{"id":24399,"date":"2023-07-17T17:13:44","date_gmt":"2023-07-17T17:13:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=24399"},"modified":"2023-07-17T17:13:44","modified_gmt":"2023-07-17T17:13:44","slug":"iole-de-freitas-no-instituto-tomie-ohtake","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/iole-de-freitas-no-instituto-tomie-ohtake","title":{"rendered":"Iole de Freitas no Instituto Tomie Ohtake"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-24399 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Iole-de-Freitas-001.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Iole-de-Freitas-001-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">Em instala\u00e7\u00e3o monumental in\u00e9dita, a artista retoma a dan\u00e7a para sublinhar o movimento, o espa\u00e7o e a forma. Ao entrar no grande hall do Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, S\u00e3o Paulo, SP, &#8211; at\u00e9 17 de setembro &#8211; o visitante vai se deparar com uma surpreendente instala\u00e7\u00e3o de dimens\u00e3o monumental concebida pela artista visual que completa cinco d\u00e9cadas de carreira. &#8220;Iole de Freitas: Colapsada, em p\u00e9&#8221;, com curadoria de Paulo Miyada, \u00e9 uma mostra organizada em torno desta instala\u00e7\u00e3o, produzida com tubos met\u00e1licos e placas de policarbonato marcados pelo uso pr\u00e9vio como partes de instala\u00e7\u00f5es feitas pela artista nos \u00faltimos vinte e cinco anos. Essa nova pe\u00e7a apoia-se sobre o solo e se ergue como um abrigo aberto repleto de movimento.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Ela dispensou a possibilidade de criar novas linhas e planos suspensos na idiossincr\u00e1tica arquitetura desse espa\u00e7o de passagem e cruzamento desenhado por Ruy Ohtake, e desceu ao ch\u00e3o de seu ateli\u00ea as pe\u00e7as constituintes de dez de suas exposi\u00e7\u00f5es. Tubos met\u00e1licos e placas de policarbonato marcados pelo uso (com arranh\u00f5es, manchas, sujidades e desgastes) foram ent\u00e3o girados, recombinados, aparafusados, soldados&#8221;, explica o curador chefe do Instituto Tomie Ohtake.<\/p>\n<p class=\"p1\">Para a concep\u00e7\u00e3o da obra, pela primeira vez em seis d\u00e9cadas, a dan\u00e7a retornou direta e explicitamente ao seu fazer art\u00edstico, como modo de apreens\u00e3o do espa\u00e7o e concep\u00e7\u00e3o da forma. Neste processo ela come\u00e7ou a experimentar fragmentos de dan\u00e7a, cenas curtas ou anota\u00e7\u00f5es corporais em meio \u00e0 obra em constru\u00e7\u00e3o. Conforme Paulo Miyada, mover-se, s\u00f3 ou na companhia de seu neto, Bento, transformou-se numa esp\u00e9cie de nota\u00e7\u00e3o que antecipa e testa rela\u00e7\u00f5es entre partes e formas. &#8220;Trata-se da dan\u00e7a como r\u00e9gua, sism\u00f3grafo, desenho, maquete, laborat\u00f3rio&#8221;, ele destaca.<\/p>\n<p class=\"p1\">A quest\u00e3o com o corpo contida neste imenso &#8220;acontecimento da obra constru\u00edda&#8221; convida as pessoas a percorrer a instala\u00e7\u00e3o em livre movimento. &#8220;Essa pe\u00e7a \u00e9 um abrigo aberto, uma cena \u00e0 espera de atores volunt\u00e1rios, uma partitura espacializada de dan\u00e7a, um dispositivo de medi\u00e7\u00e3o do corpo e do espa\u00e7o; \u00e9 uma m\u00e1quina para a viv\u00eancia de m\u00faltiplos estados de presen\u00e7a, para a experimenta\u00e7\u00e3o de modos de aparecer e perceber-se&#8221;, completa Paulo Miyada. Os fragmentos filmados dessa experi\u00eancia com a dan\u00e7a integram duas videoinstala\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas como parte da exposi\u00e7\u00e3o desenvolvida em di\u00e1logo entre artista e o curador, que resultar\u00e1 ainda em uma publica\u00e7\u00e3o a ser distribu\u00edda gratuitamente.<\/p>\n<p class=\"p1\">Enquanto no Instituto Moreira Salles, em &#8220;Iole de Freitas, anos 1970 \/ Imagem como presen\u00e7a&#8221;, exposi\u00e7\u00e3o em cartaz com curadoria de S\u00f4nia Salzstein, a artista apresenta uma parte de sua hist\u00f3ria reelaborada por uma instala\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, no Instituto Tomie Ohtake, ela abre novos caminhos em sua obra ao reprocessar elementos constitutivos de sua trajet\u00f3ria: a dan\u00e7a e a pr\u00f3pria mat\u00e9ria de suas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre a artista<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Nascida em Belo Horizonte (MG), em 1945, Iole de Freitas mudou-se aos seis anos para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua forma\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a contempor\u00e2nea. Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cidade em que hoje vive e trabalha. A partir de 1970, viveu por oito anos em Mil\u00e3o, onde come\u00e7ou a desenvolver e expor seu trabalho em artes pl\u00e1sticas a partir de 1973. A artista participou de importantes mostras internacionais, como a 9\u00aa Bienal de Paris, a 16\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, a 5\u00aa Bienal do Mercosul e a Documenta 12, em Kassel, Alemanha. Al\u00e9m de comparecerem a individuais e coletivas em v\u00e1rias cidades do mundo, seus trabalhos integram importantes cole\u00e7\u00f5es, entre as quais, Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo (MAC USP); Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo (MAM-SP); Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i; Museu Nacional de Belas Artes, RJ; Museu do A\u00e7ude, RJ; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio); Museu de Arte do Rio (MAR); Bronx Museum (EUA); Winnipeg Art Gallery (Canad\u00e1); e Daros Collection (Su\u00ed\u00e7a).<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em instala\u00e7\u00e3o monumental in\u00e9dita, a artista retoma a dan\u00e7a para sublinhar o movimento, o espa\u00e7o e a forma. 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