{"id":24301,"date":"2023-06-21T19:05:16","date_gmt":"2023-06-21T19:05:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=24301"},"modified":"2023-06-21T19:05:16","modified_gmt":"2023-06-21T19:05:16","slug":"arte-naif-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/arte-naif-do-brasil","title":{"rendered":"Arte Na\u00eff do Brasil"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-24301 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Isabel-de-Jesus.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Isabel-de-Jesus-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es-300x298.jpg 300w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es-1024x1018.jpg 1024w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es-302x300.jpg 302w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Dalva-de-Magalha\u0303es.jpg 1772w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Fefe-Talavera.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Fefe-Talavera-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Francisco-Severino.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Arte-nai\u0308f-Francisco-Severino-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">A Galeria Jacques Ardies, Vila Mariana, S\u00e3o Paulo, SP,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>abriu uma nova coletiva &#8220;Arte Na\u00eff ou Arte Popular? Tanto faz, Arte do Brasil!&#8221;, com 32 pinturas assinadas por oito artistas que apresentam trabalhos que representam o Brasil isento de influ\u00eancias externas. A curadoria est\u00e1 a cargo de Jacques Ardies, ativo no segmento h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas. Em cartaz at\u00e9 julho de 2023.<\/p>\n<p class=\"p1\">A sele\u00e7\u00e3o dos pintores &#8211; Isabel de Jesus, Francisco Severino, Fefe Talavera, Dalva Magalh\u00e3es, Gilvan, Ivan Moraes, Ant\u00f4nio de Olinda, Jos\u00e9 de Freitas &#8211; possibilita duas a\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas e superlativas: resgata alguns artistas cujos trabalhos devem voltar ao foco p\u00fablico pela excel\u00eancia das t\u00e9cnicas envolvidas e coloca, lado a lado, obras rec\u00e9m finalizadas de criativos do mesmo padr\u00e3o e que comp\u00f5e a soma positiva caracter\u00edstica das escolhas do curador.<\/p>\n<p class=\"p1\">A quest\u00e3o que intitula a exposi\u00e7\u00e3o: Arte Na\u00eff ou Arte Popular &#8211; pode provocar cr\u00edticas, coment\u00e1rios, desaven\u00e7as e concord\u00e2ncias mas n\u00e3o interfere no prop\u00f3sito maior: diminuir a pol\u00eamica sobre a utiliza\u00e7\u00e3o do termo Na\u00eff e mostrar a arte que \u00e9 o mote principal. Na\u00eff tornou-se um termo pejorativo que se denomina uma arte menor, n\u00e3o relevante, sendo que \u00e9 um termo utilizado internacionalmente como refer\u00eancia de um estilo.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Estou mostrando uma bela arte brasileira, que \u00e9 o que importa. Arte a qual me dedico h\u00e1 anos e acho que existe muito ainda para mostrar!&#8221;. <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Jacques Ardies<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre os artistas<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Isabel de Jesus, at\u00e9 onde se saiba, n\u00e3o \u00e9 uma m\u00e9dium. No entanto, ao estar mais conectada com a terra e com as divindades, ou seja, com a ess\u00eancia mais profunda de nossa exist\u00eancia, ela descobre espontaneamente, sem ter aprendido nada, um passado fascinante do nosso planeta. De alguma forma, surgem dessas descobertas sereias &#8211; p\u00e1ssaros, assim como meandros e murm\u00farios da floresta equatorial. N\u00e3o se trata apenas de uma decora\u00e7\u00e3o com manchas aleat\u00f3rias de luz ou escurid\u00e3o. Essas cria\u00e7\u00f5es s\u00e3o animadas por uma poderosa e profunda inspira\u00e7\u00e3o, representando o \u00fanico mist\u00e9rio e o \u00fanico segredo de uma cria\u00e7\u00e3o ing\u00eanua e verdadeiramente aut\u00eantica.<\/p>\n<p class=\"p1\">O m\u00e9rito not\u00e1vel de Francisco Severino reside na maneira como lida com a cor verde, explorando suas varia\u00e7\u00f5es com a consci\u00eancia de que a pintura \u00e9 muito mais do que um tema em si, mas uma forma de desenvolver um pensamento por meio de cores e formas. O que impressiona em suas imagens \u00e9 a harmonia entre o dom\u00ednio t\u00e9cnico e a sensa\u00e7\u00e3o paradis\u00edaca de que o tempo se deteve para que cada cena, predominantemente rural, pudesse ser retratada. Seu trabalho \u00e9 caracterizado por uma abordagem meticulosa, onde os detalhes desempenham um papel fundamental, resultando em composi\u00e7\u00f5es visualmente perfeitas.<\/p>\n<p class=\"p1\">Fernanda Talavera acumulou uma vasta experi\u00eancia em exposi\u00e7\u00f5es realizadas em museus e galerias de arte ao redor do mundo. Embora tenha sido inicialmente reconhecida como grafiteira, ela expandiu sua abordagem art\u00edstica, explorando diferentes suportes para suas obras. Seu foco principal passou a ser a representa\u00e7\u00e3o de animais imagin\u00e1rios provenientes de um universo subconsciente fantasmag\u00f3rico que ela denomina &#8220;Bichos tipogr\u00e1ficos aleat\u00f3rios&#8221;. Com essa tem\u00e1tica, Fernanda Talavera busca incorporar elementos da cultura urbana ao seu universo art\u00edstico, estabelecendo novas categorias conceituais.<\/p>\n<p class=\"p1\">Dalva de Magalh\u00e3es, nascida em S\u00e3o Paulo e, h\u00e1 quase cinco d\u00e9cadas, se dedica \u00e0 sua arte, sustentando-se por meio dela. Sua t\u00e9cnica envolve o uso de diferentes materiais, como acr\u00edlico, guache e \u00f3leo, aplicados sobre tela ou madeira. A arte regional e folcl\u00f3rica exerce uma forte influ\u00eancia sobre seu trabalho. Al\u00e9m disso, Dalva de Magalh\u00e3es \u00e9 uma maratonista dedicada, residindo na regi\u00e3o montanhosa da serra da Bocaina, onde concentra sua preocupa\u00e7\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o da natureza e se engaja fervorosamente na luta pelos direitos dos povos ind\u00edgenas. Sua pintura \u00e9 caracterizada pela criatividade e aten\u00e7\u00e3o aos detalhes, retratando um mundo intimista que reflete seu ambiente ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"p1\">Gilvan \u00e9 Paulo Gilvan Duarte Bezerril, um autodidata em pintura e m\u00fasica, deu in\u00edcio \u00e0 sua carreira art\u00edstica em 1964. Sua abordagem \u00fanica envolvia o uso de uma t\u00e9cnica por ele mesmo inventada, utilizando tinta automotiva e acr\u00edlica sobre chapa de eucatex ou, ocasionalmente, chapa de madeira. A arte de Paulo Gilvan Duarte Bezerril \u00e9 caracteristicamente ing\u00eanua, transbordante de alegria, cores vibrantes e atmosferas tropicais. Ele evita f\u00f3rmulas estereotipadas, retratando desde festas populares rurais at\u00e9 hist\u00f3rias em quadrinhos que narram a vida de Lampi\u00e3o e Maria Bonita.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ivan Moraes capta com riqueza de detalhes as tem\u00e1ticas mais frequentes de sua obra, inspiradas pela representa\u00e7\u00e3o dos cultos religiosos afro-brasileiros da Bahia, assim como pelas baianas vestidas com trajes brancos rendados. Sua pintura une a alegria das cores com o mist\u00e9rio da cenografia, onde os personagens s\u00e3o imersos no esplendor da natureza tropical, exibindo trajes festivos e express\u00f5es de felicidade. Em seu Dicion\u00e1rio de Pintores Brasileiros de 1997, Walmir Ayala descreveu essa fus\u00e3o de elementos, destacando a forma como o artista retrata com precis\u00e3o esses aspectos em sua obra.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ant\u00f4nio de Olinda, \u00e9 natural de Olinda, PE, cultivou seu amor pela arte desde a inf\u00e2ncia, sempre vivendo pr\u00f3ximo ao mar na sua amada cidade natal. Sua jornada art\u00edstica come\u00e7ou com o mamulengo, um popular teatro de bonecos regional. Em 1984, participou de sua primeira exposi\u00e7\u00e3o coletiva, conquistando tamb\u00e9m uma premia\u00e7\u00e3o no &#8220;Sal\u00e3o dos Novos de Pernambuco&#8221; e o primeiro lugar no Projeto Lista Telef\u00f4nica do Estado de Pernambuco, ambos no mesmo ano. Sua arte \u00e9 marcada pelo uso de cores vibrantes, tra\u00e7os en\u00e9rgicos e uma abordagem pouco convencional, que busca express\u00e3o e irrever\u00eancia, sem se preocupar excessivamente com a perfei\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Essa autenticidade essencial permeia sua obra.<\/p>\n<p class=\"p1\">Jos\u00e9 de Freitas, nascido na d\u00e9cada de 1930 &#8211; artista j\u00e1 falecido &#8211; em Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o, PE, posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro durante a d\u00e9cada de 1950. Embora tenha dado seus primeiros passos como artista no teatro e na televis\u00e3o, sua paix\u00e3o pela pintura come\u00e7ou a se desenvolver paralelamente, ganhando maior aten\u00e7\u00e3o a partir de 1964. Desde o in\u00edcio, sua arte tem sido habitada por min\u00fasculas figuras que preenchem toda a dimens\u00e3o da tela. Seus temas variam desde ilustra\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as teatrais at\u00e9 representa\u00e7\u00f5es da B\u00edblia e do circo, sempre permeados de humor e sensibilidade.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Galeria Jacques Ardies, Vila Mariana, S\u00e3o Paulo, SP,\u00a0 abriu uma nova coletiva &#8220;Arte Na\u00eff ou Arte Popular? 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