{"id":21587,"date":"2022-04-04T15:58:30","date_gmt":"2022-04-04T15:58:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=21587"},"modified":"2022-04-04T15:58:30","modified_gmt":"2022-04-04T15:58:30","slug":"abstracao-e-arte-concreta-no-mam-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/abstracao-e-arte-concreta-no-mam-sp","title":{"rendered":"Abstra\u00e7\u00e3o e Arte Concreta no MAM SP"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-21587 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Arte-Concreta.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Arte-Concreta-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Waldemar-Cordeiro.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Waldemar-Cordeiro-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo, a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane obras e registros fotogr\u00e1ficos que remetem \u00e0 mostra hist\u00f3rica que ocorreu em 1952 no MAM S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>O Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, Parque do Ibirapuera, recebe a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;ruptura e o grupo: abstra\u00e7\u00e3o e arte concreta, 70 anos&#8221;, a partir do dia 02 de abril. A mostra realiza uma releitura da exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do grupo Ruptura, que aconteceu no MAM S\u00e3o Paulo em 1952 e teve dura\u00e7\u00e3o de somente 12 dias. Naquela ocasi\u00e3o, o grupo lan\u00e7ou um manifesto hom\u00f4nimo, que defendia novos paradigmas para a arte. O documento e a exposi\u00e7\u00e3o apontaram diretrizes para a forma\u00e7\u00e3o da arte concreta brasileira ao longo da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p>Com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo, a mostra prop\u00f5e uma revis\u00e3o cr\u00edtica do legado da arte construtiva no Brasil. O manifesto Ruptura criticava a figura\u00e7\u00e3o e, sem mencionar uma \u00fanica vez os termos \u201cabstra\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201carte concreta\u201d, apontava para essas linguagens como sendo \u201co novo\u201d na arte. Em 2022, o conjunto de obras expostas traz \u00e0 tona novas reflex\u00f5es, questionamentos e an\u00e1lises. Para a curadora Heloisa Espada, \u201c&#8230;olhar para o grupo Ruptura hoje n\u00e3o significa aderir sem cr\u00edtica \u00e0s ideias apresentadas nos anos 1950, mas considerar as circunst\u00e2ncias de seu aparecimento, assim como as v\u00e1rias contradi\u00e7\u00f5es entre o que os artistas escreviam e aquilo que eles faziam. Ainda assim, a pesquisa visual desses artistas tinha uma conota\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria, pois se propunha a imaginar novas formas de organizar o mundo no p\u00f3s-guerra.\u201d<\/p>\n<p>Os artistas do Ruptura adotaram uma linguagem geom\u00e9trica de cores vibrantes que n\u00e3o se confundia com as imagens da natureza. A proposta de uma arte n\u00e3o figurativa, que n\u00e3o representasse as apar\u00eancias do mundo, buscava criar uma rela\u00e7\u00e3o franca e direta com a realidade. Para eles, na arte, apenas elementos visuais como cores, linhas e formas poderiam ser de fato considerados reais, pois eles n\u00e3o simulavam nenhuma apar\u00eancia, eram eles mesmos. Al\u00e9m disso, em suas obras, a repeti\u00e7\u00e3o de formas e a ades\u00e3o \u00e0s leis da teoria da percep\u00e7\u00e3o conhecida como Gestalt criavam uma forte sensa\u00e7\u00e3o de movimento e ritmo visual. A ideia de movimento projetava o dinamismo que os artistas do Ruptura desejavam ver na sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, &#8220;ruptura e o grupo: abstra\u00e7\u00e3o e arte concreta, 70 anos&#8221; aborda a mostra original do grupo Ruptura no MAM, em 1952, por meio de um conjunto de documentos e de obras realizadas pelos artistas no in\u00edcio daquela d\u00e9cada. Entre elas est\u00e3o duas pinturas que estiveram na exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica: &#8220;Desenvolvimento \u00f3tico da espiral de Arquimedes&#8221; (1952), de Waldemar Cordeiro, e &#8220;Vibra\u00e7\u00f5es verticais&#8221; (1952), de Luiz Sacilotto.<\/p>\n<p>Em seguida, a exposi\u00e7\u00e3o aborda a produ\u00e7\u00e3o do grupo ao longo da d\u00e9cada de 1950, quando alguns artistas se afastam e novos nomes se aproximam do Ruptura, como Judith Lauand, por exemplo. \u201cH\u00e1 uma discuss\u00e3o se o grupo Ruptura existiu como tal apenas na exposi\u00e7\u00e3o de 1952, ou se ele tem uma dura\u00e7\u00e3o mais longa. Essa d\u00favida se esclarece quando lemos os depoimentos dos artistas que entraram depois, e seguiram se referindo a eles mesmos como parte do Ruptura. Tamb\u00e9m percebemos a proximidade ao olhar para as obras, porque h\u00e1 entre elas uma coer\u00eancia de preocupa\u00e7\u00f5es e uma coincid\u00eancia dos problemas que enfrentam\u201d, explica Yuri Quevedo.<\/p>\n<p>Durante a d\u00e9cada de 1950, os artistas participantes s\u00e3o Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Kazmer F\u00e9jer, Leopold Haar, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Maur\u00edcio Nogueira Lima e Waldemar Cordeiro.<\/p>\n<p>A mostra conta com obras raramente vistas de Leopold Haar, que est\u00e3o guardadas em acervo familiar desde que o artista faleceu, em 1954, n\u00e3o tendo sido exibidas em nenhum local desde ent\u00e3o. Heloisa Espada aponta que por existir um limite t\u00eanue entre as esculturas que produzia e as maquetes de projetos para vitrines, \u201c&#8230; Haar \u00e9 um dos artistas que melhor exemplifica a proposta do Ruptura de que a arte deveria ter uma aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na vida das pessoas\u201d. Yuri Quevedo acrescenta que \u201c&#8230;o grupo defendia a abstra\u00e7\u00e3o como projeto de transforma\u00e7\u00e3o, capaz de permear o cotidiano das pessoas, influenciando a ind\u00fastria e organizando a vida em suas mais diversas escalas: das artes pl\u00e1sticas ao design, da arquitetura \u00e0 cidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDepois de antecipar as discuss\u00f5es sobre o centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna de 1922 no ano passado, a programa\u00e7\u00e3o do MAM em 2022 reflete sobre uma outra gera\u00e7\u00e3o de artistas modernos que est\u00e3o intimamente ligados \u00e0 hist\u00f3ria do museu. Trata-se de um grupo que participou ativamente dos primeiros anos do MAM e que tinha um ideal ut\u00f3pico que revela muito do ambiente cultural em que o MAM foi criado\u201d, discorre Cau\u00ea Alves, curador-chefe do MAM S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cA mostra sobre o grupo Ruptura, al\u00e9m de dar visibilidade a artistas t\u00e3o importantes na inven\u00e7\u00e3o da arte concreta e no abstracionismo geom\u00e9trico no Brasil, rev\u00ea um momento fundamental da hist\u00f3ria da arte e da hist\u00f3ria do MAM. S\u00e3o poucas as institui\u00e7\u00f5es culturais que podem, 70 anos depois, revisitar uma exposi\u00e7\u00e3o que ela mesma realizou\u201d, diz Elizabeth Machado, presidente do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Artistas participantes<\/p>\n<p>Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Judith Lauand, Kazmer F\u00e9jer, Leopold Haar, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Maur\u00edcio Nogueira Lima e Waldemar Cordeiro.<\/p>\n<p>Sobre o grupo Ruptura<\/p>\n<p>Grupo Ruptura foi um conjunto de artistas que marcou o in\u00edcio do movimento de arte concreta em S\u00e3o Paulo, no Brasil. Criado em 1952, era liderado por Waldemar Cordeiro (tamb\u00e9m seu principal te\u00f3rico) e composto, inicialmente, por Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, Lothar Charoux, Kazmer F\u00e9jer, Anatol Wladyslaw e Leopold Haar. Depois da primeira exposi\u00e7\u00e3o, Maur\u00edcio Nogueira Lima, Hermelindo Fiaminghi e Judith Lauand passaram a integrar o grupo. Em seu manifesto, \u00e9 proposta a \u201crenova\u00e7\u00e3o dos valores essenciais da arte visual\u201d por meio de pesquisas geom\u00e9tricas, aproximando arte e ind\u00fastria, e combatendo o abstracionismo l\u00edrico entendido como express\u00e3o individual inadequada para o contexto da arte daquele momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>At\u00e9 03 de julho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Com curadoria de Heloisa Espada e Yuri Quevedo, a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane obras e registros fotogr\u00e1ficos que remetem \u00e0 mostra hist\u00f3rica que ocorreu em 1952\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,14867,6,4844,15],"tags":[3953,3546,20657,208,4241,234,270,20655,20656,287,291,316,3802,20653,1728,20654],"class_list":["post-21587","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-construtiva","category-exposicoes","category-museus","category-sao-paulo","tag-anatol-wladyslaw","tag-caue-alves","tag-elizabeth-machado","tag-geraldo-de-barros","tag-heloisa-espada","tag-hermelindo-fiaminghi","tag-judith-lauand","tag-kazmer-fejer","tag-leopold-haar","tag-lothar-charoux","tag-luiz-sacilotto","tag-mauricio-nogueira-lima","tag-museu-de-arte-moderna-de-sao-paulo","tag-ruptura-e-o-grupo-abstracao-e-arte-concreta-70-anos","tag-waldemar-cordeiro","tag-yuri-quevedo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21587"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21587\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21588,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21587\/revisions\/21588"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}