e em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artista visual formado em Cinema e Artes Gr\u00e1ficas nos Estados Unidos, Azol dirigiu curtas-metragens e produziu conte\u00fados para as TVs Manchete, Bandeirantes e Globo. Trabalhou com publicidade e participou de projetos de cria\u00e7\u00e3o para a internet e v\u00eddeos institucionais para empresas. Desde 2010, trabalha em seu ateli\u00ea em S\u00e3o Paulo, onde realiza pesquisas art\u00edsticas em diferentes plataformas (pintura, escultura, colagem, mural, v\u00eddeo-arte e fotografia). Realizou exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas no Brasil e no exterior (Fran\u00e7a, EUA e Na\u00e7\u00f5es Unidas), participou de feiras de arte no Carroussel Du Louvre, em Paris, e da Art Expo, em NY. O artista j\u00e1 integrou grupos de estudos de pintura, roteiro, oficinas de poesia e escrita criativa, outra paix\u00e3o sua. Possui obras nos acervos da Pinacoteca do Rio Grande do Norte, da Funcarte (prefeitura de Natal) e no Sistema Fiern (Federa\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria e Comercio do RN). Em 2020, foi diplomado pela Funda\u00e7\u00e3o da Cidade de S\u00e3o Paulo (Academia de Ci\u00eancias, Letras e Artes).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 24 de Outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Azol, artista potiguar com forma\u00e7\u00e3o em Cinema e Artes Gr\u00e1ficas, apresenta exposi\u00e7\u00e3o multim\u00eddia com curadoria de Marcus de Lontra Costa. 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