{"id":21721,"date":"2022-04-29T19:39:13","date_gmt":"2022-04-29T19:39:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=21721"},"modified":"2022-04-29T19:39:13","modified_gmt":"2022-04-29T19:39:13","slug":"transitoriedades-ocultas-no-ccc-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/transitoriedades-ocultas-no-ccc-rj","title":{"rendered":"Transitoriedades Ocultas no CCC RJ"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-21721 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-01.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-01-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-01-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-01-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-01-1024x1024.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-02.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-02-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-21723\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-21723'>\n\t\t\t\tcof\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-03.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-03-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-04.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Transitoriedades-04-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rose Aguiar e Sandra Gon\u00e7alves apresentam at\u00e9 04 de junho, fotografias em duas salas no Centro Cultural Correios RJ, Centro, Rio de Janeiro, RJ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual a perspectiva h\u00edbrida que uma imagem pode assumir? Perpassando pelo documental e o ficcional, \u00e9 essa a proposta da exposi\u00e7\u00e3o \u201cTransitoriedades Ocultas\u201d, que re\u00fane trabalhos das artistas visuais, professoras e pesquisadoras Rose Aguiar e Sandra Gon\u00e7alves. A partir do dia 05 de maio, cada uma ocupar\u00e1 uma sala do andar t\u00e9rreo, sob curadoria de Cota Azevedo, totalizando 60 fotografias. As composi\u00e7\u00f5es apresentadas s\u00e3o organizadas em dois grupos visuais de cor: o azul, com imagens que tangem o abstrato com a tem\u00e1tica \u201c\u00e1gua\u201d, de Rose Aguiar; e o vermelho, cor eleita por Sandra Gon\u00e7alves para expressar quest\u00f5es do feminino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ponto onde as narrativas apresentadas convergem \u00e9 o contexto de tr\u00e2nsito entre algum lugar da mem\u00f3ria iconogr\u00e1fica e do faz de conta. Tanto Rose quanto Sandra tratam a fotografia como um campo que instiga a vis\u00e3o para al\u00e9m do olhar, seja pelo vi\u00e9s da sobreposi\u00e7\u00e3o da imagem sucessiva ou ainda pela aproxima\u00e7\u00e3o do ponto focal retratado. A narrativa do conceito dos trabalhos se estabelece facilmente. \u00c9 necess\u00e1rio um ato de \u201ccome\u00e7ar a ver\u201d, que n\u00e3o reconhece um caminho exato de uma identifica\u00e7\u00e3o com a realidade meramente mim\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO campo formal do document\u00e1rio, do registro, torna-se contaminado pelo subjetivo e imagin\u00e1rio em \u201cTransitoriedade Ocultas\u201d. Se h\u00e1 um espa\u00e7o de discurso da cria\u00e7\u00e3o de uma obra que n\u00e3o pode ser captado pelo outro, na fotografia haveria ent\u00e3o uma vis\u00e3o m\u00edope. Algo de uma certa incapacidade lingu\u00edstica de traduzir por completo a imagem retratada. Mesmo quando ocorre um registro veross\u00edmil da realidade, o fato, a foto, torna-se um territ\u00f3rio carregado de s\u00edmbolos ocultos espec\u00edficos e repletos de uma ambival\u00eancia da imagem documentada, que, por vezes, se tornam invis\u00edveis. Quase sempre, n\u00e3o reveladas. Segundo Susan Sontag, pensadora e cr\u00edtica de arte, &#8220;&#8230;a fotografia \u00e9 o invent\u00e1rio da mortalidade. Sendo assim, transit\u00f3rias e ocultas\u201d, afirma a curadora, Cota Azevedo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O real \u00e9 abstrato ou n\u00e3o? \u00c9 o que Rose Aguiar parece interrogar em suas fotos aqu\u00e1ticas. A tem\u00e1tica escolhida pode colocar o espectador no contexto da cena projetada: um participante ativo, ou um voyeur a querer adentrar no cen\u00e1rio vislumbrado. As dist\u00e2ncias focais curtas podem articular uma hist\u00f3ria amb\u00edgua. A escolha de composi\u00e7\u00e3o em suas fotografias mostra ainda a natureza das coisas cambiantes de uma imagem. A vitalidade tamb\u00e9m encontra a sua ponte em Sandra Gon\u00e7alves. A escolha pela paleta de cor forte (vermelha, carnal e carn\u00edvora) das suas fotos infringe o cen\u00e1rio costumeiro, como se a proposi\u00e7\u00e3o da imagem testemunhasse seu tempo e seus atravessamentos. A artista opta por levantar quest\u00f5es do feminino atrav\u00e9s de uma sucess\u00e3o de camadas fotogr\u00e1ficas, em uma infinitude de leituras estruturais e historiogr\u00e1ficas onde os temas n\u00e3o s\u00e3o banais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre as artistas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rose Aguiar nasceu no Cear\u00e1, foi criada no Rio de Janeiro e mora em Nova Friburgo desde 1979. Graduada em Artes (Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica) no Bennett, possui tr\u00eas p\u00f3s &#8211; gradua\u00e7\u00f5es (Universo, UNIRIO e UNB) na mesma \u00e1rea. Trabalha com desenho, xilogravura, aquarela e fotografia h\u00e1 mais de 40 anos e atualmente sua pesquisa se volta para a fotografia, com o tema \u201c\u00c1gua\u201d, com imagens que instiguem e causem estranhamento no espectador. Realizou exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas no Brasil (Fortaleza, Goi\u00e1s, S\u00e3o Paulo, Porto de Galinhas, Rio de Janeiro e Nova Friburgo) e no exterior (Nova York, Portugal, Osaka, Paris, Palermo, Mil\u00e3o). Participou de Exposi\u00e7\u00f5es pelo MUSA Contemporary Art durante quatro anos em diversas cidades europeias e com a Galeria Heclectik Art. Trabalhou durante 30 anos como professora de artes na Rede estadual de Ensino em Nova Friburgo (IENF). Teve como mestres Ivan Serpa, Lydio Bandeira de Melo, Eduardo Sued, Ant\u00f4nio Grosso e Chalib Jabour, orienta\u00e7\u00e3o de Lia do Rio, Marcia Zo\u00e9 Ramos, Sara Figueiredo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sandra Gon\u00e7alves nasceu na cidade do Rio de Janeiro e atualmente mora e trabalha em Porto Alegre. \u00c9 artista visual, fot\u00f3grafa, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde 2000, a artista se dedica \u00e0 linguagem da fotografia, atua tanto com a t\u00e9cnica da fotografia anal\u00f3gica como a digital produzindo uma imagem h\u00edbrida. Ambos os processos est\u00e3o vinculados as reflex\u00f5es sobre o ser-no-mundo contempor\u00e2neo. Seu curr\u00edculo contabiliza mais de 40 exposi\u00e7\u00f5es coletivas, al\u00e9m de sete individuais, no \u00e2mbito internacional e nacional. Ainda este ano lan\u00e7ou pela editora Origem o livro fotogr\u00e1fico \u201cC\u00e1psula\u201d, sobre os trabalhadores de atividades insalubres, no caso espec\u00edfico das carvoarias existentes no centro urbano da cidade do Rio de Janeiro. Sandra foi selecionada no Edital P\u00fablico de Ocupa\u00e7\u00e3o Centro Hist\u00f3rico Cultura da Santa Casa de Porto Alegre. 2022. A mostra est\u00e1 marcada para setembro deste ano em Porto Alegre, RS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Rose Aguiar e Sandra Gon\u00e7alves apresentam at\u00e9 04 de junho, fotografias em duas salas no Centro Cultural Correios RJ, Centro, Rio de Janeiro,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6,8,4844,14],"tags":[20983,20979,10670,20984,19769,20987,745,20981,246,20982,20986,20980,20985,14007,18439,4540,20978,20977,2508,2507],"class_list":["post-21721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-fotografia","category-museus","category-rio-de-janeiro","tag-antonio-grosso","tag-benett","tag-centro-cultural-correios-rj","tag-chalib-jabour","tag-cota-azevedo","tag-edital-publico-de-ocupacao-centro-historico-cultura-da-santa-casa-de-porto-alegre","tag-eduardo-sued","tag-galeria-heclectik-art","tag-ivan-serpa","tag-lydio-bandeira-de-melo","tag-marcia-zoe-ramos","tag-musa-contemporary-art","tag-orientacao-de-lia-do-rio","tag-rose-aguiar","tag-sandra-goncalves","tag-sara-figueiredo","tag-susan-sontag","tag-transitoriedades-ocultas","tag-ufrgs","tag-universidade-federal-do-rio-grande-do-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21721"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21726,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21721\/revisions\/21726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}