{"id":24666,"date":"2023-09-18T20:10:39","date_gmt":"2023-09-18T20:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=24666"},"modified":"2023-09-18T20:10:39","modified_gmt":"2023-09-18T20:10:39","slug":"o-fluxo-de-narrativas-de-jose-rufino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/o-fluxo-de-narrativas-de-jose-rufino","title":{"rendered":"O fluxo de narrativas de Jos\u00e9 Rufino"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-24666 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-003.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-003-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-004.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-004-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-002.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-002-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-001.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Jose\u0301-Rufino-001-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Oi, atrav\u00e9s da Lei Estadual de Incentivo \u00e0 Cultura, apresentam &#8211; at\u00e9 29 de outubro &#8211; a exposi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita de Jos\u00e9 Rufino que ocupa tr\u00eas andares do Futuros &#8211; Arte e Tecnologia sendo esta a 24\u00aa individual do artista apresentando instala\u00e7\u00e3o criada especialmente para a ocupa\u00e7\u00e3o, e integrou a programa\u00e7\u00e3o paralela da ArtRio 2023.<\/p>\n<p class=\"p1\">Durante mais de 20 anos, Jos\u00e9 Rufino conciliou a carreira de ge\u00f3logo e paleont\u00f3logo com a de artista visual, iniciada em 1984 &#8211; \u00e0 qual se dedica integralmente h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas. A influ\u00eancia do trabalho cient\u00edfico em sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica se iniciou de forma espor\u00e1dica e instintiva, mas ganhou import\u00e2ncia crescente em sua pesquisa ao longo do tempo. O &#8220;Projeto Fossilium&#8221; se prop\u00f5e a ser um divisor de \u00e1guas na trajet\u00f3ria do artista ao radicalizar de forma definitiva a jun\u00e7\u00e3o entre os dois saberes, enquanto lados indissoci\u00e1veis de sua obra po\u00e9tico-cient\u00edfica. A curadoria \u00e9 de Franklin Espath Pedroso.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Sempre disse que a arte tinha surgido para completar aquilo que a ci\u00eancia e a paleontologia n\u00e3o me permitem ficcionar, subverter o estado das coisas da natureza. O paleont\u00f3logo s\u00f3 pode medir, comparar, dar nome cient\u00edfico, enfim, n\u00e3o pode inventar. E por isso vinha a arte, para completar esse outro lado&#8221;, explica Jos\u00e9 Rufino. Ao longo dos anos, compreendeu a ci\u00eancia tamb\u00e9m com gosto do pesquisador e com mais sensibilidade. E por outro lado, foi entendendo que a arte tamb\u00e9m precisava de m\u00e9todos. &#8220;Hoje entendo a arte como ci\u00eancia da arte. Ela passou a ser encarada como \u00e1rea de conhecimento pelo CNPq desde os anos 80, ent\u00e3o n\u00e3o tenho mais pudor de chamar hoje de Ci\u00eancia da Arte, assim como existem as Ci\u00eancias Humanas, Exatas e Naturais&#8221;, completa.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Ao propor esse projeto percebi que Rufino j\u00e1 tinha claramente esses dois lados manifestos, que havia espa\u00e7o para um aprofundamento mais contundente dessa pesquisa que ele vinha desenvolvendo, mas ainda n\u00e3o t\u00e3o evidenciada em sua obra. Acredito que ele agora teve a ousadia necess\u00e1ria para estabelecer essa comunh\u00e3o&#8221;, analisa Franklin Pedroso, curador da mostra.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;O Projeto Fossilium promove um fluxo de narrativas nas quais se misturam temporalidades, realidade e fic\u00e7\u00e3o em um tr\u00e2nsito entre arte, ci\u00eancia, hist\u00f3ria e natureza. Esta abordagem de Rufino est\u00e1 em total sintonia com a proposta do nosso espa\u00e7o&#8221;, destaca o diretor art\u00edstico do Futuros &#8211; Arte e Tecnologia, Felipe de Assis.<\/p>\n<p class=\"p1\">A ocupa\u00e7\u00e3o do Futuros &#8211; Arte e Tecnologia come\u00e7a no t\u00e9rreo, onde v\u00eddeos de making of de Jos\u00e9 Rufino em seu ateli\u00ea na Para\u00edba e uma videoarte produzida pelo artista ser\u00e3o exibidos nos tr\u00eas monitores pr\u00f3ximos \u00e0 escada e no videowall, respectivamente. Nos tr\u00eas andares seguintes, Fossilium recria o percurso do cientista &#8211; desde a pesquisa de campo, a coleta de materiais, passando pela cataloga\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o at\u00e9 a exibi\u00e7\u00e3o -, desta vez, no entanto, munido da fantasia, da abertura para a fic\u00e7\u00e3o pr\u00f3prias do fazer art\u00edstico.<\/p>\n<p class=\"p1\">Batizado de Mente et Maleo &#8211; lema universal da Geologia que significa Mente e Martelo -, o espa\u00e7o expositivo do primeiro andar, abrigar\u00e1 obras criadas a partir de objetos e impress\u00f5es coletadas em expedi\u00e7\u00f5es realizadas por Jos\u00e9 Rufino em regi\u00f5es do Cariri, Sert\u00e3o, Curimata\u00fa, Agreste, Serid\u00f3 e litoral da Para\u00edba, estado natal do artista, formando uma esp\u00e9cie de reserva t\u00e9cnica,<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>como se um cientista tivesse acabado de chegar de suas expedi\u00e7\u00f5es, desembalando os materiais de campo, para come\u00e7ar a classific\u00e1-los e apresent\u00e1-los ao p\u00fablico. Assim como o paleont\u00f3logo resgata hist\u00f3rias, fragmentadas em provas de vida condensadas pelo peso do tempo, Jos\u00e9 Rufino busca novas possibilidades de um resgate afetivo das mem\u00f3rias, estabelecendo narrativas que buscam unir passado e o presente, marca recorrente de sua trajet\u00f3ria art\u00edstica.<\/p>\n<p class=\"p1\">O nome do segundo andar da mostra, De Natura Fossilium (Sobre a natureza dos f\u00f3sseis, em latim), mote da exposi\u00e7\u00e3o, repete o t\u00edtulo de um dos livros do cientista alem\u00e3o Georgius Agricola (1494-1555), considerado o &#8220;pai da mineralogia&#8221;: &#8220;Na \u00e9poca de Agricola, a palavra f\u00f3ssil tinha um significado mais amplo e se referia a minerais, f\u00f3sseis, tudo que era retirado do ch\u00e3o&#8221;, conta Jos\u00e9 Rufino. Nesse espa\u00e7o, cria seu museu imagin\u00e1rio e expande a rela\u00e7\u00e3o entre a arte e a ci\u00eancia em pe\u00e7as onde os dois campos se fundem e confundem. Pedras, gesso, ferro, folhagens, areia, conchas, ossos, concreto e terra s\u00e3o alguns dos materiais que d\u00e3o origem a f\u00f3sseis quim\u00e9ricos, mas cuja abstra\u00e7\u00e3o n\u00e3o se desprende de todo a uma l\u00f3gica cient\u00edfica, evidenciando a comunh\u00e3o entre os dois saberes na obra do artista. Comp\u00f5em ainda a mostra interven\u00e7\u00f5es sobre fotografias e gravuras, algumas com mais de cem anos, que foram as primeiras representa\u00e7\u00f5es de tempos passados, os paleoambientes.<\/p>\n<p class=\"p1\">Jos\u00e9 Rufino aproveita a ocasi\u00e3o para levantar uma quest\u00e3o que acredita ser fundamental &#8211; em nenhuma das obras s\u00e3o utilizados f\u00f3sseis reais, fato que ser\u00e1 sinalizado na exposi\u00e7\u00e3o. Por seu valor hist\u00f3rico-cient\u00edfico, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o permite o uso nem a posse particular desses materiais: &#8220;Acho pertinente e apropriado em uma mostra que fala sobre o assunto salientar esse fato para o p\u00fablico e alertar inclusive para o tr\u00e1fico internacional de f\u00f3sseis e a falta de cuidado com o patrim\u00f4nio geol\u00f3gico-paleontol\u00f3gico&#8221;, destaca.<\/p>\n<p class=\"p1\">A \u00faltima parte da mostra &#8211; cujo nome tamb\u00e9m se apropria do nome de um livro de Agricola, De re mettalica (Da quest\u00e3o dos metais) &#8211; ocupa o terceiro andar da institui\u00e7\u00e3o, onde Jos\u00e9 Rufino cria uma instala\u00e7\u00e3o site specific sobre a minera\u00e7\u00e3o. A obra versa sobre a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com a natureza, os bens minerais como fonte de lucro, o ciclo de decomposi\u00e7\u00e3o das rochas e a evolu\u00e7\u00e3o da vida. Blocos de basalto, tecidos com fotografias e desenhos, almofadas pneum\u00e1ticas e pontas de perfura\u00e7\u00e3o usadas na minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das pe\u00e7as que s\u00e3o ressignificadas pelo artista em um cen\u00e1rio cujo tom catastr\u00f3fico convida o p\u00fablico a refletir sobre a urg\u00eancia do assunto.<\/p>\n<p class=\"p1\">Depois de enfrentar, no in\u00edcio da carreira, certa resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 coexist\u00eancia entre as duas atividades, Jos\u00e9 Rufino acredita ter hoje seus dois &#8220;eus&#8221; um pouco melhor compreendidos: &#8220;Havia uma esp\u00e9cie de limbo onde por vezes eu me sentia, como se cada lado me diminu\u00edsse em rela\u00e7\u00e3o ao outro, como se fosse uma coexist\u00eancia proibida, campos incompat\u00edveis e inconcili\u00e1veis&#8221;, acredita. Hoje, se entende cada vez mais \u00e0 vontade como produto desses dois saberes. &#8220;Essa mostra \u00e9 como uma retomada de terreno, de pensamento. Por isso a considero a mais importante de todo o meu percurso art\u00edstico. \u00c9 uma esp\u00e9cie de transe entre as epistemologias da geologia, paleontologia e arte. \u00c9 um desafio enorme, como se eu estivesse tentando, de fato, propor uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o conjunta&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\">Franklin Pedroso endossa o pensamento do artista e completa: &#8220;Ao percorrer a exposi\u00e7\u00e3o, o visitante \u00e9 instigado a questionar nossa hist\u00f3ria, a ci\u00eancia e, sobretudo, o papel da arte. Jos\u00e9 Rufino assume o desafio de um grande artista, cujo trabalho transcende as fronteiras da arte e da ci\u00eancia, deixando um legado de questionamentos sobre a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural e reflex\u00f5es sobre nosso passado, presente e futuro&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Jos\u00e9 Rufino (Jos\u00e9 Augusto Costa de Almeida) nasceu em 1965, em Jo\u00e3o Pessoa, Para\u00edba, onde vive e trabalha. Artista e professor de Artes Visuais da Universidade Federal da Para\u00edba. Ao longo dos 35 anos de trajet\u00f3ria, participou de mais de 300 exposi\u00e7\u00f5es no Brasil e exterior, entre individuais e coletivas. Desenvolveu sua jornada art\u00edstica passando da poesia para a poesia-visual e, em seguida, para a arte-postal e desenhos, ainda nos anos 1980.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>O universo do decl\u00ednio das planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil conduziu seu trabalho inicial em desenhos e instala\u00e7\u00f5es com mobili\u00e1rio e documentos de fam\u00edlia e institucionais. Nos anos 90, deu in\u00edcio a uma longa s\u00e9rie de instala\u00e7\u00f5es, Respiratio, Lacrymatio, Plasmatio, Faustus, Ulysses, Divortium Aquarum, dentre outras, sempre vinculadas a quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas. Realizou grandes individuais, em espa\u00e7os como Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro; Casa Fran\u00e7a Brasil, Rio de Janeiro; Museu Andy Warhol, Pittsburgh, USA; e Pal\u00e1cio das Artes, Porto, Portugal.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Participou de Bienais como a 25\u00aa Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, e das Bienais de Havana, Venezuela, Mercosul, Curitiba e Bienal de Cerveira, em Portugal. Integrou em 2019, a Bienal Internacional de Gaia, tamb\u00e9m em Portugal. Em 2016 ganhou o pr\u00eamio M\u00e1rio Pedrosa &#8211; Artista Contempor\u00e2neo, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00edticos de Arte. Tem realizado incurs\u00f5es nas linguagens cinematogr\u00e1fica e liter\u00e1ria, sendo autor do livro Afagos, editado pela Cosac e Naif, e do livro Desviver, ainda in\u00e9dito, mas que ganhou o pr\u00eamio Bolsa de Cria\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria da Funarte. Produziu os livros de artista &#8220;Olholho&#8221; e &#8220;Mosto&#8221;, ambos com tiragem assinada de 100 exemplares. Di\u00e1logos dicot\u00f4micos entre mem\u00f3ria e esquecimento, opul\u00eancia e decad\u00eancia ou p\u00fablico e privado contaminam sua produ\u00e7\u00e3o por completo.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre o curador<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Franklin Espath Pedroso \u00e9 arquiteto formado pela Universidade Santa \u00darsula no Rio de Janeiro (1987), cursou o Mestrado em Hist\u00f3ria e Cr\u00edtica da Arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializou-se tamb\u00e9m em Art Administration pela New York University. Al\u00e9m de atuar como curador independente, ocupa-se da coordena\u00e7\u00e3o de montagens e produ\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es. Foi professor adjunto no curso de Arquitetura das Faculdades Integradas Silva e Souza de 1988 a 1992. Foi curador-adjunto da IV Bienal do Mercosul. Foi curador-geral adjunto da Mostra do Redescobrimento em S\u00e3o Paulo e curador dos m\u00f3dulos Moderno e Contempor\u00e2neo. \u00c9 membro do Conselho Curatorial do Instituto de Arte Contempor\u00e2nea em S\u00e3o Paulo. Realizou tamb\u00e9m curadoria de mostras no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, CAPC de Bordeaux, National Museum of Women in the Arts em Washington, bem como coordenou diversas mostras como Body and Soul no Guggenheim Museum de Nova York, Museo de Bellas Artes em Santiago, Fundaci\u00f3n PROA, Centro de Arte Recoleta e Museo de Bellas Artes, ambos em Buenos Aires. Realizou a curadoria da retrospectiva do artista Luis Felipe No\u00e9 para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a exposi\u00e7\u00e3o da artista Silvia Rivas no Museo de Arte Latino Americano Eduardo Costantini em Buenos Aires e organizou o livro sobre o Pal\u00e1cio Pereda, tamb\u00e9m em Buenos Aires. Foi curador assistente da cole\u00e7\u00e3o do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo experi\u00eancia tamb\u00e9m no Museum of Modern Art de Nova York trabalhando na produ\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e montagem de exposi\u00e7\u00f5es. Realizou design e execu\u00e7\u00e3o de montagem de outras exposi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de ter coordenado a montagem das Salas Especiais da 23\u00aa Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo. Sua experi\u00eancia internacional se estende \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es de arte em importantes institui\u00e7\u00f5es de Nova York, Washington, Chicago, Paris, Bordeaux, Glasgow, Col\u00f4nia, Sevilla, Lisboa, Copenhagen, entre outras.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Galerias<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">As galerias do centro cultural j\u00e1 foram ocupadas por expoentes internacionais de diversas vertentes, como Andy Warhol, Nam June Paik, Tony Oursler, Jean-Luc Godard, Pierre et Gilles, David Lachapelle, Chantal Akerman; e brasileiros como Luiz Zerbini, Ros\u00e2ngela Renn\u00f3, Daniel Senise, Lenora de Barros, Iran do Esp\u00edrito Santo, Arthur Omar, Marcos Chaves e outros. Nas artes c\u00eanicas, o espa\u00e7o foi palco de espet\u00e1culos in\u00e9ditos e premiados de Felipe Hirsh, Gerald Thomas, Enrique Diaz, Antonio Abujamra, Denise Stoklos, Victor Garcia Peralta, Aderbal Freire, Jo\u00e3o Fonseca e outros. Com quase duas d\u00e9cadas de trajet\u00f3ria, Futuros &#8211; Arte e Tecnologia tamb\u00e9m sediou diversos eventos de destaque na cena cultural carioca, incluindo Festival do Rio, Panorama de Dan\u00e7a, FIL, Multiplicidade, Novas Frequ\u00eancias e Tempo_Festival, sendo os tr\u00eas \u00faltimos especialmente concebidos para a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Oi, atrav\u00e9s da Lei Estadual de Incentivo \u00e0 Cultura,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,5287,6,9524,4316,2086,4844,11,14],"tags":[12330,26604,26622,26624,26618,26614,19253,26615,96,100,26609,26603,120,26617,26607,26619,26600,26599,26597,26610,819,26606,26620,6051,26623,26612,1663,344,7154,18148,19594,380,26621,26616,26611,26598,26601,26605,26602,26608,26613,2540],"class_list":["post-24666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-esculturas-2","category-exposicoes","category-galerias","category-gravura-instalacao-2","category-instalacao-2","category-museus","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","tag-25a-bienal-internacional-de-sao-paulo","tag-agreste","tag-arquiteto-formado-pela-universidade-santa-ursula-no-rio-de-janeiro","tag-art-administration-pela-new-york-university","tag-autor-do-livro-afagos","tag-bienais-de-havana","tag-bienal-de-cerveira","tag-bienal-internacional-de-gaia","tag-casa-franca-brasil","tag-centro-cultural-banco-do-brasil","tag-cientista-alemao-georgius-agricola","tag-curimatau","tag-curitiba","tag-da-associacao-brasileira-de-criticos-de-arte","tag-de-natura-fossilium","tag-editado-pela-cosac-e-naif","tag-felipe-de-assis","tag-franklin-espath-pedroso","tag-futuros-arte-e-tecnologia","tag-jose-augusto-costa-de-almeida","tag-jose-rufino","tag-litoral-da-paraiba","tag-livro-desviver","tag-mercosul","tag-mestrado-em-historia-e-critica-da-arte-na-universidade-federal-do-rio-de-janeiro","tag-museu-andy-warhol","tag-museu-de-arte-contemporanea-de-niteroi","tag-museu-oscar-niemeyer","tag-palacio-das-artes","tag-pittsburgh","tag-porto","tag-portugal","tag-premio-bolsa-de-criacao-literaria-da-funarte","tag-premio-mario-pedrosa-artista-contemporaneo","tag-professor-de-artes-visuais-da-universidade-federal-da-paraiba","tag-projeto-fossilium","tag-regioes-do-cariri","tag-serido","tag-sertao","tag-sobre-a-natureza-dos-fosseis","tag-usa","tag-venezuela"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24671,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24666\/revisions\/24671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}