{"id":24578,"date":"2023-08-18T18:46:45","date_gmt":"2023-08-18T18:46:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=24578"},"modified":"2023-08-18T18:46:45","modified_gmt":"2023-08-18T18:46:45","slug":"duas-exposicoes-na-fundacao-ibere-camargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/duas-exposicoes-na-fundacao-ibere-camargo","title":{"rendered":"Duas exposi\u00e7\u00f5es na Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-24578 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Miguel-Rio-Branco-FICamargo-001.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Miguel-Rio-Branco-FICamargo-001-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Afonso-Tostes-FICamargo-002.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Afonso-Tostes-FICamargo-002-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">No dia 26 de agosto, a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, Porto Alegre, RS, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas&#8221;, do fot\u00f3grafo multim\u00eddia, artista pl\u00e1stico e cineasta, Miguel Rio Branco. Organizada pelo pr\u00f3prio artista e por Thyago Nogueira, coordenador da \u00e1rea de Fotografia Contempor\u00e2nea do Instituto Moreira Salles (IMS) e editor da revista ZUM, &#8220;Palavras&#8221; foi vista no IMS S\u00e3o Paulo (2020) e IMS Rio de Janeiro (2022-23). S\u00e3o 127 obras que mostram a viv\u00eancia de Miguel Rio Branco pelas cidades por onde andou, com as pessoas com quem cruzou e os ambientes que explorou, de uma maneira muito particular de escrever com imagens. &#8220;Vejo que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 marginal. Eu fui atra\u00eddo por umas situa\u00e7\u00f5es humanas que me chocavam e que, ao mesmo tempo, me atra\u00edam porque havia uma for\u00e7a vital ali de resist\u00eancia&#8221;, diz o artista. Para Thyago Nogueira, &#8220;\u00c9 poss\u00edvel dizer que Miguel Rio Branco dedicou sua carreira a construir uma elegia da experi\u00eancia urbana e coletiva, encenada pelas pessoas que cruzaram seu caminho. Rever suas obras hoje \u00e9 perceber a pot\u00eancia que desperdi\u00e7amos e lidar com um sentimento profundo de melancolia. Mas \u00e9 tamb\u00e9m encarar nossas contradi\u00e7\u00f5es com uma nitidez atordoante e abrir-se \u00e0 oportunidade corajosa de entender como chegamos at\u00e9 aqui. M\u00faltiplas e mutantes, essas obras cruzadas ecoam n\u00e3o apenas o pensamento original do artista, mas uma nova e perturbadora sinfonia&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Um artista pleno<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A fotografia s\u00f3 como documento nunca interessou a Miguel Rio Branco. As refer\u00eancias que o tornaram um dos maiores nomes da fotografia e da arte contempor\u00e2nea brasileira v\u00eam quase sempre da pintura e do cinema.\u202fConhecido por seu trabalho com a cor, o ponto principal da sua obra \u00e9 justamente a constru\u00e7\u00e3o. Em 1983, por exemplo, a 17\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo apresentou, pela primeira vez, a instala\u00e7\u00e3o &#8220;Di\u00e1logo com Ama\u00fa&#8221;, uma proje\u00e7\u00e3o de imagens de um \u00edndio caiap\u00f3, o Ama\u00fa, em di\u00e1logo com imagens de sexualidade e morte advindas de outros trabalhos, ao som de um ritual na Aldeia Gorotire, no sul do Par\u00e1. Esta instala\u00e7\u00e3o foi um marco em sua carreira, onde fica percept\u00edvel a for\u00e7a que a imagem em movimento, a m\u00fasica e a montagem t\u00eam em sua trajet\u00f3ria. &#8220;Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas&#8221; come\u00e7a nos anos 1970, por um momento pouco conhecido do artista, quando Miguel Rio Branco se muda para Nova York. Ele pega uma c\u00e2mera e come\u00e7a a fazer as primeiras fotografias em preto e branco, algo raro em seu trabalho, ao redor do bairro bo\u00eamio East Village e da Rua Bowery, onde conviveu ao lado de artistas como Antonio Dias (1944-2018), H\u00e9lio Oiticica (1937-1980) e Rubens Gerchman (1942-2008). Miguel Rio Branco tocava na ferida, registrando os contrastes sociais das metr\u00f3poles e a exclus\u00e3o dos marginais. A mostra avan\u00e7a para trabalhos mais conhecidos, mas com imagens novas, quando o artista viaja pelo interior do Brasil na tentativa de elaborar uma s\u00edntese da identidade brasileira atrav\u00e9s da fotografia. Depois caminha para not\u00f3rias obras, como a s\u00e9rie dos boxeadores da Academia Santa Rosa, na Lapa, Rio de Janeiro, onde Miguel Rio Branco fotografou com uma c\u00e2mera anal\u00f3gica de m\u00e9dio formato. S\u00e3o imagens mais calmas, mais paradas e mais contemplativas, diferente das em 35 mil\u00edmetros do come\u00e7o da carreira, com uma velocidade intensa. A exposi\u00e7\u00e3o vai mostrando a mudan\u00e7a para uma fotografia mais pict\u00f3rica, o que ele fez mais recentemente. Imagens que possuem bastante textura, jogo de luzes, elementos muito simples, mas com uma for\u00e7a expressiva muito grande. &#8220;Gosto de dizer que esta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de antirretrospectiva. Apesar de tentar tra\u00e7ar o desenvolvimento complexo da linguagem do Miguel Rio Branco, tudo que aparece foi montado para este projeto&#8221;, afirma Thyago Nogueira.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A bagagem gen\u00e9tica. Filho de diplomatas, bisneto do Bar\u00e3o de Rio Branco e tataraneto do Visconde de Rio Branco por parte de pai, a gen\u00e9tica bateu forte para o lado materno. Miguel Rio Branco \u00e9 neto de J. Carlos (1884-1950), um dos maiores caricaturistas e cronistas de costumes do in\u00edcio do s\u00e9culo 20 no Rio de Janeiro, a quem Miguel dedicou o cat\u00e1logo desta exposi\u00e7\u00e3o no Instituto Moreira Salles. Nasceu em 1946 e viveu at\u00e9 os tr\u00eas anos de idade em Las Palmas de Gran Canarias, na Espanha, de onde partiu e passou a inf\u00e2ncia entre as cidades de Buenos Aires, Lisboa e Rio de Janeiro.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Entre os anos 1961 e 1963, morou na Su\u00ed\u00e7a, onde estudou e desenvolveu os primeiros trabalhos como ilustrador de um jornal local e cenografia de uma pe\u00e7a teatral. Em 1964, envolvido pelo desenho e pela pintura, realizou a primeira exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Paintings and drawings&#8221;, na Galeria Anlikerkeller, em Berna. Neste mesmo ano, mudou-se com os seus pais para Nova York, onde fez um curso b\u00e1sico de fotografia no New York Institute of Photography. A partir de ent\u00e3o, realizou uma s\u00e9rie de fotografias nas ruas desta cidade que serviram, principalmente, como colagens em suas pinturas. Em 1972, com a morte de sua m\u00e3e, Miguel Rio Branco retornou ao Rio de Janeiro e dedicou-se, principalmente, ao cinema, trabalhando, ao longo desta d\u00e9cada, como diretor de fotografia e c\u00e2mera. Dirigiu 14 curtas-metragens e fotografou oito longas. Ganhou o pr\u00eamio de melhor dire\u00e7\u00e3o de fotografia por seu trabalho em &#8220;Mem\u00f3ria Viva&#8221;, de Otavio Bezerra, e &#8220;Aboli\u00e7\u00e3o&#8221;, de Zozimo Bulbul, no Festival de Cinema do Brasil de 1988. Tamb\u00e9m dirigiu e fotografou sete filmes experimentais e dois v\u00eddeos, incluindo &#8220;Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno&#8221;, que ganhou o pr\u00eamio de melhor fotografia no Festival de Cinema de Bras\u00edlia e o Pr\u00eamio Especial do J\u00fari e o Pr\u00eamio da Cr\u00edtica Internacional no XI Festival Internacional de Document\u00e1rios e Curtas de Lille, Fran\u00e7a, em 1982. Em 1980, tornou-se correspondente da Magnum Photos. Como registrado no site da empresa, &#8220;Miguel Rio Branco, fascinado por lugares de forte contraste, na for\u00e7a das cores e da luz tropical, fez do Brasil sua principal \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o.&#8221; Em 1985, publicou &#8220;Dulce Sudor Amargo&#8221;, livro em que tra\u00e7ou um paralelo entre o lado sensual e vital de Salvador, Bahia, e o lado hist\u00f3rico da cidade, que na \u00e9poca (1979) era habitada por prostitutas e marginais. \u00c9 um ensaio sobre a vida e a morte, sobre as cicatrizes deixadas pelo tempo e pela viv\u00eancia. Em 1996 veio &#8220;Nakta&#8221;, uma publica\u00e7\u00e3o que explora o tema do besti\u00e1rio no homem e no animal, seguido de um projeto visual e po\u00e9tico alimentado por um feliz encontro com o poema &#8220;Nuit Close&#8221;, de Louis Calaferte, colabora\u00e7\u00e3o que ganhou o Prix du Livre Photo.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>&#8220;Silent Book&#8221; (1997) trouxe quadros de corpos e espa\u00e7os afetados pelo tempo; a decrepitude \u00e9 ampliada pela luz, e a carne ferida, o envelhecimento e a morte assombram a obra por meio de cores terrosas e vermelho-sangue. J\u00e1 em \u201cMiguel Rio Branco\u201d (1998), L\u00e9lia e Sebasti\u00e3o Salgado escreveram no posf\u00e1cio: &#8220;Miguel Rio Branco usa a cor como um pintor e a luz como quem faz cinema.&#8221; O livro &#8220;Entre os Olhos o Deserto&#8221; (2001) aponta uma evolu\u00e7\u00e3o para uma forma h\u00edbrida, usando imagens de fotografias e v\u00eddeos extra\u00eddos dos filmes experimentais do artista. Da mesma forma, suas exposi\u00e7\u00f5es funcionam como instala\u00e7\u00f5es, conceito crucial para o seu trabalho, pelo qual &#8211; sem descurar a import\u00e2ncia da imagem \u00fanica &#8211; criar um discurso atrav\u00e9s das imagens \u00e9 o objetivo final. A publica\u00e7\u00e3o e a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Plaisir la douleur&#8221; (2005) confirmam isso. &#8220;Voc\u00ea Est\u00e1 Feliz?&#8221; (2012) explora diferentes possibilidades de felicidade e de inf\u00e2ncia, sem excluir os aspectos dif\u00edceis do crescimento e do ambiente em que o ser humano se desenvolve. Miguel Rio Branco se distancia de uma concep\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica, provocando o leitor a refletir sobre os significados atribu\u00eddos \u00e0 felicidade. Em &#8220;Maldicidade&#8221; (2014), o artista re\u00fane, em fotografias, cenas urbanas de metr\u00f3poles de diversas partes do mundo &#8211; Jap\u00e3o, EUA, Brasil, Cuba, Peru -, captadas entre 1970 e 2010, abordando o isolamento dos marginalizados das grandes cidades.<\/p>\n<p class=\"p1\">At\u00e9 12 de novembro.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Afonso Tostes: a arte no desequil\u00edbrio para destacar a fragilidade da vida.<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;A realiza\u00e7\u00e3o da escultura, na maneira de trabalho, passa pela tentativa de associar coisas naturais e misteriosas \u00e0 previsibilidade humana. Busco naquilo que est\u00e1 morto alguma vida escondida. Assim a madeira, antes \u00e1rvore, deixa de ser apenas material, e, pelo esfor\u00e7o f\u00edsico, se torna escultura e campo de reflex\u00e3o. N\u00e3o obstante, tento encontrar beleza na po\u00e9tica mais simples poss\u00edvel&#8221;, afirma Afonso Tostes.<\/p>\n<p class=\"p1\">Tamb\u00e9m no dia 26 de agosto, a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo abre a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Afonso Tostes &#8211; Ajuntamentos&#8221;. Nos 25 trabalhos, a maioria esculturas feitas em madeiras e troncos de \u00e1rvores, observa-se uma produ\u00e7\u00e3o irrequieta. Esculturas, pinturas e desenhos que nunca se acomodam no lugar comum; as pe\u00e7as dialogam com os espa\u00e7os. <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Conhecido por suas grandes instala\u00e7\u00f5es, Afonso Tostes resgata as hist\u00f3rias preliminares dos materiais, principalmente a madeira, exp\u00f5e e transforma suas narrativas, de acordo com uma sens\u00edvel reconstru\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o expositivo, ou mesmo com a ressignifica\u00e7\u00e3o de objetos, como ferramentas e utens\u00edlios de trabalho.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>&#8220;Trabalho sobre o que j\u00e1 existe, o que encontro por a\u00ed, materiais que sofreram a interfer\u00eancia da m\u00e3o humana e do tempo. Me interessa a rela\u00e7\u00e3o do homem com seu entorno, com a natureza. N\u00e3o falo apenas da rela\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, mas tamb\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es pessoais, das nossas express\u00f5es vis\u00edveis e invis\u00edveis&#8221;, explica Afonso Tostes. No livro &#8220;Entre a cidade e a natureza&#8221;, Daniel Rangel, curador-geral do Museu de Arte Moderna da Bahia, descreve muito bem o esp\u00edrito livre de um dos principais escultores brasileiros, que tem a cultura de um pa\u00eds e seu povo como inspira\u00e7\u00e3o: &#8220;Capoeirista, homem do mar, do orix\u00e1 e do fazer manual, Afonso Tostes utiliza em seu trabalho as mesmas ferramentas que os artes\u00e3os, carrega o popular em si mesmo, em suas experi\u00eancias e nos caminhos que decidiu trilhar. (&#8230;) Interessa-se mais pela troca com o grupo e pela riqueza cultural que pelos lugares em si. Apesar de executar suas esculturas por meio da observa\u00e7\u00e3o, em caminhada pela cidade e na natureza, seu assunto principal \u00e9 o ser humano. Suas obras revelam pessoas, muitas vezes, invis\u00edveis na sociedade (&#8230;) Seus olhos pensam e emite mensagens, e, muitas vezes, precisamos estar livres para entender essa comunica\u00e7\u00e3o aberta exuniana. Rompe as estruturas com suas m\u00e3os, que curam com sua arte. Prazer, alegria, sensibilidade, emo\u00e7\u00e3o, um se dar constante com as diversas linguagens que ele expressa com sua mente plural&#8221;. Ainda menino, Afonso Tostes tomou gosto pelas viagens, transitando entre Belo Horizonte, onde nasceu em 1965, e fazendas no interior de Minas Gerais. Contemplador das porteiras e \u00e1rvores, currais e cavalos, desenvolveu interesse pela investiga\u00e7\u00e3o da natureza e sua rela\u00e7\u00e3o com o homem.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Desde sempre, demonstrou aptid\u00e3o para o desenho, aprimorada na Escola Guignard, principal institui\u00e7\u00e3o formadora de artistas em Minas Gerais e onde teve o primeiro contato com as tintas. Em 1987, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu os estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage com Carlos Z\u00edlio, Charles Watson e Daniel Senise. Das amizades que fez com artistas, cr\u00edticos e curadores veio o primeiro trabalho como assistente de Antonio Dias e como cen\u00f3grafo para teatro e televis\u00e3o. Sua obra \u00e9 marcada por influ\u00eancias brasileira e internacional, que v\u00e3o da arte contempor\u00e2nea ao fazer livre e espont\u00e2neo, em que o belo n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, mas uma vontade simples do ornamento, uma necessidade fundamental. Atualmente, sua obra figura em cole\u00e7\u00f5es como MAM-RJ (Brasil), MAM-BA (Brasil), MAC Niter\u00f3i (Brasil), Fondation Cartier pour l\u2019Art Contemporain (Fran\u00e7a) e Cole\u00e7\u00e3o SESC de Arte (Brasil).<\/p>\n<p class=\"p1\">At\u00e9 22 de outubro.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 26 de agosto, a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, Porto Alegre, RS, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas&#8221;, do fot\u00f3grafo multim\u00eddia,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,6,4844,11,14],"tags":[2574,3766,26470,535,26473,835,1244,26471,123,2578,1185,11787,26476,1850,173,26481,228,26482,2580,26479,26475,318,26480,2573,26477,26478,26472,26474,411,2583,3205,2575],"class_list":["post-24578","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-exposicoes","category-museus","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","tag-abolicao","tag-afonso-tostes","tag-ajuntamentos","tag-antonio-dias","tag-bairro-boemio-east-village","tag-carlos-zilio","tag-charles-watson","tag-colecao-sesc-de-arte","tag-daniel-senise","tag-dulce-sudor-amargo","tag-escola-de-artes-visuais-do-parque-lage","tag-escola-guignard","tag-festival-de-cinema-do-brasil-de-1988","tag-fondation-cartier-pour-lart-contemporain","tag-fundacao-ibere-camargo","tag-ganhou-o-prix-du-livre-photo","tag-helio-oiticica","tag-lelia-e-sebastiao-salgado","tag-louis-calaferte","tag-magnum-photos","tag-memoria-viva","tag-miguel-rio-branco","tag-nuit-close","tag-otavio-bezerra","tag-premio-de-melhor-fotografia-no-festival-de-cinema-de-brasilia","tag-premio-especial-do-juri-e-o-premio-da-critica-internacional-no-xi-festival-internacional-de-documentarios-e-curtas-de-lille","tag-principal-instituicao-formadora-de-artistas-em-minas-gerais","tag-rua-bowery","tag-rubens-gerchman","tag-silent-book","tag-thyago-nogueira","tag-zozimo-bulbul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24578"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24582,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24578\/revisions\/24582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}